NEWS | Novo ao vivo do New Order chega em maio

C6z6n2VWcAYX3reEssa agora vai doer feio no bolso: não bastasse o anúncio de que em maio deste ano sairão nada menos que quatro novos álbuns ao vivo de Peter Hook e o seu The Light (nos formatos CD e vinil) pelo selo Westworld, a Pledge Music e a Abbey Road Live Here Now divulgaram ontem o lançamento de NOMC15, registro de um show do New Order no dia 17 de novembro de 2015 no Brixton Academy, em Londres, e que ocorrerá também em maio. O novo disco ao vivo do New Order será lançado em três formatos: CD duplo, LP triplo em vinil transparente (edição limitada) e digital download. Quem resolver fazer a compra na pré-venda já leva, de lambuja, um download de “People on the High Line” ao vivo com participação especial de Elly Jackson (La Roux). Se os mais afortunados assim desejarem, poderão encomendar NOMC15 na forma de bundle (pacote) com CD, LP, print (mini-poster) e camiseta pela soma nada amigável de £75. Lembrando que os lançamentos do selo Live Here Now são vendidos exclusivamente em seu site ou, então, loja on line da Pledge Music. Nem adianta trazer para cá de outra maneira, meu amigo! Em tempo, na carona do anúncio de NOMC15 (que quer dizer New Order Music Complete 2015), a Live Here Now relançou Live at the London Troxy, primeiro disco ao vivo do New Order com a atual formação lançado em 2012.

TRACKLIST:
1) Singularity
2) Ceremony
3) Crystal
4) 5 8 6
5) Restless
6) Lonesome Tonight
7) Your Silent Face
8) Tutti Frutti (feat. La Roux)
9) People on the High Line (feat. La Roux)
10) Bizarre Love Triangle
11) Waiting for the Sirens’ Call
12) Plastic
13) The Perfect Kiss
14) True Faith
15) Temptation
——————–
16) Atmosphere
17) Love Will Tear Us Apart
18) Blue Monday

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New Order fará show em parceria com o artista visual Liam Gillick no MIF

new+order+MIF+announcement+stillO New Order será a atração principal do Festival Internacional de Manchester (ou MIF, conforme a sigla em inglês), que está programado para o fim de junho e começo de junho. A banda fará cinco apresentações nos antigos estúdios da emissora de TV Granada. Esses serão concertos especiais. De acordo com o press release do evento, as performances serão feitas em colaboração com o artista visual local Liam Gillick, que desenvolverá efeitos visuais que responderão à música tocada no palco. Além de Gillick, o New Order terá também a companhia do maestro e compositor Joe Duddell, que assinou os arranjos de cordas do álbum Music Complete e esteve com o grupo em suas apresentações na Sydney Opera House no ano passado, e o reforço de doze sintetizadores tocados por um grupo de músicos da Royal Northern College of Music. Para esses shows, a banda promete tocar, além dos hits, obscuridades e raridades de seu catálogo que serão recriadas especialmente para essa ocasião. O anúncio das apresentações no MIF também inclui os dizeres “world premiére”, o que parece ser a indicação de que a banda pode vir a excursionar com esse formato de espetáculo. Considerando o fato deles terem vindo aqui no ano passado, as chances de vê-los de novo no Brasil com um desses concertos podem ser consideradas remotas. O melhor talvez seja esperar por um lançamento em DVD/Blu-Ray ou um disco ao vivo, o que para nós já estaria de bom tamanho.

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NEWS | FBN anuncia nova compilação de faixas produzidas e remixadas pelos membros do New Order

fbn60Enquanto estamos na contagem regressiva para os shows do New Order e do Peter Hook & The Light no Brasil, o site da Factory Benelux – originalmente uma licenciada da Factory Records para os mercados de Bélgica, Holanda e Luxemburgo que sobreviveu ao naufrágio da sua matriz inglesa  – anunciou recentemente o seu próximo lançamento, a compilação New Order Presents Be Music.

Para quem está por fora: “Be Music” era a editora musical criada pelo New Order no começo da década de 1980 não apenas para o recebimento dos royalties sobre o seu catálogo mas também para servir de “assinatura” toda vez em que seus integrantes estivessem envolvidos em trabalhos fora da banda como produtores ou remixers.

