NEWS | New Order: o que vem por aí

Picture1O New Order anunciou hoje em suas redes sociais e, também, em seu site oficial que lançará lá fora no dia 30 de novembro (mesmo dia em que o grupo se apresentará em Uberlândia, no Triângulo Mineiro) uma inédita edição em vinil da coletânea Total: From Joy Division to New Order. O disco foi lançado originalmente em CD em 2011 e se diferenciou dos demais álbuns compilatórios da banda por incluir também faixas do Joy Division. Além disso, na época em que foi lançado Total trazia a público pela primeira vez uma das sobras de estúdio de Waiting for the Sirens’ Call (2005), a canção “Hellbent”.

Outra boa novidade é que o livro de memórias do baterista Stephen Morris já tem título, capa e data lançamento divulgados. De acordo com a Amazon britânica, Record Play Pause está previsto para sair em fevereiro do ano que vem. A edição capa dura tem preço de lançamento estimado em £16 (aproximadamente R$ 77, sem contar despesas de envio). A editora que lançará o livro é a Constable. O texto de descrição da Amazon (em tradução livre) diz assim:

“O livro de Stephen Morris não será aquela típica autobiografia que normalmente tende a ser recheada de malícia porém pobre em matéria de música. Parte memórias, parte história auditiva, será um texto híbrido na voz irônica e espirituosa de Stephen, uma narrativa dupla sobre o que é crescer no noroeste da Inglaterra nos anos 1970 e sobre como a música realmente funciona. Ele também explorará o que é fazer parte de uma banda mítica e também a ideia de como você se torna o que você é.” 

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Nós aqui do blog diremos o seguinte: agora só falta o livro da Gillian Gilbert…

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REVIEW | “New Order: Decades”, um documentário com poucas surpresas

no-920x584No dia 22 de setembro, o canal Sky Arts exibiu na Inglaterra o documentário New Order: Decades. Dirigido por Mike Christie (um premiado diretor de documentários para TV paga) e produzido pela Caravan Productions especialmente para o canal, Decades explora o processo de criação do show So It Goes – uma série de cinco concertos produzidos originalmente para a edição do ano passado do Festival Internacional de Manchester através de uma parceria entre o New Order, o maestro Joe Duddell e o artista visual Liam Gillick e que foram reapresentados em versão levemente estendida em Turim (Itália) e Viena (Áustria) em maio deste ano. O conceito original por trás de So It Goes era o seguinte: o New Order apresentaria em um palco especialmente desenhado (e construído nos antigos estúdios da Granada TV) doze canções de seu vasto catálogo escolhidas dentre aquelas raramente tocadas ao vivo (hits como “Blue Monday” ficariam de fora), na companhia de uma “orquestra de sintetizadores” formada por doze estudantes da Royal Northern School of Music (regidos por Duddell) e com efeitos visuais projetados por Gillick. Além de falar do processo criativo colaborativo, Decades perpassa também um pouco da história da banda e traz algumas performances registradas em Viena.

A escolha dos estúdios da extinta Granada TV (uma emissora de televisão sediada em Manchester) para a realização dos cinco concertos originais não foi aleatória. Naquele mesmíssimo local a banda, ainda como Joy Division, fez sua primeira aparição na tevê. Foi no programa Granada Reports, apresentado pelo repórter televisivo Tony Wilson (1950-2007), em 20 de setembro de 1978. Mais tarde Wilson os assinaria com sua gravadora, a Factory Records – e o resto é história. O documentário começa seis semanas antes do primeiro concerto, com a banda voltando às instalações da Granada TV e contando como tudo aconteceu naquele já longínquo setembro de 78. Há, inclusive, uma cena inusitada: nas paredes dos estúdios se lê “Love Will Tear Us Apart, September 20 1978, Joy Division TV debut”, mas o vocalista e guitarrista do New Order, Bernard Sumner, adverte que existe um erro ali – e com a palavra passada ao baterista Stephen Morris, o público descobre que, em vez de “Love Will Tear Us Apart”, foi “Shadowplay” o tema tocado pelo JD em sua estreia na televisão.

Mas isso não chega a ser novidade alguma para fãs de longa data (inclusive o vídeo está disponível no You Tube). Aliás, toda vez que Decades revisita a biografia da banda praticamente nada é acrescentado ao que já se sabe sobre o New Order. De inédito mesmo temos maiores explicações de como o show foi desenvolvido em termos técnico-musicais. Cada uma das canções escolhidas foi “desmontada”, com a devida separação de suas micropartes, e estas foram rearranjadas por Duddell para que pudessem ser tocadas, cada uma, exclusivamente por um único músico. O resultado foi o seguinte: partes originalmente sequenciadas ou programadas seriam executadas 100% ao vivo. Isso mesmo: no sequencers. Além disso, foi ideia de Sumner a construção de uma estrutura atrás da banda para abrigar a “orquestra de sintetizadores” que lembrasse uma parede e, dessa forma, evocar a ideia de um wall of sound. Esses detalhes são, pelo menos para o fã mais geek, preciosos, assim como as cenas de ensaios, com destaque para uma filmada em Cheshire, no estúdio caseiro de Morris, e na qual o New Order toca uma vibrante versão de “Disorder”, do Joy Division.

Mas o que dá água na boca mesmo são cinco performances completas registradas no Museums Quartier, em Viena, durante o Wien Festwochen 2018: “Plastic”, “Sub-Culture”, “Bizarre Love Triangle”, “Your Silent Face” e “Decades” (Joy Division). Dito de outra forma, o melhor de Decades é quando as palavras são deixadas temporariamente de lado para dar lugar à ação. Com essas amostras é possível vislumbrar como tudo funciona (bem) na prática. O problema é que quando se chega ao final de Decades é impossível não ficar com a sensação de que teria sido bem melhor se a produção fosse um film concert com o show completo em vez de um documentário com poucas surpresas. Todavia, não há informações sobre um eventual lançamento da íntegra do concerto, nem a respeito de quando a Sky pretende exibir o documentário para seus assinantes no Brasil.

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REVIEW | “AfterParty” (ShadowParty remix EP)

027ede03106bab00c49dd3a889b5b371No embalo de uma mini-turnê compreendida entre os dias 08 e 15 de setembro, o ShadowParty, banda / projeto paralelo de integrantes do New Order (Phil Cunningham e Tom Chapman) e do Devo (Josh Hager e Jeff Friedl), lançou recentemente nos formatos streaming e digital download um EP chamado AfterParty que contém remixes de duas faixas de seu álbum de estreia lançado em julho deste ano: “Reverse the Curse” e “Present Tense”.

O lançamento foi puxado por uma premiére do remix que Gillian Gilbert e Stephen Morris, do New Order, fizeram para “Reverse the Curse” assinando como The Other Two (projeto paralelo de Gilbert e Morris nascido nos anos 1990). A divulgação em primeira mão do remix do The Other Two foi feita pela Clash Magazine em seu site na última sexta-feira, dia 07 de setembro. Recentemente, a dupla falou de sua colaboração com o ShadowParty em entrevista concedida durante o Festival N6, em Portmeirion.

Em uma primeira e apressada audição, o remix não impressionou muito, não. Todavia, a remistura do The Other Two cresce a cada nova tentativa. Mas quem acertou a mão mesmo em “Reverse the Curse” foi o A Certain Ratio – em vez de um remix propriamente dito, a banda gravou um arranjo totalmente novo, com destaque para a bateria cheia de swing de Donald “Dojo” Johnson. O problema é que quando entram os vocais de Denise Johnson (irmã de Donald, vocalista do ACR e convidada especial no álbum do ShadowParty) parece que estamos ouvindo, na verdade, um novo (e ótimo) single do A Certain Ratio.

Já o último dos três remixes de “Reverse the Curse” é de autoria de Derek Miller, produtor e DJ conhecido também pela alcunha Outernationale – e que já lançou um bom EP de regravações e remixes de músicas do Joy Division chamado Atmosphere lançado pela Haçienda Records (gravadora de propriedade de Peter Hook) e que conta com Paul Haig (ex-Josef K) nos vocais. Mas voltando ao remix… a releitura de Miller / Outernationale é tão recomendável quanto seu EP-tributo ao JD.

Sobre os dois remixes de “Present Tense” em AfterParty… O primeiro, que atende pelo nome “Stereotype Remix”, é feito sob medida para embalos de sábado à noite, sendo, portanto, o mais dançante entre todos do EP. Todavia, é o remix mais “comum” e no qual transbordam os clichês das pistas. A outra versão, que atende por “Beg, Steal or Borrow Remix”, segue uma linha muito próxima, mas tem um clima  mais “viajante” e, por essa razão, oferece uma perspectiva um pouco melhor.

