PÍLULAS | Da nova caixa (japonesa) do New Order aos 36 anos da morte de Ian Curtis

Aqui no blog não abrimos mão das “rapidinhas”… Quem não gosta, não é mesmo?

  • A Traffic Records, selo que atualmente representa o New Order para a Mute Records no Japão, finalmente liberou fotos da edição Wrapping Cloth Box Set do álbum Music Complete. Para quem não sabe do que estamos falando, trata-se de uma caixa feita sob medida para os colecionadores e que inclui o Music Complete em cassete (não, você não leu errado!) e três CDs singles, “Restless”, “Tutti Frutti” (uma edição exclusiva com o “Takkyu Ishino Remix”) e “Singularity”. A caixinha, feita no formato clamshell, vem embalada com uma famosa técnica japonesa de embrulho em tecido chamada furoshiki. O pano que cobre a caixa vem estampado com a mesma arte da capa do disco, criada por Peter Saville e Paul Hetherington. Será um mimo para poucos: é uma edição limitada produzida especialmente para a visita do New Order ao Japão este mês. Algumas unidades serão vendidas na banquinha de merchandise no local das duas apresentações marcadas (dias 25 e 27, no Shinkiba Studio Coast), por “módicos”‎ ¥ 6.000 (algo em torno de R$ 193 pelo câmbio de hoje); outras poucas estarão disponíveis em um sorteio no dia 26 na loja da Tower Records em Shibuya, onde o New Order conversará com fãs sortudos que conseguirem um convite. Um passarinho já me contou que uma dessas no eBay não vai sair por menos de £ 120 (a fortuna de R$ 624). Olhando as fotos, é impossível não querer ter um box desses, mesmo sem ter onde tocar a fitinha cassete. E precisa?
  • Do outro lado do Atlântico, se não for dia 19 de maio, é quase… Mas aqui ainda é dia 18 e faz 36 anos que Ian Curtis, a voz do Joy Division, cometeu suicídio – e mudou a história dos colegas Bernard Sumner, Stephen Morris e Peter Hook. Fotos dele pipocaram no Instagram o dia inteiro, sempre acompanhadas de legendas impregnadas daquele tom de solenidade, ou com clichês do tipo “Rest In Peace” ou “always missed”… Se, a partir da tragédia, não tivesse acontecido uma outra e bem sucedida história – a transformação do Joy Division em uma outra banda muito boa e influente, o New Order, além da conquista do merecido sucesso, talvez eu sentisse realmente falta do velho Ian. Não sou o único que pensa assim. Abaixo, a conversa que rolou hoje no grupo do New Order Brasil no WhatsApp:

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DIY |Fazendo meu próprio CD ao vivo personalizado do New Order

WARNING: This project is for my personal enjoyment only and I’m just sharing with the readers my own experience on the process. I will not sale any copies from that work. Please, do not insist. The artwork is just inspired by Saville design as the following text explains. This blog respects New Order’s copyrights and their partners.

asset (2)Em novembro do ano passado eu tirei a sorte grande: por motivos profissionais, fui a Paris e, de quebra, além da oportunidade de crescer no meu campo de trabalho e expandir meus horizontes, pude conhecer uma bela e charmosa cidade e, também, ver o show de estreia da turnê do álbum Music Complete, do New Order. Eu já havia visto a banda ao vivo fora do Brasil outras vezes – Lima, Santiago e Montevidéu -, mas essa ocasião foi a primeira em solo europeu. Foi, portanto, um momento especial. Por essa razão fui ao show (realizado no elegante Casino de Paris) preparado para trazer para o Brasil uma lembrança: por debaixo de um sobretudo, escondi um gravador e um microfone para registrar aquela apresentação na íntegra.

