NEWS | Ex-baixista põe acervo particular à venda

IMG-20150812-WA0000

Peter Hook põe no prego seu acervo pessoal

Foi amplamente divulgado na imprensa do mundo todo – e aqui no blog também – que em quatro anos (2011-2015) o New Order faturou £ 4 milhões (aproximadamente R$ 22 milhões) somente com shows e merchandising (os números são anteriores ao lançamento do CD Music Complete). Pelo visto, o faturamento do ex-baixista da banda, Peter Hook, não deve ter chegado nem perto disso. Apesar de rodar o mundo todo com shows-tributo às duas bandas que ajudou a criar (o Joy Division e o New Order) ao lado do grupo The Light, de ser proprietário de uma casa noturna chamada FAC 251 The Factory e de ter o controle exclusivo sobre o licenciamento da marca The Haçienda, “Hooky” parece não querer ficar atrás dos seus ex-colegas quando o assunto é o saldo da conta bancária. Além da disputa judicial na qual vem reivindicando uma maior participação nos ganhos atuais do New Order, ele agora resolveu remexer no seu porão e colocar no prego algumas relíquias do seu acervo pessoal de objetos e quinquilharias associados à sua carreira musical.

O baixista lançou recentemente o site Peter Hook Private Collection, no qual vem disponibilizando aos poucos tudo o que manteve guardado em casa ao longo de 37 anos e que tem relação com suas passagens por Warsaw, Joy Division e New Order, além dos projetos solo (Revenge, Monaco etc), e também Haçienda, Dry 201 e Factory Records. Em vez de juntar isso tudo e dar um museu à Manchester (afinal, a história da cena musical da cidade, do punk ao britpop, passando por Madchester, faz parte do circuito turístico mancuniano), ele preferiu colocar tudo a venda. Alguns itens são bem curiosos – e caros. Dentre eles uma foto da turma do terceiro ano de 1969 da Salford Grammar School na qual Hook e (agora seu desafeto) Bernard Sumner (vocalista e guitarrista do New Order) aparecem juntos. Essa “preciosidade” custa £ 1 mil (R$ 5.710)! Mas diversos outros objetos estão marcados como “preço sob consulta” – price on asking ou “POA” em inglês. São o caso de alguns instrumentos musicais, dentre eles: réplica de um baixo Gibson EB-0 (o primeiro comprado por Peter Hook e usado na época do Warsaw), baixo Hondo II (réplica de um Rickenbacker, usado no Joy Division), baixo de seis cordas Shergold Masquerador e a guitarra Phantom, da Vox (a que foi usada por Ian Curtis no vídeo promocional de “Love Will Tear Us Apart”). Todos vêm com o case incluído.

Bom, a verdade é que não se podia esperar menos de quem havia chegado ao ponto de vender discos, livros e camisetas já autografados…

peterhookprivatecollection.com

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

NEWS | Pílulas (fevereiro 2016 – II)

De tudo um pouco: de capa icônica em camiseta de grife a mini-documentário na TV por assinatura, passando até por criador de vídeos de animação para telão de shows. Trazemos neste post mais algumas pílulas neworderianas para manter o leitor/fã antenado e atualizado sobre todas as novidades conectadas à nossa banda favorita.

  • A grife de moda masculina Marshall Artist, criada em 2001 e radicada na região de Eastern Central, em Londres, e que já vestiu nomes como o ex-jogador de futebol David Beckham e os irmãos Gallagher (ex-Oasis), marcou pontos com uma das peças da sua coleção “SS16”, lançada no começo deste ano. Trata-se da camiseta Ultra Violence (1983), inspirada na capa do álbum Power, Corruption and Lies, do New Order. A procura foi tão grande que a M.A. teve que renovar seu estoque. A camiseta foi lançada em duas cores, branca e preta, e os tamanhos vão do “S” (pequeno) ao “XXXL” (o “triplo extra-grande”). Com a nova peça, a Marshall Artist dá continuidade à sua linha de roupas que homenageia a cena musical de Manchester da década de 1980. A capa de Power, Corruption and Lies já havia sido “citada” na coleção do ano anterior, a “SS15”, com a camiseta chamada Theory Micro Dot, que exibe o codex que permite decifrar o alfabeto de cores que Peter Saville usou no projeto gráfico do álbum e, também, nos singles “Blue Monday” e “Confusion”. O preço da Ultra Violence é que não é nada convidativo: £30 (fora o custo do frete se você fizer a compra pela internet). Um mimo muito caro…

 

 

  • Quem andou ligado no canal pago Multishow (Globosat) desde o último dia 03 pode ter tido a sorte de ter visto uma das sete exibições do programa Rock Legends com o New Order. O Rock Legends é uma série que mostra, em episódios de aproximadamente 25 minutos, perfis e biografias de bandas e artistas solo com imagens de clipes e shows, além de depoimentos de jornalistas, críticos musicais e radialistas/DJs. Dirigido por Lindy Saville (repararam na absurda coincidência?), o episódio dedicado ao New Order foi o oitavo da terceira temporada (2014). O programa pertence originalmente ao canal por assinatura norteamericano AXS TV, mas aqui no Brasil ele é exibido pelo canal Bis, que foi quem primeiro levou aos telespectadores o especial sobre o New Order. O mini-documentário começa, obviamente, com o fim do Joy Division, e termina com o rompimento entre Peter Hook, agora ex-baixista, e os demais integrantes, e o processo de gravação do que veio a ser o mais recente trabalho da banda, Music Complete. A última reprise de Rock Legends: New Order no Multishow será amanhã, às 07:00.

 

  • Quando estive no Casino de Paris em novembro do ano passado para assistir o primeiro show da mini-turnê europeia do New Order para a divulgação do álbum Music Complete, uma das coisas que imediatamente saltaram às vistas foram as novidades visuais. Além do telão retangular de leds ao fundo do palco, haveria mais dois menores de cada lado, dispostos diagonalmente em relação ao central, como se estivessem “saindo” deste, proporcionando uma experiência visual diferente e bem mais interessante. De quebra, não somente as músicas novas apresentavam seus próprios vídeos de palco inéditos, como algumas das antigas tiveram os vídeos usados nos shows realizados entre 2011 e 2014 substituídos por novos. O sujeito por trás dessas animações digitais que acompanham o som do New Order ao vivo é Damien Hale, um cara que tem em seu currículo a produção de vídeos para projeções em shows de nomes como Genesis e Take That. Em seu canal no Vimeo, podemos ver trechos de seu trabalho recente para o New Order – “The Perfect Kiss”, “Bizarre Love Triangle”, “Tutti Frutti” e “People on the High Line” – e, tambem, para outras bandas (Sigur Rós e Kasabian).

The Perfect Kiss from Damian Hale on Vimeo.

Bizarre Love Triangle (clip1) from Damian Hale on Vimeo.

Bizarre Love Triangle (clip2) from Damian Hale on Vimeo.

Tutti Frutti from Damian Hale on Vimeo.

People On The High Line from Damian Hale on Vimeo.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

MY STUFF | Meus discos autografados pelo New Order

BLTautoUm dos meus grandes orgulhos como fã de Joy Division e New Order é ter uma respeitável coleção de discos das duas bandas que reúne, além dos álbuns oficiais, singles, EPs, bootlegs, edições limitadas e raridades, etc. Há quem considere isso perda de tempo hoje em dia – para que entulhar a casa de vinis e CDs, sem contar o enorme dispêndio financeiro, quando se pode baixar tudo na internet e, em seguida, armazenar sua coleção no seu HD ou em uma “nuvem”?

Para os moderninhos de plantão, eu digo o seguinte: não é a mesma coisa. Para um fã de verdade, correr atrás daquela edição limitada numerada a mão lançada só no Japão é como sair à caça de um tesouro perdido: é perseguir seu rastro, procurando pistas aqui e ali (soltando uma boa grana no meio do caminho, evidentemente), até conquistar o privilégio de estar entre aqueles poucos que puderam pôr os olhos e as mãos naquele Santo Graal. É meio que bancar o Indiana Jones.

Uma peça de coleção adquire valor ainda maior – e não me refiro necessariamente ao valor financeiro – quando está assinada pelo(s) autore(s). Para os colecionadores de MP3, lamento informar que ainda não é possível autografar arquivos de áudio. Não teria muito cabimento pedir, por exemplo, que o Bernard Sumner ou o Peter Hook autografassem o meu iPod… Felizmente, isso não foi preciso. Hoje tenho quatro discos assinados por diferentes configurações do New Order. Os singles de 7″ de “Bizarre Love Triangle” (1986) e “Blue Monday ’88” (1988) estão autografados pelo New Order clássico, aquele que aprendemos a amar desde sempre: além de Sumner e Hook, Gillian Gilbert e Stephen Morris. Mas na capa do CD Singles, de 2005, temos, alem dos quatro, a assinatura de Phil Cunningham, que substituiu Gillian durante seu afastamento sabático. Como o disco abrange toda a produção da banda entre 1981 e 2005, nada mais natural que a assinatura do Phil estivesse incluída junto às dos demais. Por fim, temos uma edição japonesa do álbum Live at Bestival 2012 autografada pela formação atual, já sem Peter Hook, e com Tom Chapman no baixo.

As assinaturas de Sumner, Gilbert, Morris, Cunningham e Chapman foram colhidas no ano passado durante a turnê sulamericana do New Order (que passou pelas edições chilena, argentina e brasileira do festival Lollapalooza e pelo festival uruguaio Rock’N’Fest), em março/abril. Já as de Peter Hook foram adicionadas posteriormente, também no ano passado, durante sua vinda ao Brasil com o show Performs New Order’s Low Life & Brotherhood Live.

BM88auto

SINGLESauto

BESTauto