REVIEW | New Order, ao vivo no Teatro Caupolicán (Chile, 09.01.2019)

img_8213Após a rocambolesca história envolvendo problemas no translado de seu equipamento da Cidade do México até Santiago, eis que o New Order finalmente cumpriu, há exatamente uma semana, a promessa de repor o show cancelado no Chile em novembro do ano passado. De quebra, a banda ainda conseguiu encaixar na sequência uma data em Miami para viabilizar o retorno ao Novo Continente.

Mas o assunto aqui é o concerto em Santiago e, mais uma vez, a banda foi recebida pelos chilenos sobre o palco do Teatro Caupolicán, ex-Teatro Monumental. Com capacidade para 4.500 pessoas, o Caupolicán foi fundado em 1939 e desde o começo foi idealizado para abrigar importantes apresentações artísticas – e até mesmo desportivas. Já acolheu artistas muito distintos como Iron Maiden, Air Supply, Peter Frampton, NOFX, Duran Duran, Simply Red, The Prodigy e, é claro, New Order. Mas o estado bastante envelhecido de suas instalações contrasta com a beleza das fotos de divulgação postadas em seu site oficial…

Apesar do prazo para venda de ingressos ter sido estendido em função do adiamento do show, o New Order regressou ao Caupolicán sem que todas as entradas tivessem sido vendidas, o que não quer dizer que a banda tocou para um tatro vazio. Muito pelo contrário, aliás. Se não foi um concerto sold out, certamente chegaram bem perto disso. Todavia, os chilenos parecem gostar de chegar bem em cima da hora porque, em um piscar de olhos, o lugar passou de vazio a abarrotado poucos instantes antes do grupo pisar no palco. 

Com relação ao show, o New Order fez a espera valer a pena e apresentou ao público uma performance daquelas dificeis de se colocar defeito. Gillian Gilbert até tocou uma nota errada no solo de teclado de “Age of Consent” e Bernard Sumner foi Bernard Sumner ao substituir um verso de “Ceremony” por uma “bronca cantada” para o pessoal da iluminação (ele trocou “travel first and lean towards this time” por “turn the fucking light off quickly”), mas isso foi tudo em meio ao que poderíamos chamar de “falhas”. De resto, foi um show redondinho.

Apesar da reclamação de “Barney” sobre a luz, o set de iluminação e os vídeos exibidos nos telões de led de alta definição mostraram o quanto a banda conseguiu se desenvolver em termos de efeitos visuais, uma vez que antes da saída do baixista Peter Hook (em 2007) esse era um aspecto pouco valorizado pelo New Order. Se o vocalista não parecia tão contente assim com um foco de luz direto no seu rosto em “Ceremony”, por outro lado não escondia uma alegria genuína por estar ali diante daquela plateia. Nem ele, nem o guitarrista/tecladista Phil Cunnigham e o baixista atual, Tom Chapman. Os chilenos não puseram o Caupolicán abaixo de tanto pular e cantar por milagre, o que deixou o grupo muito descontraído e à vontade (é claro que não poderíamos chegar a essa conclusão se olhássemos apenas para uma estatuesca Gillian Gilbert, ou para um Stephen Morris quase que totalmente encoberto por sua bateria).

O som estava perfeito da primeira à última música, com os instrumentos soando equilbrados e muito bem separados uns dos outros; o set list foi acertado porque conseguiu balancear hits (apenas “Regret” ficou de fora), músicas mais recentes (foram cinco faixas do disco Music Complete, de 2015), favoritas dos fãs (como “Sub-Culture” e “Vanishing Point”), canções do Joy Division (no bis) e até uma surpresa (“World”, cuja última vez que havia sido tocada foi no Brasil, em 2014), tudo em duas horas e meia de show. Somando todos esses acertos, a apresentação beirou a perfeição.

Com o show encerrado e o Caupolicán ficando vazio, eu e um colega de New Order Brasil encontramos o Andy Robinson, um dos managers da banda, no curralzinho lá no fundo da pista onde ficam o engenheiro de som e chefe da iluminação. Eu disse a ele: “Andy, dentre os shows do New Order que eu tive a oportunidade de assistir, esse foi um dos melhores”. E ele respondeu: “Mas isso foi graças a vocês [o público]”.

Quanta modéstia!

