REVIEW | New Order ao vivo, Arena “Sabiazinho”, Uberlândia (30.12.2018)

IMG_7427Em sua sexta passagem pelo Brasil, o New Order incluiu na sua agenda de shows uma inesperada aterrissagem por Uberlândia, uma espécie de “capital” da região do Triângulo Mineiro. Com aproximadamente 683 mil habitantes (segundo estimativa do IBGE feita este ano), Uberlândia é uma cidade maior do que a terra natal da banda, Manchester (441 mil hab.), possui o terceiro maior IDH do estado Minas Gerais e o 23o maior PIB do país. Os números dão uma dimensão da importância do município mineiro, mesmo assim a cidade carece ainda de um histórico de shows internacionais que faça páreo com grandes capitais nacionais como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. Em todo caso, os uberlandenses devem sentir um certo orgulho por já terem conseguido recepcionar nomes de diferentes estilos como A-Ha, Shakira, Slash (ex-Guns N’ Roses), Simple Plan e, agora, o New Order.

Todavia, na ausência de uma casa de espetáculos apropriada para receber nomes internacionais (e nacionais também), o principal espaço para shows é o “Sabiazinho”, apelido simpático do ginásio poliesportivo local que atende verdadeiramente pelo nome Arena Multiuso Presidente Tancredo Neves. Apesar da determinação (e do êxito) de colocarem Uberlândia no radar do management do New Order, os produtores locais certamente sabiam de que se tratava de uma aposta de risco e, por essa razão, reservaram para o show apenas metade do ginásio, reduzindo a capacidade do mesmo de 8 para 4 mil pessoas. Um decisão acertada, aliás. O público presente não chegou a lotar o lugar e se tivessem usado o ginásio por inteiro a banda tocaria mais para grandes bolsões de espaços vazios.

A plateia era predominantemente mais velha, formada em geral por quarentões e cinquentões, uma turma que certamente conheceu o New Order em seu auge na década de 1980. Essa é uma observação importante. Quem já assistiu a banda ao vivo em São Paulo (cidade na qual tocaram em todas as seis ocasiões em que estiveram aqui) deve ter notado que lá a presença de jovens de vinte e poucos anos (ou menos), vestidos com camisetas do Joy Division, sempre foi grande, chegando a rivalizar, pelo menos em quantidade, com os “tiozinhos”. Pelo visto, o público do New Order em Uberlândia não passou pela renovação que se vê nas grandes metrópoles (o que não é uma crítica, mas, sim, uma constatação).

Mas e o show? Em geral, foi uma performance com muitas virtudes, mas com alguns “pecados” aqui e ali também. Aliás, se não fosse assim, não seria New Order, é claro. Devido às dimensões reduzidas do palco, o set de iluminação e a disposição das telas de led ao fundo tiveram que sofrer mudanças e adaptações. Todavia, isso não chegou a produzir grande impacto nos efeitos visuais, que terminaram sendo um destaque à parte (nesse aspecto, a banda evoluiu bastante de 2011 para cá). Com relação ao som, este estava bastante desequilibrado no primeiro terço do show, com a guitarra do vocalista Bernard Sumner muito mais alta que a de Phil Cunningham (que também toca teclados e percussão eletrônica), enquanto que o baixo de Tom Chapman e o sintetizador de Gillian Gilbert pareciam mais atrás dos demais instrumentos em algumas músicas.

Esse primeiro bloco, formado basicamente por canções que tinham uma “pegada” mais rock, foi bastante “morno” na verdade. Apesar de alguns picos de calor, em “Regret” e “Crystal”, a banda não parecia tão entusiasmada (com exceção de Tom Chapman, cada vez mais à vontade no posto que outrora pertenceu a Peter Hook) e a reação do público, em geral, não chegou a ser explosiva. Entretanto, após “Your Silent Face”, um novo show parecia ter começado. “Tutti Frutti”, single do último álbum do New Order, Music Complete (2015), inaugurou o bloco mais eletrônico e dance e daí em diante o clima esquentou de vez e em todos os sentidos. O som melhorou, ficando mais bem balanceado, o público vibrou com muito mais intensidade e a banda (principalmente Sumner) ficou visivelmente mais descontraída e envolvida com a plateia (mas sempre no limite do habitual estilo low profile do grupo). Músicas que passaram anos fora do set list dos shows, como “Sub-Culture” e “Vanishing Point”, emocionaram; os mega-sucessos “Bizarre Love Triangle”, “True Faith” e “Blue Monday” transformaram o ginásio em um enorme salão de baile; a obrigatória “Temptation” fechou o set com louvor.

