RELATO | Atrás do New Order em Lima

no15O show do New Order em Paris em novembro do ano passado, sobre o qual já relatei em outros posts, não foi o primeiro que “caiu no meu colo” durante uma viagem por motivos profissionais. Isso já havia acontecido em abril de 2013, quando essa mesma formação do New Order (Bernard Sumner, Gillian Gilbert, Stephen Morris, Phil Cunningham e Tom Chapman) voltou à América do Sul para duas apresentações: uma em Lima, Peru, e outra em Bogotá, Colômbia (esta última como atração do festival Estereo Picnic). Eu participaria de um encontro / congresso latinoamericano de profissionais da minha área em Lima e o calendário do evento coincidiu com a data da apresentação do New Order na Explanada Sur do Estadio Monumental, na capital peruana. Só que, ao contrário de Paris, eu tive companhia brasileira nesse show. Parcerias de outros carnavais do grupo New Order Brasil tambem estavam de passagens e ingressos comprados para curtir o show em Lima: Ricardo, Marcelo, Andréa, Robertão e Luis Sobrinho. Belo time.

Exceto eu, todos se hospedaram na região de Miraflores. Eu era o único no Centro Histórico, mas me instalei lá por questões de praticidade: o congresso no qual estava inscrito aconteceria em espaços espalhados por diversos pontos da parte antiga da cidade, então era mais cômodo me estabelecer nessa área do que ficar em um lugar mais afastado. Mas foi uma ótima escolha por outros motivos também, como hospedagem mais barata, proximidade com diversos pontos de interesse turístico (a Plaza Mayor, a Casona da Universidade de San Marcos, a Catedral e outras igrejas do período colonial, balcones restaurados e conservados, museus, um polo gastronômico etc) e um ponto de venda e resgate de ingressos da Teleticket a cinco minutos a pé do meu hotel, dentro de um grande supermercado. Inclusive, quando estive lá para buscar meu bilhete, reparei que o quisque era todo coberto por pôsteres de shows de diversos artistas, locais e internacionais – o que me fez perguntar à atendende se não haveria algum do show do New Order sobrando para me dar. Infelizmente, não havia nenhum (não havia sequer um fixado no quiosque), mas a moça achou em uma gaveta dois flyers (os últimos) que gentimente me ofereceu no lugar do pôster.

Flyers

Flyers oficiais do show em Lima

Na noite do show, fui me encontrar com Ricardo, Marcelo e Robertão no hotel em que estavam hospedados, em Miraflores. De lá pegaríamos um táxi para o Estadio Monumental, que ficava bem longe ali. Andrea estava lá desde o começo da tarde, pois queria garantir para si um excelente lugar (na grade, em frente ao palco, é claro). Luis Sobrinho apareceria por lá depois. Só nos veríamos todos já no interior do setor “Blue Monday” (o de preço mais salgado, mas era o que compreendia as primeiras fileiras da pista). Quando nos encontramos lá dentro, Andréa já havia conseguido demarcar seu “território” no gargarejo. Em uma rápida conversa, nos disse que dentre as poucas coisas que havia conseguido discernir enquanto ouvia a passagem de som do lado de fora, teve a impressão de ter escutado “World” (se a tocaram ou não no soundcheck, não fez diferença, pois também não a tocaram no show). Enquanto o público ia chegando, bem devagar, demos uma sacada no lugar. Era estranho uma banda se apresentar do lado de fora de um estádio de futebol em vez do lado de dentro!

No dia anterior, os Killers tinham tocado no Monumental, mas “literalmente falando”. Já a Explanada Sur del Estadio Monumental, onde o New Order tocaria naquela noite, é um espaço aberto ao lado do estádio que não pertence ao complexo esportivo (ao contrário de uma área de estacionamento que também é usada para shows e eventos e com a qual costuma ser confundida muitas vezes). Na Explanada Sur já se apresentaram nomes como Guns N’ Roses, Placebo, The Cranberries, David Guetta e Aerosmith. Não sei ao certo qual a capacidade máxima do lugar, nem quantas pessoas estiveram no show do New Order, mas o fato é que a Explanada demorou bastante a ficar cheia (convenhamos que o trânsito lá fora não ajudava nem um pouco) e o concerto, que deveria ter começado às 21:00, teve início com uma hora de atraso. Enquanto esperávamos, eu matei minha fome com uma espécie de choripán peruano, acompanhado de uma garrafa de Inca Cola. Ainda antes do show começar, fui reconhecido por um grupo de chilenos que faziam parte do fórum em espanhol do NOOL (New Order On Line), que eu também frequentava – e eles acabaram se juntando a nós. Foi muito legal ter a companhia deles.

