REVIEW | “Music Complete: Remix EP”

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Mais do mesmo… Music Complete: Remix EP

No último dia 07 de abril o New Order divulgou através de suas redes sociais o lançamento de um novo EP com remixes de cinco faixas de seu último trabalho de estúdio, o álbum Music Complete. Sob o título Music Complete: Remix EP, o novo título foi disponibilizado apenas no formato streaming (Spotify e You Tube) e digital music download para clientes da Apple Store. O “disco” teria sido lançado como parte da campanha de divulgacão da próxima tour pelos Estados Unidos, que começará no dia 13 de abril, em Nova Iorque, e que contará também com uma participação no festival Coachella. Não há informações sobre algum eventual lançamento em formato físico do EP (e nosso “radar” não detectou ainda a existência de algum CD promo exclusivo).

Em sua divulgação direta via Twitter e Instagram, os fãs são informados que Music Complete: Remix EP contém remixes “raros e inéditos”, mas há um pouco de “exagero” nisso. De inédito, “People on the High Line (Purple Disco Machine Remix)”, com sua pegada house, assinado pela dupla alemã Purple Disco Machine, e “Academic (Mark Reeder’s Akademix)”, do produtor Mark Reeder, um amigo e colaborador de longa data do New Order. Os três remixes restantes não são necessariamente “raros”, como veremos a seguir.

“The Game (Mark Reeder Spielt Mit Version)”, também produzido por Reeder, já havia sido lançado no ano passado em sua forma editada na coletânea A Symbol of Cosmic Order, da gravadora dinamarquesa Stella Polaris (existem rumores de que os remixes do Mark Reeder nesse novo EP podem reaparecer em uma nova coletânea do produtor em breve). Por sua vez, “Tutti Frutti (Takkyu Ishino Remix)” já era conhecido por ter sido incluído na versão japonesa do vinil de 12″ e, também, na caixa Wrapping Cloth ‘Furoshiki’ Box Set de Music Complete (também lançada exclusivamente no Japão e comentada aqui no blog). “Restless (Agoria Dub)”, de Sébastien Devaud, além de também fazer parte da mesma caixa editada na Terra do Sol Nascente, chegou a ser disponibilizada pelo site DirrtyRemixes.

De um modo geral, os remixes escolhidos para compor o EP são muito bons – com exceção, talvez, de “People on the High Line”. Todavia, a questão é: qual o senso de propósito desse lançamento? De 2015 para cá temos visto um bocado de remixes de Music Complete por aí, para todos os gostos, bolsos e formatos. Seria muito mais interessante, por exemplo, que o anunciado disco ao vivo NOMC15 viesse acompanhado de um respectivo DVD ou Blu-Ray, por exemplo, ou que os concertos na Opera House de Sidney com a Australian Chamber Orchestra ganhassem um lançamento caprichado. Será que realmente um EP de remixes lançado via streaming vai ajudar a vender mais ingressos de uma meia dúzia de shows nos EUA?

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REVIEW | “People on the High Line” (7″ shaped picture disc)

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“People on the High Line”: agora em versão shaped picture disc de 7″

Se tem uma coisa da qual fã nenhum do New Order pode reclamar é da maneira como a Mute Records vem promovendo o álbum Music Complete, lançado no ano passado. A gravadora comandada por Daniel Miller empregou distintas estratégias promocionais nessa empreitada: os snippets do Twitter com trechinhos das músicas (e que funcionavam como teasers do CD), diversas versões do disco para diferentes gostos e bolsos (inclusive um mega-luxuoso box set de oito discos de vinil coloridos!), quatro singles, lançamento de faixas avulsas em formato digital aberto para o público bolar seus próprios remixes, concurso para vídeo promocional com prêmio em dinheiro… A última novidade é um shaped picture disc de sete polegadas do mais recente single, “People on the High Line”.

Lançado no dia 14 de outubro, ou seja, pouco mais de um mês depois que os outros formatos físicos saíram, o shaped picture disc de “People on the High Line” veio a ser o primeiro e, até este momento, único lançamento do gênero da carreira do New Order. O disquinho foi cortado tendo como molde a figura usada na capa da edição em vinil de 12″, que remete a um motivo da tapeçaria TudorEsse mesmo motivo, além daquele usado na capa da versão em CD, apareceram primeiro no etched vinyl da caixa Music Complete: Deluxe Vinyl Box Set. Aliás, vale relembrar que o conceito por trás do artwork do último LP teve inspiração Tudor: do enxaimel à tapeçaria.