Se o show tivesse terminado ali já teria sido suficiente para ser considerado “histórico” em Uberlândia, mas ainda havia mais. O New Order reservou o bis para celebrar sua “primeira encarnação” – a banda tocou três canções do Joy Division, levando muita gente às lágrimas (de regozijo, vale ressaltar). Foram elas “Atmosphere” (mas aqui novamente o teclado de Gillian Gilbert parecia ter desaparecido em meio ao som dos demais instrumentos), “Decades” e, finalmente, a apoteótica “Love Will Tear Us Apart”. Balanço final: um set list adequado que trouxe todos os hits que a banda teve no Brasil, músicas novas, favoritas do público e clássicos do Joy Division, ou seja, 40 anos de história bem condensados em duas horas (20 músicas no total). Há quem diga, no entanto, que o New Order de hoje em dia é um grupo acomodado porque prefere se manter seguro na zona de conforto que conquistou. Mas é assim desse jeito que eles conseguem entrar em campo com o jogo ganho – e o público só tem a agradecer.

SET LIST:
Singularity
Regret
Age of Consent
Restless
Crystal
Academic
Your Silent Face
Tutti Frutti
Sub-Culture
Bizarre Love Triangle
Vanishing Point
Waiting for the Sirens’ Call
Plastic
The Perfect Kiss
True Faith
Blue Monday
Temptation
Atmosphere (encore)
Decades (encore)
Love Will Tear Us Apart (encore)

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

REVIEW | New Order ao vivo no Espaço das Américas, São Paulo (01.12.2016)

fullsizerender-1

Cheers! Vamos brindar a mais um show do New Order no Brasil.

Para mim, ir a um show do New Order não é apenas ir a um concerto dessa que é a minha banda favorita há quase três décadas (vinte e oito anos para ser mais exato). Na verdade, é bem mais do que isso. Significa reencontrar amigos de várias partes do Brasil com os quais tenho coisas em comum (a banda entre elas); é me aventurar, com esses mesmos amigos, no encontro com nossos ídolos no aeroporto para tirar uma foto ou conseguir um autógrafo; é o “aquecimento” antes do show em algum bar; é o pós-show, com direito a invasões furtivas ao backstage para estar tête-à-tête com a banda mais uma vez; são os posts em série nos fórums da internet e, agora, no WhatsApp para discutir exaustivamente sobre qual seria o set list “perfeito”; é fazer novas amizades durante o papo com desconhecidos na fila para entrar no show…

Por tudo isso, confesso: não é tão fácil fazer uma resenha “objetiva” e “isenta” sobre qualquer apresentação ao vivo do New Order (ou sobre qualquer outra coisa relacionada à banda). Mas eu bem que tento. Espero poder retratar o que eu vi – e minhas impressões à respeito – não somente da maneira mais sincera ou honesta possível, mas também com justiça. Sim, justiça. Nem sempre o que leio na imprensa “de verdade”, como as resenhas e críticas escritas por profissionais, pode ser considerado justo.

Convicta de sua “legitimidade”, com frequência a chamada “crítica espcializada” ignora o reconhecimento do público e avalia um show de rock ou qualquer outro espetáculo com base no seu próprio gosto – ou, então, em um hipotético “perfil médio”. O que eu quero dizer com isso é: de um lado, o sucesso de audiência é menosprezado; de outro, se espera sempre que o artista que está ali dando o melhor de si sobre o palco, mas à sua própria maneira, aja de acordo algum tipo (falso ou ilusório) de “protocolo” ou “manual”. Não é raro ler uma crítica sobre um show do New Order na qual se pode ter a impressão de que o escritor do texto parecia frustrado ou decepcionado (muito mais do que o público) por não ter estado, ao longo de duas horas, diante de mais um grupo de roqueiros saltitantes como o U2, ou os Rolling Stones, ou o Green Day… Quem conhece a história do New Order sabe muito bem: a banda sempre foi um ponto fora da curva. Inclusive ao vivo. 

O maior atrativo em um show do New Order é o seu próprio catálogo, repleto canções que resistiram à passagem do tempo e que ajudaram a formatar tanto o pop eletrônico quanto o indie rock contemporâneos. Qualquer outro tipo de “distração” no palco, como as telas de led e os novos efeitos de iluminação que, quem sabe, tenham sido concebidos como substitutos do único integrante que genuinamente atraía os olhares da plateia – o ex-baixista Peter Hook – pouco ou nada acrescenta ao essencial: a música. Além disso, sempre foi parte do “charme” do New Order essa atitude meio “tô nem aí” que alguns não iniciados interpretam como desanimação ou falta de presença de palco.