Ao longo dos anos oitenta, Bernard Sumner, Peter Hook, Gillian Gilbert e Stephen Morris produziram vários artistas do cast da gravadora Factory Records, como Section 25, 52nd Street, Quando Quango, Royal Family & The Poor, entre outros. A LTM Recordings, que pertence ao atual comandante da Factory Benelux, James Nice, já havia editado duas coletâneas dedicadas às produções da Be Music: Cool As Ice (2003) e Twice As Nice (2004). Mas New Order Presents Be Music promete ser mais completa. Em um box set de três CDs (ou em LP duplo), a nova compilação, que será lançada em fevereiro do ano que vem, incluirá também remixes mais recentes, produzidos em sua maior parte por Stephen Morris, feitos para nomes como Factory Floor, A Certain Ratio e Section 25. De lambuja, será incluído “Knew Noise”, faixa do Section 25 produzida por Ian Curtis e Rob Gretton.

Segundo a Factory Benelux, a capa (ver foto) será produzida por Matt Robertson em associação com o Peter Saville Studio.

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NEWS | Johnny Marr sobre reunião do Electronic: é para levar a sério?

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Electronic (B. Sumner e J. Marr). Foto by Getty Images.

Uma notícia publicada no site do New Musical Express no dia 04 de novembro e assinada por Andrew Trendell deixou fãs do Electronic – projeto musical criado no final da década de 1980 por Bernard Sumner (New Order) e Johnny Marr (ex-The Smiths) – muito animados.

Segundo Trendell, haveria rumores sobre um “retorno do Electronic” e que Johnny Marr, que hoje segue em bem sucedida carreira solo, estaria “aberto” a essa possibilidade.

Muita gente compartilhou a notícia pelas redes sociais com corações cheios de esperança. O Electronic é considerado o “projeto paralelo” mais bem sucedido de um integrante do New Order – na época em que foi criado, Marr vinha trabalhando como “guitarrista de aluguel”. Mas será que dá para levar a sério o que ele disse ao NME?

Leiam a nossa tradução da matéria escrita por Tendrell e tirem suas próprias conclusões…



JOHNNY MARR FALA SOBRE AS CHANCES DE REUNIÃO DO ELECTRONIC COM BERNARD SUMNER
por Andrew Tendrell

Johnny Marr falou recentemente sobre a possibilidade de uma reunião com Bernard Sumner para reativar Electronic.

O líder do New Order e Marr formaram a influente dupla de synthpop em 1988 e fizeram três álbuns bem sucedidos – o último, Twisted Tenderness, foi lançado em 1999.

Existem rumores sobre um retorno do Electronic aos palcos e em estúdio e o ex-guitarrista dos Smiths (e agora estrela solo) parece aberto a essa ideia.

Quando perguntado sobre as chances do Electronic voltar à ativa, Marr respondeu o seguinte: “Nunca diga nunca, mas nós temos tido alguns problemas com a bateria eletrônica. São questões legais”.

Ele brinca: “Quando encontrarmos o manual de instruções, nós voltaremos… Bernard e eu não lembramos mais como fazê-la funcionar”.

Em shows solos recentes Marr pode ser visto tocando a clássica “Getting Away With It” – Bernard chegou a se unir a ele no palco para tocarem juntos o primeiro hit do Electronic em um concerto no Jodrell Bank em 2013.

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REVIEW | Em detalhes: “The Haçienda Classiçal” (Graeme Park, Mike Pickering, Peter Hook & Manchester Camerata)

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Peter Hook: sugando Haçienda até o bagaço.

Peter Hook, ex-baixista do Joy Division e do New Order, é o feliz proprietário da marca “The Haçienda” desde que o lendário nightclub que outrora funcionava na Whitworth Street (Manchester) fechou suas portas em 1997. Isso quer dizer que ele detém o controle sobre o licenciamento do nome para todo tipo de projeto ou produto. E ele faz questão de dizer em toda parte que, ao contrário do que andou sendo dito pelos seus ex-sócios no empreendimento (os membros remanescentes do New Order), a compra da marca foi feita legalmente.

Desde a aquisição, que se deu em um leião promovido pelos liquidatários da casa noturna após seu fechamento, Hook vem arrecadando algum dinheiro com o valor histórico que fora acumulado por um dos berços da (sub)cultura rave – talvez como forma de recuperar os milhões que escorreram pelo ralo enquanto o clube existiu. Não deixa de ser irônico o fato do Haçienda lhe render mais lucro hoje, quando não mais existe, do que durante os quinze anos em que esteve em atividade.

