NEWS | New Order no próximo número da Electronic Sound

issue-29-VINYLO New Order será matéria de capa da próxima edição da revista Electronic Soundque, como o próprio nome sugere, é especializada em música eletrônica. Com texto de Stephen Dalton e fotos de Kevin Cummins, o número deste mês trará também um bate-papo com o vocalista e guitarrista Bernard Sumner sobre o legado da banda e, também, sobre o novo disco ao vivo que também será lançado este mês – NOMC15. Mas não pára por aí: a revista oferecerá um “mimo” para os fãs, um disco promocional white label de 7″, prensado em vinil transparente, com um remix de “Academic” assinado pelo produtor Mark Reeder. No Lado B, haverá uma faixa de autoria do próprio Reeder chamada “Mauerstatd”. O remix de “Academic”, intitulado “Mark Reeder Akademixxx”, já havia aparecido recentemente em Music Complete: Remix EP, um extended play lançado apenas nos formatos digital downloadstreaming; “Mauerstadt”, por sua vez, é conhecida da trilha-sonora do filme B-Movie: Lust and Sound in West Berlin 1979-1989. Em todo caso, se trata de mais um belo item colecionável para saciar a sede de lançamentos dos fãs.

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NEWS | Johnny Marr sobre reunião do Electronic: é para levar a sério?

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Electronic (B. Sumner e J. Marr). Foto by Getty Images.

Uma notícia publicada no site do New Musical Express no dia 04 de novembro e assinada por Andrew Trendell deixou fãs do Electronic – projeto musical criado no final da década de 1980 por Bernard Sumner (New Order) e Johnny Marr (ex-The Smiths) – muito animados.

Segundo Trendell, haveria rumores sobre um “retorno do Electronic” e que Johnny Marr, que hoje segue em bem sucedida carreira solo, estaria “aberto” a essa possibilidade.

Muita gente compartilhou a notícia pelas redes sociais com corações cheios de esperança. O Electronic é considerado o “projeto paralelo” mais bem sucedido de um integrante do New Order – na época em que foi criado, Marr vinha trabalhando como “guitarrista de aluguel”. Mas será que dá para levar a sério o que ele disse ao NME?

Leiam a nossa tradução da matéria escrita por Tendrell e tirem suas próprias conclusões…



JOHNNY MARR FALA SOBRE AS CHANCES DE REUNIÃO DO ELECTRONIC COM BERNARD SUMNER
por Andrew Tendrell

Johnny Marr falou recentemente sobre a possibilidade de uma reunião com Bernard Sumner para reativar Electronic.

O líder do New Order e Marr formaram a influente dupla de synthpop em 1988 e fizeram três álbuns bem sucedidos – o último, Twisted Tenderness, foi lançado em 1999.

Existem rumores sobre um retorno do Electronic aos palcos e em estúdio e o ex-guitarrista dos Smiths (e agora estrela solo) parece aberto a essa ideia.

Quando perguntado sobre as chances do Electronic voltar à ativa, Marr respondeu o seguinte: “Nunca diga nunca, mas nós temos tido alguns problemas com a bateria eletrônica. São questões legais”.

Ele brinca: “Quando encontrarmos o manual de instruções, nós voltaremos… Bernard e eu não lembramos mais como fazê-la funcionar”.

Em shows solos recentes Marr pode ser visto tocando a clássica “Getting Away With It” – Bernard chegou a se unir a ele no palco para tocarem juntos o primeiro hit do Electronic em um concerto no Jodrell Bank em 2013.

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NEWS | Entenda (um pouco mais) o processo judicial de Peter Hook contra os membros restantes do New Order

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Peter Hook vs. Bernard Sumner & Cia.

Uma das coisas que recentemente vêm manchando a biografia do New Order é a ação judicial movida pelo ex-baixista Peter Hook contra seus antigos companheiros de banda, Bernard Sumner, Gillian Gilbert e Stephen Morris, que por sua vez seguem juntos (e com surpreendente sucesso) em uma versão “reformada” do grupo ao lado de Phil Cunningham (ex-Marion) e Tom Chapman (Rubberbear). O ex-integrante acusa Sumner e os outros de “apropriação indébita” de uma grande fatia do faturamento em torno do nome New Order após eles terem desviado, sem seu conhecimento, o licenciamento da marca de sua antiga editora musical, a Vitalturn Company Limited, da qual Hook fazia parte, para uma nova controlada apenas pelos “réus”, chamada New Order Limited. Peter Hook alega ter perdido com essa manobra algo em torno de £ 2,3 milhões (aproximadamente R$ 9,9 milhões, com base no câmbio de hoje). Com o processo judicial, Peter Hook pretende aumentar sua participação na partilha dos royalties distribuídos pela nova empresa, o que incluiria valores referentes a negócios envolvendo o nome New Order posteriores à sua saída da banda em 2007. Os membros atuais do New Order, por sua vez, contestaram às reivindicações de Hook e alegaram que ele recebe integralmente os royalties pelo catálogo do grupo. Os argumentos de Sumner, Morris e Gilbert, ao que parece, não convenceram o juiz, que deferiu a ação movida pelo amargurado baixista e recomendou um “acordo amigável” fora dos tribunais como meio de evitar um derramamento de milhões e milhões de libras esterlinas.