Evidentemente, não foi diferente nessa última passagem da banda pelo Brasil (ocorrida na última quinta-feira, no Espaço das Américas) – o New Order pouco interagiu com o público. Gillian Gilbert de vez em quando encarava a plateia e, não mais do que uma ou duas vezes, liberou um sorriso e um tchauzinho para aqueles nas primeiras filas que gritavam incansavelmente seu nome; Bernard “Barney” Sumner arriscou, de modo bem mais contido do que nas ocasiões anteriores, aquele rebolado risível (até mesmo para os fãs) quando não estava com sua guitarra em punho; Tom Chapman, o baixista que pegou a vaga de Peter Hook, é quem parecia ser o mais “saidinho”: várias vezes aproximou-se da beirada do palco e fez algumas poses mais fotogênicas durante seus solos. Mas nada, evidentemente, que lembrasse as “macaquices” de Hook.

Já que falei em justiça, que ela então seja feita. Tom Chapman já está visivelmente mais à vontade e entrosado com a banda. Sua atuação foi impecável, tanto nas canções do último álbum – Music Complete – quanto no material mais antigo. Considerando sua ingrata condição, eu digo sem qualquer constrangimento que ele se saiu tão bem que eu não senti a falta de Peter Hook. E esse sentimento não era exclusivamente meu. Ouvi muitos comentários a esse respeito durante a saída do show. Um amigo me disse naquele dia, horas antes do concerto, que nós éramos como “filhos de pais separados”. Chapman seria uma espécie de “nova namorada do papai” ou uma madastra – tem gente que não gosta ou não aceita, mas também existem aqueles, como eu (e a maioria, felizmente) que pensa “ah, ela é bem legal, eu gosto dela”. E a vida continua. E o New Order também. Um pouco mudado, é verdade… mas quem não muda com o passar dos anos?

Bom, mas sobre o show… considerando que a casa estava lotada – como em geral tem sido as apresentações da banda alhures – é de se supor que entre fãs “doentes” haviam, também, aqueles que foram ao Espaço das Américas tendo como referências apenas os grandes sucessos. Shows de bandas veteranas, via de regra, são assim. Isso talvez explique porque o New Order vem optando por fazer apresentações mais conservadoras e “seguras”, dentre as quais a última em São Paulo não foi uma exceção. A banda exibiu exatamente o mesmo que vem mostrando pelos quatro cantos do mundo ao longo dessa turnê: uma combinação equilibrada do créme de la créme de Music Complete (seis músicas no total), lançado no ano passado, seus antigos clássicos e um par de canções do Joy Division. Nada de obscuridades e lados B. É o que acontece quando seu repertório é conhecido tanto pelos fãs de bandas cult quanto por aquela parcela do público de quem já se ouviu algo do tipo: “New Order? Ah, mas não é a banda que canta aquela música ‘Everytime I see you falling’? Pô, me amarro neles”

Concentrar o show nos maiores sucessos, incluindo os do Joy Division – esta talvez seja a maior de todas as concessões que o New Order vem fazendo há um bom tempo, o que é surpreendente se considerarmos que o grupo ficou universalmente famoso por não fazer concessões. Mas, diferente de Peter Hook, que segue em uma carreira solo que celebra exclusivamente o passado, o New Order (ainda) olha para frente. E vem colhendo os frutos: as músicas novas, ao contrário do esperado, contaram com uma reação que fez jus à excelente receptividade que o último álbum vem recebendo. Todas – todas mesmo – foram cantadas pelo público. “Singularity” abriu o show após o P.A. anunciar a entrada da banda com “Das Rheingold: Vorspiel”, de Richard Wagner; “Academic”, a terceira música do set, soou brilhante com seus resquícios de “Dream Attack” (faixa do álbum Technique, de 1989); “Restless” até teve seu refrão entoado a plenos pulmões pela audiência, mas minha opinião pessoal é a de que, dentre as faixas de Music Complete, ela é a mais fraca ao vivo; “Tutti Frutti” e “People on the High Line” inauguraram a segunda e mais dançante parte do show; “Plastic”, acompanhada de uma orgia de efeitos visuais (outra concessão feita pela versão atual do New Order), fez Bernard Sumner apontar para o público enquanto cantava “It’s official… You’re fantastic… You’re so special… So iconic”, em um de seus raros momentos de interação com o público que lotou o Espaço das Américas.

