NEWS | Ex-Buggles e Yes lançará cover de “Blue Monday”

th_80s-480x382Essa o nosso blog com certeza vai pagar para ver. De acordo com o site “Super Deluxe Edition”, Trevor Horn, músico, compositor e produtor musical britânico fundador da banda The Buggles – imortalizada pelo hit “Video Killed the Radio Star”, cujo clipe foi o primeiro exibido pela MTV – e vocalista com curta passagem pelos progressivos do Yes (gravou com o grupo apenas um álbum, Drama, de 1980) lançará no ano que vem um disco de covers de grandes sucessos da década de oitenta acompanhado da The Sarm Orchestra e com a participação de vários convidados, como Seal, Robbie Williams, Steve Hogarth e Simple Minds. Dentre as faixas escolhidas para Reimagines: The Eighties teremos “Blue Monday”, do New Order, que contará com os vocais extras de Reverendo Jim Wood (pastor evangélico e radialista norteamericano). O álbum deverá ser lançado em fevereiro (em CD somente) e já está disponível a pré-venda de cópias autografadas por Horn.  Uma versão de “Everybody Wants to Rule the World”, do Tears for Fears, já pode ser conferida no Spotify: http://open.spotify.com/album/6AZ8bqeRyaw2Uc9dJTgfAZ

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

Anúncios

INFLUÊNCIAS | New Order e Ennio Morricone

Quando o assunto em questão são as influências do New Order, certos nomes vêm imediamente à cabeça: do lado rock, Velvet Underground, David Bowie, Iggy Pop; do lado eletrônico, pop e dance, Kraftwerk, Giorgio Moroder, Patrick Cowley, Chic. Todavia, em se tratando desse tema, existe um nome raramente mencionado e que não pertence a nenhum desses dois “pólos”. Como Moroder e o gênero italo disco, outra fonte da qual o New Order bebeu, ele também veio da Península Itálica – mas estamos a falar de uma verdadeira lenda viva da música do século XX, cuja marca foi deixada principalmente, mas não apenas, no cinema. Seu nome é Ennio Morricone.

Ennio Morricone, composer

Músico, compositor, arranjador, maestro, gênio: Ennio Morricone.

Nascido em Roma no dia 10 de novembro de 1928, Morricone é músico (trompetista), compositor, arranjador e maestro. Em meados dos anos 1950, após receber seus diplomas de instrumentista e de composição, passou a trabalhar como arranjador de músicas de outros compositores já estabelecidos no mercado cinematográfico. Em meados dos anos sessenta, um velho amigo dos tempos de escola, o diretor de cinema Sergio Leone, lhe convidou para, pela primeira vez, assinar a trilha-sonora de seus westerns, que, por serem produzidos na Itália, deram origem ao filão que ficou mundialmente conhecido como “faroeste espaguete” (spaghetti westerns).

A chamada “Trilogia do Homem Sem Nome” – os filmes Por Um Punhado de Dólares, Por Uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito – consagrou, ao mesmo tempo, Leone como diretor, Clint Eastwood como astro de cinema e Morricone como compositor de trilhas-sonoras que se tornaram um divisor de águas. Segundo Rodrigo Carneiro, Doutor em Comunicação e professor do curso de Cinema da Universidade Federal de Pernambuco, Ennio Morricone introduziu “no estilo neo-romântico algumas características que se tornariam centrais no cinema moderno, como o gosto por citações, elementos de música pop e musique concrète”. Ele foi o autor de diversas outras trilhas de sucesso, como as dos filmes Era Uma Vez no Oeste, Era Uma Vez na América, A Missão e Os Intocáveis. Venceu cinco BAFTA’s, recebeu um Oscar honorário em 2007 pelo conjunto da obra e um Oscar de Melhor Trilha Sonora Original este ano pela trilha escrita para o filme The Hateful Eight, de Quentin Tarantino. Além do New Order, sua influência entre artistas da seara do rock e do pop abrange nomes tão distintos como Metallica e Muse, sem falar dos inúmeros rappers e DJ’s que já samplearam à exaustão suas músicas.

A primeira referência que o New Order fez a Ennio Morricone em uma de suas músicas foi justamente em um de seus maiores clássicos: “Blue Monday”. Normalmente, quando a história desse single é recontada, sempre se fala do break de bateria que a banda propositalmente roubou de “Our Love”, de Donna Summer, além do sample de “Uranium”, do Kraftwerk, e as citações a Klein + M.B.O. e Sylvester. Mas Morricone aparece em “Blue Monday” através de uma homenagem do (na época) baixista Peter Hook. Em fevereiro de 2013, a tecladista Gillian Gilbert declarou ao jornal britânico The Guardian que “o baixo do Peter Hook foi tirado de uma trilha-sonora de filme de Ennio Morricone”. Não há “coincidência” alguma, portanto, entre o “solo” de baixo em “Blue Monday” e o violão dedilhado da canção “La Resa dei Conti” (trad.: o acerto de contas), da trilha de Por Uns Dólares a Mais. Nos vídeos abaixo se pode conferir a semelhança.

O New Order voltaria a revisitar Morricone em um dos seus mais aplaudidos temas instrumentais: “Elegia”, do álbum Low Life (1985). A introdução da faixa que abre o lado B do disco também parece remeter ao som da caixinha de música que domina os segundos iniciais de “La Resa dei Conti”. Em um artigo escrito para o site da revista britânica The Quietus sobre o trigésimo aniversário de Low Life, Julian Marszalek discorre sobre essa ligação: “A [faixa] instrumental ‘Elegia’ tem mais do que ecos fracos da influência de Ennio Morricone (…) A cena é transportada da Almeria para Manchester, mas o impulso épico e os esforços do New Order correspondem às peças elegíacas de Morricone”. Todavia, “Elegia” também se inspirou no tema “As a Judgement” (trad.: como um julgamento), que faz parte da trilha-sonora de Era Uma Vez no Oeste. O fruto dessa inspiração aparece no trecho do solo de guitarra de Bernard Sumner, bem no final da canção.

O álbum Republic, de 1993, é outro caso de flerte com Morricone. Em um documentário feito na época para MTV, Peter Hook assim declarou sobre o álbum: “Em Republic usamos samples no estilo do Ennio Morricone”. Claro que ele não quis dizer que o maestro era um sampleador – na verdade, ele estava se referindo à maneira como o compositor italiano experimentava misturando orquestrações e sons “reais” ou “concretos” (produzidos por objetos, não por instrumentos). Isso pode ser ouvido, por exemplo, em “Ruined in a Day”. Se tentarmos excluir mentalmente a batida, podemos ouvir uma típica combinação “morriconiana” de suas trilhas de faoreste espaguete: o som de um sino, a guitarra acústica e as cordas. Experimente fazer isso com o snippet logo abaixo.

O New Order também homenageou Ennio Morricone em apresentações ao vivo usando suas músicas para abrir seus concertos – isso era uma forma de “chamar” a banda para o palco e de anunciar à plateia que o show vai começar. Na turnê do álbum Waiting for the Sirens’ Call (2005/2006), foi usada a faixa “Per Qualche Dolari in Più”, que é o tema principal de Por Uns Dólares a Mais (essa parecer ser a trilha-sonora de Morricone preferida pela banda). No “retorno”, já sem Peter Hook, a banda passou a utilizar “Se Sei Qualcuno É Colpa Mia” (trad.: se você é alguem, é culpa minha), canção do filme Meu Nome É Ninguem, outro western italiano, dessa vez dirigido por Tonino Valerii. O Brasil conferiu isso de perto em 2006 e, depois, em 2014.

Aliás, é importante frisar que o New Order possui uma relação muito interessante com o mundo do cinema – uma relação sobre a qual não vejo ninguem falar e que vai além da influência de Ennio Morricone em sua música. Mas isso merece um post à parte, é claro. Por ora, fico mesmo por aqui e curtindo o recente relançamento da trilha-sonora de Por Uns Dólares a Mais (minha trilha-sonora favorita também) em disco: For a Few Dollars More: Original Motion Picture Soundtrack (agora em uma edição limitada em vinil de 10” roxo).

IMG_8813

Nova edição limitada em vinil da trilha de “Por Uns Dólares a Mais”: o disco tem ideias que inspiraram o New Order.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

REVIEW | Livro: “The ‘Blue Monday’ Diaries”, de Michael Butterworth

livro

Michael Butterworth: testemunha da criação de um clássico

“Outros artistas vêm fazendo música sintetizada sequenciada há alguns anos, mas esta é talvez a primeira vez  que uma banda de rock  usa essas técnicas no coração de sua música. Eles estão experimentando muitas coisas que lhes são novas – novas, inclusive, para o engenheiro de som”.

O fragmento acima vai de encontro do que sempre pensei à respeito do New Order: apesar de ser contemporâneo de grupos que também faziam um tipo de música sintetizada, como Depeche Mode, Ultravox, OMD ou Yazoo, o (outrora) quarteto oriundo de Manchester, que nasceu forjado no seio de uma tragédia, é outra coisa. É uma banda híbrida – encontro entre o rock, a música eletrônica e a “profana” disco music. Ouçam atentamente Power, Corruption & Lies, o segundo álbum do New Order, lançado em 1983: nele Bernard Sumner (voz e guitarra), Gillian Gilbert (teclado e guitarra), Peter Hook (baixo) e Stephen Morris (bateria e teclado) não apenas deram forma definitiva ao seu som, como também criaram algo que, de fato, pouco se assemelhava ao que os outros estavam fazendo. Não soava como Construction Time Again, ou You and Me Both, por exemplo.

Aliás, o autor da citação que introduz este texto teve o privilégio de acompanhar de perto, como uma “mosca na parede”, o dia-a-dia das gravações de Power, Corruption & Lies e, também, do que viria a ser o single de 12 polegadas mais vendido de todos os tempos: “Blue Monday”. Michael Butterworth (Manchester, b. 1947), conhecido na Inglaterra pelos seus contos e romances de ficção científica, e, também, como um dos fundadores da editora e distribuidora de livros Savoy, foi o cara certo no lugar e na hora certos. Ele foi testemunha ocular do momento em que o New Order se convertia, enfim, naquela banda – conexão entre o rock e a música dance, e situada na fronteira entre o pop e o avant garde. Seu “diário de bordo” de tudo o que rolou no Britannia Row Studios, em Londres, ficou registrado em quatro cadernos. Recentemente redescobertos, serviram de base para um item doravante obrigatório para os fãs: The Blue Monday Diaries: In the Studio With New Order (Plexus, 189 páginas).

Antes de mais nada, Butterworth procura explicar para o leitor que por trás da história do seu diário sobre o New Order trabalhando em estúdio existem alguns precedentes – o que o obriga a recuar no tempo até a década de 1970, em Manchester. O que muita gente não sabe é que existia na cidade um circuito de livrarias alternativas que tinha uma estreita relação com a cena musical local. Canções do Joy Division, primeira encarnação do New Order, e de outras bandas “do pedaço”, como The Fall e A Certain Ratio costumavam “frequentar” os alto falantes do sistemas de som interno das lojas de livros. Stephen Morris e o finado Ian Curtis eram clientes dessas livrarias antes mesmo do Joy Division existir. Foi nesse contexto que o autor teve o primeiro contato com a banda. Mais tarde, quando já tinham se transformado em New Order, não foi difícil convencer o grupo e seu empresário, Rob Gretton, a aceitá-lo como companhia no estúdio para a realização de um projeto: um livro sobre o New Order (o que acabou não acontecendo naquela época por desistência dos editores).

Algo marcante em The Blue Monday Diaries é, sem dúvida, a minúcia e a riqueza de detalhes. Todavia, o afã do autor de transcrever para o livro absolutamente tudo o que foi registrado em seus cadernos, inclusive as mais irrelevantes observações, faz com que ele caia em redundâncias indubitavelmente descartáveis. Por exemplo, incontáveis vezes Butterworth se detém em informações dispensáveis, como o que os membros da banda estão vestindo, de que cor, se tem estampa (e como ela é) etc. Ele também descreve quase todas as idas com a banda ao estúdio pela manhã: a que horas, quem estava na direção do carro, qual percurso fizeram e se pararam em algum lugar antes; Michael também sempre relata inúmeras vezes a volta do estúdio para o apartamento alugado em Londres e, a cada vez, informa ao leitor quem foi para cama primeiro, a que horas, quem ficou acordado até mais tarde e por aí vai. E mais: cada momento que alguem da banda ou Rob colocava um baseado, um comprimido de speed (anfetamina) ou um tablete de LSD na boca foi devidamente narrado no livro. Por fim, outra repetição irritante eram as constantes comparações que Butterworth insistia em fazer entre o mercado editorial e a indústria musical.

Mas fora essa lista de “mais do mesmo”, sobra algo bom? A resposta é sim. Aprende-se bastante sobre o modus operandi da banda naqueles tempos – tanto no que diz respeito ao processo criativo (como escreviam as músicas e as letras) quanto com relação à produção em estúdio (não se esqueçam que Butterworth documentou o momento em que o New Order já estava produzindo seus próprios discos). Como qualquer outra banda, suas músicas nasciam em uma sala de ensaios e a partir de jams (improvisos), que eram gravadas; no meio do “caos”, encontravam cinco segundos que lhes pareciam interessantes e resolviam desenvolver algo mais elaborado a partir daí, mas sem uma letra; com a música pronta, os sequenciadores, drum machines, isto é, toda a parte techno, entravam depois, no estúdio. Tudo o que iria ser feito em um dia de gravação era previamente decidido de forma consensual e democrática. As letras via de regra vinham no final.

Outro ponto a favor do livro é a maneira como ele ilumina melhor o papel ou as qualidades individuais de cada um dos membros. Bernard Sumner, por exemplo, é o principal arranjador da banda e, junto com Stephen Morris, está sempre às voltas com a “domesticação” dos instrumentos eletrônicos. Mas é particularmente interessante o modo como Butterworth descreve Gillian Gilbert – justo ela que, atualmente, tem sido alvo de ataques ferozes do baixista Peter Hook, hoje fora da banda (ele insiste em dizer que Gillian nunca trouxe alguma contribuição para o New Order). Observando-a trabalhar em um overdub para a faixa “Ecstasy”, o autor escreveu:

“Ela começa a tocar uma animada linha de baixo no Moog [Source], que é corrigida na fita multicanal por Mark. Na maior parte do tempo ela está perfeita e intencionalmente imóvel, de pernas cruzadas, enquanto seus dedos tocam com entusiasmo. Ela se mantém no ritmo e o persegue, bordando-o com padrões compactos e curtos que me fazem lembrar saltos em um jogo de amarelinha. Ela é amorosa, carinhosa e, de repente, vejo porque Rob queria que ela fizesse parte do grupo. Se eu fosse aquela batida [da música], eu ficaria feliz em ser pego por ela”.

Mas se existe um grande mérito nesse livro, mais do que ser um making of de um grande single e de um belíssimo álbum, é o de servir como documento de como era fazer música eletrônica há 34 anos. Hoje com um laptop, um software e alguns plug ins, se pode produzir um álbum inteiro de pop eletrônico sem sequer precisar da infraestrutura de um grande estúdio de gravação, o que era impossível em 1982/1983. The Blue Monday Diaries mostra a luta de Barney, Stephen, Gillian e Peter para conseguir dominar o que hoje equivaleria ao Homem de Neanderthal para a espécie humana, só que com nomes estranhos que pareciam saídos de antigos filmes sci-fi: Sequential Circuits Prophet V, Powertran ETI 1024 Custom Built Sequencer, E-Mu Systems Emulator… São comuns no livro os relatos de problemas de mal funcionamento de toda essa parafernália e, igualmente, de como era difícil manipulá-los. Mas é claro que, com o passar dos anos, o New Order acompanhou as viradas da tecnologia musical. Durante muito tempo eles levaram para os palcos parte do equipamento usado em estúdio, como os sequenciadores. Atualmente eles usam gravadores hard disk multipista, o que significa que os sequenciadores foram aposentados, pelo menos para uso nos shows.

The Blue Monday Diaries só não leva uma nota dez porque Butteworth é bastante chegado em divagações – dentre elas, destacam-se aquelas nas quais o autor procura convencer o leitor de supostas conexões existentes entre a música do New Order (e a do Joy Division também) com a ficção científica, seu habitat natural. Além disso, a Savoy, sua antiga empresa do ramo editorial (e que também chegou a se aventurar pela indústria musical), ganhou espaço muito além do merecido no livro. Em alguns momentos, cheguei a me perguntar se estava a ler sobre New Order/”Blue Monday”/PC&L ou sobre Butterworth/Savoy/mercado literário/sci-fi. Em todo caso, pelas qualidades já citadas, é uma obra recomendável e que pode ser considerada um warm up para o livro de memórias sobre o New Order que Peter Hook dever lançar ainda este ano – e que deve acrescentar mais detalhes sobre as gravações, de “Blue Monday”, Power, Corruption & Lies e de outras faixas e álbuns.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

NEWS | Pílulas (11 de março de 2016)

Trago hoje mais algumas novidades em pequenas doses para os fãs e admiradores do New Order. Desta vez, falaremos do começo da mini-turnê da banda pelos Estados Unidos, de uma exposição, no Rio de Janeiro, de pôsteres originais de bandas pós-punk e new wave (incluindo Joy Division e New Order) e de uma má notícia para os completists. Então vamos lá…

  • O New Order abriu ontem sua turnê de um mês pelos Estados Unidos com uma apresentação em Nova Iorque. O show foi no luxuoso e reverenciado Radio City Music Hall, um ícone da cidade. O concerto surpreendeu em alguns aspectos: em termos visuais, os telões e a iluminação interagiram bem com a arquitetura da sala de espetáculos, proporcionando ao público uma experiência estética talvez inédita em toda carreira do New Order; no que diz respeito à parte musical, além da excelente “Academic”, que foi tocada pela primeira vez (seria uma pista de que esse poderá vir a ser o quarto single saído do álbum Music Complete), “Blue Monday”, clássico dos clássicos, ficou de fora (algo que não acontecia há anos). Fora essas mudanças, o repertório não foge muito daquele que vem sendo tocado desde o começo da turnê de divulgação de Music Complete. Eis o set list completo: Singularity; Ceremony; Academic; Crystal; 5-8-6; Restless; Your Silent Face; Tutti Frutti; People On the High Line; Bizarre Love Triangle; Waiting for the Sirens’Call; Plastic; The Perfect Kiss; True Faith; Temptation; Atmosphere (encore); Love Will Tear Us Apart (encore).
new-order-rcmh2

New Order no Radio City Music Hall, Nova Iorque

  • De um ícone de Nova Iorque para um ícone da Zona Norte Carioca, o bom e velho Cine Imperator, no bairro do Méier, hoje transformado em centro cultural com sala de espetáculos, sala de exposições, cinema e um bistrô (meia boca). Lá está rolando a exposição “80/80: Oitenta Posters dos Anos Oitenta”, uma mostra de pôsteres promocionais originais de bandas de pós-punk e new wave que fazem parte da coleção particular de uma verdadeira entidade da música alternativa no Rio de Janeiro e que teve um papel fundamental na minha “educação musical” e na de muita gente também: o DJ José Roberto Mahr, o criador e apresentador do antológico programa de rádio “Novas Tendências”. A curadoria, isto é, a escolha dos oitenta pôsteres, ficou a cargo de Alessandro Alr, responsável pelo projeto Maldita 3.0 – Rádio Fluminense. Eu estive lá para conferir – e procurar por pôsteres do New Order e do Joy Division. Os encontrei, é claro. Mas encontrei também Siouxsie & The Banshees, The Jesus and Mary Chain, PiL, Front 242, Depeche Mode, Smiths, Talking Heads, Bigod, Nitzer Ebb, The Jam, Echo & The Bunnymen, Cure, Finis Africae, Cocteau Twins e muitos outros. Foi uma volta no tempo. Fãs de A-Ha, Pet Shop Boys e Dire Straits, não se dêem o trabalho de ir, ok?
  • A má notícia é que a edição japonesa do vinil de 12″ do single “Tutti Frutti”, que traria no lado B um remix do Takkyu Ishino, teve seu lançamento adiado em mais alguns dias. A promessa é que ainda saia este mês, mas a nova data, divulgada pela Amazon japonesa aos clientes que o compraram na pré-venda, é dia 30 de março. O jeito, caros colecionadores, é esperar.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram