REVIEW | “New Order: Decades”, um documentário com poucas surpresas

no-920x584No dia 22 de setembro, o canal Sky Arts exibiu na Inglaterra o documentário New Order: Decades. Dirigido por Mike Christie (um premiado diretor de documentários para TV paga) e produzido pela Caravan Productions especialmente para o canal, Decades explora o processo de criação do show So It Goes – uma série de cinco concertos produzidos originalmente para a edição do ano passado do Festival Internacional de Manchester através de uma parceria entre o New Order, o maestro Joe Duddell e o artista visual Liam Gillick e que foram reapresentados em versão levemente estendida em Turim (Itália) e Viena (Áustria) em maio deste ano. O conceito original por trás de So It Goes era o seguinte: o New Order apresentaria em um palco especialmente desenhado (e construído nos antigos estúdios da Granada TV) doze canções de seu vasto catálogo escolhidas dentre aquelas raramente tocadas ao vivo (hits como “Blue Monday” ficariam de fora), na companhia de uma “orquestra de sintetizadores” formada por doze estudantes da Royal Northern School of Music (regidos por Duddell) e com efeitos visuais projetados por Gillick. Além de falar do processo criativo colaborativo, Decades perpassa também um pouco da história da banda e traz algumas performances registradas em Viena.

A escolha dos estúdios da extinta Granada TV (uma emissora de televisão sediada em Manchester) para a realização dos cinco concertos originais não foi aleatória. Naquele mesmíssimo local a banda, ainda como Joy Division, fez sua primeira aparição na tevê. Foi no programa Granada Reports, apresentado pelo repórter televisivo Tony Wilson (1950-2007), em 20 de setembro de 1978. Mais tarde Wilson os assinaria com sua gravadora, a Factory Records – e o resto é história. O documentário começa seis semanas antes do primeiro concerto, com a banda voltando às instalações da Granada TV e contando como tudo aconteceu naquele já longínquo setembro de 78. Há, inclusive, uma cena inusitada: nas paredes dos estúdios se lê “Love Will Tear Us Apart, September 20 1978, Joy Division TV debut”, mas o vocalista e guitarrista do New Order, Bernard Sumner, adverte que existe um erro ali – e com a palavra passada ao baterista Stephen Morris, o público descobre que, em vez de “Love Will Tear Us Apart”, foi “Shadowplay” o tema tocado pelo JD em sua estreia na televisão.

Mas isso não chega a ser novidade alguma para fãs de longa data (inclusive o vídeo está disponível no You Tube). Aliás, toda vez que Decades revisita a biografia da banda praticamente nada é acrescentado ao que já se sabe sobre o New Order. De inédito mesmo temos maiores explicações de como o show foi desenvolvido em termos técnico-musicais. Cada uma das canções escolhidas foi “desmontada”, com a devida separação de suas micropartes, e estas foram rearranjadas por Duddell para que pudessem ser tocadas, cada uma, exclusivamente por um único músico. O resultado foi o seguinte: partes originalmente sequenciadas ou programadas seriam executadas 100% ao vivo. Isso mesmo: no sequencers. Além disso, foi ideia de Sumner a construção de uma estrutura atrás da banda para abrigar a “orquestra de sintetizadores” que lembrasse uma parede e, dessa forma, evocar a ideia de um wall of sound. Esses detalhes são, pelo menos para o fã mais geek, preciosos, assim como as cenas de ensaios, com destaque para uma filmada em Cheshire, no estúdio caseiro de Morris, e na qual o New Order toca uma vibrante versão de “Disorder”, do Joy Division.

Mas o que dá água na boca mesmo são cinco performances completas registradas no Museums Quartier, em Viena, durante o Wien Festwochen 2018: “Plastic”, “Sub-Culture”, “Bizarre Love Triangle”, “Your Silent Face” e “Decades” (Joy Division). Dito de outra forma, o melhor de Decades é quando as palavras são deixadas temporariamente de lado para dar lugar à ação. Com essas amostras é possível vislumbrar como tudo funciona (bem) na prática. O problema é que quando se chega ao final de Decades é impossível não ficar com a sensação de que teria sido bem melhor se a produção fosse um film concert com o show completo em vez de um documentário com poucas surpresas. Todavia, não há informações sobre um eventual lançamento da íntegra do concerto, nem a respeito de quando a Sky pretende exibir o documentário para seus assinantes no Brasil.