Nos últimos dias, até por uma questão de relaxamento e higiene mental, resolvi que essa recordação não deveria se resumir a arquivos de áudio guardados em um HD junto a centenas de outros shows do New Order. Seria bom se esse material ganhasse “vida”, isto é, materialidade. Algo que eu pudesse também ver e manusear – e até mesmo mostrar a um amigo enquanto contasse histórias sobre a viagem e o show. Então decidi fazer por contra própria meu disco ao vivo personalizado do New Order, no formato box set, que batizei de Musique Complète, que nada mais é do que Music Complete em francês. Resolvi compartilhar aqui no blog todo o processo de produção, desde a gravação até a elaboração e confecção da parte visual, na qual experimento um pouco do que aprendi sobre design (pelo menos em termos de ideias e conceitos) com os desenhistas industriais que tenho na família. O que não vou compartilhar, de maneira alguma, é a minha gravação do show. Além do valor sentimental, não é objetivo do blog oferecer cópias de qualquer material – oficial ou não. E certamente há outras gravacões piratas desse concerto à solta pela rede, de modo que não se faz necessário insistir pela minha e nem que eu comercialize réplicas do meu projeto pessoal Musique Complète – ele não está a venda!

O equipamento que utilizei para gravar o show foi: (a) um gravador digital estéreo Sony ICD-PX440 (ajustado em “Modo Cena: Performance Musical”); (b) microfone estéreo Sony ECM-CS10. Tudo muito simples e barato perto dos Roland R-05 que alguns fãs gringos do New Order usam, mas eles bem que ficariam surpresos com o resultado que eu obtive. O segredo do meu “sucesso”, dizem, foi o meu microfone (de boa qualidade). Bom, voltando à gravação: o Sony ICD-PX440, quando configurado para “Performance Musical”, se ajusta automaticamente para fazer o registro em MP3 a 192kbps. É o melhor que ele pode fazer, infelizmente. Mas a gravação ainda teria que passar pelos processos de “mixagem” e “masterização” no “estúdio”: um Macbook Air equipado com um Mac OS X Yosemite 10.10.5 rodando o Audacity 2.1.2. Havia ainda trabalho a ser feito.

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O pequeno Sony ICD-PX440: chupa essa Roland R-50!!!

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O ECM-CS10: a dica de ouro foi não economizar no microfone.

No Audacity, a primeira coisa que fiz foi aumentar o gain (ganho) do áudio em +2 dB (dois decibeis). Se eu subisse mais do que isso, além de produzir distorção, eu seria mais um bravo soldado na chamda loudness war (masterização e lançamento de gravações de digitais com volume cada vez mais alto) e, dessa maneira, eu “mataria” a gravação. No caso dessa, o charme dela é justamente seu caráter “caseiro” e “pirata” – sua imperfeição é parte de sua qualidade, ainda que um som baixo demais não seja algo de fato desejável. No mais, apliquei o noise reduction (remoção de ruídos) e subi levemente os graves, estes sempre os mais prejudicados em gravações “clandestinas”. Com esses ajustes, um único grande arquivo MP3 a 192kbps se transformou em dezenove arquivos WAV a 320kbps. Joinha!

Amostra: New Order, “True Faith” (ao vivo no Casino de Paris, 04 de novembro de 2016).

Para transferi-los para os CDs, utilizei o iTunes na versão 12.3.3 – usei o próprio programa para subir um pouquinho mais o ganho na transferência para a mídia física (mas não muito!) e para dar mais um reforço aos graves através do equalizador na opção bass amplifier. O resultado, experimentado num CD player Tascam CD200 ligado a um pré-amplificador + amplficador de potência + pré-equalizador Unic AC800 e a um equalizador Behringer Ultragraph Pro FBQ1502 não foi menos que excelente. Resolvidas as questões de gravação, mixagem, masterização, etc, havia chegado a hora de cuidar da parte visual.