SET LIST:
Singularity
Ceremony
Age of Consent
Crystal
Academic
Your Silent Face
Tutti Frutti
Sub-Culture
Bizarre Love Triangle
Vanishing Point
World (The Price of Love)
Plastic
The Perfect Kiss
True Faith
Blue Monday
Temptation
Atmosphere (Joy Division – encore)
Decades (Joy Division – encore)
Love Will Tear Us Apart (Joy Division – encore)

P.S.: Sob a mesa controladora do chefe da iluminação havia um set list… Eu o puxei e perguntei se poderia ficar com ele. A resposta foi “sim”. De volta ao hotel, descobri que era o set list do show de Buenos Aires no ano passado! O que estava fazendo ali (já que o repertório em Santiago teve pequenas mudanças), sinceramente não sei…

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New Order fará show em parceria com o artista visual Liam Gillick no MIF

new+order+MIF+announcement+stillO New Order será a atração principal do Festival Internacional de Manchester (ou MIF, conforme a sigla em inglês), que está programado para o fim de junho e começo de junho. A banda fará cinco apresentações nos antigos estúdios da emissora de TV Granada. Esses serão concertos especiais. De acordo com o press release do evento, as performances serão feitas em colaboração com o artista visual local Liam Gillick, que desenvolverá efeitos visuais que responderão à música tocada no palco. Além de Gillick, o New Order terá também a companhia do maestro e compositor Joe Duddell, que assinou os arranjos de cordas do álbum Music Complete e esteve com o grupo em suas apresentações na Sydney Opera House no ano passado, e o reforço de doze sintetizadores tocados por um grupo de músicos da Royal Northern College of Music. Para esses shows, a banda promete tocar, além dos hits, obscuridades e raridades de seu catálogo que serão recriadas especialmente para essa ocasião. O anúncio das apresentações no MIF também inclui os dizeres “world premiére”, o que parece ser a indicação de que a banda pode vir a excursionar com esse formato de espetáculo. Considerando o fato deles terem vindo aqui no ano passado, as chances de vê-los de novo no Brasil com um desses concertos podem ser consideradas remotas. O melhor talvez seja esperar por um lançamento em DVD/Blu-Ray ou um disco ao vivo, o que para nós já estaria de bom tamanho.

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NEWS | New Order na América do Sul? Sim!

NewOrderPara2Eu “cantei a pedra” aqui no blog: havia alguns indícios de que o New Order poderia vir à América do Sul ainda este ano, talvez em novembro. Não deu outra: a banda realmente passará por estas bandas com a turnê do álbum Music Complete. O “anúncio” saiu da boca do casal Gillian Gilbert (teclado, guitarra) e Stephen Morris (bateria) em uma entrevista concedida à EITB (Euskal Irrati Telebista), emissora de TV estatal do País Basco, nos bastidores do festival BBK Live, em Bilbao (Espanha), no qual se apresentaram no dia 07 de julho. Na entrevista, publicada na página da EITB no You Tube (ver abaixo), a dupla teve que responder típicas perguntas clichês do tipo “o que vocês acham de Bilbao?”; mas quando foram questionados sobre os planos para o “futuro próximo”, Stephen Morris respondeu: “Prosseguiremos com os festivais… Em seguida, sairemos de férias por algumas semanas. E depois daremos uma passadinha pela América do Sul”. Naturalmente, não disseram nada sobre quais cidades, nem sobre as datas etc. Vale ressaltar que os shows da atual turnê vêm recebendo elogios da imprensa especializada pelo mundo afora – aqui mesmo no blog já publicamos traduções de algumas resenhas. E eu, por experiência própria, vi uma bela amostra em Paris no ano passado. Então, que a América do Sul prepare o seu calor para receber o New Order mais uma vez!

O blog agradece Marcello Dourado e ao Josué “Mr. Disco” pelo envio do vídeo.

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NEWS | “Por que todos ainda amam o New Order?” Site australiano responde.

Hoje o site australiano de notícias News publicou uma crítica/resenha sobre o primeiro dos quatro concertos que o New Order fez na Opera House, em Sydney, como parte das programações do Vivid Live Festival. É curioso, para dizer o mínimo, que o News tenha dado sua palavra à respeito exatamente um mês após a realização da apresentação; além do delay, também chama a atenção não terem considerado os dois shows que o New Order realizou, pelo mesmo evento e no mesmo lugar, acompanhado pela Australian Chamber Orchestra – experiência única na história do grupo. Em todo caso, trouxe, de lambuja para os leitores, uma tradução “meio mais ou menos” (faço o melhor que posso), da crítica escrita por Kathy McCabe.


VIVID LIVE SYDNEY: NEW ORDER SACODE A GALERA NA NOITE DE ABERTURA
Up, down, turn around [“suba, desça, dê a volta”], New Order manteve o público de pé em sua alegre abertura do Vivid Live na Opera House de Sydney na noite passada.
por Kathy McCabe, News Corp. Australia Network

O show, como em ocasiões amplificadas pela prestigiada sala de concertos, começou com o público se balançando entusiasticamente em seus assentos, se aquecendo como a banda, e com canções que alternavam entre o material mais familiar e temas do seu recente álbum de “retorno à boa forma”, Music Complete.

Aqueles que mal podiam se conter em suas poltronas se mudaram para dançar nos corredores laterais, mas no momento em que chegaram à metade do show, com “Tutti Frutti”, boa parte da plateia ficou de pé e dançou como se mais nada importasse.