Ainda não se sabe se essas negociações já chegaram a algum desfecho. Em todo caso, a história do processo na justiça envolvendo Peter Hook e o restante do New Order, que ganhou as manchetes pelo mundo afora, foi destaque também no jornal on line publicado pelo escritório de advocacia londrino Lewis Silkin, especializado em “direito das indústrias criativas”. Apresentando o caso da banda como um exemplo de “ação judicial por aquisição derivada de propriedade”, o escritório Lewis Silkin fez um ótimo resumo de toda a situação. O blog apresenta, a seguir, uma tradução livre do texto publicado pela L.S., na qual foram utilizados termos jurídicos empregados no Brasil que seriam “equivalentes”, pelo menos em sentido, aos originais em inglês.



CASO DO NEW ORDER INTRIGA AS COLUNAS DE FOFOCAS DA INDÚSTRIA MUSICAL E ACIONISTAS / DIRETORES DE EMPRESAS
por Nicola Mallett (em 23 de Março de 2016)

A Suprema Corte deu permissão para que Peter Hook prosseguisse com sua ação contra Bernard Sumner e os demais membros de sua ex-banda, o New Order. Assim como fornece material farto para as colunas de fofocas na imprensa musical, o julgamento também é um caso interessante para acionistas e diretores das indústrias criativas. Ele ilustra como e por que um acionista minoritário e diretor poderia entrar com uma ação judicial por aquisição derivada de propriedade em vez de reivindicar indenização por danos materiais e/ou financeiros, por alegada apropriação dos bens musicais da empresa pelos demais diretores / acionistas.

Antecedentes

O New Order foi formado em 1980 e foi muito bem sucedido, com pausas e retomadas, até 2006. O grupo tinha quatro integrantes, incluindo Peter Hook e Bernard Sumner. Eles formaram uma empresa em 1992 com todos eles sendo (e ainda são) os únicos diretores e acionistas igualitários. Em 2007 eles decidiram não mais trabalhar juntos.

A empresa possui várias marcas que utilizam o nome “New Order”, além do direito de se apresentar ao vivo ou de permitir apresentações e gravações sob esse nome no futuro. A empresa também detém os direitos sobre o catálogo do material do New Order.

Negociações em 2 de setembro de 2011, sem Peter Hook

Quando eles souberam que Peter Hook estava no exterior e, portanto, não poderia participar, os três outros diretores/acionistas (os réus) reuniram-se para alterar artigos da empresa de modo a permitir resoluções por escrito que poderiam ser tomadas pela maioria deles (e não por todos, como anteriormente).

Em seguida, através de uma resolução por escrito, os outros três diretores resolveram pedir aos acionistas para aprovar (o que foi feito mediante deliberação por escrito dos acionistas) o uso do nome New Order e o licenciamento da marca por uma empresa separada, nomeada New Order Ltd., que era de propriedade e controle de apenas três deles [N.T.: vale relembrar que, neste caso, os diretores e os acionistas são as mesmas pessoas].

Nenhuma resolução por escrito dos acionistas foi distribuída ao Sr. Hook. O juiz observou que isso era, segundo a Companies Act 2006, uma ofensa criminal, embora tivesse considerado que cada resolução aprovada era válida.

Novo New Order

A versão reformada do New Order, sem o Sr. Hook, tem sido muito bem sucedida. Vem recebendo aclamação da crítica e é popular junto ao público. A renda declarada da New Order Ltd. desde 2011 com shows e gravações tem sido da ordem de £ 7,8 milhões [N.T.: aproximadamente R$ 38 milhões].

A ação movida por Peter Hook

Peter Hook afirma que os termos do licenciamento da marca favorecem a nova empresa dos réus, logo isso equivaleria a uma expropriação da propriedade da empresa pelos acionistas majoritários para o seu próprio benefício, violando assim seus deveres como diretores, o que justifica a ação movida por Peter Hook contra eles em nome da empresa.

Obstáculos à ação movida pelo Sr. Hook

Peter Hook tinha que mostrar para o tribunal que se tratava de um caso prima facie [N.T.: algo aparemente correto e que dispensa provas]. O juiz considerou de que havia indícios de que a taxa de royalty, questão central em torno do licenciamento da marca, era menor do que a que poderia ser obtida em uma negociação conduzida por diretores agindo em favor da empresa e sem conflito de interesses. Esse foi o primeiro obstáculo a superar.

