NEWS | DIY traça a influência do New Order

neworder_20150623_2047x1365No post de hoje trazemos uma tradução de um artigo escrito por Martyn Young e publicado no site da DIY Magazine no dia 03 de agosto. O texto de Young se concentra menos no próximo rebento do New Order, o álbum Music Complete, que na influência que a banda exerceu (e ainda exerce) sobre a música, do indie rock ao pop eletrônico. Todavia, o título é bastante sensacionalista, pois promete ao leitor algo que o artigo não cumpre: ser um “guia completo” sobre a banda.


Em detalhes:
VERDADEIRA FÉ: UM GUIA COMPLETO SOBRE O NEW ORDER
por Martyn Young, em 03 de agosto de 2015.

Revolucionários do pop eletrônico e ainda no auge da forma, Martyn Young traça a influência contínua do New Order.

No panteão das bandas britânicas, poucas têm a mesma história e o legado duradouro do New Order. Começando como Joy Division – antes de se transformar em New Order após a morte trágica do vocalista e letrista Ian Curtis em 1980 – o grupo de Manchester tem estado na vanguarda de parte da mais excitante, inovadora e bela música popular que você poderia imaginar. Quase quarenta anos de carreira, e na iminência de lançar seu nono álbum de estúdio, Music Complete, a banda prossegue inquietamente ativa.

Muitos dos melhores e mais excitantes músicos da atualidade possuem, de alguma forma, uma dívida para com o New Order. A resoluta persona anti-imagem da banda estabelecida no início dos anos 80 é a versão anterior de grupos como o Jungle, que começou com raízes fincadas no mistério e na mística anônima. É um modelo estabelecido pelo New Order, que começa com sua austera e determinadamente bela apresentação gráfica, concebida por Peter Saville, e passa pela sua relutância em falar com a imprensa e em fazer vídeos. Se o New Order continua relutante em se oferecer demais, em contrapartida não é do feitio deles obter vantagens do mesmo modo que outras bandas sérias de rock fazem. Embalando seu terceito álbum – Low Life – com uma foto artística do baterista Stephen Morris, ou tocando o single “Regret” na praia de “S.O.S. Malibu” no Top of the Pops, o New Order tem o poder de ser subversivo e à frente da curva. Essa mentalidade está clara em seu single de 2001, “Crystal” – o mesmo que provocou uma ideia na mente de um sonhador de Las Vegas obcecado pelas bandas independentes inglesas e que viria a se tornar ele mesmo um ícone da cena indie contemporânea, criada pelo New Order na década de 1980. Aliás, ele vai desempenhar um papel fundamental no novo álbum da banda.

Para Brandon Flowers, o New Order foi uma revelação musical. O nome The Killers foi retirado de uma banda fictícia que estrelou o vídeo promocional de “Crystal” e a influência do New Order tem sido uma constante em toda a sua carreira. É sobre o seu mais recente álbum, The Desired Effect, que essa influência tornou-se mais proeminente. Os sintetizadores graciosos e os rumorejos e ganchos (sem trocadilhos) pop [N.T.: a palavra “gancho” traduzida para o inglês é “hook”, então de resto não é preciso maiores explicações] são New Order antigo de primeira qualidade. É fácil ver porque se estabeleceu um relacionamento tão forte com o líder da banda e guitarrista Bernard Sumner. Na verdade, Sumner e Flowers têm compartilhado o palco em diversas ocasiões, a mais recente delas em Londres, onde tocaram “Bizarre Love Triangle”, faixa do New Order de 1986 [N.T.: na verdade, a apresentação em questão foi em Manchester].

É difícil dimensionar agora o risco que o New Order correu no começo, quando abandonou o punk rock tradicional em favor do experimentalismo eletrônico. Eles tinham o costume de correr riscos, o que permitiu que mais e mais bandas ao longo da história se soltassem e mudassem as coisas de tempos em tempos. Nomes atuais como Swim Deep e Future Islands continuam a mostrar que rock e música eletrônica não precisam ser mutuamente exclusivos.

Enquanto o New Order é compreensivelmente festejado pelos heróis indie, é dentro da música eletrônica que eles são mais célebres. Apos a saída do lendário baixista Peter Hook, um sujeito mais inclinado para o rock, a banda resolveu ir mais longe no caminho eletrônico. Em Music Complete, o grupo uniu forças com Tom Rowlands, do Chemical Brothers, bem como trabalhou com Elly Jackson, do La Roux. Para uma amante do pop eletrônico como Jackson, o New Order é nada menos que sagrado. Mal se pode imaginar uma história do pop sem eles. O eterno hino disco “Blue Monday” é um modelo para a maior parte da história do pop eletrônico moderno; um modelo seguido por La Roux e inúmeros outros.

Antes do New Order começar a incorporar sintetizadores e a eletrônica em sua música, bandas indie estavam intensamente cansadas da influência corruptora de máquinas sem alma. O New Order ensinou às pessoas que a pista de dança poderia ser um lugar tão especial quanto uma roda punk. Alguem como Elly Jackson compreende perfeitamente o poder transcendente do pop eletrônico do qual o New Order foi pioneiro e, como tal, ela foi uma convidada perfeita para o novo álbum, fornecendo vocais para duas faixas [N.T.: na verdade, foram três].

Após anos de embates entre as forças principais do New Order, Hook e Sumner, a banda está de volta no auge da forma. Pronta para enfrentar um novo e brilhante futuro musical consciente de seu passado e preenchida com a promessa de uma glória vindoura realizada junto à legião de músicos e ícones que continuam a inspirar.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s