“Quem poderia imaginar que uma música sobre sorvete seria tão popular?”, disse o vocalista Bernard Sumner, pedindo mais palmas ao público.

Quando a banda soltou “Bizarre Love Triangle” uns dois temas adiante, a sala estava lotada de gente radiante e feliz dançando e cantando alto porque, como todas as outras músicas do New Order, ela descreve o Homem Comum.

A voz de Sumner e o som arrasta-pé-disco-gótico, que fazem com que todos se sintam como se nunca tivessem sido maus dançarinos, é outro motivo pelo qual o New Order continua sendo uma banda tão querida para os filhos da década de 1980.

Então, quando o vocalista passou o microfone para um membro da plateia na primeira fila para cantar o refrão de “Bizarre Love Triangle”, você não diria que não era ele mesmo cantando se tivesse fechado seus olhos.

O amargurado ex-baixista Peter Hook não fez falta porque Tom Chapman tocou aquelas linhas [de baixo] marcantes como se fosse o cara mais sortudo do mundo.

E o resto da banda, incluindo os membros originais Stephen Morris e Gillian Gilbert, ao lado do multi-instrumentista Phil Cunningham, parecia igualmente satisfeito por fazer esse concerto na Opera House de Sydney. Privilegiados que apreciam visitas regulares aos seus salões sob as velas dos barcos esquecem o grande negócio que é quando nomes internacionais se apresentam por lá.

Ainda que o set fosse polvilhado por faixas de Music Complete, incluindo “Singularity”, “Restless”, “Academic”, “Plastic” e “Superheated”, nossos botões de nostalgia foram pressionados para valer pela familiaridade gloriosa de seus clássicos.

“Blue Monday” e “True Faith” imediatamente transportaram o público de volta para aquela pista de dança de sua juventude onde luzes estroboscópicas e sistemas de som pulsavam alimentando um total abandono melhor do que qualquer Disco Biscuits [N.T.: jam band da Filadélfia que também faz um blend de rock e música eletrônica] jamais poderia.

Eles completaram um círculo iniciado com Music Complete e concluído com a banda de cujas cinzas o New Order surgiu após a morte prematura do vocalista do Joy Division, Ian Curtis.

“Cermony” veio cedo no set, mas “Temptation” e “Love Will Tear Us Apart” vieram no final.

Após a completa impossibilidade de sua inclusão no Future Music Festival, em 2012, o New Order está de volta a Sydney exatamente onde deveria estar, tocando para as exatas pessoas que querem vê-los.

SET LIST:
Singularity
Ceremony
Academic
Crystal
Restless
1963
Your Silent Face
Tutti Frutti
People on the High Line
Bizarre Love Triangle
Waiting for the Sirens’Call
Plastic
The Perfect Kiss
True Faith
Temptation
Blue Monday (encore)
Love Will Tear Us Apart (encore)
Superheated (encore)

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NEWS | New Order: “Disco novo? Pode ser.”

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Imprensa da Catalunha deu destaque à participação do New Order no Sónar 2016.

Já que mencionamos o festival Sónar no nosso último post, aproveitamos a ocasião para trazer ao leitor deste blog o que a imprensa catalã andou publicando sobre a passagem recente do New Order por Barcelona por ocasião do seu maior e mais importante evento de música eletrônica e arte digital. Eu trouxe, direto do site do jornal El Periodico, uma entrevista com Bernard Sumner e Gillian Gilbert feita por Juan M. Freire e publicada no dia do show do New Order no Sónar (sábado passado, 18 de junho) e a crítica do concerto, escrita Jordi Bianciotto e publicada no dia seguinte – ambas já traduzidas. Na entrevista com Freire, nada de muito novo ou diferente, com exceção de uma menção muito, mas muito breve mesmo, sobre o segundo disco do Bad Lieutenant (projeto solo de Sumner), e, também, sobre a (eventual) possibilidade do New Order vir a fazer um outro álbum. Já a crítica feita por Bianciotto destaca as qualidades da atual versão da banda – das “vantagens” de se ter Gillian Gilbert no lugar de Peter Hook à recém-conquistada “grandiosidade sinfônica” de sua música.


NEW ORDER: “UM DISCO NOVO? PODE SER.”
Histórico grupo de dance-rock se apresenta esta noite no Sónar
(por Juan Manuel Freire)

Se olharmos para a cronologia do New Order, a linha é qualquer coisa, exceto reta. O histórico grupo de dance-rock que emergiu das cinzas do Joy Division passou por diversos parênteses; o último foi de 2007, quando o baixista Peter Hook deixou o grupo, a 2011, quando os membros restantes decidiram continuar sem ele – trazendo de volta à banda a tecladista Gillian Gilbert. O El Periódico falou com o seu líder, Bernard Sumner, e com a reincorporada Gilbert, sobre segunda juventude, questões legais e o que faz do New Order um nome tão estimado. A banda toca hoje no Sónar, depois de ter participado, na última quinta-feira, do evento de inauguração patrocidado pela [cervejaria] Estrella Damm.