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O prédio que abrigava The Haçienda antes de ser demolido e transformado em um edifício de apartamentos.

Além do livro que escreveu sobre as desventuras em torno de sua criação e de seu gerenciamento (The Haçienda: How Not to Run a Club, Simon & Schuster, 2010, 368 páginas), que veio a ser o primeiro de uma trilogia (que, aliás, acabou de ser completada com Substance: Inside New Order, Simon & Schuster, 2016, 768 páginas), Peter Hook foi um dos curadores de três coletâneas que reuniram os grandes hits que lotavam a pista de dança do Haçienda: The Haçienda Classics (2006), The Haçienda Acid House Classics (2009) e Haçienda: 30 (2012). Isso sem contar, ainda, os “eventos Haçienda” e a criação de uma gravadora chamada Haçienda Records.

Mas o projeto mais ambicioso em torno do legado de seu antigo estabelecimento, sem dúvidas, foi o concerto/turnê The Haçienda Classical. Idealizado por Paul Fletcher, que foi promoter do Haçienda, e por Graeme Park e Mike Pickering, dois antigos e proeminentes disc-jockeys da casa, a proposta era fundir, ao vivo, DJ set e orquestra para reinterpretar sucessos de A Guy Called Gerald, Black Box, T-Coy, 808 State e, é claro, New Order. Com participações especiais, como Shaun Ryder, Bez e Rowetta (Happy Mondays), além do próprio Peter Hook, o concerto fez sua estreia no Bridgewater Hall, Manchester, em fevereiro deste ano. Em seguida, o show viajou pela Inglaterra. Foi um sucesso de público e, também, de crítica.

O passo seguinte e natural era transformar o projeto em um álbum. Recém-lançado pela gravadora Sony Classical, braço da Sony especializado em música clássica, The Haçienda Classiçal (isso mesmo, com cedilha no “classical” também) tenta reproduzir em disco o bom resultado obtido nas salas de espetáculos. Com Hook na produção executiva, o CD traz a mesma orquestra de câmara que se apresentou nos shows, a Manchester Camerata, que também participou do último álbum do New Order, Music Complete. Rowetta também embarcou nessa, assim como Yvonne Shelton, ex-vocalista do Secret Society; ambas somaram suas vozes às do AMC Gospel Choir, um dos corais mais conceituados da atualidade.

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O CD The Haçienda Classiçal

Ao todo, The Haçienda Classiçal traz vinte faixas mixadas por Mike Pickering e Graeme Park de modo contínuo, como em uma festa ou rave. Mas nenhuma das bases utilizadas pelos DJ’s são originais: o que não podia ser reproduzido pela orquestra, como sons de sequencers e baterias eletrônicas, foi recriado (o tecladista Andy Poole, da banda Peter Hook & The Light, foi o responsável pelas programações). Isso pode vir a decepcionar muita gente, já que algumas canções mais parecem versões de videokê – só que com o som de uma grande orquestra colocado por cima.

Uma das faixas que ficaram com essa “cara” foi justamente uma das grandes pérolas da música eletrônica em todos os tempos: “Blue Monday”, do New Order. Mesmo com Peter Hook tocando seu baixo e, vá lá, cantando também, o resultado final ficou aquém das expectativas. Todavia, isso não significa que o álbum não tenha lá seus destaques: “Someday”, originalmente gravada e lançada por Ce Ce Rogers em 1987, certamente é um deles. E talvez o seja justamente por ter dispensado a tal base eletrônica de videokê em favor de uma abordagem que privilegiou quase que integralmente instrumentos musicais reais – não apenas os da orquestra, por si só bem pronunciados, como também os cymbals dos percussionistas Chris Crulks e Inder “Goldfinger” Matharu, músicos que também brilham em “I’ll Be Your Friend”, de Robert Owens. Mas um dos momentos de glória da dupla no CD é, de longe, a releitura de “Voodoo Ray”, de A Guy Called Gerald.