Voltando ao picture disc… trata-se de uma edição limitada em 2.000 cópias numeradas. O humilde autor deste blog ficou surpreso por ter se tornado proprietário de uma das cinquenta primeiras cópias: a que chegou na minha caixa de correio veio com o número 45. Foi um golpe de sorte, uma vez que ao encomendar o disco na pré-venda não era possível escolher o número da cópia. Recebi comments de seguidores do Instagram do blog que me disseram que compraram os seus em lojas físicas (na Inglaterra) bem no dia do lançamento e obtiveram números como 1.225 ou 1.605. O exemplar que aparece no site dedicado ao designer Peter Saville – e que ilustra o comecinho deste post – é o de número 311. Como eu disse, tive sorte.

Esse shaped picture disc de “People on the High Line” é a única edição a trazer as versões edit da mixagem original (e, por essa razão, é a que foi usada no vídeo promocional) e do “Claptone Remix” (aproveitada em um vídeo promocional oficial alternativo). Mas o disco inclui um código para que se possa baixar um “pacote” de remixes: os dois do vinil e outros cinco, totalizando sete. Ponto a favor, é claro. Até porque, como é de praxe em picture discs, o som não chega a ser lá essas coisas – e dá para notar um discreto “chiado”. Em geral, esses discos são bonitos, mas ordinários…

Porém, como item de colecionador, ele faz bonito. E há de se convir que Peter Saville e seu parceiro, Paul Hetherington, realmente vêm caprichando nos artworks de Music Complete e seus singles.

Até este momento, não há qualquer indício de que teremos um quinto single saído de Music Complete, álbum cujo “ciclo” aparenta estar chegando ao fim. Para quem curte e coleciona, valeu a pena: além do álbum ser bom, ele originou vários itens bem legais de se ter.

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NEWS | Agora é oficialíssimo: New Order fará apresentação única em São Paulo

14359173_1143696022364763_5547020002201229780_nComo diz o ditado: “onde há fumaça, há fogo”. Sites como Popload (do jornalista Lúcio Ribeiro) e Midiorama publicaram há pouco que o New Order virá, sim, ao Brasil em dezembro deste ano. Após a confirmação dos concertos em Santigado (Chile, dia 04/12) e Bogotá (Colômbia, 07/12, como atração do festival Sónar), chegou a vez de São Paulo aparecer no roteiro. O show está marcado para o dia 01 de dezembro no Espaço das Américas e terá o DJ Gui Boratto na abertura. O show do New Order faz parte do “projeto” Live Music Rocks, dedicado a trazer para o Brasil nomes importantes da música. Dentre os que já vieram pela plataforma, destacam-se Morrissey, Kiss, The Cure e Noel Gallagher. Os patrocinadores são a SKY e Budweiser. Os ingressos começarão a ser vendidos no dia 14 de outubro no site Livepass.com.br. O show do New Order coincidirá com a apresentação da banda solo do ex-baixista Peter Hook, o The Light, no Teatro Rival, Rio de Janeiro. Já que os cariocas não terão o New Order mais uma vez, fica o dilema: ver Peter Hook ou pegar um avião para São Paulo. Santa Escolha, Batman!

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REVIEW | Fritz von Runte remixa “Music Complete”

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DJ Fritz Von Runte remixou Music Complete

Uma das grandes novidades desta semana foi o lançamento de um novo pack de remixes do último álbum do New Order. Intitulado Music Remixed, essa nova versão do (excelente) disco lançado pela banda há um ano é assinada pelo DJ Fritz von Runte e está disponível para download gratuito. Não se trata de aventura mambembe. Ao contrário, por exemplo, de uma versão fake de Music Complete só com versões radio edit (encurtadas) que vazou na internet pouquíssimo tempo depois do CD ter sido lançado, Music Remixed tem pinta de ser um “produto autorizado”. Ritz von Runte literalmente recriou/reinterpretou todas as músicas – e ficou tão bem feito que soa como ele tivesse tido acesso a cópias das fitas multitrack originais. Entretanto, em suas mídias sociais, o New Order não se pronunciou sobre o “lançamento”.

Mas antes de compartilharmos com o leitor do blog nossas impressões sobre Music Remixed, falaremos um pouco sobre Fritz von Runte. Ele é DJ/produtor há vinte anos e iniciou sua carreira no Rio de Janeiro. Hoje ele está radicado em Manchester (coincidência?) e já provocu algum barulho quando lançou, em 2011, um álbum só de remixes de David Bowie chamado Bowie 2001 e no qual recheou as músicas com samples saídos do clássico de Stanley Kubrick 2001: Uma Odisseia no Espaço. No ano anterior, ele lançou pela gravadora 24 Hour Service Station um EP chamado Fritz von Runte versus Freebass Redesign, no qual apresenta seus remixes para quatro faixas do Freebass, o fracassado power trio de baixistas capitaneado por Peter Hook.