A arte produzida para o projeto teve como inspiração o álbum Music Complete. Criado por Peter Saville e executado por Paul Hetherington, o conceito que foi batizado de Techno Tudor contém características que se tornaram preponderantes nas capas dos discos do New Order: minimalismo, color blocks, logotipos opacos e destaque para a tipografia, mix de texturas, grandes espaços “vazios” ou “em branco” (tidos como “sem função” no design pop tradicional, mas amplamente valorizados por Saville). Procuramos reproduzir esses elementos introduzindo, é claro, um toque pessoal. O importante é que o produto final resultasse em algo próximo ao que a experiência de um álbum do New Order propõe: um deleite não apenas para a audição, mas também para a visão e para o tato. Uma segunda inspiração foi uma edição limitada em 300 cópias do CD BBC Radio One: Live in Concert (1992) produzido em um estojo de madeira. Esse conceito, no entanto, foi obra do estúdio de design Mental Block, porém inspirado nos trabalhos de Saville.

Referências para a arte de nosso Musique Complète

Para a “capa frontal”, desenhei um arranjo de linhas negras espessas e cores que remetiam à capa do álbum Music Complete, algo que se situa entre as fachadas da arquitetura Tudor (conhecidas como fachwerk ou enxaimel) e os quadros de Piet Mondrian. Entretanto, por motivos óbvios, os “espaços vazios” entre as linhas foram preenchidos com as cores da bandeira da França (azul, branco e vermelho). Em uma faixa lateral de fundo incolor (ou branco, se preferir assim) no lado esquerdo, escrevi New Order: Musique Complète utilizando a mesma tipografia escolhida por Saville e Hetherington no CD Music Complete, a AG Schoolbook – e que por sua vez foi empregada em todas as partes textuais da arte. Essa parte do projeto gráfico foi impressa sobre papel fotográfico glossy adesivo de 135g, aplicado sobre a tampa de uma caixa feita de medium-density fiberboard (MDF, ou “fibra de madeira de média densidade”).

A arte inclui também os itens que se encontram dentro da caixa. Um deles é uma espécie de “encarte” de 11,5cm x 22,5cm (altura x largura) dobrado no meio, como uma capa simples – ou seja, sem ser do tipo libreto – de um CD album case. Esse encarte contém, na sua parte frontal, os dizeres New Order: Musique Complète. En Directe dans le Casino de Paris Mercredi 4 Novembre 2015. Na parte traseira, ou “contracapa”, digamos, temos o tracklist completo dos dois discos. Quando o encarte é aberto, há apenas um New Order: Musique Complète na página da esquerda, com alinhamento vertical ao centro, mas horizontalmente alinhado mais próximo à linha da dobra, enquanto que a página da direita encontra-se completamente vazia. Além de corresponder ao minimalismo típico dos trabalhos de Saville com o New Order, visualmente ficou estiloso (a intenção, na verdade, era outra… mas um “feliz acidente” na impressão resultou em algo menos “careta” do que eu tinha em mente no início). O encarte foi feito em papel canson branco (textura granulada) de 130g/m2. Não foi uma escolha aleatória: a origem do papel canson é… francesa!

Além do encarte, a caixinha traz três “postais” (chamemos assim por falta de um nome mais apropriado). Todos os três foram impressos em papel fotográfico matte (ou seja, fosco) de 170g, com medidas de 10cm x 15cm (altura x largura). No primeiro incluí uma reprodução da arte da capa, nosso Techno Tudor à francesa, porém sem qualquer informação textual; no segundo, pus uma foto que fiz do show no Casino de Paris (nela aparece toda a banda durante a execução de “Ceremony”); o terceiro e último é, na verdade, um “segundo encarte” que contém os créditos do nosso CD duplo.

Para proteger os discos, utilizei envelopes plásticos para CDs transparentes de espessura média, de 132mm x 123mm (altura x largura) e 10g. A aba dos envelopes foram retiradas com um estilete para que se transformassem em holders. Na parte frontal de cada um deles, fixei uma arte em fundo branco de 9cm x 9cm feita com o papel adesivo – em uma se lê Disque UN (disco um) e, na outra, Disque DEUX (disco dois). O UN eu destaquei em negrito azul, enquanto que o DEUX foi evidenciado em negrito vermelho. Além de uma vez mais fazer alusão às cores da bandeira da França, era também uma forma de remeter aos holders / encartes do LP Substance (1987). Para completar, eu fiz para cada holder um inlay de papel canson (o mesmo que usei no encarte) de 11,3cm x 11,3cm, cada um contendo a lista de faixas dos respectivos discos.