A maior parte dos temas escolhidos para esse encontro entre a dance music e a música clássica vêm do subgênero house (ou seja, há uma fartura daqueles inconfundíveis riffs de “piano”, como no caso de “Rich in Paradise”, dos italianos do F.P.I. Project, ou “Strings of Life”, do Rhythim Is Rhythim). Não há “coincidência” alguma aqui: a fase considerada “áurea” do Haçienda foi o finzinho da década de 1980 e o começo dos anos noventa, período marcado pela explosão do house em todas as suas variantes: italo house, acid house, deep house etc. Curiosamente, os “clássicos” do clube são, em sua grande maioria, one hits de projetos musicais efêmeros que, logo depois de estourarem um single de sucesso, desapareceram tão rápido quanto surgiram. Então, é de se admirar que uma casa que, em seus primórdios, tocava de tudo – punk, new wave, northern soul e até mesmo reggae -, além de ter servido também como espaço para shows ao vivo, tenha conhecido seu momento de glória durante uma espécie de “febre de verão” (no sentido de coisa passageira); nesse caso, foi o que ficou mundialmente famoso como “Segundo Verão do Amor”.

A questão é que para muita gente esse verão nunca terminou. E no que depender de Peter Hook, ele não tem prazo previsto para acabar mesmo. Todavia, alguem deveria dizer a ele que não é todo projeto musical que funciona bem em disco. Gravações originais ou remixes (principalmente), sem sombra de dúvidas, pedem para ser relançados em coletâneas de tempos em tempos. Já o audacioso conceito recital-meets-rave parece funcionar melhor em concertos ao vivo – sua transposição para o estúdio diminuiu drasticamente o impacto sonoro e o transformou num daqueles CDs que a gente põe para ouvir quando está lavando a louça ou quando está tirando o pó dos móveis. Ou seja, além de dispensar uma maior atenção, ajuda a passar mais rápido o tempo de nossas tarefas domésticas. Resumindo: em vez de nos transportar de volta para a Manchester de 1989, The Haçienda Classiçal, o álbum, nos teleporta para uma festa careta de yuppies de meia idade num apartamento – na melhor das hipóteses – ou para um show do Celebrare – na pior delas.

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NEWS | Entenda (um pouco mais) o processo judicial de Peter Hook contra os membros restantes do New Order

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Peter Hook vs. Bernard Sumner & Cia.

Uma das coisas que recentemente vêm manchando a biografia do New Order é a ação judicial movida pelo ex-baixista Peter Hook contra seus antigos companheiros de banda, Bernard Sumner, Gillian Gilbert e Stephen Morris, que por sua vez seguem juntos (e com surpreendente sucesso) em uma versão “reformada” do grupo ao lado de Phil Cunningham (ex-Marion) e Tom Chapman (Rubberbear). O ex-integrante acusa Sumner e os outros de “apropriação indébita” de uma grande fatia do faturamento em torno do nome New Order após eles terem desviado, sem seu conhecimento, o licenciamento da marca de sua antiga editora musical, a Vitalturn Company Limited, da qual Hook fazia parte, para uma nova controlada apenas pelos “réus”, chamada New Order Limited. Peter Hook alega ter perdido com essa manobra algo em torno de £ 2,3 milhões (aproximadamente R$ 9,9 milhões, com base no câmbio de hoje). Com o processo judicial, Peter Hook pretende aumentar sua participação na partilha dos royalties distribuídos pela nova empresa, o que incluiria valores referentes a negócios envolvendo o nome New Order posteriores à sua saída da banda em 2007. Os membros atuais do New Order, por sua vez, contestaram às reivindicações de Hook e alegaram que ele recebe integralmente os royalties pelo catálogo do grupo. Os argumentos de Sumner, Morris e Gilbert, ao que parece, não convenceram o juiz, que deferiu a ação movida pelo amargurado baixista e recomendou um “acordo amigável” fora dos tribunais como meio de evitar um derramamento de milhões e milhões de libras esterlinas.

Ainda não se sabe se essas negociações já chegaram a algum desfecho. Em todo caso, a história do processo na justiça envolvendo Peter Hook e o restante do New Order, que ganhou as manchetes pelo mundo afora, foi destaque também no jornal on line publicado pelo escritório de advocacia londrino Lewis Silkin, especializado em “direito das indústrias criativas”. Apresentando o caso da banda como um exemplo de “ação judicial por aquisição derivada de propriedade”, o escritório Lewis Silkin fez um ótimo resumo de toda a situação. O blog apresenta, a seguir, uma tradução livre do texto publicado pela L.S., na qual foram utilizados termos jurídicos empregados no Brasil que seriam “equivalentes”, pelo menos em sentido, aos originais em inglês.



CASO DO NEW ORDER INTRIGA AS COLUNAS DE FOFOCAS DA INDÚSTRIA MUSICAL E ACIONISTAS / DIRETORES DE EMPRESAS
por Nicola Mallett (em 23 de Março de 2016)

A Suprema Corte deu permissão para que Peter Hook prosseguisse com sua ação contra Bernard Sumner e os demais membros de sua ex-banda, o New Order. Assim como fornece material farto para as colunas de fofocas na imprensa musical, o julgamento também é um caso interessante para acionistas e diretores das indústrias criativas. Ele ilustra como e por que um acionista minoritário e diretor poderia entrar com uma ação judicial por aquisição derivada de propriedade em vez de reivindicar indenização por danos materiais e/ou financeiros, por alegada apropriação dos bens musicais da empresa pelos demais diretores / acionistas.

Antecedentes

O New Order foi formado em 1980 e foi muito bem sucedido, com pausas e retomadas, até 2006. O grupo tinha quatro integrantes, incluindo Peter Hook e Bernard Sumner. Eles formaram uma empresa em 1992 com todos eles sendo (e ainda são) os únicos diretores e acionistas igualitários. Em 2007 eles decidiram não mais trabalhar juntos.

A empresa possui várias marcas que utilizam o nome “New Order”, além do direito de se apresentar ao vivo ou de permitir apresentações e gravações sob esse nome no futuro. A empresa também detém os direitos sobre o catálogo do material do New Order.

Negociações em 2 de setembro de 2011, sem Peter Hook

Quando eles souberam que Peter Hook estava no exterior e, portanto, não poderia participar, os três outros diretores/acionistas (os réus) reuniram-se para alterar artigos da empresa de modo a permitir resoluções por escrito que poderiam ser tomadas pela maioria deles (e não por todos, como anteriormente).

Em seguida, através de uma resolução por escrito, os outros três diretores resolveram pedir aos acionistas para aprovar (o que foi feito mediante deliberação por escrito dos acionistas) o uso do nome New Order e o licenciamento da marca por uma empresa separada, nomeada New Order Ltd., que era de propriedade e controle de apenas três deles [N.T.: vale relembrar que, neste caso, os diretores e os acionistas são as mesmas pessoas].

Nenhuma resolução por escrito dos acionistas foi distribuída ao Sr. Hook. O juiz observou que isso era, segundo a Companies Act 2006, uma ofensa criminal, embora tivesse considerado que cada resolução aprovada era válida.

Novo New Order

A versão reformada do New Order, sem o Sr. Hook, tem sido muito bem sucedida. Vem recebendo aclamação da crítica e é popular junto ao público. A renda declarada da New Order Ltd. desde 2011 com shows e gravações tem sido da ordem de £ 7,8 milhões [N.T.: aproximadamente R$ 38 milhões].

A ação movida por Peter Hook

Peter Hook afirma que os termos do licenciamento da marca favorecem a nova empresa dos réus, logo isso equivaleria a uma expropriação da propriedade da empresa pelos acionistas majoritários para o seu próprio benefício, violando assim seus deveres como diretores, o que justifica a ação movida por Peter Hook contra eles em nome da empresa.

Obstáculos à ação movida pelo Sr. Hook

Peter Hook tinha que mostrar para o tribunal que se tratava de um caso prima facie [N.T.: algo aparemente correto e que dispensa provas]. O juiz considerou de que havia indícios de que a taxa de royalty, questão central em torno do licenciamento da marca, era menor do que a que poderia ser obtida em uma negociação conduzida por diretores agindo em favor da empresa e sem conflito de interesses. Esse foi o primeiro obstáculo a superar.

Em seguida, o juiz pontuou cada um dos fatores relevantes considerados e exigidos pelo Companies Act 2006 antes de decidir se permitiria o prosseguimento da ação. Peter Hook “passou no teste” em todos eles.

Um dos fatores legais é que o tribunal deve considerar se o ato imputado foi autorizado pelos acionistas. Nesse caso, sim; todavia, os acionistas eram, também, os alegados infratores, logo o juiz rejeitou esse fator. Esse é um ponto interessante e que não resulta das disposições legais.