Em seguida, o juiz pontuou cada um dos fatores relevantes considerados e exigidos pelo Companies Act 2006 antes de decidir se permitiria o prosseguimento da ação. Peter Hook “passou no teste” em todos eles.

Um dos fatores legais é que o tribunal deve considerar se o ato imputado foi autorizado pelos acionistas. Nesse caso, sim; todavia, os acionistas eram, também, os alegados infratores, logo o juiz rejeitou esse fator. Esse é um ponto interessante e que não resulta das disposições legais.

Por que o Sr. Hook não entrou com uma ação por danos materiais?

É comum em litígios de acionistas o acionista reclamante entrar com uma ação por indenização para reparação de danos materiais alegando que houve perdas financeiras na condução dos assuntos da empresa. O Sr. Hook decidiu não tomar esse caminho, porque normalmente o tribunal determina que os réus comprem as ações do peticionário por um determinado valor. Peter Hook tem interesse em valores futuros e na exploração do catálogo do New Order com o qual contribuiu. Ele deseja, assim, continuar sendo um acionista.

O juiz encorajou as partes a chegarem a um acordo para resolver este assunto entre si em vez de incorrer em custos adicionais significativos com novos litígios. Se essa ação for a julgamento, os fofoqueiros da indústria musical e os diretores/acionistas ficarão intrigados ao ouvir o resultado. Compartilharemos isso, se acontecer.

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NEWS | Jornalistas relembram noitada de Bernard Sumner com ‘groupies’.

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As jornalistas Miranda Sawyer e Sylvya Patterson. Foto: Samantha Hayley.

O site The Quietus publicou ontem um interessante bate-papo com as jornalistas britânicas Sylvya Patterson e Miranda Sawyer, famosas pelos serviços prestados como entrevistadoras de importantes revistas sobre música e cultura pop, como Smash HitsNew Musical ExpressThe Face, entre outras. Na conversa, comandada por Jude Rogers, Patterson e Sawyer fizeram um balanço, com direito a algumas histórias bem bacanas, de três décadas de entrevistas com diversos nomes do cenário musical inglês e internacional. Ambas têm em comum, além de livros publicados (o de Miranda Sawyer se chama Out of Time e é sobre “crise de meia idade”, e o de Sylvya se intitula I’m Not With the Band, que são suas memórias como jornalista musical), o amor pelo New Order, além de cultivarem com a banda uma relação de proximidade. Sawyer, por exemplo, foi uma das curadoras da caixa de 4 CDs Retro (2002). No troca-troca de figurinhas com Rogers, a duas (em especial Sylvya) comentaram um episódio “tosco” ocorrido em 1986, e relatado em I’m Not With the Band, envolvendo o vocalista e guitarrista Bernard Sumner com groupies. O  blog traz o trecho em questão da conversa, no qual Patterson define o New Order daqueles tempos como “they were punk rock to the absolute bone”, algo que, em português, poderia ser “eles eram punks até a alma” ou “da ponta dos pés ao último fio de cabelo”. O fragmento não é muito extenso, mas ainda assim é divertido…



Vocês também revelaram coisas à respeito da vida privada das bandas de uma maneira que poucos jornalistas o fariam hoje em dia. Tomando por exemplo uma entrevista sua, Sylvya, com o New Order, sua banda favorita, que você menciona no livro, você revelou que foram acordados no meio da noite por um Bernard Sumner que se “divertia” com duas “periguetes”, sem saber que ele tinha esposa e um filho em casa.

S.P.: Deus, foi um verdadeiro desastre. Foi por pura ingenuidade. Isso nunca deveria ter sido autorizado para ser publicado. Eu era nova no cargo, não sabia o que podia escrever e nem conseguia fazê-lo. Não havia nenhum relações públicas nessa viagem, ao contrário dos dias de hoje, nos quais eles estão por toda parte. Tony Wilson estava em algum lugar com eles ali por perto e éramos apenas eu e um fotógrafo igualmente inexperiente chegando ao escritório da gravadora e dizendo “Nós somos do The Hits!”. E eles: “Quem são esses manés?”. Nós éramos apenas crianças batendo à porta para ver se eles nos deixariam entrar. As coisas eram desse jeito naquele tempo.

M.S.: Você escreveria sobre groupies hoje em dia?

