NEWS | Beatport solta remix de novo single do New Order

13893988

Capa de “People on the High Line”

Saiu do forno hoje: o site de compra on line de música eletrônica Beatport acaba de lançar um digital single remix exclusivo (e oficial) de “People on the High Line”, que como já dissemos por aqui foi a escolhida para ser a quarta música de trabalho do último álbum do New Order, Music Complete. A faixa se chama “People on the High Line (Claptone Remix)” e leva a assinatura, como o próprio título já denuncia, do DJ alemão Claptone. O download pode ser feito às expensas de módicos U$ 2,49 (algo em torno de R$ 8,50), mas há um snippet de dois minutos para dar uma conferidinha no som antes de colocar a faixa no “carrinho”. O digital single possui até uma arte (foto), que deverá vir a ser a capa do single físico também (com variações, como de costume). A imagem da “capa virtual” é uma versão moderna de uma Tudor Rose, motivo floral típico da tapeçaria Tudor; o mesmo símbolo aparece gravado no “lado B” do vinil preto da edição Deluxe Vinyl Box Set de Music Complete.

Mais detalhes AQUI.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

Anúncios

WHO IS? | Mark Reeder: o homem da Factory (e do New Order) na Alemanha

00amark-reeder-by-carlos-heinz

Mark Reeder: de Manchester a Berlim

Já dissemos isso aqui em outra ocasião, mas não custa nada repetir: o sucesso de um artista solo ou banda não depende apenas de talento. Um pouco de sorte cai bem, é claro, mas ter pessoas certas atuando nos bastidores, fora da luz dos holofotes, também faz a diferença. Que o digam os Beatles: sim, eles eram geniais e carismáticos, mas a história deles teria sido a mesma sem Brian Epstein, George Martin ou Geoffrey Emerick? Talvez não. Quando se fala de Joy Division e New Order, impossível não mencionar Tony Wilson, Rob Gretton ou Martin Hannett. Para o bem ou para o mal. Ao longo da história dessas duas bandas, outros nomes mais ou menos ilustres foram deixando sua marca. Um exemplo é Arthur Baker, o DJ e produtor norteamericano que com a seminal “Confusion” ajudou o New Order criar um blend de synth pop inglês e puro eletrofunk negro novaiorquino. O resultado foi eternizado em vinil.

Falaremos mais de Arthur Baker em outra ocasião. O personagem deste post é outro. Ele atende por Reeder. Mark Reeder. Mas quem ele é? Como Baker, ele é produtor musical. Bom, pelo menos é isso o que ele é hoje na maior parte de seu tempo. Entretanto, Reeder tem um longo currículo de serviços prestados à música – o que inclui vínculos sólidos e permanentes com o New Order. Assim como Baker.

Reeder, como o New Order, é de Manchester (norte da Inglaterra). Em 1977, ele criou, ao lado de Mick Hucknall (do Simply Red), a banda punk Frantic Elevators. O primeiro contato com o membros do Warsaw (versão embrionária do Joy Division) aconteceu nessa época, período no qual vinha se formando em Manchester uma cena punk cuja explosão fora detonada por uma histórica apresentação dos Sex Pistols na cidade. Mas Reeder não ficou muito tempo com os Frantic Elevators (que, na verdade, sequer duraram muito) e, no ano seguinte, mudou-se para a Berlim Ocidental. A transferência para a (hoje extinta) República Federal da Alemanha, no entanto, deu início ao relacionamento que perdura até os dias de hoje: Reeder se transformou no representante da Factory Records em solo alemão e a promoção de bandas como Joy Division e A Certain Ratio estava em suas mãos.

Em 1981, quando o Joy Division já havia se transformado em New Order, Reeder passou a administrar três carreiras simultâneas: homem da Factory na Alemanha Ocidental, engenheiro de som de bandas locais como Malaria! e Die Toten Hosen, e integrante (como guitarrista e tecladista) de um novo grupo, chamado Die Unbekannten (“o desconhecido”), formado com Alistair Gray (nos vocais) e Tommy Wiedler (ex-Nick Cave & The Bad Seeds, na bateria). O Die Unbekannten se transformaria, pouco tempo mais tarde, no Shark Vegas, com Wiedler sendo substituído por Leo Walter e, também, com a aquisição de um novo integrante, o baixista e tecladista Helmut Wittler. Com o Shark Vegas, Mark Reeder saiu em turnê com o New Order pela Europa Ocidental em 1984 (Alemanha Ocidental, Áustria, Suíça, Holanda e Bélgica).