Por que o Sr. Hook não entrou com uma ação por danos materiais?

É comum em litígios de acionistas o acionista reclamante entrar com uma ação por indenização para reparação de danos materiais alegando que houve perdas financeiras na condução dos assuntos da empresa. O Sr. Hook decidiu não tomar esse caminho, porque normalmente o tribunal determina que os réus comprem as ações do peticionário por um determinado valor. Peter Hook tem interesse em valores futuros e na exploração do catálogo do New Order com o qual contribuiu. Ele deseja, assim, continuar sendo um acionista.

O juiz encorajou as partes a chegarem a um acordo para resolver este assunto entre si em vez de incorrer em custos adicionais significativos com novos litígios. Se essa ação for a julgamento, os fofoqueiros da indústria musical e os diretores/acionistas ficarão intrigados ao ouvir o resultado. Compartilharemos isso, se acontecer.

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NEWS | Agora é oficialíssimo: New Order fará apresentação única em São Paulo

14359173_1143696022364763_5547020002201229780_nComo diz o ditado: “onde há fumaça, há fogo”. Sites como Popload (do jornalista Lúcio Ribeiro) e Midiorama publicaram há pouco que o New Order virá, sim, ao Brasil em dezembro deste ano. Após a confirmação dos concertos em Santigado (Chile, dia 04/12) e Bogotá (Colômbia, 07/12, como atração do festival Sónar), chegou a vez de São Paulo aparecer no roteiro. O show está marcado para o dia 01 de dezembro no Espaço das Américas e terá o DJ Gui Boratto na abertura. O show do New Order faz parte do “projeto” Live Music Rocks, dedicado a trazer para o Brasil nomes importantes da música. Dentre os que já vieram pela plataforma, destacam-se Morrissey, Kiss, The Cure e Noel Gallagher. Os patrocinadores são a SKY e Budweiser. Os ingressos começarão a ser vendidos no dia 14 de outubro no site Livepass.com.br. O show do New Order coincidirá com a apresentação da banda solo do ex-baixista Peter Hook, o The Light, no Teatro Rival, Rio de Janeiro. Já que os cariocas não terão o New Order mais uma vez, fica o dilema: ver Peter Hook ou pegar um avião para São Paulo. Santa Escolha, Batman!

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NEWS | Cheiro de Brasil no ar: New Order voltará à América do Sul em dezembro

NewOrderPara2Eis que agora é oficial: ontem e hoje foram anunciados dois concertos do New Order aqui na América do Sul. O primeiro será em Santiago (Chile), no Teatro Caupolicán, no dia 04 de dezembro; o segundo será na edição colombiana do festival Sónar, no centro de convenções Corferias, em Bogotá, três dias depois. Com isso, aumentam as chances de outros países da região entrarem no circuito, como Argentina e, é claro, o Brasil. Todavia, os fãs do continente têm motivos para se desesperar com a falência à vista: a vinda do New Order coincide com a turnê de Peter Hook e o seu The Light pela América do Sul. Para se ter uma ideia, “Hooky” se apresentará no mesmo Teatro Caupolicán no dia 07 de dezembro; e entre os dias 01 e 06/12 ele estará aqui em Terra Brasilis para se apresentar no Rio, em Porto Alegre e em São Paulo. As chances de uma eventual data no Brasil cair bem entre os shows no Chile e Bogotá é grande, pois o mais lógico seria o New Order finalizar a tour na Colômbia e de lá retornar para a Europa. Mas nada foi divulgado ainda com relação ao retorno da banda por estas praças. Dedos cruzados!

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NEWS | Stephen Morris fala ao The Irish Times sobre ação judicial e a “caixa definitiva” do New Order

560b6-new-order-left-to-right-g-007Por ser uma das atrações do festival Electric Picnic, na Irlanda, o site do jornal The Irish Times publicou, no último dia 27, uma matéria sobre o New Order acompanhada de entrevista feita com o baterista Stephen Morris. Nela, Morris fala sobre a ação que o ex-baixista Peter Hook moveu contra eles nos tribunais e, também, sobre um futuro box set do New Order que promete ser “o definitivo”. O blog traz a seguir a tradução da matéria/entrevista, assinada por Shilta Ganapra.


