IMPRENSA | Bernard Sumner fala sobre a gravação do novo álbum do New Order na MOJO

No comecinho deste ano, a revista MOJO também publicou uma matéria, assinada por Ian Harrison, falando das gravações do que virá a ser o décimo álbum de estúdio do New Order (sem título definido ainda), e o primeiro sem o idolatrado baixista Peter Hook. Trata-se, na verdade, de uma entrevista com Bernard Sumner incluída no editorial “15FOR2015”, que lista os quinze principais acontecimentos ou lançamentos esperados para este ano. O disco do New Order figurou a posição número 2. De interessante, ficamos sabendo que o engenheiro de som Craig Silvey, que trabalhou com Arctic Monkeys (Suck It and See), Arcade Fire (The Suburbs e Reflektor), The National (Trouble Will Find Me), Nine Inch Nails (“Closer to God”, single) e Portishead (Third), também está envolvido no projeto. A seguir, disponibilizamos uma tradução da matéria.


15FOR2015
#2: NEW ORDER
A banda mais célebre de Manchester combate uma tábua de passar roupa, alista um Chemical Brother e volta com uma música nova após uma década.

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Quando MOJO procurou pelo líder do New Order, Bernard Sumner, ele revelou que uma tábua de passar roupa havia acabado de cair sobre sua cabeça. Mas mesmo isso não pôs fim ao seu entusiasmo depois de tocar o primeiro mix de uma música nova – “Restless” – na noite anterior, feita com o engenheiro de som do Arcade Fire e do Arctic Monkeys, Craig Silvey. “Foi simplesmente do caralho! Realmente excitante, uma experiência emocionante”, diz ele. “É um pouco do que eu gosto – fazer algo criativo, começando do nada”.

Após três anos trabalhando ao vivo, a reformada banda agora está preenchendo esse vazio do nada com oito novas faixas e mais ainda por vir para o seu décimo álbum. As músicas começaram a tomar forma em janeiro de 2014: bateria, baixo e guitarra são gravadas no estúdio caseiro do percussionista Stephen Morris, em Macclesfield; vocais, programações e sintetizadores são adicionados nas instalações de Sumner, ao sul de Manchester.

“Quando temos uma faixa que é realmente inspiradora, dá bastante trabalho”, explica ele, acrescentando que a escuridão do inverno inglês o deixa mais produtivo, escrevendo em uma mesa voltada para uma parede para ter o mínimo de distração. “São as minhas impressões a partir da música que dão origem à primeira linha das letras, depois a segunda e assim por diante. Mas tenho que admitir que o processo de escrita tem sido fragmentado e sem sentido, realmente mais difícil do que sair em turnê”.

A banda irá produzir as canções finalizadas, incluindo “Unlearn This Hatred” e uma outra, cujo título provisório é “Tutti Frutti”, além de duas faixas supervisionadas por Tom Rowlands, dos Chemical Brothers. “Nós sempre contratamos produtores por duas razões”, diz Sumner, “porque nós os respeitamos e porque eles acrescentam algo a uma faixa, além de tirarem fora toda a merda e de serem políticos”. Os relatos de que seriam produzidos por James Murphy foram, diz ele, um mal entendido em uma entrevista on line quando a banda na verdade estava se referindo à sua assinatura de contrato com a gravadora Mute.

Educadamente, mas com firmeza, Bernard diz não querer chamar a atenção sobre possíveis temas (“liricamente, eu sou um impressionista, você deixa a pessoa escutar e fazer o resto, então ela se torna parte do processo”), mas confirma que o baixo de algumas músicas soa familiar, como no material altigo da banda. “Sim, há um pouco disso. Eu não quero menosprezar essa pessoa [ele está se referindo ao ex-baixista do New Order, Peter Hook], mas muita gente sabe tocar baixo. [O álbum] consiste em uma série de elementos, alguns eletrônicos, alguns acústicos, alguma mistura, como o Arcade Fire faz. O New Order é uma banda híbrida”.

Ele espera que o álbum saia na Primavera. “É um renascimento?”, ele pergunta. “É como se fossemos revelar nossa nova direção e fazermos nossa odisseia jazz? Não. Mas nos sentimos revitalizados, pelos shows terem ido tão bem e pela atmosfera positiva na banda. Acho isso perfeitamente natural neste momento. O contrato com a Mute é de apenas um álbum, não quisemos assinar com nosso sangue porque queríamos ver como iria funcionar e como o trabalho vai progredir em estúdio. Se nós gostarmos, haverá mais LPs, com certeza”.

Ian Harrison

 

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