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NEWS | Peter Hook em “queima de estoque”

IMG_4616Pelo visto, a venda de ingressos para o show do Peter Hook (ao lado sua atual banda, o The Light) no próximo dia 10 de outubro, em São Paulo, não vai de vento em popa. A Ticket 360, empresa responsável pela bilheteria, lançou uma inusitada promoção dias atrás: na compra de um ingresso, o cliente leva mais um de graça para presentear um amigo. Não, você não leu errado… É isso mesmo: leve dois, pague um.

Descontando o fato de que será a quinta vez de Peter Hook no Brasil em sete anos, pode se dizer que o ex-baixista do Joy Division e do New Order teve um pouco de azar desta vez. Seu show foi programado bem no meio de uma sequência de concertos de vários contemporâneos seus por aqui: o Killing Joke tocou em São Paulo na último domingo; Peter Murphy e David J. celebrarão os 40 anos do Bauhaus três dias antes do show do Hooky, também em Sampa; Morrissey e o próprio New Order chegam em novembro. Ainda por cima há rumores sobre um retorno do Cure ao país. Com o dólar alto, economia em crise e tantos nomes que compartilham entre si o mesmo público, Peter Hook acabou indo para o fim da fila. Os fãs têm que cruzar os dedos para não se repetir aqui o que aconteceu no Chile em 2016: o show do The Light acabou cancelado, muito provavelmente devido à baixa procura por ingressos (culpa, talvez, do New Order, que se apresentou na mesma semana – e no mesmo teatro – em que o baixista estava escalado para tocar).

Peter Hook trará ao Brasil uma nova turnê que estreia hoje na Inglaterra e na qual se dedicará a tocar, na íntegra, os álbuns Technique (1989) e Republic (1993). Segundo o site Pledge Music, o show de daqui há dois dias, no Koko (Candem, Grande Londres) será gravado e lançado em CD triplo pela Live Here Now. O disco será vendido apenas via plataforma direct to fan pela Pledge Music, a exemplo de lançamentos anteriores do The Light. Certamente publicaremos resenhas tanto do disco quanto do show (se houver) aqui no blog.

Quem quiser ouvir uma amostra do que vem por aí, no You Tube dá para conferir “Regret” e “Run” in session no programa de Marc Riley na BBC-6 e que foi ao ar em 19 de março deste ano.

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REVIEW | “AfterParty” (ShadowParty remix EP)

027ede03106bab00c49dd3a889b5b371No embalo de uma mini-turnê compreendida entre os dias 08 e 15 de setembro, o ShadowParty, banda / projeto paralelo de integrantes do New Order (Phil Cunningham e Tom Chapman) e do Devo (Josh Hager e Jeff Friedl), lançou recentemente nos formatos streaming e digital download um EP chamado AfterParty que contém remixes de duas faixas de seu álbum de estreia lançado em julho deste ano: “Reverse the Curse” e “Present Tense”.

O lançamento foi puxado por uma premiére do remix que Gillian Gilbert e Stephen Morris, do New Order, fizeram para “Reverse the Curse” assinando como The Other Two (projeto paralelo de Gilbert e Morris nascido nos anos 1990). A divulgação em primeira mão do remix do The Other Two foi feita pela Clash Magazine em seu site na última sexta-feira, dia 07 de setembro. Recentemente, a dupla falou de sua colaboração com o ShadowParty em entrevista concedida durante o Festival N6, em Portmeirion.

Em uma primeira e apressada audição, o remix não impressionou muito, não. Todavia, a remistura do The Other Two cresce a cada nova tentativa. Mas quem acertou a mão mesmo em “Reverse the Curse” foi o A Certain Ratio – em vez de um remix propriamente dito, a banda gravou um arranjo totalmente novo, com destaque para a bateria cheia de swing de Donald “Dojo” Johnson. O problema é que quando entram os vocais de Denise Johnson (irmã de Donald, vocalista do ACR e convidada especial no álbum do ShadowParty) parece que estamos ouvindo, na verdade, um novo (e ótimo) single do A Certain Ratio.

