REVIEW | “New Order Presents Be Music”

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New Order “mijando” no penico dos outros…

O ano de 1982 representou uma espécie de ponto de inflexão para o New Order. Após uma excursão pelos Estados Unidos no ano anterior, a banda deu início à virada em direção à dance music que a transformou em um dos grupos mais importantes e influentes de sua geração. De volta à Inglaterra, o New Order gravou a pulsante “Temptation” (faixa que marcou a ruptura definitiva com o Joy Division, sua encarnação anterior) e abriu uma casa noturna em Manchester  – a mítica Haçienda – tendo como parceira no empreendimento a sua própria gravadora – a não menos mítica Factory Records. Também foi em 1982 que seus integrantes começaram a se lançar em novas aventuras produzindo e remixando discos e faixas de outros artistas dance, muitos deles companheiros na Factory. À medida em que adquiriam novos equipamentos (sequenciadores, samplers, baterias eletrônicas), originalmente para explorar em seus próprios discos as possibilidades abertas pelas novas tecnologias musicais, Sumner, Hook, Gilbert e Morris passavam a compartilhar seus brinquedos e o know how obtido com as bandas que estavam produzindo. Era uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que fertilizavam o trabalho de outros músicos, as experiências realizadas nos quintais alheios serviam de laboratório para o que viriam a fazer em suas próprias gravações.

Nessas aventuras “fora de casa”, os membros do New Order mantiveram suas “identidades secretas” individuais preservadas atrás de uma marca: Be Music. Originalmente, Be Music era o nome da editora musical criada pela banda e seu empresário, Rob Gretton (1953-1999), para o licenciamento do seu catálogo e para o recebimento de royalties e direitos autorais. Todavia, Gretton teve a ideia de transformar a Be Music em algo maior e mais ambicioso. O falecido ex-manager do New Order queria que a banda fosse vista publicamente como uma entidade única – o objetivo era fortalecer a unidade do grupo e evitar que um ou mais membros fizessem um nome fora do New Order… e lucrassem com isso. Quando Peter Hook produziu, em fevereiro de 1982, uma faixa dos Stockholm Monsters chamada “Death Is Slowly Coming”, o crédito foi para a “entidade” em vez de para o baixista. Resumindo: nada de marketing pessoal ou luzes de holofotes sobre um integrante específico – naquela época eles eram radicalmente avessos a qualquer tipo de autopromoção, idolatria ou à ideia de uma eventual personalidade dominante na banda. Claro, isso tudo foi antes de Electronic, The Other Two, Revenge etc…

A Factory Benelux, filial belga da Factory Records que sobreviveu ao colapso de sua matriz, numa louvável iniciativa reuniu no recém-lançado New Order Presents Be Music o extenso material produzido e remixado por integrantes do NO entre 1982 e 2015. Editado em dois formatos (LP duplo e box set com três CDs), a nova compilação, no entanto, não foi a primeira dedicada às produções da Be Music. Em 2003, a LTM Recordings (gravadora administrada pelo britânico James Nice, o mesmo sujeito que atualmente também é o manda-chuva da Factory Benelux) lançou Cool As Ice: The Be Music Productions. No ano seguinte, a LTM editou uma sequência para a compilação anterior que se chamou Twice As Nice e que incluía, também remixes e produções assinadas por Arthur Baker, Donald “DoJo” Johnson (A Certain Ratio) e Mark Kamins. Pois então: uma parte de New Order Presents Be Music já havia sido reunida em compilações específicas antes. Esse é o caso, por exemplo, de “Looking From a Hilltop (Megamix)” do Section 25; “Cool As Ice”, de 52nd Street; “Love Tempo”, do Quando Quango; e “Fate/Hate”, de Nyam Nyam.