Ao sair à procura de Music Remixed, não espere por algo parecido com Complete Music, o álbum oficial de remixes de Music Complete lançado pela Mute em maio deste ano. Fritz von Runte fez juz à sua reputação e optou por recriar de modo drástico todas as músicas, conservando poucas partes das versões originais (sem contar os vocais, evidentemente). Até mesmo o título das músicas ele mudou. Mas o resultado, como é de se esperar em discos só de remixes, é irregular – é impossível gostar de Music Remixed por inteiro. Mas, como já se esperava, ele tem (sim!) seus bons momentos.

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Capa de Music Remixed

O remix de “Tutti Frutti”, intitulado “Synthetic Fun”, é um exemplo. A versão de von Runte faz a canção voltar no tempo até os anos oitenta e ficar com um clima meio post disco. De alguma forma fez sentido. “Stray Dog”, o “poema musicado” com a participação de Iggy Pop, passou a se chamar “Bachelor in Paradise” e, aqui, surpreende ainda mais: a voz do ex-Stooge, que parece saída das sombras, se encaixou com perfeição com a batida e o groove – e o que passamos a ter é um rap meio esquisitão, mas delicioso. Já “Academic”, ou melhor, “Hip, Hot and 21”, é o momento “épico” do disco: é o remix mais longo (13’12”) e ambicioso do pacote. Ele transita entre o ambient e o trip hop. Mas consigo imaginar os fãs ardorosos da canção chamarem a reinvenção proposta por Fritz de “sacrilégio”. Na verdade, diríamos que é um dos pontos altos de Music Remixed ao lado de “Here Comes the Hard Pack”, a robótica releitura de “Unlearn This Hatred” (colaboração entre o New Order e Tom Rowlands, dos Chemical Brothers).

Na categoria “dão para o gasto”, temos “Perfect Timing” (“Restless”), “Play Safe, Lose Out” (“Nothing But a Fool”), “Homeless Vehicle” (“The Game”) e “This Was Tomorrow” (“Singularity”). Esqueçam “Nine Swimming Pools” (“Superheated”) e “Tasteful Rubbish Is Still Rubbish” (“People On the High Line”). E no quesito “quase lá”, ficamos com “I Love Plastic” (“Plastic”).

O problema geral com Music Remixed, contudo, é que ele não consegue acompanhar “em alma” o álbum original. Apesar da melancolia sempre presente em todos os discos do New Order, com Music Complete a banda voltou para a balada e para as pistas – sua habitual maneira de exorcisar demônios. O resultado é um CD mais eletrônico que os três anteriores e, também, mais pop, mais upbeat. Por outro lado, na releitura de Fritz Von Runte, predomina um som mais lento, uma espécie de downtempo “cansado”. Apesar de algumas sacadas legais aqui e ali, como um todo Music Remixed parece ir para um lugar diferente: o lounge.

Uma pequena amostra em vídeo desse trabalho – “Synthetic Fun” / “Tutti Frutti” – pode ser conferida no You Tube, vejam a seguir:

 

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NEWS | People on the High Line: vendas “bombaram” no primeiro dia

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“People on the High Line”: vendas indo bem logo no primeiro dia

Como são as coisas: quando o New Order e sua atual gravadora, a Mute Records, anunciaram que “People on the High Line” seria o quarto single do álbum Music Complete, lançado há quase um ano, muita gente reclamou. Mesmo quem gostava da faixa (este blog, por exemplo, chegou a citá-la como um dos destaques do disco na resenha que foi publicada aqui) achava que ela não era a melhor escolha. Havia muitas apostas para “Plastic”, enquanto “Academic” tinha um imenso fã-clube fazendo torcida por ela. Bernard Sumner chegou a declarar, em um entrevista logo após o lançamento do disco, que “People on the High Line” era uma de suas favoritas para virar single, mas que a banda havia rejeitado sua indicação. Por isso, ninguem entendeu muito bem porque, “de repente”, eles resolveram mudar de ideia. Mas o fato é que, na prática, a escolha parece ter sido muito acertada: “High Line” literalmente “bombou” no seu lançamento – e o vídeo promocional, que será escolhido em um concurso, sequer foi lançado ainda!

No site Mutebank, lojinha virtual da Mute Records, o bundle (pacote) promocional com vinil 12″ e CD pelo preço camarada de £ 13 esgotou no mesmo dia; aliás, não há mais uma cópia sequer em CD para contar história (todas já se esgotaram) e o site agora aguarda a reposição dos estoques do vinil. O estoque da Amazon britânica também evaporou em poucas horas e até o momento em que escrevo estas linhas apenas um de seus vendedores parceiros/associados possuía cópias disponíveis – e as estava vendendo por extorsivas £ 11 (o CD) e £ 22 (vinil de 12″). Por sorte, consegui encomendá-los por £ 6 e £ 8, respectivamente, no site da Norman Records, mas ainda assim terei que aguardar a reposição do estoque dos vinis (só o CD estava disponível para pronta entrega).

E isso porque ninguem gostou da escolha de “People on the High Line” como novo single…

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REVIEW | “Music Complete (Wrapping Cloth ‘Furoshiki’ Box Set)”

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O “Music Complete” da terra (e dos tempos?) de Ultraman

Recentemente, o último álbum do New Order ganhou no Japão uma nova edição em uma bela (e um tanto quanto exótica) caixa. Intitulada Wrapping Cloth Box Set, essa última versão do disco Music Complete lançada na Terra do Sol Nascente pela Traffic Records (que representa a banda para o selo Mute no Japão) foi especialmente criada para promover a passagem do New Order pelo país do National Kid e do Ultraman em maio deste ano. Originalmente, essa edição havia sido planejada para ser distribuída/comercializada exclusivamente nos shows que o grupo faria nos dias 25 e 27 na capital japonesa (o local foi o Shinkiba Studio Coast). Entretanto, por motivos não explicados, a Traffic, aos poucos, expandiu o mercado: disponibilizou cópias para um evento para convidados (e com participação do New Order) em Shibuya; em seguida, colocou-as a venda na Tower Records Japan; e, finalmente, “liberou geral”. Ainda assim, trata-se de uma edição limitada – mas o número total de cópias não foi divulgado.

Se você achou a edição Deluxe Vinyl Box Set, com nada menos que oito discos de vinil coloridos, “extravagante”, prepare-se agora: Wrapping Cloth Box Set contém o álbum Music Complete no formato cassete (isso mesmo, você não leu errado!), acompanhado dos seus três primeiros singles – “Restless”, “Tutti Frutti” e “Singularity” – em CD; e para adicionar um “charme especial”, a caixa, que é no estilo clamshell, vem dentro de um furoshiki, isto é, uma espécie de “embrulho” tradicional que os japoneses fazem com panos (nesse caso, o que foi usado traz a capa de Music Complete estampada nele). Eis então o primeiro ponto forte dessa nova edição: o designer Peter Saville conseguiu, com maestria, produzir uma das melhores recriações de seu próprio trabalho, desta vez adaptando-o à cultura do país do lançamento – o que quer dizer que é como se os japoneses estivessem recebendo do New Order e de seu artista gráfico um presente segundo seus próprios costumes. Genial.

Mas por que Music Complete em cassete? Estaríamos, após a “volta do vinil”, ante os primeiros lampejos de um possível revival das fitinhas? Bom, talvez não seja bem isso. Este blog tem seu próprio palpite – ou melhor, sua própria teoria. É provável que o verdadeiro objetivo da caixa seja vender, sob forma de um pacote atraente, os CDs singles. Vamos aos fatos: o compact disc laser, formato de mídia digital criado pela Philips e pela Sony no comecinho da década de 1980, está em crise. No Japão, a queda nas vendas impactou a produção. Entre 2001 e 2011, por exemplo, houve uma redução de cerca de 40% na produção japonesa de discos laser de áudio (dados divulgados pela agência de notícias EFE). Quando o assunto são singles, a “encrenca” é maior. As gravadoras ainda os lançam por questões pro forma, como no caso dos álbuns, mas vendem muito, muito pouco (apesar de serem bem baratos). Tanto que hoje em dia os downloads, os streamings e até mesmo os vinis contribuem bem mais para colocar um single nas paradas que os CDs. Provavelmente, essa Wrapping Cloth Box Set foi a estratégia encontrada pela Traffic Records não somente para divulgar os shows do New Order no Japão, mas também para assegurar a venda, “numa tacada só”, em um luxuoso bundle, de três CDs singles. O álbum Music Complete seria, na verdade, somente uma “isca”, um golpe de marketing; e na compra de um box set com três discos o fã levaria como um “brinde” ou “mimo” a fita, um objeto vintage de função quase “decorativa” e cujo verdadeiro significado seria simbólico ou afetivo.

Prestando bem a atenção nos disquinhos da caixa, os fãs e colecionadores perceberão que há (sutis) motivos para encomendá-la que não seja apenas seu belíssimo visual, além do tal “brinde”. Os CDs possuem remixes que NÃO fazem parte dos tracklists de seus correspondentes ocidentais. “Tutti Frutti”, por exemplo, inclui a versão “Takkyu Ishino Remix”, outrora disponível apenas no 12” japonês, e “Tom Rowlands Remix”, usado como B-side do “Singularity” europeu; também é o caso do “Agoria Dub” de “Restless”, que só era conhecido por um lançamento não oficial no site DirrtyRemixes; e “JS Zeiter Remix Instrumental”, este totalmente inédito em qualquer edição de “Singularity” (não confundir com “JS Zeiter Dub”, pois são remixes diferentes). Provavelmente a Traffic Records “liberou” a venda desse box ao perceber que haveria interesse dos fãs de fora do Japão em comprá-lo para obter essas “exclusividades” das edições nipônicas.

De um modo geral, é um belo item/pacote. Contudo, ele possui pontos positivos que são, ao mesmo tempo, negativos. O primeiro deles é com relação ao visual: é bem verdade que a ideia da caixa vir embalada num furoshiki é brilhante, mas é preciso desembrulhá-la com atenção, procurando observar bem como foram feitos a dobradura e o laço que arremata no final, caso contrário não será possível fechá-la / reembalá-la exatamente da mesma maneira, o que pode comprometer sua apresentação – em outras palavras, é tudo muito bonito, mas dá um trabalhão danado! Além disso, até não é uma má ideia, se a suposição do blog estiver correta, fazer do cassete de Music Complete mais um “presente” ou “brinde” que objeto principal; todavia, uma vez que hoje em dia poucos no mundo possuem tape decks em operação para poder, eventualmente, realizar o fetiche de ouvir o New Order do século XXI em uma fita, era de se esperar que, seguindo o exemplo das edições em vinil, houvesse um cartão com um código para que se possa baixar o álbum em formato digital – sem isso, é preciso ter, obrigatoriamente, o disco em outra mídia. Da versão digital de Music Complete, foram incluídos no box set apenas o booklet do CD e um livreto que costuma acompanhar a maior parte das edições japonesas e que contém as letras das músicas em dois idiomas: inglês e japonês.

Pode-se supor que com Deluxe Vinyl Box Set e Complete Music, esse Wrapping Cloth “Furoshiki” Box Set deve concluir a série de edições de luxo / especiais do álbum Music Complete. Com a atual crise da indústria fonográfica, expressa principalmente na queda nas vendas de CDs, os produtos premium ou deluxe, orientados para fãs e colecionadores, ainda que sejam caros e se limitem a um número mais reduzido de cópias, costumam se salvar – e a razão disso é porque oferecem ao consumidor uma experiência que não se restringe apenas à música. Muitas vezes, são praticamente objetos de arte. De uma certa maneira, o New Order foi pioneiro nisso ao apresentar seus discos com capas inteligentes desde a década de 1980. Uma característica que, pelo visto, a banda não perdeu.

O blog aproveita a ocasião para agradecer ao amigo Marcelo Danno, outro grande fã do New Order, pela ajuda transoceânica na aquisição da caixa. Isso mostra que New Order BR FAC 553 vem cumprindo seu papel de aproximar os aficcionados por essa que é uma das bandas mais importantes e influentes de sua geração.

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NEWS | Beatport solta remix de novo single do New Order

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Capa de “People on the High Line”

Saiu do forno hoje: o site de compra on line de música eletrônica Beatport acaba de lançar um digital single remix exclusivo (e oficial) de “People on the High Line”, que como já dissemos por aqui foi a escolhida para ser a quarta música de trabalho do último álbum do New Order, Music Complete. A faixa se chama “People on the High Line (Claptone Remix)” e leva a assinatura, como o próprio título já denuncia, do DJ alemão Claptone. O download pode ser feito às expensas de módicos U$ 2,49 (algo em torno de R$ 8,50), mas há um snippet de dois minutos para dar uma conferidinha no som antes de colocar a faixa no “carrinho”. O digital single possui até uma arte (foto), que deverá vir a ser a capa do single físico também (com variações, como de costume). A imagem da “capa virtual” é uma versão moderna de uma Tudor Rose, motivo floral típico da tapeçaria Tudor; o mesmo símbolo aparece gravado no “lado B” do vinil preto da edição Deluxe Vinyl Box Set de Music Complete.

Mais detalhes AQUI.

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