Já o último dos três remixes de “Reverse the Curse” é de autoria de Derek Miller, produtor e DJ conhecido também pela alcunha Outernationale – e que já lançou um bom EP de regravações e remixes de músicas do Joy Division chamado Atmosphere lançado pela Haçienda Records (gravadora de propriedade de Peter Hook) e que conta com Paul Haig (ex-Josef K) nos vocais. Mas voltando ao remix… a releitura de Miller / Outernationale é tão recomendável quanto seu EP-tributo ao JD.

Sobre os dois remixes de “Present Tense” em AfterParty… O primeiro, que atende pelo nome “Stereotype Remix”, é feito sob medida para embalos de sábado à noite, sendo, portanto, o mais dançante entre todos do EP. Todavia, é o remix mais “comum” e no qual transbordam os clichês das pistas. A outra versão, que atende por “Beg, Steal or Borrow Remix”, segue uma linha muito próxima, mas tem um clima  mais “viajante” e, por essa razão, oferece uma perspectiva um pouco melhor.

O saldo geral é bastante positivo. Não é nada com pinta de alta rotação no smartphone, entretanto AfterParty nos arranca mais sorrisos de aprovação do que o álbum epônimo de estreia. O que em outras palavras quer dizer que, neste caso, os remixes funcionam melhor que as versões originais. Vale destacar que não há previsão de lançamento do EP em um versão física. Talvez nem precise.

Ouça o EP completo no Spotify.

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NEWS| New Order volta ao Brasil em novembro

assetE lá vamos nós de novo! Após a divulgação de um show na capital chilena no dia 21 de novembro, os fãs brasileiros do New Order cruzaram os dedos à espera de uma ou mais datas em solo tupiniquim. E as preces foram atendidas: em suas páginas nas redes sociais, a Move Produções confirmou a vinda da banda para a realização de três shows entre 28/11 e 02/12.

No anúncio, duas novidades: o New Order tocará pela primeira vez em Curitiba, no espaço Live (pegando a última data), e, também, em Uberlândia, no coração do Triângulo Mineiro (!), em concerto que se realizará no dia 30 de novembro na Arena Multiuso Presidente Tancredo Neves, mais popularmente conhecida como “Ginásio Sabiazinho”. Em São Paulo, a banda reprisa no Espaço das Américas (onde se apresentou pela última vez no Brasil, em 2016) no dia 28 de novembro, uma quarta-feira. E vale lembrar que em outubro tem Peter Hook & The Light, também em São Paulo.

Neste exato momento, o New Order está excursionando pela América do Norte; e no meio dessa turnê e da passagem pela América do Sul, Phil Cunningham (guitarra e teclados) e Tom Chapman (baixo, substituto de Peter Hook desde 2011) se licenciarão temporariamente para uma pequena série de shows de seu projeto paralelo, o ShadowParty (cujo disco de estreia resenhamos no post passado).

A seguir, um provável set list para os shows no Brasil*:

Singularity
Regret
Ultraviolence
Crystal
Restless
Your Silent Face
Superheated
Tutti Frutti
Sub-Culture
Bizarre Love Triangle
Vanishing Point
Waiting for the Sirens’ Call
Plastic
The Perfect Kiss
True Faith
Blue Monday
Temptation
Atmosphere (encore)
Decades (encore)
Love Will Tear Us Apart (encore)

(*) Set list do show do dia 23 de agosto de 2018, Palace Theatre, St. Paul, Minesotta (EUA).

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REVIEW |CD de estreia do ShadowParty (New Order + Devo)

SharedImage-81403O que acontece quando bandas veteranas e bem sucedidas resolvem dar um break nas suas atividades? A resposta é simples: seus integrantes continuam produzindo música e fazendo shows em projetos solo ou em parceria com outros músicos.