Mas por abranger um período mais extenso e não se concentrar apenas nas produções feitas para grupos do cast da Factory, New Order Presents Be Music é, até o momento, a compilação mais completa e atualizada sobre Be Music. Além disso, todas as faixas que fazem parte da coletânea foram remasterizadas especialmente para o projeto. E mesmo não sendo um álbum do New Order propriamente dito, de uma certa forma é quase como se fosse. Em primeiro lugar, algumas faixas foram escritas e gravadas pelos próprios integrantes da banda, como no caso de “Theme”, uma criação de Peter Hook usada como tema de abertura dos shows do grupo Lavolta Lakota; “Inside”, originalmente lado A de um EP ultralimitado (500 cópias) que Gillian Gilbert e Stephen Morris lançaram em 2011 com uma trilha sonora produzida especialmente para uma exposição do designer Peter Saville na galeria francesa Frac Champagne-Ardenne; e “Video 5-8-6”, uma canção de 22 minutos do próprio New Order tocada na noite de inauguração da Haçienda e a partir da qual nasceram algumas das faixas do álbum Power, Corruption and Lies (1983). Para ficar ainda mais com cara de disco do New Order, a capa, texturizada em ambos formatos, foi criada por Matthew Johnson para o Peter Saville Studio – todavia, não há indicações de que Saville tenha trabalhado como diretor de arte dessa vez.

O maior problema de New Order Presents Be Music são as diferenças entre as edições em CD e em vinil. Para começar: a versão digital possui 36 faixas, contra apenas 12 do LP! Além disso, o box set vem acompanhado de um livreto de 48 páginas com informações detalhadas e fotos das capas dos singles compilados. Em plena era do naufrágio do CD e da guinada de 360o do vinil, a versão long play bem que poderia ter recebido um tratamento melhor para agradar o fã clube do formato. Sem falar que a “mutilação” operada pela Factory Benelux no bolachão preto sacrificou algumas pérolas como “You Hurt Me” (do Shark Vegas), na qual Bernard Sumner também contribuiu como músico convidado; “Motherland” (do obscuro The Royal Family and the Poor); “Telstar” (cover do clássico instrumental dos Tornadoes assinado pelo Ad Infinitum); “Tell Me” (da banda de synthpop Life, da qual fazia parte Andy Robinson, ex-programador e técnico de teclados do New Order, e agora empresário do grupo); e “Knew Noise” (Section 25), lado B do single “Girls Don’t Count” produzido em 1979 por Ian Curtis e Rob Gretton, mas creditado à Fractured Music (uma espécie de embrião da Be Music).

O material mais recente produzido e/ou remixado pelos integrantes do New Order, por sua vez, forma um conjunto mais irregular. Além disso, se resume basicamente a contribuições do Stephen Morris ou do The Other Two (dupla formada por ele e a tecladista Gillian Gilbert). As colaborações com o Factory Floor, Helen Marnie (vocalista do Ladytron) e Tim Burgess (dos Charlatans) são, digamos assim, “ok”. Já o remix de “Daggers”, do Fujiya & Miyagi é pura bobagem descartável.

Também é de se estranhar a ausência das duas faixas gravadas e lançadas pelo New Order, mas sob o rótulo Be Music, em um flexi disc promocional distribuído de brinde para os frequentadores da Haçienda em sua primeira véspera de Natal, em 1982. “Ode to Joy” (um cover bizarro de “Ode an die Freunde”, de Beethoven) e “Rocking Carol” (uma tradicional canção natalina tcheca) foram recentemente incluídas na reedição da coletânea Ghosts of Christmas Past: Remake (da gravadora Les Disques du Crépuscule, hoje também sob o comando de James Nice) e apesar de fazer total sentido a inclusão delas numa compilação de bandas alternativas tocando/cantando canções natalinas, elas tinham que estar em New Order Presents Be Music também.

