SCANS | Matérias e resenhas em português sobre “Waiting for the Sirens’ Call” (2005)

IM_No_CapaEm 2005, “apenas” quatro anos após o lançamento de Get Ready, o New Order pôs na rua o seu oitavo álbum de estúdio, Waiting for the Sirens’ Call. Esse foi o primeiro disco escrito e gravado pela banda sem Gillian Gilbert (teclados, guitarra), que decidiu se afastar da banda para cuidar de sua própria saúde (um câncer) e a de Grace, sua filha caçula com o baterista Stephen Morris; também foi o primeiro com Phil Cunningham, ex-Marion, como membro/integrante oficial, já que durante a turnê de Get Ready (2001/2002) ele não passava de um músico contratado cujo papel era substituir Gillian no palco. A princípio, Waiting for the Sirens’ Call soava como um trabalho “irmão” de Get Ready, pois se existe algo em comum entre os dois CDs esse algo é o maior ênfase nas guitarras e no lado mais rock da banda. Entretanto, quem ouvir o Sirens mais atentamente vai perceber que esse disco, ao contrário do seu antecessor, tem um clima mais nostálgico, com um pé no passado – parece que estamos ouvindo sobras do lado A de Brotherhood, por exemplo. Ou, como corretamente disse o New Musical Express na época: “Sim, é um disco do New Order, como muitos outros discos do New Order antes desse e como os incontáveis discos do New Order que virão. Mas, Deus do céu, as músicas são muito boas”.

Na época em que foi lançado, as críticas no Brasil foram, em geral positivas. Quer dizer, a receptividade do álbum por estas bandas foi muito semelhante à dos principais títulos da chamada “imprensa especializada”: não chegava a ser um álbum impecável ou poderoso, mas merecia ao menos uma “menção honrosa” dentro da discografia da banda. O site Pitchfork, por exemplo, deu nota 7,9. A Rolling Stone deu quatro estrelas (a nota máxima são cinco). Nada mal. Eu tenho guardado algumas matérias/resenhas sobre o CD que saíram aqui no Brasil em diferentes publicações – e resolvi digitalizá-las para compartilhar aqui no blog. Bom, esses textos, como de praxe, possuem erros – na crítica da Folha de S. Paulo, por exemplo, Thiago Ney escreve sobre uma música “x”, mas dá o título da música “y” (o que só descobri depois que eu comprei o disco e me familiarizei com as músicas). Isso sem falar que com as exceções da matéria da Folha e da crítica do Tom Leão para o jornal O Globo, a resenha da Veja e a matéria de capa de duas páginas do extinto International Magazine se concentram mais na história da banda, contada de maneira bastante sensacionalista. Graaaaande novidade…


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