Mas até então, nada de colaborações em estúdio. Isso só viria a ocorrer, pela primeira vez, em 1986: o single de maior sucesso do Shark Vegas, “You Hurt Me”, foi produzido pelo vocalista e guitarrista do New Order, Bernard Sumner, que também contribuiu com um trecho de guitarra. O disco seria lançado pela Factory Records e, também, pelo selo da banda Die Toten Hosen. “You Hurt Me” foi uma peça-chave não apenas na consolidação da relação Reeder-Factory-New Order, como também aprofundou a amizade entre o músico-produtor radicado na Alemanha e Sumner, que vinha sendo cultivada desde os tempos em que Mark promovia o Joy Division em solo germânico. “You Hurt Me” hoje está disponível em CD em diversas coletâneas, dentre elas Twice As Nice: Be Music, DoJo, Mark Kamins & Arthur Baker Productions, lançada pela LTM Recordings em 2004.

Reeder também foi um personagem fundamental por trás do single responsável pelo retorno triunfal do New Order no começo do século XXI. Em 1999, o produtor era o feliz proprietário da gravadora de música eletrônica Mastermind For Success (ou simplesmente MFS), que ele havia criado no começo da década de 1990 quando comprou, do próprio bolso, a infraestrutura da gravadora estatal da antiga Alemanha Oriental; nessa época, o selo de Reeder andava meio em baixa depois que sua maior revelação, um certo Paul Van Dyk, decidiu deixar a gravadora. Para dar uma força ao amigo, Bernard Sumner gravou os vocais, sem instrumentos, de uma canção inédita e a deu de presente para Reeder. Este pôs a gravação nas mãos de uma nova aposta sua, um DJ húngaro chamado Corvin Dalek, que mixou os vocais de Sumner a uma faixa instrumental de sua autoria que estava engavetada desde 1997. Dalek mostrou o resultado a Reeder, que gostou do que ouviu e ajudou o jovem DJ a fazer alguns ajustes finais na faixa. Chamaram-na de “Crystal”. Nascia um clássico.

Reeder procurou Sumner para lhe mostrar o que ele e Dalek tinham feito. O vocalista do New Order ficou impressionado, para dizer o mínimo. Porém, a “mão invisível” do destino agiu nessa hora. Antes que Reeder e Dalek transformassem sua demo track em uma versão definitiva e a lançassem, com direito a remixes, Sumner, ingenuamente, a mostrou para o A&R (“artistas e repertório”) da London Records (gravadora do New Order na época), Pete Tong. Este, consciente do enorme potencial do que tinha acabado de ouvir, não perdeu tempo: correu para o telefone, ligou para Reeder e disse “Você não pode lançar essa faixa!”. Ele insistiu para que Mark persuadisse Sumner a gravar “Crystal” com o New Order. Por força do poder econômico (a grande gravadora de Londres versus o selo alternativo de Berlim), Tong conseguiu mais do que isso: “convenceu” Reeder a engavetar a demo mix feita por Dalek e ele e a lançar os remixes dessa versão apenas depois que a versão do New Order fosse lançada. É a lei do dinheiro. Mas o resto é história: “Crystal” atingiu o #8 na parada britânica de singles, #1 na parada Hot Dance Singles Sales da revista Billboard (EUA) e ajudou a colocar o álbum Get Ready (2001) em sexto lugar na Inglaterra. A versão “original” hoje pode ser encontrada em um dos álbuns “solo” de Reeder: Collaborator, de 2014 (Factory Benelux).

00corvinasset

12″ com remixes de Corvin Dalek para sua “versão original” de “Crystal” com Mark Reeder (lançado após versão do New Order)

O imbroglio envolvendo “Crystal” não abalou a relação Reeder/Sumner, ou Reeder/New Order. Em 2009, dois anos após a tensa separação do New Order (marcada por desentendimentos públicos com o hoje ex-baixista Peter Hook), saiu o primeiro e único álbum do Bad Lieutenant, Never Cry Another Tear (Triple Echo Records), grupo que Bernard Sumner formou com os guitarristas Phil Cunningham (ex-Marion, New Order) e Jake Evans (ex-Rambo & Leroy). Mark, a pedido de Sumner, remixou os dois singles do “Bad Loo”: “Sink or Swin” e “Twist of Fate”. Essas versões foram posteriormente incluídas em uma outra compilação de remixes de Reeder, Five Point One (2011). Aliás, tanto Five Point One quanto Collaborator são dois discos altamente recomendáveis – o blog assina embaixo.