O saldo, todavia, é positivo. O novo álbum, de um modo geral, atinge o objetivo de apresentar ao ouvinte uma visão panorâmica de um lado pouco conhecido, mas ainda assim relevante, do New Order. Presents Be Music nos mostra que a influência de uma banda não se mede apenas pelo impacto de seus próprios discos. Seja como sócios de uma das danceterias mais famosas da Europa nos anos oitenta e noventa, seja como produtores e remixers, os membros do New Order ajudaram, de diversas maneiras, a traçar as coordenadas que definiriam a direção seguida pela música popular – alternativa ou mainstream – nos últimos anos.

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NOTA: Foi uma longa pausa de dezembro do ano passado até aqui… De lá para cá, passei por uma trabalhosa mudança e uma inesperada internação… Mas agora parece que as coisas estão voltando para os trilhos – incluindo o blog! Vejo vocês no próximo post. Um abraço.

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MEMÓRIA | Os 35 anos de “Movement”.

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Movement: o álbum “maldito” de estreia que comemora 35 anos.

“Fazer Movement foi um grande esforço, porque estávamos apáticos, apagados e no fundo do poço, o que era de se esperar porque a morte de Ian ainda estava fresca na memória (…) Tudo era difícil e diferente do Joy Division porque sem Ian algo havia se perdido, algo que nunca mais voltaria (…) A dinâmica havia mudado totalmente, era frustrante, tudo era diferente”.

 

Essas foram palavras de Bernard Sumner em seu livro de memórias, Chapter and Verse: New Order, Joy Division and Me (Bantam Press, 2014, 343 paginas), sobre o primeiro LP do New Order, Movement, lançado há exatos 35 anos. Disco “maldito”, os membros da banda constumam se referir a ele como the difficult one [trad.: “o difícil”], o que o depoimento de Sumner claramente confirma. O New Order não toca uma faixa sequer desse álbum desde 1989. Sumner jura que só o escutou depois de pronto uma única vez e, desde então, nunca mais conseguiu fazê-lo de novo. Os demais integrantes, por outro lado, costumam ser mais condescendentes com ele. O ex-baixista Peter Hook, em entrevista concedida aqui mesmo no Brasil à revista Bizz em 1988, disse: “Em Movement foi a primeira coisa que fizemos do zero (…) Tínhamos pouquíssimo tempo para compor, pois era importante para nós não parar e também porque tudo o que aconteceu foi tamanho choque que tínhamos que nos manter ocupados. Por isso quisemos gravar o mais rápido possível. É até hoje o único LP que fizemos assim, tão rápido. E isso transparece. Ficou um pouco confuso em certas partes. Mesmo assim, acho um bom disco. A tecladista Gillian Gilbert, reintegrada ao grupo em 2011 após dez anos “sabáticos”, disse no ano passado ao site Brooklyn Vegan o seguinte: “Particularmente, eu adoriaria revisitar Movement. Na época era algo para se deixar na prateleira, mas acho que ele soa muito bom hoje em dia”.

A já citada revista Bizz, na ocasião do lançamento do disco no Brasil (com quase dez anos de atraso), certamente foi mais gentil nas críticas ao LP do que a imprensa musical gringa em 1981. “O New Order preservava a sonoridade sombria e a aura misteriosa que envolvia o Joy Division enquanto buscava nas entrelinhas uma trilha musical própria. Mesmo as canções que mais rescendiam o som do Joy não deixavam de trazer lampejos de criatividade vindos de um grupo em busca de seu rumo musical. Em resumo, para os fãs de longa data é um disco essencial. Para quem conheceu o New Order pós-‘Blue Monday’, talvez apenas um disco esquisito para completar a coleção”. Todavia, quando o álbum saiu na Inglaterra pela Factory Records, deu munição para todos aqueles que vinham achincalhando o New Order e que acusavam o grupo de explorar oportunisticamente o que eles mesmos haviam criado, só que como Joy Division.