891705_10151309419481403_1644665380_o

New Order Brasil em Lima!

35018_4176511031615_1645983130_n

NOOLers brasileiros e chilenos

Às 22:00 o show finalmente começou. Foi aí que me dei conta de que o lugar, enfim, havia ficado cheio. Esse foi o segundo show que eu assisti com a formação atual do New Order – o primeiro foi em São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, em 2011, pouquíssimas semanas depois da banda voltar à ativa reformulada. A apresentação em Lima, ao contrário da de São Paulo, desceu redonda. O time estava mais entrosado, o som era melhor e a plateia estava com aquela empolgação típica de primeira vez (o New Order nunca havia tocado lá). Ninguem parecia se importar com a ausência de um certo Peter Hook. Mas para nós, que tínhamos visto o grupo outras vezes, o concerto teve outros aspectos interessantes. Eles tocaram “Touched by the Hand of God” (com um novo arranjo), que não era apresentada ao vivo desde 2002; também foi o début ao vivo de “I’ll Stay With You”, faixa de Lost Sirens. Pela reação (explosiva!) do público, os pontos altos foram “Regret”, “Ceremony” e “Bizarre Love Triangle”, cantadas a plenos pulmões. Porém, nada foi tão curioso, pelo menos para os meus olhos, do que ver os peruanos pogando (fazendo a famosa “roda punk”) em “The Perfect Kiss” e “Temptation”!

O melhor da noite, no entanto, foi o after gig. Depois que o show acabou nós não fomos embora…Quer dizer, pelo menos não todos nós. Eu, Marcello, Andréa e Robertão ficamos. Os demais se foram junto com a multidão. Quando a Explanada Sur já estava bem vazia, nós nos misturamos com a turma do staff (afinal, além da entourage, um show envolve um grupo imenso de prestadores de serviços locais) e, sem sermos notados, fomos parar na grande área atrás do palco. Marcello e eu montamos guarda no que parecia ser um dos acessos ao backstage – nos pareceu ser um lugar estratégico para nos posicionarmos, pois havia acabado de estacionar uma van ali bem em frente e, em seguida, uns caras montaram uma espécie de corredor até o veículo com aquelas grades de organizar fila, com direito a “leão de chácara” para fazer a segurança. Nos ocorreu que em breve a banda poderia passar por esse corredor para entrar na van. Enquanto isso, Andréa e Robertão adotaram outra estratégia e se enfiaram por uma espécie de beco – e desapareceram nas sombras! Enquanto esperávamos próximo à van, a única figura “conhecida” que nos deu o ar da graça foi a engenheira de som, Dian Barton. Para não perder a oportunidade, nós a convidamos para tirar uma foto conosco e, em seguida, perguntamos se a banda ainda estava no camarim e se ela poderia quebrar um galho e dar um jeito da gente entrar… A resposta foi algo como um diplomático, mas pouco convincente “Eh… fiquem aqui que eu vou ver com a Rebecca [Boulton, do management da banda]”.