Como foi, cinco anos após seu último concerto, tocar novamente como New Order, mas com uma nova formação?

SUMNER – O primeiro concerto que nós fizemos foi em Bruxelas. Foi um pouco assustador. Nós não sabíamos se as pessoas aceitariam a nova formação do grupo. Mas depois de dez minutos, nós vimos que tudo sairia bem.

GILBERT – Para mim também foi aterrorizante. Foram doze anos desde a última vez que eu havia tocado ao vivo.

SUMNER – Mas é um pouco como andar de bicicleta…

Um dos momentos mais emocionantes da reunião é quando Gillian toca guitarra durante “Ceremony”, o primeiro single.

GILBERT – É tão emocionante tocar essa música. Ela me leva aos velhos tempos.

SUMNER – É uma pena eu não ter mais a mesma guitarra [usada na época em que a música foi gravada]. Eu gostava mais da antiga! [risos]

Vocês passaram anos dizendo que não era possível reunir a banda. Quando foi que isso se concretizou?

SUMNER – Bem, não é uma reunião… é uma continuação, porque [o New Order] nunca acabou. Em nossas mentes é mais uma continuação do que uma reforma [na banda]. Provavelmente não continuaríamos por causa das questões jurídicas que existiam por trás. Antes de continuarmos era preciso pisar em uma base legal firme.

Estão se saindo melhor agora em comparação com, digamos, 2005?

SUMNER – Sim. É divertido. Tudo está mais fácil.

GILBERT – Nem queríamos planejar uma grande turnê antes de fazer alguns concertos. Não sabíamos como as pessoas reagiriam.

SUMNER – Mas como correu tudo bem, decidimos seguir em frente.

GILBERT – A melhor coisa é que não havia nada para promover, então fizemos tudo por diversão.

Falando em disco… Há um novo disco do Bad Lieutenant [projeto paralelo de Sumner com os membros masculinos do New Order atual] no caminho…

SUMNER – Eu comecei a trabalhar nele, mas agora está em segundo plano. Não posso falar nada sobre o Bad Lieutenant.

Na verdade eu estava interessado em saber se, além disso, é possível que haja um novo álbum do New Order.

SUMNER – Um novo álbum? Acho que sim. Talvez. Mas este ano vamos tocar [ao vivo] até novembro, por isso vai ser difícil. Poderíamos considerar algo então, quem sabe.

Vocês andaram recuperando um material incomum ao vivo, como “Age of Consent” e “5-8-6”. Há algum motivo em particular para essas escolhas?

SUMNER – Fazia muito tempo que não tocávamos em lugares como Viena e as pessoas lá tinham o direito de ouvir os temas mais familiares, como “Blue Monday”, “Temptation” etc. Mas eu também queria satisfazer o fã incondicional e tocar algumas canções um pouco mais obscuras.

O que vocês escutam hoje em dia? Vocês tentam se manter atualizados?

SUMNER – Me fazem muito essa pergunta e, sinto decepcioná-lo, mas não ouço muita música. Eu trabalho o dia todo com música e quando eu me desligo, prefiro ler um livro ou assistir TV, ou fazer algum tipo de trabalho manual. Mas eu gosto do Arcade Fire.

GILBERT – Eu só ouço o que minhas filhas escutam; o problema é ser mãe. Mas eu gosto de Lana Del Rey.

Suponho que saibam que o New Order ressoa em um de cada cinco novos grupos.

SUMNER –  É melhor ser lembrado do que ser esquecido. Além disso, continuamos ativos, fazendo shows.

O que faz do New Order uma banda tão querida? Suas canções são uma experiência transcendente para muitas pessoas.

SUMNER – Eu acredito que é o fato de sermos muito humanos…

GILBERT – Não somos nada pretensiosos. Qualquer um pode embarcar no nosso conceito.

SUMNER – Além disso, fizemos muita merda no passado, o que nos faz humanos.

(entrevista original em catalão AQUI)


NEW ORDER: LITURGIA E CELEBRAÇÃO
O grupo de Manchester ofereceu um inflamado culto aos seus clássicos dos anos 80
(por Jordi Bianciotto)

Seu novo álbum, Music Complete, o primeiro com canções novas em uma década, permite que o New Order passeie pelos festivais como algo mais que uma banda revival, ainda que, no final de contas, o que interessa é escutar os clássicos dos primeiros indies de Manchester e palpar o que ainda resta de pé do legendário Joy Division. Dessa maneira, o New Order continua dando ao público o que ele quer, procurando de modo dramático o ponto de equilíbrio entre sua proverbial sobriedade e seu lado festeiro.