Realmente, pouca coisa em Movement remete ao som “clássico” do New Order. A resenha da Bizz não se equivocou quando disse que a busca por uma nova sonoridade não passava da mera insinuação. A sombra do Joy Division, tal como uma nuvem negra, pairava sobre as cabeças da Nova Ordem. “É um disco que carece de identidade, ele não tem uma cara própria”, disse Sumner em sua autobiografia, na qual ele confessa ainda que “Eu nunca havia cantado antes, de maneira que, no começo, eu me baseava em Ian, porque isso era o que eu conhecia. Levou tempo para encontrar meu próprio estilo como vocalista”. O envolvimento de Martin Hannett com a produção de Movement também ajuda entender o problema da “carência de identidade”. Hannett, que tinha sido um dos grandes responsáveis pelo sucesso dos discos do Joy Division, ajudando o grupo a criar, em estúdio, uma atmosfera e uma sonoridade únicas, não confiava na capacidade dos membros remanescentes de produzir canções do mesmo nível sem Ian Curtis. Ele não deu qualquer sinal de entusiasmo ou empolgação com o novo material e o tempo todo forçava a barra para que tudo o que eles fizessem pudesse soar o mais próximo possível do que tinham feito como Joy Division, embora a banda estivesse inclinada a encontrar um novo estilo. “O que nós queríamos em Movement era mais percussão. Martin ainda estava naquelas de colocar distorção em tudo. Mas nós queríamos que soasse mais limpo e mais pesado, em vez de tão delicado e leve. Nós pedimos para o Chris [Nagle, engenheiro de som] aumentar o volume da bateria para fazê-la soar mais grave, rotunda e pesada. Quando Martin voltou para o estúdio, ele perguntou ‘Vocês fizeram isso?’ e nós respondemos ‘Sim!’. ‘Ok, passemos para a faixa seguinte’. Ele não estava interessado em ouvir o que nós fazíamos. Não queria saber. Tivemos muitas brigas com ele. Discutimos muito sobre ‘Truth’ e ‘Everything’s Gone Green’, porque em ambas queríamos que a bateria eletrônica e os sintetizadores soassem mais fortes e mais altos”.

A relação com Hannett realmente se deteriorou durante as gravações de Movement. O produtor criticava – ou desprezava – tudo o que eles faziam. Bernard Sumner teve que regravar os vocais de uma música nada menos que quarenta e três vezes simplesmente porque ele não conseguia “soar como Ian” o suficiente. Para piorar a situação, Martin tinha entrado fundo na cocaína e, totalmente alucinado, chegou a trancafiá-los literalmente no estúdio, condicionando a liberação da banda à composição de uma música que fosse “realmente decente”. Como havia feito com os álbuns do Joy Division, Hannett cuidou sozinho da mixagem do álbum, vetando completamente a participação do New Order no processo. Ele, inclusive, se recusou a fazer um test pressing com a mixagem que o grupo havia feito com a ajuda de Chris Nagle para ouvir como soaria em disco. A “versão” de Hannett para Movement, para a decepção da banda, foi a que acabou sendo lançada.

Todavia, o primeiro LP do New Order tem momentos dignos de nota. “Dreams Never End”, a faixa que abre o disco, além de ser a canção mais “solar” de um trabalho predominantemente sombrio e introspectivo, é também uma grande composição: sua longa introdução foi o prenúncio de uma prática que se tornaria recorrente e cada vez mais bem desenvolvida no som do New Order (vide produções posteriores, como “Blue Monday”, “Thieves Like Us” e “The Perfect Kiss”); a inclusão de um “refrão de guitarra” no lugar de um refrão (vocal) de verdade é outro ponto forte.

A depressiva “Truth” também representou para o New Order um largo passo dado em direção ao futuro: ela foi a primeira canção da banda a usar uma bateria eletrônica programável (uma Doctor Rhythm DR55, da Boss) no lugar de uma bateria acústica convencional. “Chosen Time”, por sua vez, também antecipa, ainda que timidamente, o som que estaria por vir: a batida no estilo disco (porém “distorcida” pelos truques de estúdio de Hannett) e o riff de teclado, que soa como um sequenciador, são autênticos esboços das vindouras estripulias musicais no universo da electronic dance music. Por outro lado, faixas como “The Him” e “Doubts Even Here” mais parecem outtakes de Closer (1980), do Joy Division. Aliás, vale lembrar que os experimentos com sintetizadores e percussão eletrônica começaram, de fato, ainda nos tempos do Joy – sendo assim, Movement representa o estágio seguinte de um processo que, de certa forma, já havia sido desencadeado.

Assim chegamos a outro ponto de destaque: a capa do LP. Produzida por Peter Saville, que tinha sido o responsável pelo design dos vinis do Joy Division, ela é a recriação de um pôster originalmente desenhado em 1932 pelo artista futurista italiano Fortunato Depero. Como um clássico exemplo das apropriações feitas pelo punk e pela new wave no campo do design, a citação ao futurismo feita por Saville se ajustava de diferentes maneiras. Em primeiro lugar, representava uma conexão com o interesse crescente da banda pela tecnologia musical, já que o movimento futurista valorizava o desenvolvimento industrial e técnico-científico. Além disso, o futurismo recorria a sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações para transmitir a ideia de movimento e dinamismo. Aqui se evidenciam os links com a mudança de nome e a perseguição de um novo estilo, bem como com próprio o título do álbum. Intencionalmente ou não, a capa feita por Saville também pode ter contribuído com o estigma de “banda nazista” que cercava o New Order (“fama” que os perseguiu por um bom tempo e que começou ainda nos tempos do Joy Division), pois a primeira geração do futurismo exaltava a guerra e a violência, além do fato de terem existido afinidades ideológicas entre o movimento e o fascismo na Itália.

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“Remixando” a arte: a capa de Movement é inspirada em pôster do futurista italiano F. Depero.

No entanto, a criação de uma capa com base em um pôster – os futuristas abraçavam a propaganda como forma de comunicação e de ligação entre a arte e o design – foi a abordagem perfeita: que maneira melhor de apresentar uma mídia de massas (o disco de vinil) senão com uma arte que remete a um cartaz/anúncio?

Entretanto, mesmo com alguns méritos, do som à capa, Movement sempre teve dificuldade para conseguir algum prestígio. A revista Sounds o classificou como “absolutamente desastroso”. Para o New Musical Express, trata-se de um disco “terrivelmente maçante”. Bernard Sumner sempre declarou que se arrepende do seu lançamento e que preferia tê-lo regravado naquela época se tivessem tido tempo e dinheiro disponíveis para isso. Dentre os membros da banda, Peter Hook parece ter sido o único a dar-lhe, de fato, algum valor quando decidiu sair em turnê com seu atual grupo, o The Light, para tocá-lo ao vivo na íntegra (ao lado do segundo álbum do New Order, Power, Corruption and Lies, de 1983). Em 2008, o álbum foi relançado em CD com áudio remasterizado e um disco recheado de extras – singles e lados B’s lançados na mesma época. Cinco anos depois, reapareceu em uma edição limitada em 300 cópias feitas em vinil transparente, sendo que 100 delas foram distribuídas de brinde durante a semana de reinauguração da loja de discos HMV da Oxford Street, Londres. Com Movement é assim: há quem ache, como Sumner, que o bom mesmo é ficar longe dele; e há também quem aposte na sua reavaliação. De que lado você está?

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NEWS | Julho e setembro: os lançamentos que virão por aí

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“New Order: Singles” estará de volta turbinadão

Fãs, prepare your cash! O lançamento oficial, há três dias, de um digital single remix exclusivo de “People on the High Line” no site Beatport, foi só um aperitivo. Não demorou muito tempo para o New Order anunciar a data na qual pretende soltar a versão física do single, o quarto saído do álbum Music Completedia 29 de julho. Definida pela revista virtual The Quietus como “o encontro do Chic com o Kraftwerk em uma pista de dança”, a faixa “People on the High Line” terá seu vídeo oficial escolhido em um concurso promovido pelo site Genero.tv – o prêmio para o vencedor será de US$ 8.000.

Outro lançamento anunciado esta semana é a reedição da coletânea Singles, de 2005, em dois formatos: CD duplo e box set de 4 LPs de 180 gramas. Na verdade, o relançamento de Singles tinha sido programado para o ano passado, mas acabou sendo suspenso por razões inexplicáveis. Dessa vez, parece que sai para valer. A Warner o promete para o dia 09 de setembro – e a Amazon britânica já abriu pré-venda. De acordo com a gravadora, Singles será relançado devido à alta taxa de compressão das faixas na edição original, gerando a necessidade de uma remasterização, e também para que as versões de determinadas músicas fossem substituídas. É o caso, por exemplo, de “Run”: pela primeira vez teremos, em vez da album version, a verdadeira “Run 2 (Edit)”, até hoje inédita em CD. “I’ll Stay With You”, de Lost Sirens (2013), será incluída como bonus track.

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NEWS | Pílulas: “Singularity” chegou ao topo das paradas e fãs poderão produzir o próximo clipe do New Order

Neste post trazemos, uma vez mais, notícias frescas relacionadas ao New Order em pequenas doses para deixar os leitores do blog por dentro de tudo o que envolve a nossa banda favorita. Deixemos de lado os preâmbulos e vamos logo às boas novas…

  • Se o quarto lugar de “Tutti Frutti” na parada britânica de singles físicos já tinha sido um excelente resultado, o desempenho de “Singularity” foi ainda melhor. O terceiro single saído do álbum Music Complete chegou ao topo da UK Physical Singles Chart (lembrando que, atualmente, a parada britânica se divide em outros formatos “não físicos”, como o digital download e o streaming, além de haver também a “parada geral”, que congrega todos os formatos). “Singularity” derrubou do primeiro lugar o novo single dos Pet Shop Boys, “The Pop Kids”. O guitarrista e tecladista Phil Cunningham fez questão de comemorar o feito em seu Twitter.
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“Singularity” no topo da UK Physical Singles Charts

  • E já que o assunto é “Singularity”… Acaba de sair na Alemanha, em DVD e Blu-Ray, o filme meio documentário / meio reconstituição B-Movie: Lust and Sound in West Berlin 1978-1989 (o clipe de “Singularity” é uma colagem de cenas extraídas do filme). Junto com B-Movie foram lançados um livro – B-Book – e a trilha-sonora do filme – B-Music -, que traz nomes como Westbam, Richard Butler (Psychedelic Furs, Love Spit Love), Die Toten Hosen, Mark Reeder / Shark Vegas, Edgard Froese (do Tangerine Dream, falecido no ano passado), Iggy Pop e Joy Division, este com uma versão reconstructed de “Komakino”. Ou, se preferir, é possível optar por uma caixa, B-Movie: Gesamtbox, com o filme (DVD + Blu-Ray), a trilha-sonora (LP + CD duplos), o livro (brochura) e mais alguns “mimos” como uma bolsa, uma palheta, um abridor de garrafas, um bottom badge e três prints. O filme tem duas opções de idioma, alemão e inglês, e legendas apenas em francês; nos extras, há uma entrevista com Bernard Sumner, guitarrista e membro fundador do Joy Division e do New Order.
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B-Movie para todos os gostos!

  • E como falamos em clipe… O New Order fez um convite inusitado para os fãs. Foi aberto um concurso para o vídeo promocional do que virá a ser o quarto (e, talvez, o último) single do álbum Music Complete, que será “People on the High Line” (outra faixa com a participação de Elly “La Roux” Jackson). O prêmio para o(s) criador(es) do clipe escolhido será de US$ 8.000! No site http://genero.tv/neworder os interessados poderão conferir requisitos, regras e, naturalmente, baixar a versão “Radio Edit” gratuitamente para usar na criação do vídeo. Essa é uma iniciativa muito interessante. No You Tube ou no Vimeo é possível conferir fan made videos de canções do New Order, como “Mr. Disco”, “Primitive Notion” (que não possuem vídeos promocionais) e até mesmo “Tutti Frutti” (que possui um clipe oficial).

NEW ORDER ~ Tutti Frutti [Fan Video] from sound.TV on Vimeo.

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NEWS | Pílulas de New Order

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Trazemos hoje três notas curtas para você, leitor e fã, se manter atualizado sobre o que vem sendo publicado lá fora sobre New Order, Joy Division, side projects e assuntos relacionados. Esperamos, uma vez mais, atingir nosso objetivo: informar e aumentar o fã-clube. Boa leitura.

  • O New Order vem se saindo muito bem nas paradas britânicas desde que o álbum Music Complete saiu em setembro do ano passado. O disco, como chegamos a publicar aqui, alcançou o segundo lugar na parada de álbuns, sendo esta a melhor colocação desde Republic (primeiro lugar, em 1993). O último single não está fazendo feio, não. Embora hoje os downloads e o streaming tenham mais peso no mercado, revelando as novas preferências de quem consome música, “Tutti Frutti”, faixa dançante que flerta com o disco house, alcançou a quarta posição entre os singles físicos (CD e vinil) e foi o segundo 12″ mais vendido. Aliás, os fãs do New Order parecem ser, também, entusiastas das velhas bolachas: Music Complete ficou na 26ª posição na lista dos LP’s mais vendidos na Inglaterra em 2015. Trata-se de uma bela posição, considerando que o disco competiu com álbuns que saíram meses antes dele e, também, com relançamentos de alto calibre, dentre eles o multi-recordista Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. De novidade, a Mute Records promete para os próximos dias o novo single. E o relançamento da coletânea Singles (nos formatos CD duplo, o original, e box-set com 4 LP’s), que deveria ter rolado no ano passado, foi adiado para dezembro deste ano… Santa espera, Batman!

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  • O baterista do New Order, Stephen Morris, é a estrela do segundo vídeo da série Analogue, produzido e divulgado pelo site da gravadora/produtora The Vinyl Factory. O pequeno filme de quase quatro minutos mostra Morris no estúdio caseiro montado em sua fazenda em Macclesfield, Grande Manchester, cercado por sintetizadores analógicos e falando sobre eles e sobre tecnologia musical em geral. Em seu depoimento, ele diz que, como produtor, se considera um herdeiro de Martin Hannett (produtor dos discos do Joy Division e dos trabalhos iniciais do New Order) e de Konrad “Conny” Plank, o alemão por trás do som proto-eletrônico de bandas germânicas como Kluster/Cluster, Neu!, Harmonia e Kraftwerk (do primeiro LP a Autobahn). Um dos momentos mais interessantes é quando Morris diz que, se por um lado é maravilhoso que hoje haja tantos recursos e opções em termos de tecnologia musical, o que abre um leque quase ilimitado de possibilidades, por outro ter diante de si tanto para escolher acaba nos deixando paralizados e sem saber tomar decisões… E, curiosamente, a música moderna acabou se tornando mais homogênea.

 

  • Fazendo uma espécie de divulgação antecipada do show que fará na Irlanda com seu atual grupo, o The Light, em 31 de março deste ano, Peter Hook, o ex-baixista, concedeu uma entrevista ao The Irish News há poucos dias. O bate-papo com o entrevistador basicamente girou em torno de dois clássicos do New Order, os álbuns Low Life (1985) e Brotherhood (1986), que serão tocados ao vivo na íntegra na Irlanda (show que, inclusive, já passou por São Paulo em 2014). Todavia, Hook foi perguntado sobre seu livro de memórias do New Order, Power, Corruption and Lies, que estava previsto para ser lançado no ano passado. Segundo o baixista, estima-se que talvez seja publicado em outubro deste ano e que o livro terá mais de 1.000 páginas, com direito a minuciosos detalhes. Apesar da extensão da obra, Hook ainda teve que atender a uma lista de cortes feita pelo seu advogado, para evitar transtornos judiciais futuros, haja vista que ele e os ex-colegas de banda vêm travando batalhas nos tribunais envolvendo os negócios  e distribuição de royalties em torno do uso do nome New Order. Mas o rancoroso bass hero deu suas escorregadelas: disse que o New Order deixou de tocar “Sunrise” ao vivo porque o vocalista Bernard Sumner estava sempre insatisfeito com as partes de guitarra de Gillian Gilbert (mas quem tocava guitarra nessa era Bernard, enquanto Gillian fazia as partes de teclado) e que Sumner “condensou 30 anos de New Order em 100 páginas – em 60 delas me chama de cretino” em sua auto-biografia (sendo que, na verdade, o tema da crise com Peter Hook não ocupa mais do que sete ou oito páginas). Fãs, atenção: há de se ler o livro do Hooky (quando ele sair) com muito critério.

 

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REVIEW | Avaliamos o novo “Substance” do Joy Division (2xLP 180g + CD)

substancelpAs novas edições em vinis de 180 gramas com áudio remasterizado dos álbuns do Joy Division deram as caras nas lojas (lá fora) no finzinho do mês passado. Até aí, mais do mesmo: Unknown Pleasures (1979), Closer (1980) e Still (1981) já haviam sido reeditados em LP circa 2007A novidade desta vez foi a inclusão de Substance (1988) no pacote. E mais: o disco, uma coletânea de singles, foi transformado em álbum duplo. No video review abaixo, comentamos o “novo” rebento, também relançado em CD.

Errata do vídeo: ao contrário do que foi dito no video review, a faixa “Autosuggestion” sempre foi a #4 (e nunca esteve em outro lugar senão esse).


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NEWS | New Order terá relançamentos em setembro e outubro

CAE7BC47-251E-4A63-9AAE-6DDE5D7AD65AOs fãs do New Order não serão brindados apenas como um novo álbum – Music Complete – este ano. Por causa, provavelmente, da assinatura do contrato com a Universal Music Publishing, que passou a administrar o catálogo da banda anterior ao seu atual relacionamento com a Mute Records, antigos itens de sua discografia voltarão para as prateleiras “repaginados”.

O primeiro deles é a coletânea Singles. Lançada originalmente como um CD duplo em 2005, sua proposta era ser um contraponto ao clássico Substance, de 1987: enquanto este continha versões extended e remixes lançados originalmente em bolachas de 12″, formato ideal para os nightclubs, aquele trazia gravações editadas ou album versions, mais apropriadas para veiculação em rádio e TV, sendo que muitas delas tinham saído nos velhos discos compactos (7″). A reedição, além de trazer todas as faixas remasterizadas, terá “I’ll Stay With You” – do álbum Lost Sirens (2013) – como faixa bônus e será lançado também na forma de um box set com quatro LP’s de 180 gramas. A edição em CD será lançada no dia 18 de setembro, enquanto que a caixa com quatro vinis só sairá no dia 16 de outubro.

Outras peças fora de catálogo que serão reeditadas são as versões em vinil dos três álbuns que o New Order gravou pela London Records: Republic (1993), Get Ready (2001) e Waiting for the Sirens’ Call (2005). Com lançamento agendado para a mesma data de Music Complete, dia 25 de setembro, essas três reedições também virão com áudio remasterizado em bolachões de 180 gramas. Os tracklists, por sua vez, foram mantidos idênticos aos originais.

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