Este ano, Mark Reeder voltou a dar o ar da graça para os fãs do New Order. Ele foi um dos responsáveis pelos remixes do último e mais recente single da banda, “Singularity”, o terceiro saído do álbum Music Complete, lançado no ano passado. “Singularity” acabou alcançando o primeiro lugar da parada britânica de singles físicos (CD e vinil). A escalação de Reeder não foi por acaso. Para promover o single, foi feito um vídeo contendo cenas extraídas do filme alemão B-Movie: Lust and Sound in West Berlin 1978-1989, lançado no ano passado. O personagem principal da película é o próprio Reeder. Dirigido por Jörg Hoppe, Klaus Maeck, Heiko Lange e Miriam Dehne, é um filme experimental, que mescla imagens documentais e outras reconstituídas, mas dispostas cronologicamente, e que retrata o desenvolvimento não apenas de uma cena musical, mas de todo um caldo cultural, que vai do punk até a Love Parade (maior festa de música eletrônica da Alemanha) e a criação da MFS. Mark também esteve diretamente envolvido na trilha-sonora do filme, como curador e, também, estrela de várias faixas. Uma versão “reconstruída” de “Komakino”, do Joy Division, foi incluída. Junto com lançamento do filme em DVD e Blu Ray, foi lançada também a trilha-sonora em CD e LP duplos. 

Reeder é mais um elo da conexão New Order – Alemanha que começou, evidentemente, com Ian Curtis, ainda nos tempos do Joy Division, e sua obsessão por tudo o que vinha de lá (como o Kraftwerk, por exemplo). Porém, para ficarmos apenas na nossa paróquia, recomendamos uma espiada nos trabalhos do moço com outros artistas como John Foxx, Depeche Mode, Marsheaux, Anne Clark ou Westbam. Vale a conferida.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

REVIEW | “Singularity” (single)

CeUye1EUIAAtoTA“Singularity” foi a primeira faixa do material que a banda estava escrevendo para o álbum Music Complete a ser apresentada publicamente. Isso aconteceu ao vivo, no dia 30 de março de 2014, em Santiago, no palco Playstation, enquanto encerravam a segunda noite da edição chilena do festival Lollapalooza com o Soundgarden (que estava em outro palco). Eu estava lá – e mal podia acreditar que, pela primeira vez, pude assistir o début de uma música antes mesmo dela ser lançada. Me recordo de, no dia seguinte, ter encontrado o vocalista e guitarrista Bernard Sumner no aeroporto Arturo Merino Benítez, quando a banda estava para embarcar em um voo a caminho da Argentina, e de ter dito a ele de que eu havia gostado muito da “música nova” (o que era a mais absoluta verdade, ainda que o som do show em Santiago estivesse muito ruim). Barney, que estava autografando meus encartes dos CDs Singles e Live at Bestival 2012, levantou a cabeça, arregalou os olhos, abriu um largo sorriso de satisfação e disse, com toda a simplicidade que há no mundo: “Yeah, que bom que você gostou!”.

Por causa da foto de um set list de ajuste entre iluminação e BPMs (batidas por minuto) que caiu na internet, instantaneamente a música ficou conhecida como “Drop the Guitar” – um título, alías, com toda pinta de provisório. Mas a banda não demorou muito para divulgar, em seu próprio site oficial, que seu nome verdadeiro era “Singularity”. No final de semana seguinte, em São Paulo (Autódromo de Interlagos), Bernard Sumner pegou o microfone e encerrou de vez a história antes de tocá-la novamente: “Esta se chama ‘Singularity’ e não ‘Drop the Guitar’, como andam dizendo por aí. Procurem na Wikipedia!”.

Da primeira apresentação ao público, em março de 2014, ao seu lançamento como single, em março de 2016, se passaram dois anos. De lá para cá, “Singularity” assumiu uma posição alta no repertório da banda: além de ter derrubado “Crystal” do posto de opener dos shows, ela é hoje uma das músicas de Music Complete que os fãs mais gostam. Recentemente, a banda apresentou uma versão ao vivo irrepreensível no The Late Show with Stephen Colbert que ganhou destaque no site da revista Rolling Stone. Todavia, como single, “Singularity” recebeu da atual gravadora da banda, a Mute Records de Daniel Miller, o mesmo tratamento dos dois anteriores, “Restless” e “Tutti Frutti”: primeiro saiu uma versão editada disponível no formato digital single download, seguido da divulgação do vídeo promocional e do áudio de um ou dois remixes no canal oficial da banda no You Tube, até que, finalmente, vieram os lançamentos em formatos físicos (CD e clear vinyl de 12″ colorido).

