NEWS | Stephen Morris fala sobre fazer “Music Complete” sem Peter Hook

Control+Gala+Screening+45MePKxniVFxNa segunda-feira, dia 10 de agosto, o site da revista canadense Explaim! Music publicou uma entrevista com Stephen Morris, baterista do New Order, na qual ele falou um pouco sobre como foi compor o novo álbum da banda, Music Complete, sem Peter Hook (baixista original). Na mesma entrevista, ele também falou como o grupo se sente em relação à desconfiança do público no que concerne a um New Order sem Hook e sobre a banda Factory Floor, que segundo Morris teria sido a inspiração para que voltassem a compor com os sintetizadores em destaque, como nos velhos tempos. A tradução completa da entrevista trazemos logo a seguir:


Stephen Morris, do New Order, fala do primeiro álbum sem Peter Hook
por Cam Lindsay
Publicado em 10 de agosto de 2015

Em 2011, quando o New Order anunciou que voltaria à ativa sem Peter Hook, membro original da banda, os fãs se perguntaram quanto tempo eles poderiam continuar sem o icônico baixista. Embora Hook estivesse ocupado com seu próprio trabalho com base no New Order e no Joy Division, os membros remanescentes Bernard Sumner, Stephen Morris e Gillian Gilbert montaram uma nova versão da banda com o colaborador de longa data Phil Cunningham e um novo baixista, Tom Chapman, para uma turnê mundial. A revitalização não apenas foi bem sucedida na estrada, mas também em estúdio, e assim o New Order passou a fazer seu nono álbum. [N.T.: a matéria não contabilizou o CD Lost Sirens, com sobras de estúdio de Waiting for the Sirens Call, de 2005]

O New Order está ciente das dúvidas que cercam um álbum sem Hook, mas eles não estão muito incomodados com o que as outras pessoas pensam.

“O negócio é escrever música e fazer o melhor que você puder”, disse Morris à Exclaim!. “E algumas pessoas vão gostar, enquanto outras vão achar uma porcaria. Eu não posso fazer nada com relação ao que os outros pensam. Na verdade, cabe a eles. Nós apenas fizemos o melhor disco que pudemos fazer”.

Music Complete (que sairá pela Mute no dia 25 de setembro) foi feito com um elenco de colaboradores de peso. Junto com Cunningham e Chapman, Tom Rowlands (Chemical Brothers), Stuart Price e Richard X ajudaram na produção, e Elly Jackson (La Roux), Iggy Pop e Brandon Flowers (The Killers) contribuíram com vocais. E mesmo com todos esses nomes participando, Morris e a banda estavam conscientes de que o baixista de longa data não estava envolvido. Essa consciência, no entanto, ajudou-os mais do que qualquer coisa.

“Isso é parte do que me faz pensar de forma diferente [neste álbum], explica ele. “Inconscientemente, ele [o álbum] nos fez trabalhar de um jeito diferente, porque nós estávamos trabalhando com Tom em vez de com Peter. Então fizemos as coisas de um outro modo. Só esse fato, realmente, fez alguma diferença. Mudou, mas isso não tornou as coisas mais difíceis ou mais fáceis. Eu acho que definitivamente contribuiu para nos concentrarmos na música e a nos esforçarmos mais”.

Quando a banda começou a trabalhar em Music Complete com Tom Rowlands, em 2013, eles rapidamente decidiram que queriam fazer um álbum que os levassem de volta aos dias em que os sintetizadores governavam sua música. Para Morris, o trabalho do Factory Floor inspirou essa decisão.

“Por volta de 2011 eu adquiri o CD de uma banda chamada Factory Floor e eu pensei que era a coisa mais incrível que eu tinha ouvido falar em tempos”, diz ele. “Me lembrou a maneira como o New Order costumava usar a eletrônica, ao mesmo tempo dance e rock, algo que deixamos de fazê-lo por um tempo. E eu meio que senti que devíamos voltar a utlizar sintetizadores em vez de guitarras.

“Eu acho que nesse disco nos aproximamos de uma maneira diferente de escrever e nós nos concentramos mais em ritmos usando sintetizadores e linhas de baixo primeiro, e, depois, as guitarras”, acrescenta. “Nos últimos dois discos nós fizemos ao contrário: começávamos com os riffs de guitarra e, em seguida, colocávamos os sintetizadores e o baixo. Isso nos fez pensar de maneira diferente e a nos dedicarmos mais”.

Com relação ao título do álbum, Morris sabe que Music Complete vem sendo interpretado como um canto do cisne, mas ele apenas cita-o como outro exemplo da “relação estranha que o New Order tem com títulos”.

Music Complete partiu de Bernard quando ele disse ‘vamos chamá-lo de Musique Concrète’”, explica ele. “Mas não podíamos chamá-lo assim, então dissemos: ‘vamos chamá-lo de Music Complete’. E por alguma razão esse passou a ser o título. Todo mundo gostou dele. Nós não tínhamos pensado sobre ele ter um senso de finalidade. Nunca pensei que soasse como se fosse nosso último álbum. E também nunca pensamos que ele soa como se fosse outra coletânea do New Order, pois eu acho que, sinceramente, o mundo já tem o suficiente delas. Foi o melhor título a que se poderia chegar, porque nós escolhemos os títulos por último. É do tipo que resume todos os estilos musicais. Ele [o disco] não é totalmente dance, há um bocado de coisas diferentes nele. Music Complete é o que melhor o define”.


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