P1000087

Com a sound engineer Dian Barton, no backstage

É claro que ela nos deixou lá em pé comendo mosca, até que Andréa reapareceu no meio das sombras daquele beco dizendo “Psiu! Psiu! Aí é a maior furada, venham comigo!”. Nós a seguimos no ato por dentro de um corredorzinho estreito, mas curto. Quando saímos dele, voilá! Estávamos no backstage! “Enquanto vocês estavam lá a gente conseguiu chegar até aqui e encontramos o Andy. Eles nos ofereceu água e cerveja e ficou conversando com a gente. Disse que logo logo vem alguem da banda vir aqui falar conosco”, disse Andréa. O “Andy” em questão é o Andy Robinson, o outro empresário do New Order. Andréa já havia conversado com ele um dia antes, na coletiva de imprensa. Minutos depois, quem aparece para dar uma palavrinha com a gente? A “bateria eletrônica humana”: Stephen Morris (o único, aliás, a sair do camarim). Pura simpatia. Com muita paciência, humildade e carisma, conversou com todos nós e nos deu autógrafos (ele assinou o canhoto do meu ingresso e um lote imenso de encartes de CDs do Robertão). Ele não ficou muito tempo – logo chegaram uns caras que entraram no camarim com caixas e mais caixas de pizza. Stephen foi atrás e nenhum outro New Order saiu de lá depois. Mas já estava de bom tamanho. O show tinha sido ótimo, tivemos a sorte de ver e conversar com Stephen Morris e ainda saímos de lá com uma informação preciosa que Andréa colheu com o Andy Robinson: o horário do voo da banda para Bogotá no dia seguinte.

Somente Marcello, eu e Robertão estivemos de plantão no aeroporto para vê-los. Não sei se era um esquema especial para aquele dia (por causa do New Order), mas somente quem tinha viagem marcada para aquela data poderia entrar no salão de check in. Tivemos que contar com a cara-de-pau do Marcello, que mostrou para o funcionário do aeroporto a reserva dele, que na verdade era para o dia seguinte, e como se fosse para nós três, só que contando para que o sujeito não pegasse o papel para ler. Felizmente, obtivemos sucesso e entramos. Também não demorou muito para que a banda aparecesse. Abordamos primeiro o Bernard Sumner (enquanto isso os demais passaram batidos em direção ao guichê da companhia aérea). Barney também foi gente finíssima. Mas eles estavam já meio atrasados, então nada de muita conversa, nem autógrafos – somente fotos. “Agora tenho que correr para o check in, pessoal. Um abraço!”. Mesmo assim, fomos atrás porque como os demais se adiantaram, talvez conseguíssimos falar com mais alguem. E esse alguem foi Gillian Gilbert, vencedora do troféu Doçura-Fofura. Nessa altura, Steve já estava quase no salão de embarque de tanta pressa! Mas Gillian foi simpática, paciente e posou para fotos conosco com toda a simplicidade e humildade que existe no mundo. Infelizmente, não foi desta vez que demos uma moral para o Phil Cunningham e o Tom Chapman. Ficou para o ano seguinte.

As histórias dos shows do New Order pela América do Sul em 2014 merecem, pelo menos, uns dois posts! Aos poucos, com calma, vou colocando tudo “no papel” para publicar – com direito a fotos, é claro. Por hora, dexarei vocês curtindo um pouco da repercussão dos shows do New Order em Lima na imprensa local.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

CHAT | Roger Lyons de volta ao Brasil: chopp, pastéis e o segredo de Mr. Horse

asset (1)

Roger Lyons: caricatura by Fred.

Uns quinze dias atrás, talvez um pouco mais, meu grande camarada e “sócio diretor” do New Order Brasil, Marcello Dourado, fez meu celular tilintar minutos depois de eu e minha esposa termos acabado de pousar nossas cabeças sobre os travesseiros. A inesperada ligação a aquela hora da noite tinha a ver com seus entusiasmo e ansiedade para me dar a boa notícia da qual ele era detentor. “Aracri, advinha quem vem pro Rio?”. Com o cérebro desacelerado pela sonolência, respondi “Ah, sei lá… Peter Hook?”. Mesmo entorpecido pelo sono, achei que esse seria o palpite mais cabível – sabe-se lá o por que. A resposta veio simplesmente assim: “Roger Lyons”. Os olhos semicerrados ficaram arregalados e uma campainha pareceu tocar dentro da minha cabeça. “Sério? Que legal! Quando ele vai estar por aqui?”, perguntei. “Dias 20 e 21 de março”.