NEW ORDER: ESQUEÇA AS BRIGAS, TOQUE A MÚSICA.
Separações e processos judiciais à parte, o New Order vem tocando e gravando novamente – e vem ao Electric Picnic.

por Shilta Ganapra

Dado o seu passado, não é surpresa alguma o fato da história recente do New Order ter sido agitada. Os pioneiros do electro alternativo voltam ao Electric Picnic no próximo final de semana. Os dez anos desde a última vez em que tocaram no festival foram definidos por um hiato e, também, por membros que deixaram a banda, por integrantes que retornaram, por processos judiciais e, em setembro do ano passado, por um retorno à boa forma com o seu décimo álbum de estúdio, Music Complete.

O sucesso do disco foi estrategicamente importante. Ele desviou a atenção para longe das disputas legais e de volta para a música enquanto forjava um impressionante equilíbrio entre a busca por novos caminhos e o retorno à sua velha assinatura – hinos para as pistas de dança (para o deleite de fãs em várias partes do mundo).

“O que facilitou nosso caminho de volta à composição foi o fato de termos voltado a tocar ao vivo. E aí percebemos que o material mais dançante era o que mais se destacava”, diz Stephen Morris, baterista do New Order, explicando porque a banda optou por jogar com seus pontos fortes. “Nós pensamos, ‘será que não cairia bem ter um par de músicas novas no set list?’ Então começamos a compor algo novo para tocar nos shows em vez de ir para o estúdio sem ideias e esperamos sair com um álbum em algum momento no futuro.

“Começamos com ‘Singularity’, que fizemos com Tom Rowlands do Chemical Brothers, que também colaborou com a produção”, diz ele. “Então nós fizemos ‘Plastic’ e uma vez que você você tem duas ou três músicas novas era melhor então deixar de se preocupar tanto com os shows e passar a se concentrar mais na preparação de um disco. E a recepção [do álbum] tem sido fantástica”.

O único problema com os elogios é que muitos deles foram indiretos quando vistos à luz das comparações com os dois álbum anteriores da banda, Get Ready e Waiting for the Sirens’ Call. Gravados sem Gillian Gilbert [N.T.: o jornalista se equivocou, pois Get Ready foi gravado com Gillian ainda na banda], a esposa de Morris, esses discos soaram mais indie que o habitual, como demonstram os singles “Crystal” e “Krafty”. Com o benefício da retrospectiva, o que Morris acha da produção do New Order do começo dos anos 2000?

Ele fica indisfarçavelmente em cima do muro.

“Quando se olha para trás não dá para ser objetivo sobre o passado, porque sua opinião é sempre colorida pela sua experiência”, diz Morris. “O disco Waiting for the Sirens’ Call foi como uma maratona. Tínhamos muitas músicas e sabíamos que elas eram boas, mas nós não conseguíamos enxergar o produto final. Get Ready foi o oposto: sabíamos onde queríamos ir, mas não sabíamos como chegar lá.

“Além disso, Get Ready foi o último álbum no qual saímos para gravá-lo”, acrescenta. “Até aquele ponto nós fazíamos alguma coisa em casa e, em seguida, quando queríamos levar o trabalho a sério não havia outro modo de fazê-lo senão gastar uma fábula de dinheiro para alugar um bom estúdio de gravação e permanecer nele pelo tempo que fosse necessário.

“Eu acho que ambos os discos têm boas canções, mas não consigo ouvi-los do mesmo jeito como as outras pessoas os ouvem”.

O mesmo raciocíno se aplica, diz ele, de volta ao final da década de 1970, quando ele começou a tocar bateria com Ian Curtis, Bernard Sumner e Peter Hook na sombria Macclesfield, no norte da Inglaterra. Após quatro anos de shows ao vivo, o Joy Division começou a fazer gravações com o produtor Martin Hannett, que foi responsável tanto por Closer quanto por Unknown Pleasures, e, possivelmente, por aquele som inimitável. “Nós tínhamos uma ideia de como tudo soava em nossas cabeças, que era como soava ao vivo, ou seja, cru e agressivo. Mas Martin pôs para fora outra coisa. Foi um choque. Com Unknown Pleasures todos ficamos – qual é a palavra? – ‘decepcionados’  com o resultado final. Nós ficamos tipo ‘você arruinou as nossas músicas!’”.

O tema Joy Division é agridoce, principalmente por causa da morte prematura de Curtis, em 1980, e agora também por causa da traumática saída de Hook, que está chamando o reformado grupo – completado por Tom Chapman, seu substituto no baixo, e pelo guitarrista Phil Cunningham – de “banda de tributo ao New Order”.