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Os encartes do LP duplo “Substance”: por possuírem as mesmas cores da bandeira da França serviram de referência para os holders dos CDs.

O resultado final ficou exatamente como pretendido. Além de bonito para os olhos, a caixa reúne diferentes texturas: a do aglomerado, a do papel com brilho, a do papel canson e a do papel fotográfico fosco. A cereja do bolo foi a inclusão, como “brinde”, do pin badge que os Vikings – grupo de fãs europeus hardcore do New Order que segue a banda por todos os lugares – fizeram para essa tour (e que me deram de presente na noite do show em Paris).

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REVIEW | Avaliamos a caixa “B-Box: Lust & Sound In West Berlin”

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Unboxing the B-Box

Fazia um bom tempo que não se publicava aqui no blog um video review, mas o lançamento da caixa B-Box, um item luxuoso (e de tiragem limitada) que propõe uma verdadeira imersão no universo do fime/documentário B-Movie: Lust & Sound in West Berlin 1978-1989, parecia ser um ótimo motivo para ficar em frente a câmera e apertar o “REC”. Dirigido por Jörg A. Hoppe, Klaus Maeck, Heiko Lange e Miriam Dehne, o filme é um registro do cenário musical e cultural de vanguarda da antiga Berlim Ocidental ao longo da década de 1980 e que procura revelar o que despertou o fascínio de gente como David Bowie, Iggy Pop ou Nick Cave, que gravaram trabalhos importantes e inspiradores enquanto estiveram por aquelas bandas, como LowThe IdiotTender Prey. O filme foi construído a partir do que foi capturado pela câmera de Mark Reeder, músico e produtor que deixou Manchester (Inglaterra) em 1978 para ir a Berlim encontrar seus ídolos do krautrock (como Edgar Froese, do Tangerine Dream) e que por lá acabou ficando. Além de se tornar o representante da Factory Records na então Alemanha Ocidental, tornando-se doravante o responsável por divulgar o Joy Division e o A Certain Ratio, Reeder trabalhou com nomes locais como Blixa Bargeld (Einstürzende Neubauten, Nick Cave & The Bad Seeds),  Die Toten Hosen e Malaria!, e teve suas próprias bandas (Die Unbekannten e Shark Vegas). A caixa é uma experiência completa através de diferentes mídias: o filme, a trilha sonora, livro… Maiores detalhes no vídeo e, também, na galeria de fotos. Já sobre a relação entre Reeder/B-Movie e o Joy Division ou o New Order, é só dar uma conferida em um post que fizemos anteriormente.



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NEWS | Pílulas: “Singularity” chegou ao topo das paradas e fãs poderão produzir o próximo clipe do New Order

Neste post trazemos, uma vez mais, notícias frescas relacionadas ao New Order em pequenas doses para deixar os leitores do blog por dentro de tudo o que envolve a nossa banda favorita. Deixemos de lado os preâmbulos e vamos logo às boas novas…

  • Se o quarto lugar de “Tutti Frutti” na parada britânica de singles físicos já tinha sido um excelente resultado, o desempenho de “Singularity” foi ainda melhor. O terceiro single saído do álbum Music Complete chegou ao topo da UK Physical Singles Chart (lembrando que, atualmente, a parada britânica se divide em outros formatos “não físicos”, como o digital download e o streaming, além de haver também a “parada geral”, que congrega todos os formatos). “Singularity” derrubou do primeiro lugar o novo single dos Pet Shop Boys, “The Pop Kids”. O guitarrista e tecladista Phil Cunningham fez questão de comemorar o feito em seu Twitter.
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“Singularity” no topo da UK Physical Singles Charts

  • E já que o assunto é “Singularity”… Acaba de sair na Alemanha, em DVD e Blu-Ray, o filme meio documentário / meio reconstituição B-Movie: Lust and Sound in West Berlin 1978-1989 (o clipe de “Singularity” é uma colagem de cenas extraídas do filme). Junto com B-Movie foram lançados um livro – B-Book – e a trilha-sonora do filme – B-Music -, que traz nomes como Westbam, Richard Butler (Psychedelic Furs, Love Spit Love), Die Toten Hosen, Mark Reeder / Shark Vegas, Edgard Froese (do Tangerine Dream, falecido no ano passado), Iggy Pop e Joy Division, este com uma versão reconstructed de “Komakino”. Ou, se preferir, é possível optar por uma caixa, B-Movie: Gesamtbox, com o filme (DVD + Blu-Ray), a trilha-sonora (LP + CD duplos), o livro (brochura) e mais alguns “mimos” como uma bolsa, uma palheta, um abridor de garrafas, um bottom badge e três prints. O filme tem duas opções de idioma, alemão e inglês, e legendas apenas em francês; nos extras, há uma entrevista com Bernard Sumner, guitarrista e membro fundador do Joy Division e do New Order.
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B-Movie para todos os gostos!

  • E como falamos em clipe… O New Order fez um convite inusitado para os fãs. Foi aberto um concurso para o vídeo promocional do que virá a ser o quarto (e, talvez, o último) single do álbum Music Complete, que será “People on the High Line” (outra faixa com a participação de Elly “La Roux” Jackson). O prêmio para o(s) criador(es) do clipe escolhido será de US$ 8.000! No site http://genero.tv/neworder os interessados poderão conferir requisitos, regras e, naturalmente, baixar a versão “Radio Edit” gratuitamente para usar na criação do vídeo. Essa é uma iniciativa muito interessante. No You Tube ou no Vimeo é possível conferir fan made videos de canções do New Order, como “Mr. Disco”, “Primitive Notion” (que não possuem vídeos promocionais) e até mesmo “Tutti Frutti” (que possui um clipe oficial).

NEW ORDER ~ Tutti Frutti [Fan Video] from sound.TV on Vimeo.

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REVIEW | Nossa avaliação sobre o “Deluxe Vinyl Box Set” de “Music Complete”

pictureLançado como produto exclusivo da loja on line do New Order, a edição “Deluxe Vinyl Box Set” de Music Complete foi disponibilizada para a pré-venda em junho junto com a edição standard do álbum, mas só seria enviada para seus compradores no começo de novembro, dizia o site da banda. Para reduzir a ansiedade da espera, a Warner Marketplace, a verdadeira empresa por trás da store virtual do grupo, começou a despachar as caixas com os oito discos de vinil – o álbum Music Complete em LP duplo transparente acompanhado de seis bolachas de 12″ coloridas com versões estendidas das faixas – no dia 30 de outubro. Até aí, tudo bem. O problema é que, sem qualquer aviso prévio, os discos foram enviados via serviço de courier expresso ao invés de correio comum, que foi a modalidade de envio pela qual todos pagaram originalmente no pre-order. Resultado: o box set chegou bem mais rápido na casa de todo mundo, mas junto com ele veio uma conta que, além dos tributos aduaneiros (já esperados), incluía as despesas do serviço de entrega rápida programada que ninguem pediu (esta sim uma desagradável surpresa). Na prática, isso tudo somado praticamente equivalia ao valor de outra caixa. E, evidentemente, se você não pagasse a conta, tampouco o entregador te deixaria ficar com seu box set.