É bem esse o caso dessa turma que se juntou para formar um novo grupo. Phil Cunningham (guitarra, teclados) e Tom Chapman (baixo), ambos do New Order, resolveram unir forças com Josh Hager (guitarra, teclados) e Jeff Friedl (bateria), que tocam no Devo. Dessa união nasceu o ShadowParty. Em comum entre as duas duplas está o fato de serem incorporações recentes em suas respectivas bandas (se bem que, no caso de Cunningham, lá se vão dezessete anos com o New Order, primeiro como músico contratado e, depois, como membro efetivo).

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Se você espera que o som do ShadowParty seja uma mistura de New Order com Devo, é melhor deixar para lá tal expectativa. Se por um lado a banda compartilha com essas formações das antigas o gosto pela mistura entre rock e música eletrônica, cabe dizer que o ShadowParty, musicalmente falando, está mais para o N.O. do que para o Devo. Aliás, a sombra do New Order paira sobre o auto-intitulado álbum de estreia de diversas maneiras. O disco (cuja versão em vinil tem uma “capa-raspadinha” que esconde uma mensagem em código) acaba de ser lançada pela Mute Records, atual etiqueta do combo de Manchester. E não para por aí: na lista de convidados especiais, temos a cantora Denise Johnson (A Certain Ratio, Primal Scream) e o maestro e arranjador Joe Duddell, e ambos ostentam currículos como colaboradores do New Order.

Outra presença ilustre no disco – e que nada tem a ver com o New Order desta vez – é o guitarrista Nick McCabe, ex-The Verve. Cabe aqui deixar bem claro que McCabe não faz parte oficialmente do ShadowParty, entretanto a imprensa gringa vem escrevendo sobre eles como se fossem um “supergrupo” formado por músicos do Devo, do New Order e, também, do Verve, o que, além de incorreto, parece coisa de jornalismo marrom.

E o disco? É bom? A mesma imprensa lá de fora vem fazendo elogios ao álbum. De nossa parte aqui do blog, o que temos a dizer é: não está com essa bola toda, não. É um disco bastante irregular e desequilibrado. As faixas “Celebrate” e “Present Tense” até foram escolhas acertadas para singles, mas fora essas duas é bem difícil pinçar uma terceira que cumpra bem esse papel. Há bons momentos aqui e ali, como em “Reverse the Curve”, “Vowel Movement” e “The Valley”; medianos como “Sooner or Later”; descartáveis como “Truth” e “Taking Over”; e sonolentos como “Marigold” e “Even So”.

Mas, no geral, a estreia do ShadowParty pode ser classificada como “esquecível”. É um daqueles álbuns que você ouve umas três ou quatro vezes no máximo e depois deixa para lá. Até vale alguma coisa como um descompromissado exercício de férias para o quarteto, mas não é nada que deva de fato ser levado a sério – pelo menos não em termos de uma carreira duradoura. Se bem que, no caso de Chapman e Cunningham, as férias nem estão sendo tão longas assim. Neste mês o New Order está excursionando pelos EUA e em novembro eles aterrissam de novo na América do Sul.

 

NEWS | Trazendo as boas novas! Peter Hook volta ao Brasil e integrantes do New Order criam novo projeto paralelo

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Olá, pessoal!

Depois de uma longa pausa, eis que estamos de volta para dar aos leitores do blog as últimas novidades sobre a nossa banda favorita e tudo o mais que a ela estiver relacionado. Antes disso, faz-se necessário pedir desculpas aos que por aqui acompanham todos os passos de nossos heróis. O tempo dedicado aos posts ficou mais escasso depois que começaram as responsabilidades de pai de primeira viagem, isso sem falar na correria do trabalho. Com o tempo que sobra a gente tenta, na medida do possível, manter o blog minimamente atualizado, ainda que os intervalos entre os posts se tornem maiores.

