NEWS | Tem mais do mesmo vindo por aí…

IMG_2606O ex-baixista do New Order, Peter Hook, anunciou recentemente em suas redes sociais que estará a caminho pelo selo Live Here Now um novo CD ao vivo do The Light com os álbuns Unknown Pleasures e Closer, ambos do Joy Division, tocados na íntegra. Para quem já perdeu a conta, com esse “novo” disco serão sete itens no catálogo do The Light com o mesmo repertório. O futuro rebento será gravado em Londres, no Roundhouse, dia 18 deste mês (os ingressos já se encontram esgotados), e a pré-venda na plataforma Pledge Music já está disponível. A única diferença com relação aos lançamentos anteriores é que o novo CD, que será triplo, trará algumas músicas do New Order de lambuja.

IMG_2607Falando em New Order… o álbum ao vivo NOMC15, lançado em meados deste ano com exclusividade pela Live Here Now / Pledge Music, acaba de ser “relançado” e disponibilizado nas melhores lojas (físicas e virtuais) do ramo na Europa, nos EUA e no Japão. Quem se adiantou e comprou o disco na pré-venda no site da Pledge Music levou para casa um CD duplo embalado em uma caixinha digipak ou um LP triplo prensado em vinil transparente (ou os dois juntos em um combo que incluía também camiseta e pôster). As atuais reedições, para a tristeza dos mais atrasados, estão disponíveis apenas em vinil comum preto (LP) e em estojo de acrílico simples (CD). O tracklist, no entanto, é rigorosamente o mesmo.

REVIEW | Avaliamos “NOMC15”, o novo ao vivo do New Order

C6z6n2VWcAYX3reAntes de mais nada, alguns esclarecimentos. Originalmente, o novo disco ao vivo do New Order, intitulado NOMC15 (uma espécie de “sigla” para New Order Music Complete 2015), deveria ter saído anteontem. Todavia, poucos dias atrás os clientes que fizeram o pre-order do álbum no site da plataforma Pledge-Music foram informados do adiamento do lançamento para o dia 16 de junho. A notícia só não foi um banho de água fria completo porque a Pledge-Music garantiu que esses clientes teriam acesso ao download do álbum antes que os formatos físicos (CD duplo e vinil triplo transparente) finalmente fossem lançados. Dito e feito: ao abrir minha caixa de e-mails na sexta-feira, eis que encontrei o link para baixá-lo nos formatos de arquivo MP3 e FLAC. Joia!

Aqueles que já estão acostumados com a plataforma Pledge-Music (o que não é o meu caso) não se surpreenderam com o adiamento. Para quem não sabe do que estamos falando, seguem aqui mais algumas explicações: a Pledge-Music é uma plataforma direct-to-fan, isto é, ela permite que artistas produzam e comercializem seu trabalho por fora do esquema das grandes gravadoras ou dos conglomerados de mídia; através dessa plataforma, músicos e bandas podem distribuir seus discos diretamente aos fãs, ou contar com uma mãozinha deles para financiar novos projetos, um sistema um tanto quanto parecido com o crowdfunding. Todavia, segundo relatos, as mudanças nas datas de lançamento são comuns, infelizmente.

Por trás de NOMC15 está a “gravadora” Live Here Now (ex-Abbey Road Live Here Now), que se vem se notabilizando há alguns anos por gravações ao vivo de altíssima qualidade sonora que são distribuídas/comercializadas poucos instantes após o fim dos shows, com capa/arte e tudo o mais (graças a um super-esquema de produção), ou vendidas diretamente ao público via plataformas como a Pledge-Music. Essa não foi a primeira vez que o New Order lançou um disco ao vivo pela Live Here Now – o álbum Live at the London Troxy foi produzido nesse esquema (aliás, vale dizer que ele acabou de ser relançado).