“Singularity” não traz nenhum lado B, somente remixes (os últimos singles do New Order a trazerem b-sides foram “Here to Stay” e o re-issue de “World in Motion”, ambos em 2002). Se no passado um remix costumava ser, via de regra, apenas um rearranjo dos elementos originalmente contidos na versão oficial, hoje em dia é uma autêntica reinterpretação, uma faixa “nova” construída a partir de alguns pedaços – samples – da canção original. Nesse terceiro single de Music Complete, o New Order recrutou para o seu time de colaboradores gente como Steve Dub, Erol Alkan, Mark Reeder, J. S. Zeiter e a banda Liars.

Pessoalmente, apesar de gostar muito de “Singularity”, sempre tive a impressão de que não era uma música lá muito fácil de se remixar. Opinião compartilhada, aliás, por um dos remixers escalados para essa empreitada (Mark Reeder). O engenheiro de som Craig Silvey, por exemplo, errou a mão na hora de passar a tesoura na gravação original para criar a versão “Single Edit”. Não que a culpa fosse dele – mas eu acho muito difícil encontrar pontos apropriados na faixa onde se pode fazer uma edição sem que a intervenção cirúrgica não pareça muito evidente. O mesmo já não se pode dizer da versão estendida. O DJ californiano Steve Dub ficou com o trabalho mais fácil – alongar a música em vez de encurtá-la – e se deu melhor. Seu “Extended Mix” é o mesmo que foi incluído na edição Deluxe Vinyl Box Set de Music Complete e o resultado final não é menos que magnífico.

O produtor musical e DJ Erol Alkan é, sem sombra de dúvida, um dos nomes badalados dentre os escolhidos para turbinar “Singularity”. Por ter sido durante tanto tempo o DJ residente do club londrino Trash, que também já recebeu shows de bandas como LCD Soundsystem e Bloc Party, e por ter remixado faixas de Hot Chip e Chemical Brothers, suas contribuições estavam entre as mais aguardadas entre os fãs gringos dos New Order. Todavia, seus “Stripped Remix” e “Extended Rework” não estariam, ao meu ver, entre os mehores remixes de “Singularity”. Não são ruins, todavia. Apenas ok. O “escorregão” fica por conta mesmo do “Liars Remix”: a banda nova-iorquina assinou um remix que, embora conserve grande parte dos elementos da gravação original, peca pela falta de imaginação. A tentativa de emular um som mais dark, como se quisessem prolongar a atmosfera soturna da introdução do mix oficial, soa estéril e fútil. Resumindo: esquecível (ele é uma espécie de bonus track na versão download do single, que pode ser obtida através de uma senha/código que acompanha a edição em vinil de 12″).

Por outro lado, quem curte techno vai viajar nos remixes de J. S. Zeiter, que também atende pelo nome de MCMLXV. Ele nos oferece seu “J. S. Zeiter Remix” (disponível na versão em CD) e sua contraparte predominantemente instrumental, “J. S. Zeiter Dub” (incluída no vinil). Não chegam a ser memoráveis, mas os considero melhores que os remixes do super-idolatrado Erol Alkan, principalmente a versão dub. Mas a “cereja do bolo” mesmo são as reinterpretações de Mark Reeder (“Duality Remix” e “Individual Remix”). Reeder merece mesmo um pouco mais de destaque aqui. Ele é um velho conhecido do New Order – na verdade, ele é um amigo próximo desde os tempos do Joy Division. Naquela época ele fazia parte de uma banda chamada Shark Vegas, mas ainda na década de 1980 ele se mudou para a Alemanha Ocidental, onde se tornou um representante da Factory Records e, também, produtor musical, DJ e dono da gravadora Mastermind for Success. É de Reeder e de outro DJ, o húngaro Corvin Dalek, a primeiríssima versão de “Crystal” (já com os vocais de Barney Sumner), que viria a se tornar um hit do New Order. Além disso, Reeder é a figura central do filme B-Movie: Lust and Luxury in West Berlin 1979-1989, que mistura imagens documentais e reconstituídas para traçar uma espécie de painel musical e cultural da outrora Berlim Ocidental, do punk à Love Parade, e que foi usado na montagem no vídeo promocional de “Singularity”.

O “Duality Remix” é surpreendentemente curto para os padrões de hoje – a versão disponível no CD está editada e possui 3’49”, enquanto que a gravação que acompanha o download tem 4’57”. Apesar da pequena duração, esse remix é um gigante. Seguramente, é o melhor de todos. Já o “Individual Remix” não é uma versão estendida do anterior. Pelo contrário, é um remix totalmente diferente, ainda que possua trechos e partes que remetam ao “Duality”. Trata-se de uma versão mais elaborada e complexa, mas peca justamente por dispensar a concisão e a perfeição objetiva da outra. Mesmo assim, é uma pérola.  Heil Mark Reeder!

Como bonus track, o CD e o 10 Track Audio Download (adquirido não apenas via código que acompanha o vinil, mas também através de download pago direto) trazem o remix de Tom Rowlands (Chemical Brothers) para “Tutti Frutti” e que havia sido disponibilizado para ser baixado de graça em dezembro do ano passado como “presente de Natal” para os fãs.

Para finalizar: a edição em vinil de 12″ de “Singularity” contém ainda um “brinde” um tanto quanto curioso. Trata-se de uma folha de papel branca impressa com um diagrama causal do buraco negro, acompanhado de um texto explicativo. De acordo com a astronomia, um buraco negro se forma quando uma estrela em colapso gravitacional desaba sua massa em direção ao seu próprio centro, tornando-se capaz de atrair ou “sugar” para o interior desse ponto toda matéria próxima. O buraco negro seria um exemplo de “singularidade gravitacional” (sacaram a conexão?). Observando com atenção o diagrama causal do buraco negro, se descobre com facilidade qual foi a inspiração do designer Peter Saville para a capa de “Singularity”.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

NEWS | “Tutti Frutti” ganhará edição japonesa exclusiva

2016-03-12jmute542-amazon

Capa da edição japonesa de “Tutti Frutti”

O mercado fonográfico japonês sempre oferece aquele “algo mais” que deixa os fãs de música popular no Ocidente de olho grande. Os seguidores do New Order que o digam. Três exemplos: em 2001 saiu na Terra do Sol Nascente um EP com “Crystal” e quatro faixas gravadas ao vivo no Reading Festival de 1998; em 2005 a edição nipônica de Waiting for the Sirens’ Call tinha uma versão de “Krafty” cantada em japonês como faixa bônus; e no ano passado, o último álbum, Music Complete, tinha como extra na edição japonesa uma versão estendida de “Restless”. Desta vez, o single “Tutti Frutti”, o segundo saído de Music Complete, será lançado em vinil de 12 polegadas no Japão, mas em uma versão diferente: além da capa ser azul (em vez de amarela, como na edição inglesa), a bolacha terá no lado B um remix do músico e produtor Takkyu Ishino (o lado A é o mesmo, o “Extended Mix”). Ishino é também integrante de uma banda de synthpop chamada Denki Groove. A data programada para o lançamento é 16 de março, mas o vinil já está disponível para pré-venda no site da Amazon japonesa. Enquanto isso streaming do remix de Takkyu Ishino encontra-se liberado em sua página no Soundcloud – confiram logo abaixo.

takkyuishino

Takkyu Ishinu

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

NEWS | Pílulas (fevereiro 2016)

Nas nossas “pílulas” do mês de fevereiro trazemos duas notas para você, leitor e fã, continuar se atualizando sobre as últimas novidades do New Order ou em torno de tópicos relacionados à banda. Esperamos, uma vez mais, atingir nosso objetivo: informar e aumentar o fã-clube. Boa leitura.

  • Em meio a divulgação dos locais e das datas da mini turnê que acontecerá em março nos Estados Unidos, o New Order confirmou hoje em suas redes sociais que o próximo single saído do álbum Music Complete será mesmo “Singularity”. A data oficial de lançamento não foi confirmada, embora especula-se que seja durante o mês de março também, coincidindo então com a tour norteamericana. Enquanto isso, a banda liberou no seu canal oficial no You Tube um clipe de áudio da versão “Extended Mix” que fará parte do single e exibiu uma variação da capa, que, com exceção do fundo negro, possui cores diferentes daquela do vinil de 12″que aparece no catálogo de pré-venda da Amazon britânica (e que já mostramos aqui em outro post).
CaNF0eYWkAAb5Xy

Outra versão para o artwork da capa de “Singularity”

  • Na próxima sexta-feira, dia 05, será realizado no Bridgewater Hall, Manchester, a primeiríssima apresentação do espetáculo musical Haçienda Classical. Trata-se de uma proposta ousada: dois ex-DJs do mítico club Haçienda (que pertencia ao New Order e à Factory Records), Mike Pickering e Graeme Park, vão reviver em suas carrapetas o créme de la créme que sacudiu a pista de dança da legendária casa noturna acompanhados de uma orquestra ao vivo – a Manchester Camerata (a mesma que participou do single-tributo a Tony Wilson, falecido ex-dono da Factory, em agosto do ano passado). A dupla também contará com a participação de vocalistas convidados (não divulgados). Posteriormente esse show viajará pela Inglaterra até o mês de julho. Vale lembrar que possivelmente o ex-baixista do New Order, Peter Hook, está envolvido nessa empreitada, uma vez que ele tem o controle sobre o licenciamento da marca FAC 51 The Haçienda, e, ao lado de Pickering e Park, já foi curador de compilações de faixas que se tornaram clássicos da casa. Pickering, por sua vez, assinou a curadoria do CD Club, que é o disco #03 do box-set Retro, do New Order, e que se dedica apenas a remixes de faixas da banda.
Hacienda-Classical-flyer-smaller

Cartaz oficial da noite de estreia do Haçienda Classical

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram

NEWS | Faixas de “Music Complete” serão lançadas em novo formato de áudio digital aberto

26290_154Ao que parece, o New Order está mesmo disposto a não ser visto apenas como um grupo de velhos pioneiros da música eletrônica. Antenados com as novas tecnologias, a banda disponibilizou hoje no site Juno Downloads duas faixas do seu último álbum, Music Complete, em um novíssimo formato de áudio digital: o STEMS. Desenvolvido no primeiro semestre deste ano pela Native Instruments, empresa alemã desenvolvedora de hardware e software para produção musical e DJing, trata-se de um formato de áudio multipista na forma de um arquivo digital “aberto”, no qual o registro musical está separado em até quatro segmentos – ou stems. Cada um desses segmentos contem uma “parte” da música: por exemplo, em um deles podemos ter a bateria e/ou todas as partes de percussão, em outro o baixo e as demais harmonias, no terceiro a melodia e, no último, somente a(s) voz(es). Mas isso não é tudo: cada stem pode ser controlado e manipulado de forma independente. Dessa forma, produtores, DJs e fãs podem “mexer” livremente na gravação, o que facilita a criação de remixes, mash-ups, versões a cappella etc.

As faixas escolhidas para serem lançadas no formato STEMS são versões extended de “Tutti Frutti” (segundo single saído de Music Complete) e de “Academic”. O lançamento se deu através de uma parceria entre a Mute Records e a Native Instruments. Segundo Daniel Miller, o fundador e CEO da Mute, “Eu fiquei realmente animado quando ouvi falar pela primeira vez no STEMS e por isso estou contente por termos embarcado nisso com esse lançamento digital exclusivo do New Order. A banda veio do mundo club da década de 1980, então, para eles, lançar um formato que permite que os DJs dos clubs de hoje levem suas faixas para um novo público, ao mesmo tempo que estimula a criatividade deles, é algo grande”. O Juno Downloads está cobrando £1.99 (aproximadamente R$ 11,50) por cada faixa, ou seja, um valor ligeiramente superior à média de seus downloads pagos £0.83 (cerca de R$ 4,80).

É interessante que o lançamento de material “remixável” acessível a todos vai de encontro a algo profetizado pela própria banda em 1993, no documentário New Order: Past, Present and Future, produzido pela MTV Europa (e exibido por aqui na época). Naquela ocasião, Bernard Sumner disse “Hoje em dia a música é uma certa troca entre músicos” (naturalmente, se referindo ao sampling e aos remixes, já bastante populares naquele tempo); em seguida, Stephen Morris arrematou: “no futuro as pessoas poderão remixar os próprios discos e tirar as partes de que não gosta”. Para provar que tudo isso não ficou apenas na base das frases de efeito, em 2005, época do álbum Waiting for the Sirens’ Call, na versão enhanced CD do single “Jetstream” foi incluído um software chamado U-Myx que permitia que o usuário fizesse seu próprio remix a partir da versão radio edit da faixa. Pelo visto, os atuais lançamentos no formato STEMS representam o passo seguinte da “profecia” de Morris.

Visite também nosso Instagram:
http://instagram.com/neworderbrfac553 Instagram