Bom, agora chegou a hora de recapitularmos algumas coisas… Primeiro: quem é Roger LyonsRoger é um fanático pelo New Order, como eu ou o Marcello, mas com um detalhe: ele trabalhou para a banda de 1998 a 2006 como programador de MIDI e técnico de teclados, e é amigão de todos até hoje, incluindo o management. Segundo: por que tanta animação pela vinda desse cara? Nosso primeiro encontro com Lyons aqui no Rio de Janeiro foi no ano passado, quando ele estava trabalhando para o Kaiser Chiefs, banda escalada para abrir o show do Foo Fighters no estádio do Maracanã. Foi um bate-papo incrível com um ser humano formidável – e através dele ficamos sabendo de coisas sobre nossa banda favorita que até então não tínhamos tomado conhecimento. Dali em diante meio que se formou entre nós um tipo de amizade à distância – fora o “extra” de termos agora um “amigo em comum” com os caras do New Order. O relato do primeiro encontro foi publicado aqui no blog.

Desta vez Roger veio como engenheiro de som a serviço do grupo Il Divo – um quarteto que faz uma espécie de crossover entre ópera, música clássica e música pop. Além disso, contamos com a companhia de Ricardo Fernandes, de São Paulo, que já foi colaborador da revista “Dynamite”, editou o hoje extinto site “O Eterno” (sobre o Joy Division), é organizador da festa Call the Cops e também faz parte da turma do New Order Brasil (inclusive é o nosso atual recordista de shows assistidos do New Order). O meeting rolou ontem à noite. Nosso ponto de encontro foi o lobby do hotel onde Roger estava hospedado, na Av. Nossa Senhora de Copacabana. Lá ele foi presenteado com uma nova camiseta da Seleção Brasileira (uma amarelinha; a azul, que vestia na ocasião, ele ganhou na visita do ano passado), e garrafas de cachaça, já que sua esposa domina – vejam só! – a arte da caipirinha. Dali fomos a um pub a apenas uma quadra de distância (não sem antes tentarmos, sem sucesso, participar da pré-venda dos ingressos para os shows do New Order na Opera House de Sydney, em junho).

asset

No pub, da esq. para dir.: eu, Roger, Marcello e Ricardo. New Order foi o assunto principal.

Como da outra vez, foi uma noite de cervejas (chopp, para ser mais exato, mas houve uma rodada de pastéis também para não bebermos de estômago vazio) e New Order como o tema dominante da conversa. Antes de seguirmos para o pub, quando ainda estávamos no lobby do hotel, tínhamos conversado sobre Music Complete, o último álbum do New Order (“o primeiro sem Peter Hook”, ou ainda “o disco da volta de Gillian Gilbert”, etc.). Roger teve o privilégio de ouvi-lo seis meses antes do lançamento e disse ter ficado impressionado. Ele teria perguntado a alguem “Mas ainda não está pronto, não é?”, e esse alguem respondeu “Sim, está, o que você está ouvindo agora é o disco terminado”. Em síntese: ele adorou o CD e não há uma faixa sequer de que ele não goste.

Aliás, tivemos discussões divertidas sobre gostos. Em determinado momento, o sistema de sonorização do pub começou a tocar uma música do Ace of Base… Todos começaram a rir – afinal, imediatamente a canção nos trouxe à memória a faixa “I Told You So”, do álbum Waiting for the Sirens’ Call (2005), e sobre a qual chegamos a falar a respeito no táxi a caminho do hotel onde Roger estava hospedado. Nosso amigo visitante confessou: ele até gostava do Sirens’, mas definitivamente a exceção era “I Told You So”, opinião compartilhada por Ricardo e Marcello. Todavia, eu era o único na mesa que admitiu que gostava da canção, o que deixou Lyons escandalizado. Como já era de se esperar, ele disse que achava o remix do Stuart Price muito superior à album version. Eu disse que concordava com ele, mas que também gostava da versão original…

Já que tinha sido honesto sobre “I Told You So”, acabei descambando para o “sincericídio”. Descobri ali mesmo ao longo da conversa de que ele fazia parte do grupo de big beat Lionrock, que em 1994 remixou “1963”. Ao saber disso, eu não resisti: “Roger, eu lamento, mas eu não gosto dos remixes que vocês fizeram para ‘1963’“. Todo mundo pareceu muito surpreso com minha sinceridade assim, digamos, “na lata”. Mas, para amenizar e não deixar nenhum climão, completei “Mas eu comprei o EP! Então você não ficou sem seus direitos autorais!” (eu tinha até uma foto do disco no celular para comprovar). A gargalhada foi geral. (mas depois Marcello não parou de repetir para mim “Aracri, por aquela eu não esperava…”).

Dentre as diversas histórias contadas por Roger ao longo da noite, haviam aquelas de “interesse técnico” (como da outra vez). Ele nos disse que foi recontratado para os dois primeiros shows do New Order com a atual formação – concertos beneficentes em Bruxelas e Paris, em 2011, para arrecadar dinheiro para o seguro médico de Michael Shamberg, ex-produtor de vídeos da banda, hoje falecido. E de novidade ficamos sabendo que Dian Barton, que na década de 1980 era sócia da Oz P.A. Hire ao lado de Keith “Oz” McCormick, não é mais a engenheira de som do New Order. Ao que parece, sua saída teria a ver com uma insatisfação da banda e dos fãs com seu modo de mixar os instrumentos nos shows. Eu concordo. Nunca fiquei plenamente satisfeito com a sonorização dos concertos do New Order. A única vez que realmente achei que o som estava magnífico foi em novembro do ano passado, no Cassino de Paris, na estreia da turnê do novo disco.

Roger também nos contou causos divertidos. Um deles envolvendo Flea, o superbaixista do Red Hot Chili Peppers. Ele e Peter Hook, ex-baixista do New Order, são muito amigos (algo que eu não sabia); em uma ocasião, durante o soundcheck para algum show do N.O. (não me lembro agora quando nem onde), Flea estava no backstage fazendo sinais e gestos para o palco… Roger se aproximou para saber do que se tratava e perguntou “O que você quer?”. Ele respondeu “Eu queria subir ao palco para dar um ‘olá!’ para o Hooky…”. “Ah,  [sem reconhecer quem era] cai fora daqui ,cara!”. Flea insistiu. “Olha só, eu conheço o Hooky e ele me conhece…”“Ok, ok, e eu com isso? Dá o fora!”. Uma última tentativa… “Porra, cara, você não sabe quem eu sou? Não me reconhece?”. “Que se foda, não me importa quem você é, só quero que dê o fora daqui”. O imbróglio entre os dois chegou ao fim quando Peter Hook se aproximou, reconheceu Flea, os dois se abraçaram e Hooky disse a Roger “Este é o Flea, dos Chili Peppers, meu amigo”. Detalhe: Lyons já tinha visto Flea, e aqui mesmo, no Brasil, em 1993, no Hollywood Rock. Na ocasião, Roger trabalhava para o Simply Red!

Mas “A Grande História da Noite” foi, na verdade, uma revelação. Entramos no assunto das pichações que Peter Hook fez em seus amplificadores ao longo da turnê sulamericana de 2006 que, quando postas em sequência, formavam a seguinte frase: “Mr. Horse, once upon a time two boys started a group. It fell apart. The end” [trad.: “Mr. Horse, era uma vez dois garotos que formaram uma banda. Ela desmorou. Fim”]. Obviamente era uma clara referência a ele mesmo – Peter Hook – e a Bernard Sumner, vocalista e guitarrista, e os desentendimentos que vinham tendo naquela ocasião – e que levaram à separação em 2007. Mas havia ainda uma dúvida: quem ou o quê era o tal “Mr. Horse”? Me lembro muito bem que os “gringos” arriscaram diversas “teorias” sobre o assunto no fórum do site New Order On Line. O que posso agora dizer é: todas elas passaram muito longe da verdade. Roger nos contou o que está por trás do mistério do “Mr. Horse”… Uma história hilária, com uma assinatura autêntica do Peter Hook. Depois de nos divertirmos com a revelação, resolvemos que de agora em diante vamos nos divertir com a manutenção do segredo.

Mais uma vez, Roger nos proporcionou horas prazerosas e divertidas. Ele é um cara engraçado e inteligente, alguem que dá gosto ter por perto para tomar uma gelada. E apesar de ter convivido com nossa banda predileta, não age como se tivesse sido “tocado pela mão de Deus” – pelo contrário, realmente mais parece outro fã no meio da roda, falando do New Order com uma indisfarçável paixão. Esperamos que ele retorne outras vezes – e que algum dia se junte novamente à trupe da Nova Ordem.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram