NEWS | New Order no próximo número da Electronic Sound

issue-29-VINYLO New Order será matéria de capa da próxima edição da revista Electronic Soundque, como o próprio nome sugere, é especializada em música eletrônica. Com texto de Stephen Dalton e fotos de Kevin Cummins, o número deste mês trará também um bate-papo com o vocalista e guitarrista Bernard Sumner sobre o legado da banda e, também, sobre o novo disco ao vivo que também será lançado este mês – NOMC15. Mas não pára por aí: a revista oferecerá um “mimo” para os fãs, um disco promocional white label de 7″, prensado em vinil transparente, com um remix de “Academic” assinado pelo produtor Mark Reeder. No Lado B, haverá uma faixa de autoria do próprio Reeder chamada “Mauerstatd”. O remix de “Academic”, intitulado “Mark Reeder Akademixxx”, já havia aparecido recentemente em Music Complete: Remix EP, um extended play lançado apenas nos formatos digital downloadstreaming; “Mauerstadt”, por sua vez, é conhecida da trilha-sonora do filme B-Movie: Lust and Sound in West Berlin 1979-1989. Em todo caso, se trata de mais um belo item colecionável para saciar a sede de lançamentos dos fãs.

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NEWS | New Order finalmente divulga vídeo oficial de “Tutti Frutti”

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Lançado no dia 11/12 do ano passado (versões físicas), “Tutti Frutti” só ganhou um vídeo promocional oficial mais de um mês depois.

Com considerável atraso, o New Order apresentou hoje em seu canal oficial no You Tube o vídeo promocional oficial de “Tutti Frutti”, o segundo saído do álbum Music Complete, lançado em setembro do ano passado. O vídeo foi dirigido por Tom Haines, cujo currículo não inclui apenas produções para o segmento musical – UNKLE, Jon Hopkins, The Civil Wars -, como também campanhas publicitárias para Land Rover e Google, além de documentários e curtametragens. Haines também faz parte do coletivo Cap Gun, criado em 2009 e baseado em Chicago. O clipe é estrelado pelo ator e diretor italiano Ricky Tognazzi e vale lembrar que, devido a grande popularidade desfrutada por “Tutti Frutti” (boa parte da audiência e da crítica a considera uma das melhoras faixas de Music Complete), fãs já haviam se antecipado à banda e publicado na internet dois vídeos não oficiais. Um no estilo “colagem de imagens” à moda “Bizarre Love Triangle”, enquanto o outro, publicado no site Vimeo, é um pouco mais “conceitual” e esteticamente “retrô”, além de ser “estrelado” por Cicciolina (!). O vídeo oficial pode ser conferido logo a seguir:

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NEWS | Sai o vídeo promocional de “Restless” (e fizemos nossa avaliação sobre o single e o clipe)

Clipe RestlessHoje os fãs do New Order tiveram uma grata surpresa: após a divulgação, cinco dias atrás, de um sample de 15 segundos do vídeo promocional de “Restless”, o novo single, finalmente foi feito seu lançamento oficial no canal do grupo no You Tube. Produzido e dirigido por um coletivo espanhol chamado NYSU, o vídeo de “Restless” conserva a tradição do New Order de clipes incomuns. Aqui no blog aproveitamos a onda desse lançamento para publicar nossas impressões sobre a faixa e seu respectivo vídeo.

Após sua apresentação oficial no programa Chris Evans Breakfast Show, “Restless”, canção escolhida para ser o primeiro single do próximo álbum do New Order, Music Complete, foi lançada no “formato” digital single download no último dia 29 de julho. A Amazon britânica passou a disponibilizar a faixa por £0,69 em sua versão editada, tal como apresentada durante a transmissão de Chris Evans e no canal oficial da banda no You Tube. Entretanto, aqueles que encomendaram Music Complete na pré-venda pela loja virtual do New Order puderam baixar a album version, ligeiramente mais longa, que também está disponível na iTunes Store por US$2,19. A gravadora prometeu, para o dia 09 de outubro, o lançamento “Restless” em CD e vinil recheados de remixes.

O lançamento do novo single foi cercado de bastante expectativa. Não apenas porque a banda e sua nova gravadora, a Mute Records, vêm sendo eficientes nesse começo de divulgação de Music Complete (o álbum só sai dia 25 de setembro), mas também, por razões óbvias, porque seria a primeira canção de estúdio nova que o público ouviria sem o baixo marcante e inconfundível de Peter Hook – desde sempre uma parte fundamental no som do grupo (descontando, é claro, as primeiras apresentações ao vivo das igualmente novas “Singularity” e “Plastic”, respectivamente durante as turnês pelas Américas do Sul e do Norte no ano passado).

Pois bem… Então, o que dizer sobre “Restless”? O que se viu nas redes sociais já era esperado: o primeiro single do “novo” New Order dividiu opiniões. Tinha a turma do “o pior do New Order com o Peter Hook é milhões de vezes melhor do que isso”. Mas essa perspectiva não carece de muito crédito por ser muito passional e exagerada. Em geral, no cálculo das proporções, os votos favoráveis a “Restless” levaram um pequena margem de vantagem. Ainda assim, dentro desse segmento, houve quem dissesse: “ok, a faixa é legal, mas eu esperava por algo superior”. Havia ainda aqueles que disseram “é uma boa música, mas deveriam ter escolhido ‘Singularity’ como primeiro single.

Aí chegamos a um ponto crucial. Se for possível fazer uma análise objetiva a respeito de “Restless”, essa seria: na contramão do mau agouro, o novo single soa como New Order ou, melhor ainda, com o New Order antigo; excetuando aquele estilo de baixo agudo e melódico que arrastou fãs ardorosos até aqui, todos os outros “clichês” pelos quais a banda se tornou famosa na década de 1980 estão lá, intactos, frescos como nunca. Parece que estamos ouvindo alguma faixa perdida de Technique (1989), como “All the Way” ou “Guilty Partner”. Todavia, a impressão que “Restless” transmite nas primeiras audições é que, mesmo sendo uma típica boa canção “neworderiana”, daquelas que nos coloca um sorriso matreiro no canto do rosto, ela não soa “poderosa o bastante”, ou pelo menos não à primeira vista, para justificar sua escolha como primeiro single de um novo álbum. Em suma, “Restless” daria uma (muito) boa album track, mas nada mais do que isso. Será?

Com o tempo, você vai se dando conta que o New Order armou para cima de todo mundo uma grande pegadinha. Quando se chega ao final de “Restless”, a perplexidade diante de uma opção tão “questionável” conduz a uma praticamente irresistível nova audição. E depois outra. E mais outra. A cada nova tentativa, a faixa vai soando melhor, ao ponto de… ao ponto de… quase candidatar-se a clássico. Quanto mais se ouve “Restless”, melhor ela parece e mais se gosta dela. Se alguem na primeira tentativa chegou, inclusive, a projetar mentalmente o baixo de Peter Hook nela, como estratégia para preencher um suposto “vazio” nessa canção, que esse alguem esteja seguro de que essa necessidade praticamente desaparece com o tempo. Depois de alguns dias ouvindo de novo e de novo, já é possível achar que a escolha da banda, afinal, não teria sido tão equivocada assim. “Restless” fica na cabeça, gruda… um bom single não deveria ser assim?

Se “Restless” vai recolocar o New Order nas paradas de sucessos, isso já é outra história. Mas os ingredientes necessários estão todos ali, muito bem dosados e mixados. Pelo fato de ser aquele tipo de música que cresce aos poucos em vez de arrebatar logo de cara (como no caso de tiros de canhão como “Blue Monday”, “Bizarre Love Triangle” ou “Regret”), talvez leve mais tempo para se transformar em um hit. E depois que Music Complete sair, também saberemos se o disco oferece afinal opções melhores ou não. Se bem que isso talvez não importe mais tanto assim.