De certo modo, quem sabe saímos ganhando com a substituição de Peter Hook por Gillian Gilbert, já que, ainda que tivéssemos sofrido a perda de seu baixo guerreiro nos instantes finais de “Bizarre Love Triangle” na noite de sábado, sua presença de palco tende a uma certa “euforia hooligan” incompatível com as relíquias sagradas da primeira fase da Factory; em contrapartida, a volta da tecladista trouxe a banda de volta à sua essência eletrônica. Esse New Order de 2016 continua com muitas guitarras (Phil Cunningham está no grupo há quinze anos), mas também com sintetizadores e programações; o som final é uma versão grandiosa, sinfônica, do New Order clássico (mais frugal) da década de 1980.

Repertório encurtado: Canções da nova safra foram orgulhosamente apresentadas ao público – “Singularity”, “Restless”, “Tutti Frutti” e “Plastic” desfilaram com dignidade e, embora venham a ser esquecidas quando a banda sair em turnê em 2020, deram [ao concerto] um fino perfil pop à maneira de outros dois singles do New Order neste novo século, “Crystal” e “Waiting for the Sirens’ Call”. O show foi um pouco mais curto que os demais da turnê e fizeram falta músicas como “Ceremony” e “Love Vigilantes”, embora “Your Silent Face”, o midtempo eletrônico de Power, Corruption and Lies (1983), tenha sido mantida.

A reta final saiu como o previsto, com poucas mudanças em relação às turnês anteriores. Mas por que continuam ignorando um disco tão importante como Technique, de 1989? Isso já era de se esperar, mas não desprezemos “The Perfect Kiss”, “True Faith” (recriada ao estilo techno), a hipnótica “Temptation” e uma das canções mais influentes do pop, “Blue Monday”, com sua cadência robótica, um monumento à emoção através da frieza.

Tampouco deixemos de lado “Love Will Tear Us Apart”, envolta em uma atmosfera de celebração (com direito a “Forever Joy Division” no telão), expansiva até demais, com o clima de festa se impondo à sua natural melancolia – longe de Ian Curtis.

SET LIST SÓNAR BARCELONA 18 JUN 2016
Singularity
Crystal
Restless
Your Silent Face
Tutti Frutti
Bizarre Love Triangle
Waiting for the Sirens’ Call
Plastic
The Perfect Kiss
True Faith
Temptation
Blue Monday (encore)
Love Will Tear Us Apart (Joy Division, encore)
[Run. time: 1h30min.]

(crítica original em espanhol AQUI)

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HOJE | 40 anos do show que mudou a história da música

pistols“Foi histórico”, teria dito a versão de Tony Wilson nas telas (interpretada por Steve Coogan) no filme A Festa Nunca Termina, de Michael Winterbottom. Se essas foram palavras reais do verdadeiro Wilson, não importa. O que importa mesmo é que, sim, o primeiro show dos Sex Pistols em Manchester, há exatos 4o anos, foi mesmo histórico. Além de mostrado em filmes, esse concerto – e seu legado – já foi objeto de inúmeras matérias em jornais e revistas, documentários, livros, posts em blogs etc. Manchester e o mundo da música nunca mais foram os mesmos depois que essa tsunami vinda de Londres varreu o norte da Inglaterra.

Quando se diz que esse show deixou um “legado”, isso não é exagero, nem força de expressão. Existe uma lenda urbana no métier do rock que atribui a Brian Eno um comentário sobre o Velvet Underground segundo o qual poucos teriam escutado o grupo durante a sua curta existência, mas que esses poucos, sem exceção, formaram uma banda. Os Sex Pistols, depois que puseram os pés no palco montado no Lesser Free Trade Hall, em Manchester, provocaram o mesmo efeito na pequena audiência presente.

Uma declaração de Peter Hook resume tudo: “Foi horrível. Foi como uma batida de automóvel. Meu Deus, jamais tinha visto algo parecido na minha vida! Vi muitos grupos, Deep Purple, Led Zeppelin… Mas jamais vi algo tão caótico ou emocionante. E rebelde. Assim me senti. Eu só queria quebrar tudo”O ex-colega Bernard Sumner assim arrematou: “Era um escândalo. Pensava ‘Eu posso fazer isso! Eu posso fazer isso!’Eles não foram os únicos a saírem do Free Trade Hall com esse pensamento na cabeça.

Photo of Steve JONES and Johnny ROTTEN and Glen MATLOCK and SEX PISTOLS

Sex Pistols em ação Manchester

Na verdade, o “estrago” do show dos Pistols foi muito maior do que simplesmente fazer quem estava lá formar seu próprio grupo. A cidade foi literalmente sacudida e, a partir de então, teve início em seu seio uma nova revolução responsável pela sua recuperação e revitalização ao longo das décadas seguintes e sua (re)conversão em um importante pólo econômico e cultural na Europa, o que lhe devolveu a importância e prestígio internacionais. Além, é claro, de ser hoje uma das “capitais” do mapa-mundi do rock/pop, sem dever nada a cidades como Nova Iorque em matéria de celeiro de novos sons.