Mas é óbvio e ululante que os melhores momentos do show aconteceram todas as vezes em que o New Order engatou a marcha à ré. A primeira grande explosão de êxtase foi com “Regret”, a segunda da noite; “The Perfect Kiss”, que figurou entre as mais pedidas pelo público, também fez a temperatura subir em níveis estratosféricos; “Bizarre Love Triangle”, como de praxe, passou no teste de popularidade (rivalizando com “Regret” nesse quesito). Teve também “Crystal”, uma versão repaginada de “True Faith” e, poderosa como sempre, a histórica “Blue Monday”. Aliás, esse foi um momento particularmente importante para mim. “Blue Monday” foi o começo de tudo, a minha porta de entrada no tema New Order. Eu estava tão feliz por estar ali e por ter tido a oportunidade de vê-los mais uma vez que não consegui segurar os olhos marejados, o nó na garganta e o disparar do coração. Esse é o poder da música – o poder de nos levar de volta ao passado e de nos reconectar ao sentimento primordial que eclodiu naquela já distante primeira experiência. Esse sentimento, pessoal e intransferível, crítico de música algum consegue captar em um show. Por isso mesmo as resenhas dos jornais e das revistas são tão frias – e tão imprecisas também.

fullsizerender

Minha única foto do show, durante “Regret”: preferi saborear o show a tirar “zilhões” de fotos…

Voltando ao show… O set chegou ao fim com a obrigatória “Temptation” (a canção mais executada ao vivo pelo New Order), com Gillian tocando “Street Hassle”, de Lou Reed, no teclado. A banda deixou o palco para voltar muito pouco tempo depois e dar seu bis. Todo mundo já sabia o que ia acontecer: era a hora de celebrar o Joy Division. A banda sacou uma emocionante versão de “Decades”, que retornou recentemente ao repertório dos shows depois de 29 anos fora. Imagens de Ian Curtis no telão reforçavam o clima de tributo. Em seguida, vieram com a esperada “Love Will Tear Us Apart”, normalmente escalada para fechar a noite. Isto é, normalmente não quer dizer sempre. O New Order abriu uma exceção e presenteou o público com mais uma música. Numa atitude que chegou a lembrar seus velhos tempos de “do contra”, em vez de terminar sua apresentação com mais um de seus hits (o que seria uma escolha óbvia e natural) o grupo fez sua saideira, vejam só, com uma das faixas novas: “Superheated”. E o público aceitou numa boa. O telão exibiu a letra para todos cantarem junto – e o recado foi prontamente entendido pelos presentes. Em alusão aos últimos versos, Bernard Sumner deu a má notícia ao público após o derradeiro acorde: “It’s over!”. E assim terminaram duas horas de êxtase aprovadas pela plateia. A única aprovação que importa, aliás. “Obrigado mais uma vez, São Paulo! Vocês foram ótimos!”, agradeceu Sumner. Ora, Barney, nós é que agradecemos.

Há dez anos, eu vi meu primeiro show do New Order, em São Paulo; dez anos depois, eu voltaria a São Paulo para vê-los pela décima vez – e provavelmente a última. Talvez as lágrimas durante “Blue Monday” tivessem externalizado, também, o sentimento de despedida. Não cabe aqui esclarecer os motivos – a vida é assim, com o tempo outras coisas passam a exigir sua atenção e, de repente, você não está mais tão disponível para se dedicar às antigas paixões com a mesma intensidade. Por isso, encerro esta “resenha” com um relato: na fila para entrar no Espaço das Américas, uma garota de 18 anos, que foi sozinha de Curitiba a São Paulo, acabou se enturmando conosco (a “diretoria” do New Order Brasil). No final do show, entre tantas mãos que, na grade, disputavam um dos set lists colados com fita isolante no assoalho do palco, foi ela quem conseguiu por as suas naquele pedaço amassado de papel. Ela chorou de tanta alegria. Pouco tempo mais tarde, lá nos fundos, numa saída para o estacionamento, mais uma explosão de felicidade: ela conseguiu que e banda autografasse seu set list. Eu vi o brilho nos olhos dela. Eu achei algo bonito de se ver.

É isso aí: hora de passar a bola para essa garotada. Eu tive o bastante disso e, sinceramente, não tenho do que reclamar – aproveitei bastante. Bom saber que o New Order ainda desperta na molecada a mesma paixão que despertaou em mim 28 anos atrás. Enfim, é isso, it’s over

…mas só depois do show do Peter Hook.