Com relação ao ótimo, porém quase indecifrável à primeira vista, vídeo correspondente, produzido pelo já citado coletivo NYSU, temos tradições preservadas: um vídeo do New Order sem o New Order e, como de costume, não convencional. Se você ainda não entendeu o que queremos dizer com “vídeo não convencional”, procure no You Tube clipes mais antigos da banda como “True Faith”, “Touched by the Hand of God”, “Fine Time”, “Run 2”, “Round and Round”, “Spooky” ou “Crystal”. No caso de “Restless”, temos uma justaposição de referências e elementos que se desenrolam a partir de um pacto de sangue entre jovens: fantasia medieval, erotismo, raves, hedonismo, traição. Em outras palavras, seu desenvolvimento narrativo e sua estética são totalmente pós-modernos – o que não é algo novo quando se trata dos vídeos promocionais do New Order.

Em suma, o New Order pós-Hook dá a impressão de estar indo bem nesse começo de divulgação do seu novo rebento porque, apesar da perda daquelas magníficas linhas de baixo, parece ter optado por não se reinventar ou não operar grandes mudanças, tanto no som quanto na sua comunicação visual, o que certamente deixará os fãs mais tranquilos e satisfeitos.

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NEWS | New Order divulga 15 segundos do vídeo promocional de “Restless”

IMG-20150721-WA0000Hoje, através de seus canais oficiais na internet (Facebook, You Tube, Twitter e Instagram), o New Order liberou uma amostra de cerca de quinze segundos do vídeo promocional de “Restless”, primeiro single de Music Complete, cujo lançamento está programado para o dia 25 de setembro. O trecho divulgado mostra jovens dançando em um nightclub. Questionada pelos seguidores do seu Twitter com relação à presença da banda no vídeo, Gillian Gilbert (teclados) disse “nós não estamos nele, mas pessoas descoladas sim”. O New Order não divulgou o nome por trás da direção do vídeo, nem quando ele será oficialmente lançado.

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SINGLE | New Order, Grammy Awards e um promo a peso de ouro

giaueitunesAproveitando que no post de ontem eu falei sobre o álbum Waiting for the Sirens’ Call (2005), porém meio como pretexto para disponibilizar/compartilhar aqui no blog meus recortes de matérias/resenhas sobre o disco, resolvi hoje publicar um texto tendo como mote a seguinte história: que o Sirens não é essa Coca-Cola toda, apesar das simpáticas e geralmente positivas críticas que recebeu, isso é praticamente vox populi; mas muita gente não deve se lembrar (ou nem sabe) que esse foi o CD que deu ao New Order sua primeira e também única indicação ao Grammy Awards – ou pelo menos a única até agora.

Na ocasião, a banda concorreu a 49º edição do grande prêmio da The Recording Academy, ocorrida em 2006, e havia sido indicada na categoria “Best Dance Recording” (melhor gravação dance) por “Guilt Is a Useless Emotion”, faixa número 09 de Waiting for the Sirens’ Call. Infelizmente, não foi daquela vez que o New Order pôs os pés no degrau mais alto da indústria discográfica – naquele ano e naquela categoria o feito foi realizado por Chemical Brothers e Q-Tip (“Galvanize”). No entanto, mesmo sem faturar o prêmio (na verdade, ninguem acreditava que conseguiria), “Guilt Is a Useless Emotion” parecia, de alguma maneira, predestinada a se tornar uma faixa histórica para o New Order, mesmo estando milhões de anos-luz de ser considerada um grande momento criativo ou clássico do grupo.

“Guilt…” foi o quarto single saído de Waiting for the Sirens’ Call. Até então apenas um álbum do New Order havia tido quatro singles: Republic, de 1993 (com “Regret”, “Ruined In a Day”, “World” e “Spooky”). Todavia, para a divulgação e promoção de Sirens, a banda e a gravadora apostaram em algumas novidades no lançamento dos singles: no primeiro, “Krafty”, uma das edições em CD trazia uma faixa multimídia com o vídeo promocional dirigido por Joan Renck; no segundo, “Jetstream”, cumpriram uma “profecia” do baterista Stephen Morris no documentário de 1993 da MTV, Past, Present and Future (“No futuro você poderá remixar seu próprio disco, tirar as partes de que não gosta…”), e incorporaram ao single um software chamado U-Myx que permitia que o usuário criasse seu próprio remix da música; o seguinte, o que batiza o álbum, foi lançado no extravagante formato de EP triplo de 7″, mas com os três vinis sendo vendidos separadamente.