Os “culpados” disso tudo foram Pete Shelley e Howard Devoto, os dois organizadores do concerto, e que mais tarde formariam a primeira banda punk de Manchester (e uma das mais importantes do punk rock em todos os tempos), os Buzzcocks. Mas quem mais estava naquele show? A lista é de peso: Morrissey (The Smiths), Mark E. Smith (The Fall), Mick Hucknal (Frantic Elevators, Simply Red), Martin Hannett (The Invisible Girls e produtor), Paul Morley (jornalista, escritor e fundador da ZTT Records), Bernard Sumner e Peter Hook (Warsaw, Joy Division, New Order), Alan Erasmus (ator) e, é claro, Tony Wilson.

Wilson foi uma das figuras mais importantes. Apresentador de televisão da emissora local Granada TV, ele foi o grande divulgador do punk rock em Manchester através de seu programa – So It Goes – e também incentivador da própria cena local, promovendo as bandas de Manchester, não apenas na mídia televisiva, mas também através do Factory Club, um espaço para shows que utilizava as dependências de um outro clube, o Russell. Tony Wilson também deu oportunidade para novatos de outras mídias, como o designer gráfico Peter Saville, que se tornou o criador da identidade visual do Factory Club (fazendo pôsteres) e, em seguida, da gravadora Factory Records, tendo se consagrado em nível mundial com as capas que criou para os discos do Joy Division e do New Order.

Na década de 1980, a boate Haçienda, de propriedade da Factory Records e do New Order, introduziu a acid house na Inglaterra e deu origem a uma nova geração de bandas eletrônicas, como 808 State e Autechre, ou híbridas (fusão entre rock e as batidas das pistas de dança), como Happy Mondays, The Charlatans e Stone Roses, fortemente influenciadas pelo som do New Order, e que se tornaram o núcleo do “movimento” internacionalmente conhecido como Madchester. O Primal Scream, mesmo não compartilhando da mesma “origem geográfica” dessas bandas, tem uma ligação “espiritual” com a cena Madchester (além do som e do estilo, Bob Gillespie, vocalista do PS, é um antigo fã do New Order, é amigo da banda e já tocou em um grupo chamado The Wake que lançou seus primeiros discos pela Factory Records). Nos anos 1990, havia chegado a hora e a vez do britpop do Oasis dos irmãos Gallagher – um deles, Liam, era assíduo frequentador do Haçienda…

Para ficarmos aqui mesmo na nossa paróquia – Joy Division e New Order -, é preciso agradecer Peter Hook por ter convidado seu antigo amigo dos tempos de escola, Bernard Sumner, para irem juntos ao show dos Pistols no Lesser Free Trade Hall. O que aconteceu há quarenta anos culminou hoje em Sydney, na imponente Opera House, na apresentação do New Order ao lado da Australian Chamber Orchestra, na qual a banda tocou seus antigos sucessos, como “Temptation”, “The Perfect Kiss”, “True Faith”, “Regret” e “Blue Monday”, músicas novas (de seu último álbum, Music Complete) e uma emocionante encore dedicada ao Joy Division com “Atmosphere”, “Decades” e “Love Will Tear Us Apart”.

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RELATO | Atrás do New Order em Lima

no15O show do New Order em Paris em novembro do ano passado, sobre o qual já relatei em outros posts, não foi o primeiro que “caiu no meu colo” durante uma viagem por motivos profissionais. Isso já havia acontecido em abril de 2013, quando essa mesma formação do New Order (Bernard Sumner, Gillian Gilbert, Stephen Morris, Phil Cunningham e Tom Chapman) voltou à América do Sul para duas apresentações: uma em Lima, Peru, e outra em Bogotá, Colômbia (esta última como atração do festival Estereo Picnic). Eu participaria de um encontro / congresso latinoamericano de profissionais da minha área em Lima e o calendário do evento coincidiu com a data da apresentação do New Order na Explanada Sur do Estadio Monumental, na capital peruana. Só que, ao contrário de Paris, eu tive companhia brasileira nesse show. Parcerias de outros carnavais do grupo New Order Brasil tambem estavam de passagens e ingressos comprados para curtir o show em Lima: Ricardo, Marcelo, Andréa, Robertão e Luis Sobrinho. Belo time.