S.P.: [balançando a cabeça] Certamente eu não faria mais qualquer outra coisa desse tipo. Era apenas a banda, que estava muito mau humorada, e eu tentando fazer as típicas perguntas bobocas e estúpidas da Smash Hits para lhes chamar a atenção. Você sabe, coisas do tipo, “Bernard, fale sobre ‘Bizarre Love Triangle’… É sobre um triângulo?”. Eles eram punk rock da ponta do pé até o último fio de cabelo. A primeira coisa que disseram foi: “Pergunte-nos qualquer coisa horrível e nós vamos quebrar as suas pernas”.

M.S.: Veja bem, eu sabia que, na verdade, era o humor de Manchester quando eu os entrevistei alguns anos mais tarde, mas você não tinha ideia. Eu sabia que era só “ligar o foda-se”.

S.P.: Mas nós, os jornalistas, não fazemos a cabeça de ninguem. Todos pensam que isso é o que fazemos agora, mas não é verdade. Nós estávamos lá para extrair o melhor dessas pessoas. Quer dizer, se um artista é charmoso, engraçado, fascinante e tem uma história incrível, o que se tem em seguida é uma espécie de carta de amor. É um toma lá, dá cá. Estamos destinados a fazer isso: escrever sobre pessoas. Procure o toma lá, dá cá mais do que qualquer outra coisa.

[a entrevista, na íntegra, pode ser lida AQUI]

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NEWS | New Order: “Disco novo? Pode ser.”

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Imprensa da Catalunha deu destaque à participação do New Order no Sónar 2016.

Já que mencionamos o festival Sónar no nosso último post, aproveitamos a ocasião para trazer ao leitor deste blog o que a imprensa catalã andou publicando sobre a passagem recente do New Order por Barcelona por ocasião do seu maior e mais importante evento de música eletrônica e arte digital. Eu trouxe, direto do site do jornal El Periodico, uma entrevista com Bernard Sumner e Gillian Gilbert feita por Juan M. Freire e publicada no dia do show do New Order no Sónar (sábado passado, 18 de junho) e a crítica do concerto, escrita Jordi Bianciotto e publicada no dia seguinte – ambas já traduzidas. Na entrevista com Freire, nada de muito novo ou diferente, com exceção de uma menção muito, mas muito breve mesmo, sobre o segundo disco do Bad Lieutenant (projeto solo de Sumner), e, também, sobre a (eventual) possibilidade do New Order vir a fazer um outro álbum. Já a crítica feita por Bianciotto destaca as qualidades da atual versão da banda – das “vantagens” de se ter Gillian Gilbert no lugar de Peter Hook à recém-conquistada “grandiosidade sinfônica” de sua música.


NEW ORDER: “UM DISCO NOVO? PODE SER.”
Histórico grupo de dance-rock se apresenta esta noite no Sónar
(por Juan Manuel Freire)

Se olharmos para a cronologia do New Order, a linha é qualquer coisa, exceto reta. O histórico grupo de dance-rock que emergiu das cinzas do Joy Division passou por diversos parênteses; o último foi de 2007, quando o baixista Peter Hook deixou o grupo, a 2011, quando os membros restantes decidiram continuar sem ele – trazendo de volta à banda a tecladista Gillian Gilbert. O El Periódico falou com o seu líder, Bernard Sumner, e com a reincorporada Gilbert, sobre segunda juventude, questões legais e o que faz do New Order um nome tão estimado. A banda toca hoje no Sónar, depois de ter participado, na última quinta-feira, do evento de inauguração patrocidado pela [cervejaria] Estrella Damm.

Como foi, cinco anos após seu último concerto, tocar novamente como New Order, mas com uma nova formação?

SUMNER – O primeiro concerto que nós fizemos foi em Bruxelas. Foi um pouco assustador. Nós não sabíamos se as pessoas aceitariam a nova formação do grupo. Mas depois de dez minutos, nós vimos que tudo sairia bem.

GILBERT – Para mim também foi aterrorizante. Foram doze anos desde a última vez que eu havia tocado ao vivo.

SUMNER – Mas é um pouco como andar de bicicleta…

Um dos momentos mais emocionantes da reunião é quando Gillian toca guitarra durante “Ceremony”, o primeiro single.

GILBERT – É tão emocionante tocar essa música. Ela me leva aos velhos tempos.

SUMNER – É uma pena eu não ter mais a mesma guitarra [usada na época em que a música foi gravada]. Eu gostava mais da antiga! [risos]

Vocês passaram anos dizendo que não era possível reunir a banda. Quando foi que isso se concretizou?

SUMNER – Bem, não é uma reunião… é uma continuação, porque [o New Order] nunca acabou. Em nossas mentes é mais uma continuação do que uma reforma [na banda]. Provavelmente não continuaríamos por causa das questões jurídicas que existiam por trás. Antes de continuarmos era preciso pisar em uma base legal firme.

Estão se saindo melhor agora em comparação com, digamos, 2005?

SUMNER – Sim. É divertido. Tudo está mais fácil.