SET LIST:
Singularity
Regret
Academic
Crystal
Restless
Your Silent Face
Tutti Frutti
People on the High Line
Bizarre Love Triangle
Waiting for the Sirens’ Call
Plastic
The Perfect Kiss
True Faith
Blue Monday
Temptation
Decades [encore]
Love Will Tear Us Apart [encore]
Superheated [encore]

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

NEWS | Agora é oficialíssimo: New Order fará apresentação única em São Paulo

14359173_1143696022364763_5547020002201229780_nComo diz o ditado: “onde há fumaça, há fogo”. Sites como Popload (do jornalista Lúcio Ribeiro) e Midiorama publicaram há pouco que o New Order virá, sim, ao Brasil em dezembro deste ano. Após a confirmação dos concertos em Santigado (Chile, dia 04/12) e Bogotá (Colômbia, 07/12, como atração do festival Sónar), chegou a vez de São Paulo aparecer no roteiro. O show está marcado para o dia 01 de dezembro no Espaço das Américas e terá o DJ Gui Boratto na abertura. O show do New Order faz parte do “projeto” Live Music Rocks, dedicado a trazer para o Brasil nomes importantes da música. Dentre os que já vieram pela plataforma, destacam-se Morrissey, Kiss, The Cure e Noel Gallagher. Os patrocinadores são a SKY e Budweiser. Os ingressos começarão a ser vendidos no dia 14 de outubro no site Livepass.com.br. O show do New Order coincidirá com a apresentação da banda solo do ex-baixista Peter Hook, o The Light, no Teatro Rival, Rio de Janeiro. Já que os cariocas não terão o New Order mais uma vez, fica o dilema: ver Peter Hook ou pegar um avião para São Paulo. Santa Escolha, Batman!

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

NEWS | Cheiro de Brasil no ar: New Order voltará à América do Sul em dezembro

NewOrderPara2Eis que agora é oficial: ontem e hoje foram anunciados dois concertos do New Order aqui na América do Sul. O primeiro será em Santiago (Chile), no Teatro Caupolicán, no dia 04 de dezembro; o segundo será na edição colombiana do festival Sónar, no centro de convenções Corferias, em Bogotá, três dias depois. Com isso, aumentam as chances de outros países da região entrarem no circuito, como Argentina e, é claro, o Brasil. Todavia, os fãs do continente têm motivos para se desesperar com a falência à vista: a vinda do New Order coincide com a turnê de Peter Hook e o seu The Light pela América do Sul. Para se ter uma ideia, “Hooky” se apresentará no mesmo Teatro Caupolicán no dia 07 de dezembro; e entre os dias 01 e 06/12 ele estará aqui em Terra Brasilis para se apresentar no Rio, em Porto Alegre e em São Paulo. As chances de uma eventual data no Brasil cair bem entre os shows no Chile e Bogotá é grande, pois o mais lógico seria o New Order finalizar a tour na Colômbia e de lá retornar para a Europa. Mas nada foi divulgado ainda com relação ao retorno da banda por estas praças. Dedos cruzados!

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

NEWS | Peter Hook anunciará datas para a América do Sul

Light-Logo-300x300A novidade foi divulgada ontem: em sua conta no Twitter, o ex-baixista do Joy Division e do New Order, Peter Hook, publicou um post com a hashtag “#Substance2016” e no qual disse que nos próximos dias seriam divulgadas as datas de uma turnê pela a América do Sul. Em suas próprias palavras: “Nós temos algumas novas datas da turnê para anunciar em breve – dessa vez na América do Sul!”. A hashtag “#Substance2016” nos dá a entender de que ele deverá trazer para estas bandas seu show mais recente, no qual toca, na íntegra, os álbuns/coletâneas Substance do New Order e do Joy Division, lançados, respectivamente, em 1987 e 1988.

IMG_2534

Peter Hook já esteve aqui no Brasil com sua banda-tributo The Light em outras três ocasiões: na primeira, em 2011, tocou o álbum Unknown Pleasures (1979), do Joy Division; na segunda, dois anos depois, após um rápido set de canções do JD, apresentou os LPs MovementPower, Corruption and Lies, do New Order, entremeados por todos os singles lançados pela banda entre 1981 e 1983, incluindo “Blue Monday”; na terceira, em 2014, ele “homenageou” o New Order mais uma vez tocando os discos Low Life (1985) e Brotherhood (1986), além de singles como “Thieves Like Us”, “Shellshock” e “True Faith”. O The Light é formado, além de “Hooky”, por seu filho, Jack Bates (baixo), Andy Poole (teclados) e dois antigos colegas dos tempos do Monaco (projeto paralelo ao New Order nos anos 1990), David Potts (guitarra e vocais) e Paul Kehoe (bateria).