Exceto eu, todos se hospedaram na região de Miraflores. Eu era o único no Centro Histórico, mas me instalei lá por questões de praticidade: o congresso no qual estava inscrito aconteceria em espaços espalhados por diversos pontos da parte antiga da cidade, então era mais cômodo me estabelecer nessa área do que ficar em um lugar mais afastado. Mas foi uma ótima escolha por outros motivos também, como hospedagem mais barata, proximidade com diversos pontos de interesse turístico (a Plaza Mayor, a Casona da Universidade de San Marcos, a Catedral e outras igrejas do período colonial, balcones restaurados e conservados, museus, um polo gastronômico etc) e um ponto de venda e resgate de ingressos da Teleticket a cinco minutos a pé do meu hotel, dentro de um grande supermercado. Inclusive, quando estive lá para buscar meu bilhete, reparei que o quisque era todo coberto por pôsteres de shows de diversos artistas, locais e internacionais – o que me fez perguntar à atendende se não haveria algum do show do New Order sobrando para me dar. Infelizmente, não havia nenhum (não havia sequer um fixado no quiosque), mas a moça achou em uma gaveta dois flyers (os últimos) que gentimente me ofereceu no lugar do pôster.

Flyers

Flyers oficiais do show em Lima

Na noite do show, fui me encontrar com Ricardo, Marcelo e Robertão no hotel em que estavam hospedados, em Miraflores. De lá pegaríamos um táxi para o Estadio Monumental, que ficava bem longe ali. Andrea estava lá desde o começo da tarde, pois queria garantir para si um excelente lugar (na grade, em frente ao palco, é claro). Luis Sobrinho apareceria por lá depois. Só nos veríamos todos já no interior do setor “Blue Monday” (o de preço mais salgado, mas era o que compreendia as primeiras fileiras da pista). Quando nos encontramos lá dentro, Andréa já havia conseguido demarcar seu “território” no gargarejo. Em uma rápida conversa, nos disse que dentre as poucas coisas que havia conseguido discernir enquanto ouvia a passagem de som do lado de fora, teve a impressão de ter escutado “World” (se a tocaram ou não no soundcheck, não fez diferença, pois também não a tocaram no show). Enquanto o público ia chegando, bem devagar, demos uma sacada no lugar. Era estranho uma banda se apresentar do lado de fora de um estádio de futebol em vez do lado de dentro!

No dia anterior, os Killers tinham tocado no Monumental, mas “literalmente falando”. Já a Explanada Sur del Estadio Monumental, onde o New Order tocaria naquela noite, é um espaço aberto ao lado do estádio que não pertence ao complexo esportivo (ao contrário de uma área de estacionamento que também é usada para shows e eventos e com a qual costuma ser confundida muitas vezes). Na Explanada Sur já se apresentaram nomes como Guns N’ Roses, Placebo, The Cranberries, David Guetta e Aerosmith. Não sei ao certo qual a capacidade máxima do lugar, nem quantas pessoas estiveram no show do New Order, mas o fato é que a Explanada demorou bastante a ficar cheia (convenhamos que o trânsito lá fora não ajudava nem um pouco) e o concerto, que deveria ter começado às 21:00, teve início com uma hora de atraso. Enquanto esperávamos, eu matei minha fome com uma espécie de choripán peruano, acompanhado de uma garrafa de Inca Cola. Ainda antes do show começar, fui reconhecido por um grupo de chilenos que faziam parte do fórum em espanhol do NOOL (New Order On Line), que eu também frequentava – e eles acabaram se juntando a nós. Foi muito legal ter a companhia deles.

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New Order Brasil em Lima!

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NOOLers brasileiros e chilenos

Às 22:00 o show finalmente começou. Foi aí que me dei conta de que o lugar, enfim, havia ficado cheio. Esse foi o segundo show que eu assisti com a formação atual do New Order – o primeiro foi em São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, em 2011, pouquíssimas semanas depois da banda voltar à ativa reformulada. A apresentação em Lima, ao contrário da de São Paulo, desceu redonda. O time estava mais entrosado, o som era melhor e a plateia estava com aquela empolgação típica de primeira vez (o New Order nunca havia tocado lá). Ninguem parecia se importar com a ausência de um certo Peter Hook. Mas para nós, que tínhamos visto o grupo outras vezes, o concerto teve outros aspectos interessantes. Eles tocaram “Touched by the Hand of God” (com um novo arranjo), que não era apresentada ao vivo desde 2002; também foi o début ao vivo de “I’ll Stay With You”, faixa de Lost Sirens. Pela reação (explosiva!) do público, os pontos altos foram “Regret”, “Ceremony” e “Bizarre Love Triangle”, cantadas a plenos pulmões. Porém, nada foi tão curioso, pelo menos para os meus olhos, do que ver os peruanos pogando (fazendo a famosa “roda punk”) em “The Perfect Kiss” e “Temptation”!