GILBERT – Nem queríamos planejar uma grande turnê antes de fazer alguns concertos. Não sabíamos como as pessoas reagiriam.

SUMNER – Mas como correu tudo bem, decidimos seguir em frente.

GILBERT – A melhor coisa é que não havia nada para promover, então fizemos tudo por diversão.

Falando em disco… Há um novo disco do Bad Lieutenant [projeto paralelo de Sumner com os membros masculinos do New Order atual] no caminho…

SUMNER – Eu comecei a trabalhar nele, mas agora está em segundo plano. Não posso falar nada sobre o Bad Lieutenant.

Na verdade eu estava interessado em saber se, além disso, é possível que haja um novo álbum do New Order.

SUMNER – Um novo álbum? Acho que sim. Talvez. Mas este ano vamos tocar [ao vivo] até novembro, por isso vai ser difícil. Poderíamos considerar algo então, quem sabe.

Vocês andaram recuperando um material incomum ao vivo, como “Age of Consent” e “5-8-6”. Há algum motivo em particular para essas escolhas?

SUMNER – Fazia muito tempo que não tocávamos em lugares como Viena e as pessoas lá tinham o direito de ouvir os temas mais familiares, como “Blue Monday”, “Temptation” etc. Mas eu também queria satisfazer o fã incondicional e tocar algumas canções um pouco mais obscuras.

O que vocês escutam hoje em dia? Vocês tentam se manter atualizados?

SUMNER – Me fazem muito essa pergunta e, sinto decepcioná-lo, mas não ouço muita música. Eu trabalho o dia todo com música e quando eu me desligo, prefiro ler um livro ou assistir TV, ou fazer algum tipo de trabalho manual. Mas eu gosto do Arcade Fire.

GILBERT – Eu só ouço o que minhas filhas escutam; o problema é ser mãe. Mas eu gosto de Lana Del Rey.

Suponho que saibam que o New Order ressoa em um de cada cinco novos grupos.

SUMNER –  É melhor ser lembrado do que ser esquecido. Além disso, continuamos ativos, fazendo shows.

O que faz do New Order uma banda tão querida? Suas canções são uma experiência transcendente para muitas pessoas.

SUMNER – Eu acredito que é o fato de sermos muito humanos…

GILBERT – Não somos nada pretensiosos. Qualquer um pode embarcar no nosso conceito.

SUMNER – Além disso, fizemos muita merda no passado, o que nos faz humanos.

(entrevista original em catalão AQUI)


NEW ORDER: LITURGIA E CELEBRAÇÃO
O grupo de Manchester ofereceu um inflamado culto aos seus clássicos dos anos 80
(por Jordi Bianciotto)

Seu novo álbum, Music Complete, o primeiro com canções novas em uma década, permite que o New Order passeie pelos festivais como algo mais que uma banda revival, ainda que, no final de contas, o que interessa é escutar os clássicos dos primeiros indies de Manchester e palpar o que ainda resta de pé do legendário Joy Division. Dessa maneira, o New Order continua dando ao público o que ele quer, procurando de modo dramático o ponto de equilíbrio entre sua proverbial sobriedade e seu lado festeiro.

De certo modo, quem sabe saímos ganhando com a substituição de Peter Hook por Gillian Gilbert, já que, ainda que tivéssemos sofrido a perda de seu baixo guerreiro nos instantes finais de “Bizarre Love Triangle” na noite de sábado, sua presença de palco tende a uma certa “euforia hooligan” incompatível com as relíquias sagradas da primeira fase da Factory; em contrapartida, a volta da tecladista trouxe a banda de volta à sua essência eletrônica. Esse New Order de 2016 continua com muitas guitarras (Phil Cunningham está no grupo há quinze anos), mas também com sintetizadores e programações; o som final é uma versão grandiosa, sinfônica, do New Order clássico (mais frugal) da década de 1980.

Repertório encurtado: Canções da nova safra foram orgulhosamente apresentadas ao público – “Singularity”, “Restless”, “Tutti Frutti” e “Plastic” desfilaram com dignidade e, embora venham a ser esquecidas quando a banda sair em turnê em 2020, deram [ao concerto] um fino perfil pop à maneira de outros dois singles do New Order neste novo século, “Crystal” e “Waiting for the Sirens’ Call”. O show foi um pouco mais curto que os demais da turnê e fizeram falta músicas como “Ceremony” e “Love Vigilantes”, embora “Your Silent Face”, o midtempo eletrônico de Power, Corruption and Lies (1983), tenha sido mantida.

A reta final saiu como o previsto, com poucas mudanças em relação às turnês anteriores. Mas por que continuam ignorando um disco tão importante como Technique, de 1989? Isso já era de se esperar, mas não desprezemos “The Perfect Kiss”, “True Faith” (recriada ao estilo techno), a hipnótica “Temptation” e uma das canções mais influentes do pop, “Blue Monday”, com sua cadência robótica, um monumento à emoção através da frieza.

Tampouco deixemos de lado “Love Will Tear Us Apart”, envolta em uma atmosfera de celebração (com direito a “Forever Joy Division” no telão), expansiva até demais, com o clima de festa se impondo à sua natural melancolia – longe de Ian Curtis.

SET LIST SÓNAR BARCELONA 18 JUN 2016
Singularity
Crystal
Restless
Your Silent Face
Tutti Frutti
Bizarre Love Triangle
Waiting for the Sirens’ Call
Plastic
The Perfect Kiss
True Faith
Temptation
Blue Monday (encore)
Love Will Tear Us Apart (Joy Division, encore)
[Run. time: 1h30min.]

(crítica original em espanhol AQUI)

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HOJE | 40 anos do show que mudou a história da música

pistols“Foi histórico”, teria dito a versão de Tony Wilson nas telas (interpretada por Steve Coogan) no filme A Festa Nunca Termina, de Michael Winterbottom. Se essas foram palavras reais do verdadeiro Wilson, não importa. O que importa mesmo é que, sim, o primeiro show dos Sex Pistols em Manchester, há exatos 4o anos, foi mesmo histórico. Além de mostrado em filmes, esse concerto – e seu legado – já foi objeto de inúmeras matérias em jornais e revistas, documentários, livros, posts em blogs etc. Manchester e o mundo da música nunca mais foram os mesmos depois que essa tsunami vinda de Londres varreu o norte da Inglaterra.

Quando se diz que esse show deixou um “legado”, isso não é exagero, nem força de expressão. Existe uma lenda urbana no métier do rock que atribui a Brian Eno um comentário sobre o Velvet Underground segundo o qual poucos teriam escutado o grupo durante a sua curta existência, mas que esses poucos, sem exceção, formaram uma banda. Os Sex Pistols, depois que puseram os pés no palco montado no Lesser Free Trade Hall, em Manchester, provocaram o mesmo efeito na pequena audiência presente.

Uma declaração de Peter Hook resume tudo: “Foi horrível. Foi como uma batida de automóvel. Meu Deus, jamais tinha visto algo parecido na minha vida! Vi muitos grupos, Deep Purple, Led Zeppelin… Mas jamais vi algo tão caótico ou emocionante. E rebelde. Assim me senti. Eu só queria quebrar tudo”O ex-colega Bernard Sumner assim arrematou: “Era um escândalo. Pensava ‘Eu posso fazer isso! Eu posso fazer isso!’Eles não foram os únicos a saírem do Free Trade Hall com esse pensamento na cabeça.

Photo of Steve JONES and Johnny ROTTEN and Glen MATLOCK and SEX PISTOLS

Sex Pistols em ação Manchester

Na verdade, o “estrago” do show dos Pistols foi muito maior do que simplesmente fazer quem estava lá formar seu próprio grupo. A cidade foi literalmente sacudida e, a partir de então, teve início em seu seio uma nova revolução responsável pela sua recuperação e revitalização ao longo das décadas seguintes e sua (re)conversão em um importante pólo econômico e cultural na Europa, o que lhe devolveu a importância e prestígio internacionais. Além, é claro, de ser hoje uma das “capitais” do mapa-mundi do rock/pop, sem dever nada a cidades como Nova Iorque em matéria de celeiro de novos sons.

Os “culpados” disso tudo foram Pete Shelley e Howard Devoto, os dois organizadores do concerto, e que mais tarde formariam a primeira banda punk de Manchester (e uma das mais importantes do punk rock em todos os tempos), os Buzzcocks. Mas quem mais estava naquele show? A lista é de peso: Morrissey (The Smiths), Mark E. Smith (The Fall), Mick Hucknal (Frantic Elevators, Simply Red), Martin Hannett (The Invisible Girls e produtor), Paul Morley (jornalista, escritor e fundador da ZTT Records), Bernard Sumner e Peter Hook (Warsaw, Joy Division, New Order), Alan Erasmus (ator) e, é claro, Tony Wilson.

Wilson foi uma das figuras mais importantes. Apresentador de televisão da emissora local Granada TV, ele foi o grande divulgador do punk rock em Manchester através de seu programa – So It Goes – e também incentivador da própria cena local, promovendo as bandas de Manchester, não apenas na mídia televisiva, mas também através do Factory Club, um espaço para shows que utilizava as dependências de um outro clube, o Russell. Tony Wilson também deu oportunidade para novatos de outras mídias, como o designer gráfico Peter Saville, que se tornou o criador da identidade visual do Factory Club (fazendo pôsteres) e, em seguida, da gravadora Factory Records, tendo se consagrado em nível mundial com as capas que criou para os discos do Joy Division e do New Order.

Na década de 1980, a boate Haçienda, de propriedade da Factory Records e do New Order, introduziu a acid house na Inglaterra e deu origem a uma nova geração de bandas eletrônicas, como 808 State e Autechre, ou híbridas (fusão entre rock e as batidas das pistas de dança), como Happy Mondays, The Charlatans e Stone Roses, fortemente influenciadas pelo som do New Order, e que se tornaram o núcleo do “movimento” internacionalmente conhecido como Madchester. O Primal Scream, mesmo não compartilhando da mesma “origem geográfica” dessas bandas, tem uma ligação “espiritual” com a cena Madchester (além do som e do estilo, Bob Gillespie, vocalista do PS, é um antigo fã do New Order, é amigo da banda e já tocou em um grupo chamado The Wake que lançou seus primeiros discos pela Factory Records). Nos anos 1990, havia chegado a hora e a vez do britpop do Oasis dos irmãos Gallagher – um deles, Liam, era assíduo frequentador do Haçienda…

Para ficarmos aqui mesmo na nossa paróquia – Joy Division e New Order -, é preciso agradecer Peter Hook por ter convidado seu antigo amigo dos tempos de escola, Bernard Sumner, para irem juntos ao show dos Pistols no Lesser Free Trade Hall. O que aconteceu há quarenta anos culminou hoje em Sydney, na imponente Opera House, na apresentação do New Order ao lado da Australian Chamber Orchestra, na qual a banda tocou seus antigos sucessos, como “Temptation”, “The Perfect Kiss”, “True Faith”, “Regret” e “Blue Monday”, músicas novas (de seu último álbum, Music Complete) e uma emocionante encore dedicada ao Joy Division com “Atmosphere”, “Decades” e “Love Will Tear Us Apart”.

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25 ANOS | Estreia do Electronic comemora aniversário

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Primeiro LP do Electronic: 25 anos

“Que eu me lembre, o momento mais triste da minha vida, descontando questões de família, foi quando nos reunimos em um quarto de hotel em Los Angeles antes de um show no Irvine Meadows. Conversávamos sobre a Factory, pois a gravadora estava passando por problemas financeiros, quando Bernard anunciou que ele estava saindo para fazer suas coisas sozinho. Foi um choque para mim. Eu não esperava por isso. Eu não esperava não haver mais o New Order” (Peter Hook, extraído do livro True Faith: An Armchair Guide to New Order, Joy Division and Side Projects, de Dave Thompson, Helter Skelter Pub., 2005).

E foi isso mesmo: no finzinho dos anos 1980 o vocalista e guitarrista Bernard Sumner foi o primeiro membro do New Order a se ejetar da banda para ter uma carreira paralela. O parceiro escolhido nessa empreitada foi Johnny Marr, o cultuado ex-guitarrista do Smiths (com quem, aliás, Peter Hook havia tentado trabalhar também). Os dois se conheceram em 1984, durante a gravação de “Atom Rock”, single do grupo Quando Quango, produzido por Sumner e que contava com a participação de Marr como guitarrista convidado. A dupla começou a compor seu material por volta de 1988, mas apenas no final do ano seguinte, após a divulgação do álbum Technique, do New Order, e de Mind Bomb, LP do The The no qual Johnny havia tocado, que os dois, já batizados como Electronic, soltaram no mercado seu primeiro compacto: “Getting Away With It”.

Lançado pela Factory Records, “Getting Away With It” (FAC 257), que contou com a participação de Neil Tennant, dos Pet Shop Boys (e que também co-escreveu a música), chegou ao 12o lugar na parada inglesa. Segundo o New Musical Express na época: “É o mais completo disco pop da semana, por uma margem infinita… Uma adorável melodia derivada de uma canção gentilmente reforçada por uma obtusa e apaixonada espirituosidade. O disco consegue ser muito mais que a soma de suas partes e teimosamente recusa-se a desistir de sua dose de mistério”. No ano seguinte, Sumner/Marr, acompanhados do tecladista Andy Robinson (que era o técnico de teclados e programador de MIDI do New Order; atualmente, substitui Rob Gretton no papel de empresário da banda), do percussionista Kesta Martinez e do baterista Donald “DoJo” Johnson (A Certain Ratio), fazem sua estreia nos palcos abrindo shows para o Depeche Mode em sua turnê World Violation Tour.

O album de estreia, intitulado pura e simplesmente Electronic, sairia há exatos 25 anos, também pela Factory Records (FAC 290). Ao contrário do que muitos pensavam, não soava como uma “mistura de New Order com The Smiths”. Na verdade, naquela época, o Electronic ainda se parecia mais com o primeiro do que com o segundo. De acordo com o falastrão Peter Hook “As pessoas diziam que o Electronic soava como o New Order sem o baixo, o que deixava o Bernard doido!”. Isso era verdade. Ou, como Sumner disse, com suas próprias palavras, em sua autobiografia Chapter and Verse (2014, Bantam Press): “Ainda que eu estivesse entusiasmado com o fato de que nesse álbum Johnny tinha a ambição de aprender a mexer com música eletrônica, me animava que ele prosseguisse tocando sua guitarra de maneira genial. Me lembro de ter dito a ele no estúdio ‘Johnny, se você não tocar a porra dessa guitarra nesse disco, vão dizer que a culpa é toda minha’; e ele respondeu ‘Ok, ok, Bernard… Mas para que serve mesmo esse botão?’.  Johnny é um músico progressista, de mente aberta, e queria experimentar coisas novas. Mesmo sendo um dos melhores guitarristas da Inglaterra, ele enxergava a música eletrônica como sendo o futuro”.

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Tenho até hoje o vinil que comprei em 1991, na extinta Mesbla

O blend resultante da fusão entre rock e música eletrônica certamente aproximou o som do LP de estreia do Electronic da identidade musical do New Order. Todavia, o envolvimento dos Pet Shop Boys (Neil Tennant e Chris Lowe) também contribuiu para que faixas como “The Patience of a Saint” soassem, segundo palavras do crítico musical carioca Tom Leão, como um “PSB esquisito”. Nesse caso, parece que estamos ouvindo um outtake de Behaviour, disco que os “Rapazes da Loja de Bichos de Estimação” lançaram meses depois de Electronic e que contou com uma mãozinha de Marr. Em todo caso, ainda que o primeiro dos três discos lançados pelo duo Sumner/Marr não superasse em nada o que o New Order já tivesse feito, nem trouxesse uma pitada sequer de The Smiths, ele foi um inquestionável sucesso: alcançou o segundo lugar na parada inglesa de álbuns e o primeiro na parada americana da Billboard Heatseekers (uma parada da revista Billboard dedicada a artistas novos ou em crescimento). O álbum vendeu mais de um milhão de cópias no mundo todo e recebeu resenhas positivas das principais revistas sobre música e cultura pop. Foi um dos “Discos do Ano” de 1991 para a Melody Maker e para o New Musical Express.

O disco saiu no Brasil, mas com relação a isso existe uma curiosidade. Enquanto que na Inglaterra o álbum foi lançado sem “Getting Away With It” (prática, aliás, comum naqueles tempos, isto é, singles que não eram incluídos nos LPs), aqui a faixa, que tocou nas rádios e na MTV, foi introduzida no vinil pela gravadora brasileira. Entretanto, acabaram deixando de fora da edição nacional a excelente faixa “Gangster”, presente apenas no CD. Todos os singles de Electronic tiveram seus vídeos exibidos no Brasil: “Get the Message”, “Feel Every Beat” e as duas versões para “Getting Away WIth It”. Nenhum deles entrou nas paradas brasileiras, nem nas rádios, nem no Disk MTV. Todavia, figuraram no Top 10 Europa, que a MTV Brasil exibia em sua programação.

Apesar de hoje em dia soar meio datado em termos musicais ou em matéria de timbres e texturas (o que, na verdade, é algo meio relativo se prestarmos bem a atenção no som das bandas eletrônicas e híbridas de hoje em dia), mais ou menos como ouvir nos dias de hoje um LP de disco music de quarenta anos atrás, Electronic se tornou, com o passar do tempo, um clássico dos anos 1990. Ele é um daqueles discos que parece soar melhor e mais brilhante hoje do que há vinte e cinco anos. Os relançamentos, primeiro em uma versão expandida em CD duplo (2013) e, depois, em vinil de 180 gramas (2014), só contribuem para manter sua longevidade e o interesse do público. Ainda é o melhor álbum feito por um integrante do New Order fora da banda titular. Os demais, o ex-baixista Peter Hook, o baterista Stephen Morris e a tecladista Gillian Gilbert, até fizeram coisas legais e que merecem uma revisão com um pouco mais de boa vontade (Revenge, Monaco, The Other Two) – mas nada que tenha chegado ao mesmo nível da estreia do Electronic.

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Minha primeira edição em CD (alemã) autografada: não foi comprada no eBay!

Para terminar, disponibilizamos a seguir, o scan de uma matéria no “Segundo Caderno” do jornal O Globo, escrita por Tom Leão, sobre o lançamento do nosso disco-aniversariante, em setembro de 1991 (quando o álbum já tinha saído lá fora). Só lamento dizer a ele que a sentença com a qual terminou seu texto, felizmente, não se concretizou…

Matéria Segundo Caderno

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