PETER HOOK & THE LIGHT / Discografia (somente formato físico):

  • Perform Unknown Pleasures Live at Goodwood (2010)
  • 1102 | 2011 (EP, 2011)
  • Unknown Pleasures Live in Australia (2011)
  • Joy Division’s Unknown Pleasures and Closer Live at Hebden Bridge (2015)
  • New Order’s Movement and Power, Corruption and Lies Live at Hebden Bridge (2015)
  • New Order’s Low Life and Brotherhood Live at Hebden Bridge (2015)
  • So This Is Permanence

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

NEWS | New Order na América do Sul? Sim!

NewOrderPara2Eu “cantei a pedra” aqui no blog: havia alguns indícios de que o New Order poderia vir à América do Sul ainda este ano, talvez em novembro. Não deu outra: a banda realmente passará por estas bandas com a turnê do álbum Music Complete. O “anúncio” saiu da boca do casal Gillian Gilbert (teclado, guitarra) e Stephen Morris (bateria) em uma entrevista concedida à EITB (Euskal Irrati Telebista), emissora de TV estatal do País Basco, nos bastidores do festival BBK Live, em Bilbao (Espanha), no qual se apresentaram no dia 07 de julho. Na entrevista, publicada na página da EITB no You Tube (ver abaixo), a dupla teve que responder típicas perguntas clichês do tipo “o que vocês acham de Bilbao?”; mas quando foram questionados sobre os planos para o “futuro próximo”, Stephen Morris respondeu: “Prosseguiremos com os festivais… Em seguida, sairemos de férias por algumas semanas. E depois daremos uma passadinha pela América do Sul”. Naturalmente, não disseram nada sobre quais cidades, nem sobre as datas etc. Vale ressaltar que os shows da atual turnê vêm recebendo elogios da imprensa especializada pelo mundo afora – aqui mesmo no blog já publicamos traduções de algumas resenhas. E eu, por experiência própria, vi uma bela amostra em Paris no ano passado. Então, que a América do Sul prepare o seu calor para receber o New Order mais uma vez!

O blog agradece Marcello Dourado e ao Josué “Mr. Disco” pelo envio do vídeo.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

RELATO | Atrás do New Order em Lima

no15O show do New Order em Paris em novembro do ano passado, sobre o qual já relatei em outros posts, não foi o primeiro que “caiu no meu colo” durante uma viagem por motivos profissionais. Isso já havia acontecido em abril de 2013, quando essa mesma formação do New Order (Bernard Sumner, Gillian Gilbert, Stephen Morris, Phil Cunningham e Tom Chapman) voltou à América do Sul para duas apresentações: uma em Lima, Peru, e outra em Bogotá, Colômbia (esta última como atração do festival Estereo Picnic). Eu participaria de um encontro / congresso latinoamericano de profissionais da minha área em Lima e o calendário do evento coincidiu com a data da apresentação do New Order na Explanada Sur do Estadio Monumental, na capital peruana. Só que, ao contrário de Paris, eu tive companhia brasileira nesse show. Parcerias de outros carnavais do grupo New Order Brasil tambem estavam de passagens e ingressos comprados para curtir o show em Lima: Ricardo, Marcelo, Andréa, Robertão e Luis Sobrinho. Belo time.

Exceto eu, todos se hospedaram na região de Miraflores. Eu era o único no Centro Histórico, mas me instalei lá por questões de praticidade: o congresso no qual estava inscrito aconteceria em espaços espalhados por diversos pontos da parte antiga da cidade, então era mais cômodo me estabelecer nessa área do que ficar em um lugar mais afastado. Mas foi uma ótima escolha por outros motivos também, como hospedagem mais barata, proximidade com diversos pontos de interesse turístico (a Plaza Mayor, a Casona da Universidade de San Marcos, a Catedral e outras igrejas do período colonial, balcones restaurados e conservados, museus, um polo gastronômico etc) e um ponto de venda e resgate de ingressos da Teleticket a cinco minutos a pé do meu hotel, dentro de um grande supermercado. Inclusive, quando estive lá para buscar meu bilhete, reparei que o quisque era todo coberto por pôsteres de shows de diversos artistas, locais e internacionais – o que me fez perguntar à atendende se não haveria algum do show do New Order sobrando para me dar. Infelizmente, não havia nenhum (não havia sequer um fixado no quiosque), mas a moça achou em uma gaveta dois flyers (os últimos) que gentimente me ofereceu no lugar do pôster.

Flyers

Flyers oficiais do show em Lima

Na noite do show, fui me encontrar com Ricardo, Marcelo e Robertão no hotel em que estavam hospedados, em Miraflores. De lá pegaríamos um táxi para o Estadio Monumental, que ficava bem longe ali. Andrea estava lá desde o começo da tarde, pois queria garantir para si um excelente lugar (na grade, em frente ao palco, é claro). Luis Sobrinho apareceria por lá depois. Só nos veríamos todos já no interior do setor “Blue Monday” (o de preço mais salgado, mas era o que compreendia as primeiras fileiras da pista). Quando nos encontramos lá dentro, Andréa já havia conseguido demarcar seu “território” no gargarejo. Em uma rápida conversa, nos disse que dentre as poucas coisas que havia conseguido discernir enquanto ouvia a passagem de som do lado de fora, teve a impressão de ter escutado “World” (se a tocaram ou não no soundcheck, não fez diferença, pois também não a tocaram no show). Enquanto o público ia chegando, bem devagar, demos uma sacada no lugar. Era estranho uma banda se apresentar do lado de fora de um estádio de futebol em vez do lado de dentro!

No dia anterior, os Killers tinham tocado no Monumental, mas “literalmente falando”. Já a Explanada Sur del Estadio Monumental, onde o New Order tocaria naquela noite, é um espaço aberto ao lado do estádio que não pertence ao complexo esportivo (ao contrário de uma área de estacionamento que também é usada para shows e eventos e com a qual costuma ser confundida muitas vezes). Na Explanada Sur já se apresentaram nomes como Guns N’ Roses, Placebo, The Cranberries, David Guetta e Aerosmith. Não sei ao certo qual a capacidade máxima do lugar, nem quantas pessoas estiveram no show do New Order, mas o fato é que a Explanada demorou bastante a ficar cheia (convenhamos que o trânsito lá fora não ajudava nem um pouco) e o concerto, que deveria ter começado às 21:00, teve início com uma hora de atraso. Enquanto esperávamos, eu matei minha fome com uma espécie de choripán peruano, acompanhado de uma garrafa de Inca Cola. Ainda antes do show começar, fui reconhecido por um grupo de chilenos que faziam parte do fórum em espanhol do NOOL (New Order On Line), que eu também frequentava – e eles acabaram se juntando a nós. Foi muito legal ter a companhia deles.

891705_10151309419481403_1644665380_o

New Order Brasil em Lima!

35018_4176511031615_1645983130_n

NOOLers brasileiros e chilenos

Às 22:00 o show finalmente começou. Foi aí que me dei conta de que o lugar, enfim, havia ficado cheio. Esse foi o segundo show que eu assisti com a formação atual do New Order – o primeiro foi em São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, em 2011, pouquíssimas semanas depois da banda voltar à ativa reformulada. A apresentação em Lima, ao contrário da de São Paulo, desceu redonda. O time estava mais entrosado, o som era melhor e a plateia estava com aquela empolgação típica de primeira vez (o New Order nunca havia tocado lá). Ninguem parecia se importar com a ausência de um certo Peter Hook. Mas para nós, que tínhamos visto o grupo outras vezes, o concerto teve outros aspectos interessantes. Eles tocaram “Touched by the Hand of God” (com um novo arranjo), que não era apresentada ao vivo desde 2002; também foi o début ao vivo de “I’ll Stay With You”, faixa de Lost Sirens. Pela reação (explosiva!) do público, os pontos altos foram “Regret”, “Ceremony” e “Bizarre Love Triangle”, cantadas a plenos pulmões. Porém, nada foi tão curioso, pelo menos para os meus olhos, do que ver os peruanos pogando (fazendo a famosa “roda punk”) em “The Perfect Kiss” e “Temptation”!