NOMC15 contém a segunda noite da banda no Brixton Academy, Londres, bem no comecinho da turnê do álbum Music Complete, em novembro de 2015. Tive a sorte e o privilégio de ver o show de estreia dessa tour em Paris umas duas semanas antes. Os set lists foram idênticos e lembro-me bem de ter pensado, logo após a saída do show, que o concerto, exatamente daquele jeito como eu havia visto, daria um bom registro ao vivo. Mas a razão me dizia que se a banda tivesse que escolher um show da nova turnê para lançar, certamente não seria um dos primeiros, já que isso não é muito comum.

Mas pode se dizer que o show da noite de 17 de novembro de 2015 foi escolhido a dedo pelo New Order. Foi uma apresentação inspirada, numa casa lotada e com um “bônus”: a cantora Elly Jackson, que participou de duas faixas de Music Complete (“Tutti Frutti” e “People on the High Line”), subiu ao palco para cantá-las na companhia dos veteranos. Um diferencial importante, haja vista que em todos os demais shows da turnê ela foi (e vem sendo ainda) substituída por playbacks. Há coisas que, para o bem ou para o mal, a tecnologia musical não consegue reproduzir – dentre elas o calor e o feeling de uma voz humana ao vivo.

Vale mencionar que o New Order adquiriu uma certa “má fama” quando o assunto é performances ao vivo. Para muita gente, o grupo “é muito bom em disco, mas fraco no palco”. Essa “impopularidade” com relação aos shows não chega a ser uma completa uma injustiça. A banda era mesmo um tanto desleixada nesse aspecto – para não dizer punk. Para piorar, o New Order detestava dar bis – e não poucas foram as vezes que promotores e produtores incluíram a seguinte advertência ao público na bilheteria: “AVISO: talvez o grupo não toque ‘Blue Monday’!”. Na verdade, os mais fanáticos adoravam isso… Mas o New Order já não é mais assim há bastante tempo. Eles tocam praticamente o mesmo set list todas as noites, com tudo muito bem ensaiadinho (os erros são cada vez mais raros); eles agora dão encores e tocam “Blue Monday” sempre. É esse New Order que nos oferece esse NOMC15.

Uma das tarefas mais ingratas de um disco ao vivo é tentar reproduzir a atmosfera de um show para aqueles que não estavam lá. Ingrata, não… é praticamente impossível. Todavia, existem alguns que até chegam perto. Mas para isso existe um “segredo”: um pouco de “sujeira” na gravação ajuda. Bootlegs, em princípio, parecem toscos (muitos são registrados com gravadores simplórios por alguem da plateia), mas conseguem, graças a essa mesma falta de apuro técnico, nos “teletransportar” quase que por mágica para o meio do público. Ora, mas qual o motivo de tanta divagação? Digamos o seguinte: os avanços tecnológicos nem sempre conseguem transformar uma performance fantástica em um álbum ao vivo de igual nível. NOMC15 é soberbamente bem gravado e mixado; entretanto, às vezes mais parece que estamos a ouvir um disco de estúdio com algum som de plateia de vez em quando do que um memorável concerto.

A alta qualidade sonora chega, às vezes, a esterilizar algumas canções. Três exemplos: “Crystal”, “Ceremony” e “True Faith”. Pude assistir in loco as mesmas versões e arranjos de NOMC15 em Paris (tenho, inclusive, uma gravação pirata desse show) e, acreditem: os ruídos, os urros da plateia, a reverberação, o eco, etc, todas essas “imperfeições” engrandecem esses temas. Por outro lado, é preciso reconhecer que, em outros casos, o som cristalino e bem definido nos ajuda a “descobrir” detalhes que muitas vezes nos escapam quando estamos em frente às paredes de P.A.’s e misturados à multidão. “Waiting for the Sirens’ Call” seria um belo exemplo: a faixa teve o seu arranjo reconstruído para essa turnê tendo como base um remix feito pela banda italiana Planet Funk; o que no show não passa de um momento morno (daqueles que muita gente  aproveita para ir pegar uma bebida no bar), se transformou, no disco, em uma grandiosa apoteose de sintetizadores. O mesmo vale para uma das mais novas: (a excelente) “Plastic”.

A lista de músicas até que resume bem a trajetória da banda: temas novos (cinco ao todo: as três já citadas mais “Singularity” e “Restless”), os grandes hits (“Bizarre Love Triangle”, “The Perfect Kiss”, “Temptation”, “Crystal”, “True Faith” e, é claro, “Blue Monday”), canções menos famosas (“5-8-6” e “Your Silent Face”), obscuridades (“Lonesome Tonight”, lado B do single “Thieves Like Us” e uma das surpresas da turnê) e, evidentemente, um par de temas do Joy Division (“Atmosphere” e “Love Will Tear Us Apart”). Fãs mais radicais e “malas” lamentarão a ausência de canções de Movement, mas o que realmente vem fazendo falta são faixas do disco mais perfeito e bem sucedido da banda: Technique, de 1989. Talvez a recusa de tocar as músicas desse LP seja um resquício daquele antigo New Order…

Para os caçadores de pelo em ovo, alguns discretíssimos tropeços aqui e ali podem ser encontrados, sim!, como uma batida errada em “Ceremony” (coisa rara em se tratando de Stephen Morris, “a bateria eletrônica humana”), um teclado entrando ligeiramente atrasado em “Tutti Frutti”… Se eles não existissem, não seria o New Order, é claro. Mas não passam de gotas insignificantes num oceano de pontos a favor – em outras palavras, o saldo geral em NOMC15 é positivo. Até mesmo o som do baixo de Tom Chapman, mixado um tanto atrás dos demais instrumentos (o que é um retrocesso em matéria de New Order), não chega a nos fazer sentir desesperadamente a falta de Peter Hook (por estranho que isso possa parecer). Mas é certo que os detratores do New Order “certinho” vão discordar disso veementemente.

O correto é dizer que NOMC15 é um disco que reflete tanto a transformação do New Order em artistas completos (que jogam bem tanto em estúdio quanto ao vivo) quanto o crescimento e amadurecimento de seu público – ou, melhor dizendo, da parte dele que quer ver sua banda favorita fazendo bonito no palco, ainda que um tanto burocraticamente e sem a espontaneidade e a atitude de outrora. É como diz a primeira linha do refrão de “Times Change” (trad.: “os tempos mudam”): “A vida nunca mais será a mesma”

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NEWS | Novo ao vivo do New Order chega em maio

C6z6n2VWcAYX3reEssa agora vai doer feio no bolso: não bastasse o anúncio de que em maio deste ano sairão nada menos que quatro novos álbuns ao vivo de Peter Hook e o seu The Light (nos formatos CD e vinil) pelo selo Westworld, a Pledge Music e a Abbey Road Live Here Now divulgaram ontem o lançamento de NOMC15, registro de um show do New Order no dia 17 de novembro de 2015 no Brixton Academy, em Londres, e que ocorrerá também em maio. O novo disco ao vivo do New Order será lançado em três formatos: CD duplo, LP triplo em vinil transparente (edição limitada) e digital download. Quem resolver fazer a compra na pré-venda já leva, de lambuja, um download de “People on the High Line” ao vivo com participação especial de Elly Jackson (La Roux). Se os mais afortunados assim desejarem, poderão encomendar NOMC15 na forma de bundle (pacote) com CD, LP, print (mini-poster) e camiseta pela soma nada amigável de £75. Lembrando que os lançamentos do selo Live Here Now são vendidos exclusivamente em seu site ou, então, loja on line da Pledge Music. Nem adianta trazer para cá de outra maneira, meu amigo! Em tempo, na carona do anúncio de NOMC15 (que quer dizer New Order Music Complete 2015), a Live Here Now relançou Live at the London Troxy, primeiro disco ao vivo do New Order com a atual formação lançado em 2012.

TRACKLIST:
1) Singularity
2) Ceremony
3) Crystal
4) 5 8 6
5) Restless
6) Lonesome Tonight
7) Your Silent Face
8) Tutti Frutti (feat. La Roux)
9) People on the High Line (feat. La Roux)
10) Bizarre Love Triangle
11) Waiting for the Sirens’ Call
12) Plastic
13) The Perfect Kiss
14) True Faith
15) Temptation
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16) Atmosphere
17) Love Will Tear Us Apart
18) Blue Monday

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