O saldo geral é bastante positivo. Não é nada com pinta de alta rotação no smartphone, entretanto AfterParty nos arranca mais sorrisos de aprovação do que o álbum epônimo de estreia. O que em outras palavras quer dizer que, neste caso, os remixes funcionam melhor que as versões originais. Vale destacar que não há previsão de lançamento do EP em um versão física. Talvez nem precise.

Ouça o EP completo no Spotify.

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NEWS| New Order volta ao Brasil em novembro

assetE lá vamos nós de novo! Após a divulgação de um show na capital chilena no dia 21 de novembro, os fãs brasileiros do New Order cruzaram os dedos à espera de uma ou mais datas em solo tupiniquim. E as preces foram atendidas: em suas páginas nas redes sociais, a Move Produções confirmou a vinda da banda para a realização de três shows entre 28/11 e 02/12.

No anúncio, duas novidades: o New Order tocará pela primeira vez em Curitiba, no espaço Live (pegando a última data), e, também, em Uberlândia, no coração do Triângulo Mineiro (!), em concerto que se realizará no dia 30 de novembro na Arena Multiuso Presidente Tancredo Neves, mais popularmente conhecida como “Ginásio Sabiazinho”. Em São Paulo, a banda reprisa no Espaço das Américas (onde se apresentou pela última vez no Brasil, em 2016) no dia 28 de novembro, uma quarta-feira. E vale lembrar que em outubro tem Peter Hook & The Light, também em São Paulo.

Neste exato momento, o New Order está excursionando pela América do Norte; e no meio dessa turnê e da passagem pela América do Sul, Phil Cunningham (guitarra e teclados) e Tom Chapman (baixo, substituto de Peter Hook desde 2011) se licenciarão temporariamente para uma pequena série de shows de seu projeto paralelo, o ShadowParty (cujo disco de estreia resenhamos no post passado).

A seguir, um provável set list para os shows no Brasil*:

Singularity
Regret
Ultraviolence
Crystal
Restless
Your Silent Face
Superheated
Tutti Frutti
Sub-Culture
Bizarre Love Triangle
Vanishing Point
Waiting for the Sirens’ Call
Plastic
The Perfect Kiss
True Faith
Blue Monday
Temptation
Atmosphere (encore)
Decades (encore)
Love Will Tear Us Apart (encore)

(*) Set list do show do dia 23 de agosto de 2018, Palace Theatre, St. Paul, Minesotta (EUA).

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REVIEW |CD de estreia do ShadowParty (New Order + Devo)

SharedImage-81403O que acontece quando bandas veteranas e bem sucedidas resolvem dar um break nas suas atividades? A resposta é simples: seus integrantes continuam produzindo música e fazendo shows em projetos solo ou em parceria com outros músicos.

É bem esse o caso dessa turma que se juntou para formar um novo grupo. Phil Cunningham (guitarra, teclados) e Tom Chapman (baixo), ambos do New Order, resolveram unir forças com Josh Hager (guitarra, teclados) e Jeff Friedl (bateria), que tocam no Devo. Dessa união nasceu o ShadowParty. Em comum entre as duas duplas está o fato de serem incorporações recentes em suas respectivas bandas (se bem que, no caso de Cunningham, lá se vão dezessete anos com o New Order, primeiro como músico contratado e, depois, como membro efetivo).

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Se você espera que o som do ShadowParty seja uma mistura de New Order com Devo, é melhor deixar para lá tal expectativa. Se por um lado a banda compartilha com essas formações das antigas o gosto pela mistura entre rock e música eletrônica, cabe dizer que o ShadowParty, musicalmente falando, está mais para o N.O. do que para o Devo. Aliás, a sombra do New Order paira sobre o auto-intitulado álbum de estreia de diversas maneiras. O disco (cuja versão em vinil tem uma “capa-raspadinha” que esconde uma mensagem em código) acaba de ser lançada pela Mute Records, atual etiqueta do combo de Manchester. E não para por aí: na lista de convidados especiais, temos a cantora Denise Johnson (A Certain Ratio, Primal Scream) e o maestro e arranjador Joe Duddell, e ambos ostentam currículos como colaboradores do New Order.

Outra presença ilustre no disco – e que nada tem a ver com o New Order desta vez – é o guitarrista Nick McCabe, ex-The Verve. Cabe aqui deixar bem claro que McCabe não faz parte oficialmente do ShadowParty, entretanto a imprensa gringa vem escrevendo sobre eles como se fossem um “supergrupo” formado por músicos do Devo, do New Order e, também, do Verve, o que, além de incorreto, parece coisa de jornalismo marrom.