Mas agora vamos ao que interessa… Comecemos pelas últimas do Peter Hook e sua banda-tributo The Light. Eles estão neste exato momento em mais uma hercúlea maratona de shows pela América do Norte dando prosseguimento à tour no qual apresentam ao vivo as duas coletâneas intituladas Substance – a do New Order, lançada em 1987, e a do Joy Division, editada no ano seguinte. Durante a viagem, anunciaram os shows que farão em outubro deste ano em Buenos Aires e em São Paulo, onde tocarão os discos Technique (1989) e Republic (1993), os dois únicos álbuns do New Order que chegaram ao primeiro lugar na parada britânica. Os concertos terão um set de abertura dedicado ao Joy Division, o que já era de se esperar. Uma prévia dessa nova turnê rolou março deste ano no programa de Marc Riley na BBC 6, no qual Peter Hook e o The Light tocaram “Regret” e “Run”. Nas entrevistas que vem dando à imprensa durante a excursão pela América do Norte, o baixista diz que continua escrevendo material inédito e que existe uma pressão do guitarrista do The Light, David Potts, para reativarem em algum momento o projeto Monaco, que criaram juntos na década de 1990. Além disso, Hook confirmou que vem trabalhando com Wolfgang Flür, ex-Kraftwerk, mas não entra em detalhes sobre essa parceria.

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Peter Hook voltará ao Brasil em outubro

No entanto, ficamos devendo ao leitor um review do último CD do Peter Hook & The Light, Live at Camden Roundhouse, lançado em dezembro do ano passado… Foi mal, pessoal…

Já o New Order… recentemente o grupo esteve em Turim, na Itália, para apresentar uma versão mais longa do concerto originalmente concebido para o Festival Internacional de Manchester no ano passado. A banda subiu ao palco no Officini Grandi Riparazioni no último dia 05 com o time de doze tecladistas extras da Northern School of Music, o maestro Joe Duddell e os efeitos de luz do artista visual Liam Gillick. Mais uma vez canções que há muito tempo não eram tocadas ao vivo, como “Dream Attack”, “Vanishing Point”, “All Day Long”, “Ultraviolence” e “Sub-Culture” fizeram a alegria dos fãs das antigas, muitos vindos de outras partes da Europa só para testemunhar esse momento (o set list completo pode ser visualizado AQUI). A banda levará esse show para Viena como parte do Wiener Festwochen nos dias 12 e 13 deste mês. Depois, o New Order fará um show “normal” no Incuya Music Festival, Cleveland (EUA), em agosto. E isso é tudo que a banda tem programado para este ano e talvez não vá muito além disso…

Ou não… Um post recente do Tom Chapman, atual baixista do New Order, em sua página no Instagram deixou muita gente de orelha em pé e bigodes arrepiados. Na postagem ele aparece em uma foto ao lado do guitarrista/tecladista Phil Cunningham acompanhada da legenda “filmando o documentário sobre o New Order em Manchester”. Documentário? Como assim? Bom, a verdade é que só os desavisados e aqueles que tem memória curta não sabem exatamente do que se trata. Em 2013, o produtor musical e DJ Arthur Baker concedeu uma entrevista a Gregor Muir para o site do Institute of Contemporary Arts de Londres na qual dizia estar produzindo um documentário sobre a banda com a direção de Don Letts. Como não se falou mais nada a respeito disso de lá para cá, muita gente parece ter se esquecido da história. Vale lembrar que Bernard Sumner e Stephen Morris apareceram no filme anteriormente produzido por Baker, o elogiado 808, um documentário dirigido por Alexander Dunn sobre a legendária drum machine Roland TR-808 e seu impacto sobre a música popular. Bom, mas para quando é o novo doc do New Order? Ninguem sabe ainda e excetuando a entrevista do Muir com o Baker e o post do Tom Chapman, não se encontra mais nada a respeito disso na internet.