“É tudo muito triste, sabe?”, diz Morris. “Mas Peter parece feliz com o que está fazendo, que é tocar as músicas do New Order e do Joy Division, e isso é bom. E nós estamos seguindo em frente do nosso jeito, o que também é bom”. Mas por estar processando o que resta do New Order por questões envolvendo royalties, Hook não parece tão feliz assim com o que os ex-colegas estão fazendo. “Me parece realmente que não. Nós resolveremos isso de uma maneira ou de outra, mas uma ação judicial é um jeito caro de fazê-lo. Uma das partes vai à falência primeiro”. Morris torce para que não seja o New Order. “Enquanto o taxímetro roda, quem sai ganhando com isso são os advogados, o que é lamentável”.

Sem meios-termos no rompimento de suas relações com os demais, Hook está pondo mais lenha na fogueira com o lançamento de Substance: Inside New Order, seu livro de memórias. O que Morris acha disso?

“Você vai ter que esperar o lançamento do meu livro! Só que eu não vou escrever sobre o Joy Division ou o New Order, já existem muitos livros por aí”, diz ele, enfático. “Eu vivi isso, o que é o suficiente. Eu tentei ler o livro do Bernard, assim como o da Debbie Curtis e o da Lindsay Reade. Há um monte deles. Isso me deixa um pouco irritado. É apenas o ponto de vista de uma pessoa. E quando você escreve uma autobiografia é comum promover-se como um herói – a não ser que você seja brutalmente honesto”.

Enquanto Peter Hook se ocupa com o livro e com seu empreendimento atual, Peter Hook & The Light, o New Order frequenta os festivais de verão. Após o Electric Picnic e, na semana que vem, o Lollapalooza Berlim, seu foco se voltará para um longo e complicado projeto: uma caixa definitiva do New Order. Ela ficou em banho-maria durante anos – o que é compreensível dada a dificuldade de se representar 36 anos de uma música seminal e consistentemente relevante. “É a coisa mais difícil do mundo. Todo mundo tem um grande box set, mas quando se trata do nosso sempre parece que nunca o fazemos direito”, diz Morris. “E eu acho que não se deve fazer nada que não seja pelo menos 99%”.

Peter Hook estará envolvido nesse projeto?

“Peter está em contato com a gravadora, então suponho que nesse aspecto ele está envolvido. Temos que concordar com tudo. Então eu acho que nós apenas temos que enviar uma lista de coisas para ele… e, em seguida, discutir sobre ela depois”.

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NEWS | Boas e más notícias…

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Peter Hook voltará ao Brasil com seu The Light este ano

Após uma pausa para férias, nosso blog volta com todo o gás trazendo as últimas novidades. A primeira é a confirmação da vinda de Peter Hook, ex-baixista do Joy Division e do New Order, à América do Sul este ano. Com a banda The Light, “Hooky” trará em dezembro seu mais recente e bem sucedido show, Performing the albums ‘Substance’ by Joy Division and New Order, para o Brasil, além de Argentina, Chile e Uruguai. Por aqui, serão três concertos: Teatro Rival, no Rio de Janeiro (01/12); Bar Opinião, em Porto Alegre (03/12); e Cine Jóia, São Paulo (06/12). Até momento, a venda de ingressos está disponível apenas para a apresentação no Cine Jóia. E os cariocas poderão comemorar finalmente, já que desde 2011, com Perform Joy Division’s ‘Unknown Pleasures’ (com o qual pôs o Circo Voador abaixo), que Peter Hook não toca na Cidade Maravilhosa.

A má notícia é para quem esperava que o New Order também confirmasse sua vinda à América do Sul em 2016. Fontes seguras do blog estiveram pessoalmente em contato com o management da banda após apresentação no Flow Festival, Finlândia, no dia 14 último e confirmaram que estava em curso, sim, negociações para uma turnê sulamericana que aconteceria em novembro (conforme chegamos a publicar). Entretanto, o New Order abortou por ora os planos de vir tocar por aqui, em princípio porque queriam diminuir o ritmo das viagens nesse momento. De acordo com as fontes, essa decisão foi da banda e a contragosto do management, que disse ainda: “talvez no ano que vem”.

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