E o disco? É bom? A mesma imprensa lá de fora vem fazendo elogios ao álbum. De nossa parte aqui do blog, o que temos a dizer é: não está com essa bola toda, não. É um disco bastante irregular e desequilibrado. As faixas “Celebrate” e “Present Tense” até foram escolhas acertadas para singles, mas fora essas duas é bem difícil pinçar uma terceira que cumpra bem esse papel. Há bons momentos aqui e ali, como em “Reverse the Curve”, “Vowel Movement” e “The Valley”; medianos como “Sooner or Later”; descartáveis como “Truth” e “Taking Over”; e sonolentos como “Marigold” e “Even So”.

Mas, no geral, a estreia do ShadowParty pode ser classificada como “esquecível”. É um daqueles álbuns que você ouve umas três ou quatro vezes no máximo e depois deixa para lá. Até vale alguma coisa como um descompromissado exercício de férias para o quarteto, mas não é nada que deva de fato ser levado a sério – pelo menos não em termos de uma carreira duradoura. Se bem que, no caso de Chapman e Cunningham, as férias nem estão sendo tão longas assim. Neste mês o New Order está excursionando pelos EUA e em novembro eles aterrissam de novo na América do Sul.

 

NEWS | “Substance” no Méier

FullSizeRenderCalma, minha gente… não se trata de Peter Hook aterrissando na Zona Norte Carioca para apresentar a clássica coletânea de singles do New Order ao vivo com seu The Light. Na verdade, trata-se de mais uma edição do projeto Rock on the Roof, idealizado pelo produtor Alessandro Alr e realizado no terraço do antigo Cinema Imperator, agora conhecido como Centro Cultural João Nogueira, no Méier. A proposta de Rock on the Roof é unir música e debate: cada edição gira em torno de um álbum clássico do rock e consiste primeiramente em uma audição na íntegra da obra seguido de um debate com a participação de um convidado. Após edições dedicadas a bandas de estilos e épocas tão distintos como The Who, Arctic Monkeys, Massive Attack e Paralamas do Sucesso, agora chegou a vez do New Order e seu celebrado álbum duplo de 1987. O convidado para participar do bate-papo sobre o disco é o DJ Wilson Power, velho conhecido das noites rock do Rio de Janeiro. A audição vai rolar no próximo sábado, dia 03/02, às 19:00. Cabe comentar que Closer, do Joy Division, já fez parte da programação do evento algum tempo atrás. O evento é gratuito, mas sujeito à lotação do espaço.

Cine Imperator / Centro Cultural João Nogueira
Rua Dias da Cruz, 170, Méier (Rio de Janeiro)
(021) 2597-3897
contato@imperator.art.br

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NEWS | Tem mais do mesmo vindo por aí…

IMG_2606O ex-baixista do New Order, Peter Hook, anunciou recentemente em suas redes sociais que estará a caminho pelo selo Live Here Now um novo CD ao vivo do The Light com os álbuns Unknown Pleasures e Closer, ambos do Joy Division, tocados na íntegra. Para quem já perdeu a conta, com esse “novo” disco serão sete itens no catálogo do The Light com o mesmo repertório. O futuro rebento será gravado em Londres, no Roundhouse, dia 18 deste mês (os ingressos já se encontram esgotados), e a pré-venda na plataforma Pledge Music já está disponível. A única diferença com relação aos lançamentos anteriores é que o novo CD, que será triplo, trará algumas músicas do New Order de lambuja.

IMG_2607Falando em New Order… o álbum ao vivo NOMC15, lançado em meados deste ano com exclusividade pela Live Here Now / Pledge Music, acaba de ser “relançado” e disponibilizado nas melhores lojas (físicas e virtuais) do ramo na Europa, nos EUA e no Japão. Quem se adiantou e comprou o disco na pré-venda no site da Pledge Music levou para casa um CD duplo embalado em uma caixinha digipak ou um LP triplo prensado em vinil transparente (ou os dois juntos em um combo que incluía também camiseta e pôster). As atuais reedições, para a tristeza dos mais atrasados, estão disponíveis apenas em vinil comum preto (LP) e em estojo de acrílico simples (CD). O tracklist, no entanto, é rigorosamente o mesmo.