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E falando na dupla Chapman/Cunningham… bom, a essa altura do campeonato já não é mais possível chamá-los de “os novos integrantes do New Order”. Phil Cunningham está com a banda desde 2002 (dezesseis anos) e Tom Chapman desde 2011 (sete anos). Então, não seria equivocado chamar o novo grupo do qual fazem parte, o ShadowParty, de “projeto paralelo ao New Order” como eram o Electronic do Bernard Sumner, o The Other Two do casal Gillian Gilbert e Stephen Morris, ou o Revenge de Peter Hook. Por uma estranha coincidência, o ShadowParty é formado por músicos que não faziam parte das formações originais/clássicas das bandas nas quais tocam “oficialmente”. Cunningham e Chapman estão com o New Order; ja os outros dois membros do novo time, Josh Hager e Jeff Friedl, tocam guitarra/teclados e bateria respectivamente no Devo. O quarteto acaba de lançar o seu primeiro single, o agradável “Celebrate”, e o album de estreia está previsto para sair em julho deste ano, pela Mute Records (o atual selo do New Order). As conexões com o New Order não param por aí. O maestro Joe Duddell, que assinou os arranjos de cordas do último CD da banda, Music Complete, e que vem regendo a “orquestra” de tecladistas que andou acompanhando o New Order ao vivo, foi um dos colaboradores no début do ShadowParty; Denise Johnson, que já fez backing vocals para o Electronic e o próprio New Order, também faz participação especial. O som? Pela descrição no site da Mute (e pelo o que se ouve em “Celebrate”) trata-se de um blend eletrônica-guitarras-cordas. Tomara que venha um bom álbum por aí para a gente resenhar aqui no blog.

Para encerrar por hoje: Barry Harris, que se autoproclama o “primeiro DJ do mundo a compor, produzir e tocar um hit no Top 5 internacional”, mas que ficou famoso mesmo na década de 1980 quando integrou a dupla canadense de synth pop Kon Kan (que já se apresentou no Brasil e emplacou por aqui os sucessos “I Beg You Pardon” e “Harry Houdini”), disponibilizou recentemente em sua página no Soundcloud um remix de “Bizarre Love Triangle” (graaaaaande novidade…). Já perdeu a conta de quantos remixes de “Bizarre Love Triangle” você já ouviu? Nós também! Em todo caso, segue o player para quem quiser conferir.

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NEWS | Peter Hook: turnê do disco “Technique” vem aí!

81oxfiolvsl-_sl1425_Peter Hook bem que tenta fazer um “clima de mistério”, mas do jeito que ele vem dando bandeira parece que o público já conseguiu matar a charada: na quarta-feira da semana passada ele usou sua conta no Instagram para avisar aos fãs para que se preparassem para o anúncio em breve de uma “grande turnê”. O aviso trazia apenas a foto de um grande fundo azul. Alguns posts depois, o fundo azul reapareceria, todavia agora incluindo partes de uma imagem tingida com cores fogosas e psicodélicas, uma delas acompanhada do seguinte texto: “fiquem ligados no anúncio de uma turnê muito especial pelo Reino Unido na terça-feira [amanhã, 06/02], às 10:00 PM”. Vários seguidores decifraram o “enigma”: “As cores… tem que ser Technique, disse /dwaller1409; velho conhecido nosso, /elazaromoses deixou um trechinho de “Round and Round” nos comments (“The picture you see…”); “Por favor, que seja Technique, escreveu /simondownling70.

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Mas a “pista definitiva” de que uma nova turnê dedicada ao álbum mais aclamado do New Order veio bem antes, em uma publicação do Ken Evans, membro de uma banda australiana chamada Tycho Brahe – Evans é responsável pela recriação das partes programadas do repertório do New Order para os shows de Hooky e o seu The Light. Em um post de 09 de setembro do ano passado, Evans publicou na página do Facebook de sua banda um vídeo de pouco mais de um minuto no qual exibia uma backing track de “Mr. Disco”. A legenda do post dizia o seguinte: “Trabalhando em mais uma backing track para Peter Hook & The Light”. O post por si só já serviria de prova cabal de que Peter Hook estaria finalmente preparando a tour que sucederá a bem sucedida maratona de shows nos quais ele e o The Light apresentaram ao vivo e na íntegra as coletâneas Substance do New Order e do Joy Division. O vídeo pode ser visto AQUI.

Fica a torcida para que Hooky retorne ao Brasil mais uma vez trazendo na bagagem essa grande novidade!

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