Sem Título

Deixando para lá essa inesperada despesa – e o fato de que a minha cópia do box não estava entre as duzentas autografadas pela banda que seriam aleatoriamente distribuídas entre os destinatários/compradores – me restava então curtir essa luxuosa edição de encher os olhos e, obviamente, preparar mais uma vídeo-resenha para os que acompanham este blog. Algumas pessoas parecem que não ficaram satisfeitas com a apresentação da caixa – e no vídeo eu explico as razões para isso, assim como tento mostrar que o conceito proposto pelo designer Peter Saville para a caixa é simplesmente magistral. O fato é que boa parte do vídeo, como vocês verão, trata justamente do projeto gráfico. Ainda assim, quem quiser ver a “Deluxe Vinyl Box Set” nos seus mínimos detalhes, sugiro que assistam ao vídeo que incorporei ao post logo após ao meu: “New Order Music Complete Box Set – Unboxing”, feito pelo Videoaktiver. Os comentários sobre as versões extended das 11 faixas do álbum eu deixei mais para o final. Espero que gostem de mais esse vídeo.

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NEWS | Mais “Music Complete” para todos os gostos (e bolsos)

2015-11-bxstumm390-webAtual temporada do editor deste blog em Paris acabou fazendo com que deixássemos de lado – com excessão do show que abriu a mini-turnê europeia de divulgação do álbum Music Complete aqui na “Cidade-Luz” – várias outras novidades envolvendo o New Order. A começar pelo lançamento, com uma semana de antecedência, da tão esperada versão “Deluxe Vinyl Box Set” do novo rebento, uma caixa com nada menos que oito vinis: além do Music Complete em LP duplo transparente, o pacote inclui outros seis discos de 12″ coloridos com versões extended de todas as faixas, de “Restless” a “Superheated”. A data inicialmente anunciada para o lançamento era dia 06 de novembro; porém, no dia 30 de outubro aqueles que haviam feito o pre-order do box set receberam um e-mail da New Order Webstore comunicando o envio da caixa para as suas residências via United Parcel Service – o que gerou até uma certa polêmica depois (sobre a qual falaremos em breve). Conforme o site da banda havia anunciado, 200 cópias autografadas do box foram aleatoriamente distribuídas entre os compradores do mundo todo e, tão logo elas começaram a chegar, seus donos não tardaram a exibi-las em suas contas do Facebook ou do Instagram. Após o retorno ao Brasil, prometo que vocês terão o video review do blog sobre essa luxuosa edição. Tarda mas não falha.

Uma outra novidade que deixamos passar nesses últimos dias foi o anúncio do lançamento das edições “físicas” do single “Tutti Frutti” (CD e vinil de 12″), o segundo saído de Music Complete. Uma versão radio edit já havia sido lançada no formato digital single download no dia 20 de outubro, mas os fãs só terão acesso a todos os mixes que serão incluídos nos suportes materiais – incluindo o já badalado remix feito pelos caras do Hot Chip – a partir do dia 11 de dezembro. A capa, cuja arte é um fragmento do “Techno Tudor” criado pelo designer Peter Saville para o encarte de Music Complete, a exemplo de “Restless” terá cores diferentes em cada formato: rosa shocking para digital single download, laranja para CD maxi single e amarelo para o vinil de 12″. Ao final do post temos os tracklists:

TUTTI FRUTTI (Cat. # 12MUTE542) – Vinil 12″:
Side One: Tutti Frutti, Extended 12″ Mix
Side Two: Tutti Frutti, Hot Chip Remix Vinyl Edit

TUTTI FRUTTI (Cat. # CDMUTE542) – CD maxi single:
1. Tutti Frutti, Single Version
2. Tutti Frutti, Extended 12″ Mix 2
3. Tutti Frutti, Hot Chip Remix
4. Tutti Frutti, Tom Trago’s Crazy Days Remix
5. Tutti Frutti, Richy Ahmed Remix
6. Tutti Frutti, Hallo Halo Remix

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NEWS | New Order terá relançamentos em setembro e outubro

CAE7BC47-251E-4A63-9AAE-6DDE5D7AD65AOs fãs do New Order não serão brindados apenas como um novo álbum – Music Complete – este ano. Por causa, provavelmente, da assinatura do contrato com a Universal Music Publishing, que passou a administrar o catálogo da banda anterior ao seu atual relacionamento com a Mute Records, antigos itens de sua discografia voltarão para as prateleiras “repaginados”.

O primeiro deles é a coletânea Singles. Lançada originalmente como um CD duplo em 2005, sua proposta era ser um contraponto ao clássico Substance, de 1987: enquanto este continha versões extended e remixes lançados originalmente em bolachas de 12″, formato ideal para os nightclubs, aquele trazia gravações editadas ou album versions, mais apropriadas para veiculação em rádio e TV, sendo que muitas delas tinham saído nos velhos discos compactos (7″). A reedição, além de trazer todas as faixas remasterizadas, terá “I’ll Stay With You” – do álbum Lost Sirens (2013) – como faixa bônus e será lançado também na forma de um box set com quatro LP’s de 180 gramas. A edição em CD será lançada no dia 18 de setembro, enquanto que a caixa com quatro vinis só sairá no dia 16 de outubro.

Outras peças fora de catálogo que serão reeditadas são as versões em vinil dos três álbuns que o New Order gravou pela London Records: Republic (1993), Get Ready (2001) e Waiting for the Sirens’ Call (2005). Com lançamento agendado para a mesma data de Music Complete, dia 25 de setembro, essas três reedições também virão com áudio remasterizado em bolachões de 180 gramas. Os tracklists, por sua vez, foram mantidos idênticos aos originais.

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NEWS | Selo argentino lançará no Brasil box triplo de CDs com o tema “Joy Division”

71ZEKOvDmkL._SL1200_Especializado no lançamento de coletâneas dos mais diversos gêneros da música popular e com preços acessíveis, o selo argentino Music Brokers, que pertence ao MB Entertainment Music Group, lançará no Brasil no dia 26 deste mês um box set triplo intitulado The Many Faces of Joy Division. A caixinha propõe, como indica o subtítulo em inglês, “uma jornada pelo mundo interior do Joy Division” guiando o ouvinte por três itinerários diferentes, cada um deles traçados em um disco.

No primeiro, intitulado “Joy Division: Martin Hannett Sessions”, temos versões / gravações / mixagens alternativas de estúdio de vários totens sagrados do repertório clássico da banda, todas capitaneadas pelo mítico produtor Martin “Zero” Hannett, e que já deram as caras inúmeras vezes em dezenas de lançamentos piratas. O lado bom é que essas gravações eram, até então, inéditas em CD no Brasil. No segundo disco temos Peter Hook, um dos fundadores do Joy Division (e também ex-baixista de sua segunda encarnação, o New Order), acompanhado de sua banda atual, o The Light, tocando uma versão do álbum Unknown Pleasures (1979) gravada ao vivo na Austrália em 2010 – e lançada originalmente como um álbum solo de Hooky pela Pylon Records em 2011 nas versões CD, LP duplo e LP duplo vermelho. Também foi uma boa sacada, porque antes desse box nenhum disco do Peter Hook & The Light tinha sido lançado em Terra Brasilis ainda.

O terceiro disco, chamado “Roots and The Manchester Scene”, traz à tona as influências da banda – Velvet Underground, Iggy Pop e Sex Pistols -, além de nomes que fazem parte da memória afetiva de seus integrantes (como o Cockney Rebel, que, segundo Peter Hook, foi a banda que lhe despertou o gosto para o rock) ou que, mais tarde, ajudaram a moldar a sonoridade do que veio a ser o New Order (Giorgio Moroder). O CD também é uma pequena amostra da cena punk / pós-punk de Manchester: Slaughter & The Dogs (que eram empresariados por Rob Gretton antes deste ser o manager do Joy Division), Buzzcocks, The Fall e The Passage.

O preço estimado de lançamento de The Many Faces of Joy Division é de R$ 54,90.

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