Quando parecia que isso seria tudo, surgiram rumores de que a faixa “Turn”, uma das melhores de Sirens, seria o quarto single. Todo mundo achou uma excelente escolha, embora alguns acreditassem que se tratava de uma canção sem muito potencial para remixes. No entanto, os “boatos” diziam que “Turn” teria como lado B “Waiting for the Sirens’ Call (Tribute Remix)”, de Wally Gagel. Michael Shamberg produziu um vídeo para o que viria a ser então o novo single do New Order. Porém, foi uma surpresa para todos quando a London Records e a Warner Music anunciaram que o esperado quarto single saído do oitavo álbum de estúdio da banda seria “Guilt Is a Useless Emotion” ao invés de “Turn”. E o mais curioso de tudo: o single seria lançado exclusivamente no formato “DMD” – digital music download – para clientes da iTunes Store. Enfim, aquela era a entrada oficial do New Order no mercado do download pago de músicas. “Guilt…” foi lançado em novembro de 2005, exatamente um mês antes de sair a lista dos indicados ao Grammy Awards. Detalhe (ou curiosidade): “Guilt…” foi lançado sem vídeo promocional. Por outro lado, Michael Shamberg, talvez insatisfeito com o cancelamento do lançamento de “Turn”, resolveu fazer por conta própria outros vídeos alternativos para o single que nunca foi lançado, todos eles disponíveis em seu site.

Um parênteses aqui. Tem gente que acha que a história de “Turn” ter sido a primeira opção para ser o quarto single de Waiting for the Sirens’ Call não passou de especulação e boato e que o vídeo de Shamberg (produtor da maior parte dos clipes do New Order) não é oficial. Não é bem assim. No CD duplo Singles, lançado em outubro de 2005 e que reúne somente as versões dos vinis de 7″ e as radio edit, uma versão editada de “Turn” encerra o disco. Maior prova do que essa, impossível.

Voltando a “Guilt Is a Useless Emotion”… Se por um lado a faixa não foi um estrondoso sucesso em matéria de downloads na iTunes Store, no eBay a história foi bem diferente. Como é de praxe, a gravadora distribuiu, para fins de divulgação, algumas “amostras grátis promocionais” (que costumamos chamar crua e simplesmente de “promos”) de “Guilt…” em CD. Pois bem, cópias desse promo, que sequer capa / artwork possui, caíram no eBay e imediatamente se transformaram em itens cobiçadíssimos, estando inclusive entre os mais disputados na época. Chegaram a ser arrematados por preços na faixa dos três digitos! A procura era tão grande que, pela primeira vez, aconteceu algo nunca antes visto no site (ou pelo menos não com o material do New Order): o aparecimento de cópias piratas / versões falsificadas do promo, na maioria das vezes sendo vendidas a preços convidativos demais na opção “Buy Now”. Um dos vendedores dessas cópias fajutas dizia se chamar Orlando Puerta, que nos créditos do single é o A&R que representa os DJs que contribuíram com os remixes. Eu mesmo cheguei a comprar dois espécimes mandrakes (quando você recebe, descobre que é um CD-R!) até conseguir um legítimo. De vez em quando ele aparece no Music Stack custando na faixa dos US$ 70 (R$ 212,00 pelo câmbio de hoje).

Indicação para o Grammy, porta de entrada do New Order no mercado de download de música digital, um dos promos da banda mais valorizados, disputados (e pirateados) dos últimos tempos… É realmente incrível como uma canção meia boca conseguiu conquistar uma certa dimensão histórica que mesmo registros de qualidade indiscutivelmente superior não conseguiram. São aqueles famosos mistérios sem explicação, mas que dão a história de um artista, ou melhor, de uma banda, um tempero especial.