O melhor da noite, no entanto, foi o after gig. Depois que o show acabou nós não fomos embora…Quer dizer, pelo menos não todos nós. Eu, Marcello, Andréa e Robertão ficamos. Os demais se foram junto com a multidão. Quando a Explanada Sur já estava bem vazia, nós nos misturamos com a turma do staff (afinal, além da entourage, um show envolve um grupo imenso de prestadores de serviços locais) e, sem sermos notados, fomos parar na grande área atrás do palco. Marcello e eu montamos guarda no que parecia ser um dos acessos ao backstage – nos pareceu ser um lugar estratégico para nos posicionarmos, pois havia acabado de estacionar uma van ali bem em frente e, em seguida, uns caras montaram uma espécie de corredor até o veículo com aquelas grades de organizar fila, com direito a “leão de chácara” para fazer a segurança. Nos ocorreu que em breve a banda poderia passar por esse corredor para entrar na van. Enquanto isso, Andréa e Robertão adotaram outra estratégia e se enfiaram por uma espécie de beco – e desapareceram nas sombras! Enquanto esperávamos próximo à van, a única figura “conhecida” que nos deu o ar da graça foi a engenheira de som, Dian Barton. Para não perder a oportunidade, nós a convidamos para tirar uma foto conosco e, em seguida, perguntamos se a banda ainda estava no camarim e se ela poderia quebrar um galho e dar um jeito da gente entrar… A resposta foi algo como um diplomático, mas pouco convincente “Eh… fiquem aqui que eu vou ver com a Rebecca [Boulton, do management da banda]”.

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Com a sound engineer Dian Barton, no backstage

É claro que ela nos deixou lá em pé comendo mosca, até que Andréa reapareceu no meio das sombras daquele beco dizendo “Psiu! Psiu! Aí é a maior furada, venham comigo!”. Nós a seguimos no ato por dentro de um corredorzinho estreito, mas curto. Quando saímos dele, voilá! Estávamos no backstage! “Enquanto vocês estavam lá a gente conseguiu chegar até aqui e encontramos o Andy. Eles nos ofereceu água e cerveja e ficou conversando com a gente. Disse que logo logo vem alguem da banda vir aqui falar conosco”, disse Andréa. O “Andy” em questão é o Andy Robinson, o outro empresário do New Order. Andréa já havia conversado com ele um dia antes, na coletiva de imprensa. Minutos depois, quem aparece para dar uma palavrinha com a gente? A “bateria eletrônica humana”: Stephen Morris (o único, aliás, a sair do camarim). Pura simpatia. Com muita paciência, humildade e carisma, conversou com todos nós e nos deu autógrafos (ele assinou o canhoto do meu ingresso e um lote imenso de encartes de CDs do Robertão). Ele não ficou muito tempo – logo chegaram uns caras que entraram no camarim com caixas e mais caixas de pizza. Stephen foi atrás e nenhum outro New Order saiu de lá depois. Mas já estava de bom tamanho. O show tinha sido ótimo, tivemos a sorte de ver e conversar com Stephen Morris e ainda saímos de lá com uma informação preciosa que Andréa colheu com o Andy Robinson: o horário do voo da banda para Bogotá no dia seguinte.

Somente Marcello, eu e Robertão estivemos de plantão no aeroporto para vê-los. Não sei se era um esquema especial para aquele dia (por causa do New Order), mas somente quem tinha viagem marcada para aquela data poderia entrar no salão de check in. Tivemos que contar com a cara-de-pau do Marcello, que mostrou para o funcionário do aeroporto a reserva dele, que na verdade era para o dia seguinte, e como se fosse para nós três, só que contando para que o sujeito não pegasse o papel para ler. Felizmente, obtivemos sucesso e entramos. Também não demorou muito para que a banda aparecesse. Abordamos primeiro o Bernard Sumner (enquanto isso os demais passaram batidos em direção ao guichê da companhia aérea). Barney também foi gente finíssima. Mas eles estavam já meio atrasados, então nada de muita conversa, nem autógrafos – somente fotos. “Agora tenho que correr para o check in, pessoal. Um abraço!”. Mesmo assim, fomos atrás porque como os demais se adiantaram, talvez conseguíssimos falar com mais alguem. E esse alguem foi Gillian Gilbert, vencedora do troféu Doçura-Fofura. Nessa altura, Steve já estava quase no salão de embarque de tanta pressa! Mas Gillian foi simpática, paciente e posou para fotos conosco com toda a simplicidade e humildade que existe no mundo. Infelizmente, não foi desta vez que demos uma moral para o Phil Cunningham e o Tom Chapman. Ficou para o ano seguinte.

As histórias dos shows do New Order pela América do Sul em 2014 merecem, pelo menos, uns dois posts! Aos poucos, com calma, vou colocando tudo “no papel” para publicar – com direito a fotos, é claro. Por hora, dexarei vocês curtindo um pouco da repercussão dos shows do New Order em Lima na imprensa local.

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