O melhor da noite, no entanto, foi o after gig. Depois que o show acabou nós não fomos embora…Quer dizer, pelo menos não todos nós. Eu, Marcello, Andréa e Robertão ficamos. Os demais se foram junto com a multidão. Quando a Explanada Sur já estava bem vazia, nós nos misturamos com a turma do staff (afinal, além da entourage, um show envolve um grupo imenso de prestadores de serviços locais) e, sem sermos notados, fomos parar na grande área atrás do palco. Marcello e eu montamos guarda no que parecia ser um dos acessos ao backstage – nos pareceu ser um lugar estratégico para nos posicionarmos, pois havia acabado de estacionar uma van ali bem em frente e, em seguida, uns caras montaram uma espécie de corredor até o veículo com aquelas grades de organizar fila, com direito a “leão de chácara” para fazer a segurança. Nos ocorreu que em breve a banda poderia passar por esse corredor para entrar na van. Enquanto isso, Andréa e Robertão adotaram outra estratégia e se enfiaram por uma espécie de beco – e desapareceram nas sombras! Enquanto esperávamos próximo à van, a única figura “conhecida” que nos deu o ar da graça foi a engenheira de som, Dian Barton. Para não perder a oportunidade, nós a convidamos para tirar uma foto conosco e, em seguida, perguntamos se a banda ainda estava no camarim e se ela poderia quebrar um galho e dar um jeito da gente entrar… A resposta foi algo como um diplomático, mas pouco convincente “Eh… fiquem aqui que eu vou ver com a Rebecca [Boulton, do management da banda]”.

P1000087

Com a sound engineer Dian Barton, no backstage

É claro que ela nos deixou lá em pé comendo mosca, até que Andréa reapareceu no meio das sombras daquele beco dizendo “Psiu! Psiu! Aí é a maior furada, venham comigo!”. Nós a seguimos no ato por dentro de um corredorzinho estreito, mas curto. Quando saímos dele, voilá! Estávamos no backstage! “Enquanto vocês estavam lá a gente conseguiu chegar até aqui e encontramos o Andy. Eles nos ofereceu água e cerveja e ficou conversando com a gente. Disse que logo logo vem alguem da banda vir aqui falar conosco”, disse Andréa. O “Andy” em questão é o Andy Robinson, o outro empresário do New Order. Andréa já havia conversado com ele um dia antes, na coletiva de imprensa. Minutos depois, quem aparece para dar uma palavrinha com a gente? A “bateria eletrônica humana”: Stephen Morris (o único, aliás, a sair do camarim). Pura simpatia. Com muita paciência, humildade e carisma, conversou com todos nós e nos deu autógrafos (ele assinou o canhoto do meu ingresso e um lote imenso de encartes de CDs do Robertão). Ele não ficou muito tempo – logo chegaram uns caras que entraram no camarim com caixas e mais caixas de pizza. Stephen foi atrás e nenhum outro New Order saiu de lá depois. Mas já estava de bom tamanho. O show tinha sido ótimo, tivemos a sorte de ver e conversar com Stephen Morris e ainda saímos de lá com uma informação preciosa que Andréa colheu com o Andy Robinson: o horário do voo da banda para Bogotá no dia seguinte.

Somente Marcello, eu e Robertão estivemos de plantão no aeroporto para vê-los. Não sei se era um esquema especial para aquele dia (por causa do New Order), mas somente quem tinha viagem marcada para aquela data poderia entrar no salão de check in. Tivemos que contar com a cara-de-pau do Marcello, que mostrou para o funcionário do aeroporto a reserva dele, que na verdade era para o dia seguinte, e como se fosse para nós três, só que contando para que o sujeito não pegasse o papel para ler. Felizmente, obtivemos sucesso e entramos. Também não demorou muito para que a banda aparecesse. Abordamos primeiro o Bernard Sumner (enquanto isso os demais passaram batidos em direção ao guichê da companhia aérea). Barney também foi gente finíssima. Mas eles estavam já meio atrasados, então nada de muita conversa, nem autógrafos – somente fotos. “Agora tenho que correr para o check in, pessoal. Um abraço!”. Mesmo assim, fomos atrás porque como os demais se adiantaram, talvez conseguíssimos falar com mais alguem. E esse alguem foi Gillian Gilbert, vencedora do troféu Doçura-Fofura. Nessa altura, Steve já estava quase no salão de embarque de tanta pressa! Mas Gillian foi simpática, paciente e posou para fotos conosco com toda a simplicidade e humildade que existe no mundo. Infelizmente, não foi desta vez que demos uma moral para o Phil Cunningham e o Tom Chapman. Ficou para o ano seguinte.

As histórias dos shows do New Order pela América do Sul em 2014 merecem, pelo menos, uns dois posts! Aos poucos, com calma, vou colocando tudo “no papel” para publicar – com direito a fotos, é claro. Por hora, dexarei vocês curtindo um pouco da repercussão dos shows do New Order em Lima na imprensa local.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram