REVIEW | “Be a Rebel” (New Order)

O New Order lançou hoje seu primeiro single desde “People on the High Line”, de 2016. “Be a Rebel” vinha sendo esperada pelos fãs desde que Bernard Sumner declarou ao The Times em julho deste ano que estava trabalhando na mixagem dessa faixa durante o lockdown. Não se trata necessariamente de uma música “nova” – na verdade, é uma sobra de estúdio vinda diretamente das sessões de gravação do último álbum do grupo, o excelente Music Complete (2015). Sumner, em uma outra entrevista, só que publicada pela Classic Pop Magazine em junho de 2015, foi categórico quando disse que a banda tinha escrito algo em torno de 15 músicas para Music Complete, mas que a Mute Records (atual gravadora do New Order) queria um álbum com apenas dez. Nessa mesma entrevista, o decano vocalista/guitarrista deixou claro que, ainda que o disco saísse com as dez canções que a Mute desejava, ele ficaria incomodado se não pudesse finalizar todas as músicas.

E parece que ele levou a promessa à cabo durante a quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus. Ou quase. Em nenhum momento foi mencionado por Sumner ou por qualquer outro integrante do New Order de que outras faixas verão a luz do dia no futuro, então por ora “Be a Rebel” será tudo (isto é, se não contarmos a caixa com a edição definitiva do álbum Power, Corruption and Lies e o vindouro novo disco ao vivo Education Entertainment Recreation, que não tem data ainda para sair).

O site do New Musical Express definiu “Be a Rebel” como uma faixa “agridoce”. Nas redes sociais, as reações dos fãs foram, em geral, positivas – e em alguns casos chegaram a ser acaloradas e entusiasmadas. Bom, mas será que o novo single do New Order, que ganhará ainda este ano versões em mídias físicas que incluirão remixes, vale tanta euforia?

Não se trata, de uma maneira alguma, de uma canção ruim. Além disso, “Be a Rebel” possui os ingredientes de um single de sucesso (mas se chegará a alcançar posições altas nas paradas, isso são outros quinhentos). Entretanto, há muitas coisas nela que podem gerar algum desconforto. Por exemplo: num exame mais superficial, a música soa bastante como o Electronic (o extinto projeto solo de Bernard Sumner em parceria com o ex-Smiths Johnny Marr). Alguns trechos específicos chegam inclusive a lembrar vagamente um outro side project dos integrantes do New Order, neste caso o duo The Other Two, formado nos anos 1990 pelo casal Gillian Gilbert e Stephen Morris. Porém, as aventuras solo dos membros remanescentes do New Order que conhecemos hoje como sendo o “clássico” não necessariamente representam um alto padrão de comparação. Não que o Electronic e o The Other Two fossem ruins, mas, convenhamos, não eram assim tão bons (ou pelo menos não quando postos frente a frente com o poderoso catálogo da Nova Ordem).

Por outro lado, sucessivas e mais atentas audições revelam um cenário mais desolador, infelizmente. “Be a Rebel” peca pela absoluta falta de personalidade. Quem tiver uma memória auditiva mais acurada certamente terá a incômoda sensação de que o novo single do New Order se parece com incontáveis faixas eurodance da década de 1990, começando pelos timbres (incluindo aqueles inconfundíveis riffs de piano que ajudaram a popularizar o sub-gênero conhecido como italo house), mas passando também pela sequência de acordes que compõem a estrutura básica da canção. A pegada dance e a voz e a guitarra de Sumner funcionam como boas “pegadinhas” aqui, isto é, são artifícios que escondem o que “Be a Rebel” realmente é: uma fotocópia de uma fotocópia, um clone de outros tantos clones. É uma faixa genérica. Se trocarmos a voz de Bernard pelos vocais, por exemplo, de Neil Tennant, ela se transforma imediatamente num outtake dos Pet Shop Boys. Trocando em miúdos: ela soa como se tivesse sido criada por aqueles produtores especialistas na fabricação de sucessos dance em massa a partir de fórmulas prontas. Poderia ser uma música nova de qualquer um, não um novo single de uma banda com o legado do New Order.

Entretanto, os fãs mais empolgados com o novo lançamento da banda parecem cativados por sua atmosfera nostálgica que parece reviver aquela explosão do eurodance dos anos 90. Nesse sentido, “Be a Rebel” tem mérito por despertar em muita gente uma memória afetiva em torno de jardineiras, calças baggy, cores cítricas e os áureos tempos da MTV. De certo modo, Music Complete também era nostálgico, mas havia algo naquele álbum que parecia olhar para frente. Se tivesse sido incluída no disco, “Be a Rebel” certamente soaria deslocada.

Por enquanto, “Be a Rebel” está disponível apenas em formatos digitais no You Tube, nas plataformas de streaming e para download pago. Em novembro os fãs poderão colocar as mãos em uma edição limitada em 5.000 cópias prensada em vinil de 12″ cinza (já disponível para a pré-venda). Se o mercado para formatos físicos não estivesse rolando ladeira abaixo, não seria supresa alguma ver essa faixa sendo empurrada goela abaixo em uma enésima coletânea junto à fina flor do catálogo do New Order (“Blue Monday”, “True Faith”, “Regret”), com direito a algumas belas peças de Music Complete de lambuja, como “Singularity” e “Tutti Frutti”. Afinal, hoje em dia ninguem mais precisa comprar um CD com uma coleção inteira de músicas que já tem por causa de uma única faixa.

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REVIEW | “People on the High Line” (7″ shaped picture disc)

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“People on the High Line”: agora em versão shaped picture disc de 7″

Se tem uma coisa da qual fã nenhum do New Order pode reclamar é da maneira como a Mute Records vem promovendo o álbum Music Complete, lançado no ano passado. A gravadora comandada por Daniel Miller empregou distintas estratégias promocionais nessa empreitada: os snippets do Twitter com trechinhos das músicas (e que funcionavam como teasers do CD), diversas versões do disco para diferentes gostos e bolsos (inclusive um mega-luxuoso box set de oito discos de vinil coloridos!), quatro singles, lançamento de faixas avulsas em formato digital aberto para o público bolar seus próprios remixes, concurso para vídeo promocional com prêmio em dinheiro… A última novidade é um shaped picture disc de sete polegadas do mais recente single, “People on the High Line”.

Lançado no dia 14 de outubro, ou seja, pouco mais de um mês depois que os outros formatos físicos saíram, o shaped picture disc de “People on the High Line” veio a ser o primeiro e, até este momento, único lançamento do gênero da carreira do New Order. O disquinho foi cortado tendo como molde a figura usada na capa da edição em vinil de 12″, que remete a um motivo da tapeçaria TudorEsse mesmo motivo, além daquele usado na capa da versão em CD, apareceram primeiro no etched vinyl da caixa Music Complete: Deluxe Vinyl Box Set. Aliás, vale relembrar que o conceito por trás do artwork do último LP teve inspiração Tudor: do enxaimel à tapeçaria.

Voltando ao picture disc… trata-se de uma edição limitada em 2.000 cópias numeradas. O humilde autor deste blog ficou surpreso por ter se tornado proprietário de uma das cinquenta primeiras cópias: a que chegou na minha caixa de correio veio com o número 45. Foi um golpe de sorte, uma vez que ao encomendar o disco na pré-venda não era possível escolher o número da cópia. Recebi comments de seguidores do Instagram do blog que me disseram que compraram os seus em lojas físicas (na Inglaterra) bem no dia do lançamento e obtiveram números como 1.225 ou 1.605. O exemplar que aparece no site dedicado ao designer Peter Saville – e que ilustra o comecinho deste post – é o de número 311. Como eu disse, tive sorte.

Esse shaped picture disc de “People on the High Line” é a única edição a trazer as versões edit da mixagem original (e, por essa razão, é a que foi usada no vídeo promocional) e do “Claptone Remix” (aproveitada em um vídeo promocional oficial alternativo). Mas o disco inclui um código para que se possa baixar um “pacote” de remixes: os dois do vinil e outros cinco, totalizando sete. Ponto a favor, é claro. Até porque, como é de praxe em picture discs, o som não chega a ser lá essas coisas – e dá para notar um discreto “chiado”. Em geral, esses discos são bonitos, mas ordinários…

Porém, como item de colecionador, ele faz bonito. E há de se convir que Peter Saville e seu parceiro, Paul Hetherington, realmente vêm caprichando nos artworks de Music Complete e seus singles.

Até este momento, não há qualquer indício de que teremos um quinto single saído de Music Complete, álbum cujo “ciclo” aparenta estar chegando ao fim. Para quem curte e coleciona, valeu a pena: além do álbum ser bom, ele originou vários itens bem legais de se ter.

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REVIEW | Single: “People on the High Line”

2016-06-imute553-webPara começar, “People on the High Line” talvez não tenha sido a melhor escolha. Mas quem se importa quando se trata do quarto single? E provavelmente este será o último saído de Music Complete – com ele, a caixinha que vinha de brinde com “Restless” (o primeiro) para colecionar todos os CDs singles derivados do álbum fica, enfim, cheia. Mas o problema com “People on the High Line” não é que ela seja uma faixa ruim… muito pelo contrário! Digamos que ela é uma daquelas gratas surpresas do disco, além de ser a apoteose de Tom Chapman, o substituto de Peter Hook na função de baixista. Porém, é uma canção que se aprecia bem mais no contexto de uma coleção variada de músicas do que como um single. Nesse aspecto, “Plastic” talvez funcionaria melhor.

Mesmo assim, a versão editada, assinada por Richard X, é um gol de placa – tanto quanto foi sua versão extended para as edições Deluxe Vinyl Box Set e Complete Music, que reaparece no single. Mas de um modo geral, “People on the High Line” é, dos quatro singles extraídos de Music Complete, o que possui os remixes mais fracos. O pior deles, de longe, é o do produtor australiano Carmelo Bianchetti, também conhecido por “Late Nite Tuff Guy” ou “LNTG”. Apesar da boa intenção de colocar em destaque a guitarra funky de Phil Cunningham, seu remix é tedioso, chato. Já o do DJ alemão Claptone vem ganhando bastante publicidade desde antes dos formatos físicos serem lançados, haja vista que foi o primeiro remix a ser mostrado ao público (e o único, além do extended mix, a fazer parte do vinil de 12″). Mas não é essa Coca-Cola toda, não. Quer dizer, não é ruim – mas também está longe de merecer tanto destaque.

O mais interessante é o remix feito pelo coletivo italiano Planet Funk – responsável, anos atrás, por uma excelente remixagem de “Waiting for the Sirens’ Call” que o próprio New Order aproveitou para recriar a canção ao vivo para a atual turnê. Usando como linha vocal principal um canal de voz harmônico que na gravação original praticamente não é percebido, e no qual o timbre de Bernard Sumner soa um tom abaixo, o pessoal do Planet Funk levou a música a um novo e diferente território. Naturalmente, teve gente por aí que não gostou. Mas o grande barato quando o assunto são remixes é a absoluta falta de unanimidade – e opiniões extremadas do tipo “ame-o” ou “deixe-o”.

Um dos remixes da banda britânica Hybrid, o “Armchair Remix”, também propõe uma atmosfera que difere do clima de balada que impregna a faixa. Sem batidas ou grooves, essa versão soa mais flutuante e etérea. A outra contribuição do trio, “Hybrid Remix”, é diferente: o salão de baile volta à cena e o resultado obtido rivaliza apenas com a recriação da turma do Planet Funk. Na opinião do blog, são as duas melhores versões.

O tracklist completo do mais novo lançamento está disponível, a princípio, na edição em CD (que, na mesma linha dos anteriores, vem em uma capinha fina de papelão). Todavia, aqueles que adquirirem o vinil de 12” (branco), que traz dois remixes, um de cada lado do disco (ok, já dissemos isso!), receberão um código para baixar tudo em MP3 (outra estratégia empregada nos singles antecedentes). Aliás, tanto a Mute Records quanto o New Order vêm dando conta muito bem da promoção do álbum Music Complete e de seus singles: “People on the High Line”, mesmo sem um vídeo promocional (ainda), alcançou o primeiro lugar do UK Physical Singles Chart, seguindo a mesma trilha de “Singularity” (o single anterior).

Falta ainda vir ao mercado a edição shaped picture disc de 7”, cujo lançamento está previsto para o dia 07 de setembro. Mas quando sair, estaremos aqui para avaliar em comentar!

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NEWS | People on the High Line: vendas “bombaram” no primeiro dia

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“People on the High Line”: vendas indo bem logo no primeiro dia

Como são as coisas: quando o New Order e sua atual gravadora, a Mute Records, anunciaram que “People on the High Line” seria o quarto single do álbum Music Complete, lançado há quase um ano, muita gente reclamou. Mesmo quem gostava da faixa (este blog, por exemplo, chegou a citá-la como um dos destaques do disco na resenha que foi publicada aqui) achava que ela não era a melhor escolha. Havia muitas apostas para “Plastic”, enquanto “Academic” tinha um imenso fã-clube fazendo torcida por ela. Bernard Sumner chegou a declarar, em um entrevista logo após o lançamento do disco, que “People on the High Line” era uma de suas favoritas para virar single, mas que a banda havia rejeitado sua indicação. Por isso, ninguem entendeu muito bem porque, “de repente”, eles resolveram mudar de ideia. Mas o fato é que, na prática, a escolha parece ter sido muito acertada: “High Line” literalmente “bombou” no seu lançamento – e o vídeo promocional, que será escolhido em um concurso, sequer foi lançado ainda!

No site Mutebank, lojinha virtual da Mute Records, o bundle (pacote) promocional com vinil 12″ e CD pelo preço camarada de £ 13 esgotou no mesmo dia; aliás, não há mais uma cópia sequer em CD para contar história (todas já se esgotaram) e o site agora aguarda a reposição dos estoques do vinil. O estoque da Amazon britânica também evaporou em poucas horas e até o momento em que escrevo estas linhas apenas um de seus vendedores parceiros/associados possuía cópias disponíveis – e as estava vendendo por extorsivas £ 11 (o CD) e £ 22 (vinil de 12″). Por sorte, consegui encomendá-los por £ 6 e £ 8, respectivamente, no site da Norman Records, mas ainda assim terei que aguardar a reposição do estoque dos vinis (só o CD estava disponível para pronta entrega).

E isso porque ninguem gostou da escolha de “People on the High Line” como novo single…

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NEWS | “People on the High Line” para todos os gostos

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Capa do 12″ de “People on the High Line”.

Foram divulgados mais detalhes sobre o próximo single do New Order, “People on the High Line” (29/07), o quarto saído do décimo e mais recente álbum da banda, Music Complete (Mute Records, 2015). Em primeiro lugar, soltaram os tracklists do vinil de 12″ (que dessa vez terá a cor branca) e do CD (que trará outro ícone na capa, vide foto ao lado); além disso, no dia 09 de setembro será lançado em edição limitada (2.000 cópias) um picture disc cortado no formato do ícone que será usado na capa do 12″ e do digital single download (imagem ainda não divulgada). Esse disquinho terá, no lado A, a versão “Richard X Video Mix”, e, no lado B, o “Claptone Radio Edit”. Não há informações ainda a respeito desses mixes serem incluídos no pacote de downloads.

Enquanto isso, o site DirrtyRemixes.com fez a gentileza de disponibilizar de graça três remixes de “People on the High Line” para os fãs irem se aquecendo: “Richard X Extended Mix”, “Richard X Radio Edit” e “Claptone Remix” (sim, o próprio, aquele que havia saído dias atrás como digital single download exclusivo, porém pago, no site Beatport). O “Extended Mix” de Richard X não é novidade – é o mesmo do Deluxe Vinyl Box Set e do CD duplo Complete Music; já sua “contraparte”, a versão edit, a princípio só sairia no dia 29 deste mês com o lançamento do CD single. Os downloads podem ser feitos AQUI. Agradecemos o amigo Felipe, do New Order Brasil, pela dica!

PEOPLE ON THE HIGH LINE / Tracklist (oficial):

VINIL 12″ BRANCO
Lado A: Claptone 12″ Remix
Lado B: Extended Mix

CD SINGLE
01. Richard X Radio Edit
02. Claptone Remix
03. LNTG Can’t Get Any Higher Remix
04. Planet Funk Remix
05. Extended Mix
06. Hybrid Remix
07. Hybrid Armchair Mix

LIMITED SHAPED 7″ PICTURE DISC (somente 09/09)
Lado A: Richard X Video Mix
Lado B: Claptone Radio Edit

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NEWS | Julho e setembro: os lançamentos que virão por aí

N.O.+Singles

“New Order: Singles” estará de volta turbinadão

Fãs, prepare your cash! O lançamento oficial, há três dias, de um digital single remix exclusivo de “People on the High Line” no site Beatport, foi só um aperitivo. Não demorou muito tempo para o New Order anunciar a data na qual pretende soltar a versão física do single, o quarto saído do álbum Music Completedia 29 de julho. Definida pela revista virtual The Quietus como “o encontro do Chic com o Kraftwerk em uma pista de dança”, a faixa “People on the High Line” terá seu vídeo oficial escolhido em um concurso promovido pelo site Genero.tv – o prêmio para o vencedor será de US$ 8.000.

Outro lançamento anunciado esta semana é a reedição da coletânea Singles, de 2005, em dois formatos: CD duplo e box set de 4 LPs de 180 gramas. Na verdade, o relançamento de Singles tinha sido programado para o ano passado, mas acabou sendo suspenso por razões inexplicáveis. Dessa vez, parece que sai para valer. A Warner o promete para o dia 09 de setembro – e a Amazon britânica já abriu pré-venda. De acordo com a gravadora, Singles será relançado devido à alta taxa de compressão das faixas na edição original, gerando a necessidade de uma remasterização, e também para que as versões de determinadas músicas fossem substituídas. É o caso, por exemplo, de “Run”: pela primeira vez teremos, em vez da album version, a verdadeira “Run 2 (Edit)”, até hoje inédita em CD. “I’ll Stay With You”, de Lost Sirens (2013), será incluída como bonus track.

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NEWS | Beatport solta remix de novo single do New Order

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Capa de “People on the High Line”

Saiu do forno hoje: o site de compra on line de música eletrônica Beatport acaba de lançar um digital single remix exclusivo (e oficial) de “People on the High Line”, que como já dissemos por aqui foi a escolhida para ser a quarta música de trabalho do último álbum do New Order, Music Complete. A faixa se chama “People on the High Line (Claptone Remix)” e leva a assinatura, como o próprio título já denuncia, do DJ alemão Claptone. O download pode ser feito às expensas de módicos U$ 2,49 (algo em torno de R$ 8,50), mas há um snippet de dois minutos para dar uma conferidinha no som antes de colocar a faixa no “carrinho”. O digital single possui até uma arte (foto), que deverá vir a ser a capa do single físico também (com variações, como de costume). A imagem da “capa virtual” é uma versão moderna de uma Tudor Rose, motivo floral típico da tapeçaria Tudor; o mesmo símbolo aparece gravado no “lado B” do vinil preto da edição Deluxe Vinyl Box Set de Music Complete.

Mais detalhes AQUI.

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REVIEW | “Singularity” (single)

CeUye1EUIAAtoTA“Singularity” foi a primeira faixa do material que a banda estava escrevendo para o álbum Music Complete a ser apresentada publicamente. Isso aconteceu ao vivo, no dia 30 de março de 2014, em Santiago, no palco Playstation, enquanto encerravam a segunda noite da edição chilena do festival Lollapalooza com o Soundgarden (que estava em outro palco). Eu estava lá – e mal podia acreditar que, pela primeira vez, pude assistir o début de uma música antes mesmo dela ser lançada. Me recordo de, no dia seguinte, ter encontrado o vocalista e guitarrista Bernard Sumner no aeroporto Arturo Merino Benítez, quando a banda estava para embarcar em um voo a caminho da Argentina, e de ter dito a ele de que eu havia gostado muito da “música nova” (o que era a mais absoluta verdade, ainda que o som do show em Santiago estivesse muito ruim). Barney, que estava autografando meus encartes dos CDs Singles e Live at Bestival 2012, levantou a cabeça, arregalou os olhos, abriu um largo sorriso de satisfação e disse, com toda a simplicidade que há no mundo: “Yeah, que bom que você gostou!”.

Por causa da foto de um set list de ajuste entre iluminação e BPMs (batidas por minuto) que caiu na internet, instantaneamente a música ficou conhecida como “Drop the Guitar” – um título, alías, com toda pinta de provisório. Mas a banda não demorou muito para divulgar, em seu próprio site oficial, que seu nome verdadeiro era “Singularity”. No final de semana seguinte, em São Paulo (Autódromo de Interlagos), Bernard Sumner pegou o microfone e encerrou de vez a história antes de tocá-la novamente: “Esta se chama ‘Singularity’ e não ‘Drop the Guitar’, como andam dizendo por aí. Procurem na Wikipedia!”.

Da primeira apresentação ao público, em março de 2014, ao seu lançamento como single, em março de 2016, se passaram dois anos. De lá para cá, “Singularity” assumiu uma posição alta no repertório da banda: além de ter derrubado “Crystal” do posto de opener dos shows, ela é hoje uma das músicas de Music Complete que os fãs mais gostam. Recentemente, a banda apresentou uma versão ao vivo irrepreensível no The Late Show with Stephen Colbert que ganhou destaque no site da revista Rolling Stone. Todavia, como single, “Singularity” recebeu da atual gravadora da banda, a Mute Records de Daniel Miller, o mesmo tratamento dos dois anteriores, “Restless” e “Tutti Frutti”: primeiro saiu uma versão editada disponível no formato digital single download, seguido da divulgação do vídeo promocional e do áudio de um ou dois remixes no canal oficial da banda no You Tube, até que, finalmente, vieram os lançamentos em formatos físicos (CD e clear vinyl de 12″ colorido).

“Singularity” não traz nenhum lado B, somente remixes (os últimos singles do New Order a trazerem b-sides foram “Here to Stay” e o re-issue de “World in Motion”, ambos em 2002). Se no passado um remix costumava ser, via de regra, apenas um rearranjo dos elementos originalmente contidos na versão oficial, hoje em dia é uma autêntica reinterpretação, uma faixa “nova” construída a partir de alguns pedaços – samples – da canção original. Nesse terceiro single de Music Complete, o New Order recrutou para o seu time de colaboradores gente como Steve Dub, Erol Alkan, Mark Reeder, J. S. Zeiter e a banda Liars.

Pessoalmente, apesar de gostar muito de “Singularity”, sempre tive a impressão de que não era uma música lá muito fácil de se remixar. Opinião compartilhada, aliás, por um dos remixers escalados para essa empreitada (Mark Reeder). O engenheiro de som Craig Silvey, por exemplo, errou a mão na hora de passar a tesoura na gravação original para criar a versão “Single Edit”. Não que a culpa fosse dele – mas eu acho muito difícil encontrar pontos apropriados na faixa onde se pode fazer uma edição sem que a intervenção cirúrgica não pareça muito evidente. O mesmo já não se pode dizer da versão estendida. O DJ californiano Steve Dub ficou com o trabalho mais fácil – alongar a música em vez de encurtá-la – e se deu melhor. Seu “Extended Mix” é o mesmo que foi incluído na edição Deluxe Vinyl Box Set de Music Complete e o resultado final não é menos que magnífico.

O produtor musical e DJ Erol Alkan é, sem sombra de dúvida, um dos nomes badalados dentre os escolhidos para turbinar “Singularity”. Por ter sido durante tanto tempo o DJ residente do club londrino Trash, que também já recebeu shows de bandas como LCD Soundsystem e Bloc Party, e por ter remixado faixas de Hot Chip e Chemical Brothers, suas contribuições estavam entre as mais aguardadas entre os fãs gringos dos New Order. Todavia, seus “Stripped Remix” e “Extended Rework” não estariam, ao meu ver, entre os mehores remixes de “Singularity”. Não são ruins, todavia. Apenas ok. O “escorregão” fica por conta mesmo do “Liars Remix”: a banda nova-iorquina assinou um remix que, embora conserve grande parte dos elementos da gravação original, peca pela falta de imaginação. A tentativa de emular um som mais dark, como se quisessem prolongar a atmosfera soturna da introdução do mix oficial, soa estéril e fútil. Resumindo: esquecível (ele é uma espécie de bonus track na versão download do single, que pode ser obtida através de uma senha/código que acompanha a edição em vinil de 12″).

Por outro lado, quem curte techno vai viajar nos remixes de J. S. Zeiter, que também atende pelo nome de MCMLXV. Ele nos oferece seu “J. S. Zeiter Remix” (disponível na versão em CD) e sua contraparte predominantemente instrumental, “J. S. Zeiter Dub” (incluída no vinil). Não chegam a ser memoráveis, mas os considero melhores que os remixes do super-idolatrado Erol Alkan, principalmente a versão dub. Mas a “cereja do bolo” mesmo são as reinterpretações de Mark Reeder (“Duality Remix” e “Individual Remix”). Reeder merece mesmo um pouco mais de destaque aqui. Ele é um velho conhecido do New Order – na verdade, ele é um amigo próximo desde os tempos do Joy Division. Naquela época ele fazia parte de uma banda chamada Shark Vegas, mas ainda na década de 1980 ele se mudou para a Alemanha Ocidental, onde se tornou um representante da Factory Records e, também, produtor musical, DJ e dono da gravadora Mastermind for Success. É de Reeder e de outro DJ, o húngaro Corvin Dalek, a primeiríssima versão de “Crystal” (já com os vocais de Barney Sumner), que viria a se tornar um hit do New Order. Além disso, Reeder é a figura central do filme B-Movie: Lust and Luxury in West Berlin 1979-1989, que mistura imagens documentais e reconstituídas para traçar uma espécie de painel musical e cultural da outrora Berlim Ocidental, do punk à Love Parade, e que foi usado na montagem no vídeo promocional de “Singularity”.

O “Duality Remix” é surpreendentemente curto para os padrões de hoje – a versão disponível no CD está editada e possui 3’49”, enquanto que a gravação que acompanha o download tem 4’57”. Apesar da pequena duração, esse remix é um gigante. Seguramente, é o melhor de todos. Já o “Individual Remix” não é uma versão estendida do anterior. Pelo contrário, é um remix totalmente diferente, ainda que possua trechos e partes que remetam ao “Duality”. Trata-se de uma versão mais elaborada e complexa, mas peca justamente por dispensar a concisão e a perfeição objetiva da outra. Mesmo assim, é uma pérola.  Heil Mark Reeder!

Como bonus track, o CD e o 10 Track Audio Download (adquirido não apenas via código que acompanha o vinil, mas também através de download pago direto) trazem o remix de Tom Rowlands (Chemical Brothers) para “Tutti Frutti” e que havia sido disponibilizado para ser baixado de graça em dezembro do ano passado como “presente de Natal” para os fãs.

Para finalizar: a edição em vinil de 12″ de “Singularity” contém ainda um “brinde” um tanto quanto curioso. Trata-se de uma folha de papel branca impressa com um diagrama causal do buraco negro, acompanhado de um texto explicativo. De acordo com a astronomia, um buraco negro se forma quando uma estrela em colapso gravitacional desaba sua massa em direção ao seu próprio centro, tornando-se capaz de atrair ou “sugar” para o interior desse ponto toda matéria próxima. O buraco negro seria um exemplo de “singularidade gravitacional” (sacaram a conexão?). Observando com atenção o diagrama causal do buraco negro, se descobre com facilidade qual foi a inspiração do designer Peter Saville para a capa de “Singularity”.

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MEMÓRIA | Primeiro single do New Order comemora 35 anos

Há exatos 35 anos, era lançado pela Factory Records, um selo independente de Manchester, cidade do norte da Inglaterra, o primeiro disco do New Order. Não era ainda um álbum com uma coleção inteira de músicas, mas um single. No lado A, tínhamos uma tema pós-punk de primeira, com um riff esparso de guitarra, o baixo em destaque e uma bateria marcial; já o lado B nos presenteava com um tema mais soturno e depressivo, com camadas de teclados que sugeriam, ao mesmo tempo, atmosferas fantasmagóricas e etéreas que despertavam sentimentos que se confundiam entre o medo e o pesar. Assim eram “Ceremony”, a hoje clássica canção do lado A, e “In a Lonely Place”, a melancólica sinfonia eletrônica registrada no lado B.

O single, batizado apenas de “Ceremony”, também conhecido como “FAC 33” (seu número de catálogo segundo o mitológico sistema de catalogação da Factory), foi o cordão umbilical que ligou o recém nascido New Order à sua encarnação anterior – o Joy Division. “Ceremony” e “In a Lonely Place” foram as duas últimas canções que Bernard Sumner (guitarra, teclado), Peter Hook (baixo) e Stephen Morris (bateria) escreveram ao lado de Ian Curtis, a voz e o lirismo do Joy Division. Quando Curtis saiu de cena tirando sua própria vida, em maio de 1980, isso não significou o fim da linha para os outros três. Todavia, eles sentiam que não seria a mesma coisa ser Joy Division sem aquele pelo qual sempre tiveram profunda e real amizade. Mudar o nome do grupo parecia ser uma opção lógica. E assim o fizeram – eles passaram a se chamar New Order, uma sugestão do empresário, Rob Gretton. O passo seguinte seria escrever músicas novas – e, por que não, finalizar as outras duas em que estavam trabalhando quando Ian ainda estava vivo.

Eles possuíam fitas de ensaio das duas canções. Em ambas, a maior dificuldade era transcrever o que Ian cantava, já que a qualidade das gravações deixava muito a desejar. Essas fitas vieram a público pela primeira vez em 1997, através do box set quádruplo de CDs Heart and Soul, dedicado ao catálogo e às raridades do Joy Division. Anos mais tarde, em 2011, seria lançado especialmente para o Record Store Day um EP em vinil de 12 polegadas (edição limitada em apenas 800 cópias) que trouxe, no lado A, as versões de estúdio gravadas pelo New Order e, no lado B, essas gravações caseiras, mas desta vez com “In a Lonely Place” completa (em Heart and Soul a gravação está cortada). Vale ressaltar que antes de “Ceremony” finalmente ser levada ao estúdio pelo New Order, ela já havido sido tocada ao vivo pelo Joy Division no dia 02 de maio de 1980 no High Hall da Universidade de Birmingham – aliás, ela (a música) chegou a fazer parte da passagem de som antes do show! Já “In a Lonely Place” nunca foi executada ao vivo pelo Joy Division – isso só viria a ser feito depois que a banda já tinha se tornado New Order.

“Ceremony” e “In a Lonely Place” foram incorporadas aos shows do New Order, figurando ao lado de canções novas em folha, como “Truth” e “Dreams Never End”. Em geral, o material que a banda compôs após a mudança não era tão diferente do que faziam como Joy Division. E no caso de temas como “Truth”, se notava que o grupo estava prosseguindo em uma rota que o JD já vinha tomando: em direção ao uso cada vez mais frequente dos sintetizadores. Isso não estava evidente apenas no último tema escrito pelo Joy Division, “In a Lonely Place”, como também em várias outras faixas, como “Isolation”, “Decades”, “As You Said” ou “The Eternal”. Em todo caso, nos primeiros meses de New Order eles ainda não tinham “o” vocalista e essa função era dividida entre os três. “Ceremony”, por exemplo, era cantada nos shows pelo baterista Stephen Morris; já “In a Lonely Place” ficava a cargo de Sumner, que é quem viria a se fixar no cargo em definitivo.

Foi durante a turnê norteamericana que o Joy Division teve que cancelar devido à morte de Ian Curtis que o New Order gravou seu primeiro single. Aconteceu quando, em setembro de 1980, a banda estava de passagem por Nova Jersey, onde fizeram um show no Maxwell’s (já fizemos um post sobre esse concerto). As gravações foram feitas nos Eastern Artists Recording Studio e tiveram como produtor Martin Hannett – o homem por trás da produção de todo o material do Joy Division na Factory. A escolha de “Ceremony” como single parecia óbvia – apesar de letra, era uma música mais upbeat. “Dreams Never End” também teria sido uma boa opção (e em outro momento chegou a ser cogitada a ser lançada como single), mas acabou reservada para ser tornar a (excelente) opening track de álbum de estréia do New Order, Movement, lançado em novembro de 1981. Colocar “In a Lonely Place” no lado B também parecia lógico, já que ela era uma música “irmã”. Bernard Sumner assumiu os vocais nas duas faixas.

A Factory somente lançaria o disco no dia 06 de março de 1981. O single saiu em dois formatos no vinil: compacto e 12 polegadas. A capa do vinil grande, feita por Peter Saville (como de costume), com seu fundo verde-musgo e uma tipografia em tom de cor que lembra o dourado, tem um aspecto ou uma leve semelhança com os tradicionais livros de hinos religiosos ingleses. Além disso, a banda já estava um tanto mudada a essa altura. Ela havia deixado de ser um trio para se transformar em um quarteto. Se juntou aos três egressos do Joy Division a namorada de Morris, Gillian Gilbert, ex-Inadequates (banda punk que ensaiava em uma sala ao lado da do Joy Division), e que passou a dar uma ajudinha a Bernard Sumner na guitarra e nos teclados. Ela havia sido incorporada ao grupo ainda no ano anterior, quando Sumner já estava se estabelecendo como o dono do microfone. Com a sua entrada, eis que acontece algo surpreendente: o New Order decide fazer uma nova gravação de “Ceremony”, agora com Gillian fazendo uma segunda guitarra. A nova versão foi lançada em setembro de 1981, novamente com “In a Lonely Place” como b-side, mas ao contrário daquela, esta não foi regravada. A nova “Ceremony” foi lançada apenas em vinil de 12 polegadas, ganhou uma capa nova e daí em diante foi considerada “a versão definitiva”: foi ela que passou a ser incluída em todas as coletâneas e compilações, com exceção de uma, Singles (2006), que foi quando a gravação original foi lançada em CD pela primeiríssima vez. Ela retornaria em 2008 na versão remasterizada e expandida do álbum Movement, tendo sido incluída no CD bonus. A diferença entre as duas: enquanto a primeira é uma gravação mais rude, mais grosseira (pelo menos para os padrões de Hannett), a segunda (também produzida por Hannett!) tem um som mais limpo, os instrumentos estão mais bem gravados, os tom-tons da bateria de Morris estão distribuídos pelo estéreo e passam ora da esquerda para direita, da direita para a esquerda…

Mas é a versão original que conta como marco histórico, essa é que é a grande verdade. Sem falar que ela tem, mesmo com os seus “defeitos”, um grande séquito de fãs (eu não estou entre eles, prefiro a segunda versão). Ainda me lembro, quando a primeiríssima gravação ainda era desconhecida da maior parte do público brasileiro, que muita gente caiu na pegadinha que se espalhou pelos programas de compartilhamento de músicas de que era uma “versão de estúdio perdida” de “Ceremony” com Ian Curtis nos vocais!!! Quantas discussões tive no hoje falecido Orkut tentando esclarecer as pessoas que tal gravação não existe e que elas estavam diante pura e simplesmente da primeira versão feita pelo New Order. Hoje o mal entendido está desfeito. Só não suporto quando leio por aí que cada vez que o New Order toca “Ceremony”, está tocando um “cover do Joy Division”. Fala aqui com a minha mão, fala…

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NEWS | Clipe completo e “pre-order” de “Singularity” já estão na rede

No post de ontem divulgamos o teaser do vídeo promocional de “Singularity” que o New Order havia liberado em suas redes sociais. Mas os fãs nem precisaram esperar muito pelo clipe completo: a banda e sua gravadora fizeram o lançamento oficial hoje em seus respectivos canais no You Tube e no Vimeo. Conforme havíamos dito antes, o vídeo de “Singularity” é uma colagem de imagens editadas do filme B-Movie: Sound & Lust in West Berlin, dirigido por Klaus Maek, Jörg Hoppe e Heiko Lange, além do que já vinha sendo usado pelo New Order no telão durante a execução ao vivo da faixa desde que a turnê do CD Music Complete começou em novembro do ano passado. Uma outra boa novidade é que depois de uns dias misteriosamente fora do ar, os links de acesso à pré-venda das edições físicas de “Singularity” reapareceram na lojinha virtual da Mute Records (www.mutebank.co.uk). O comprador pode optar por levar apenas o vinil 12″(roxo) ou o CD maxi single, ou ainda um bundle (pacote) com os dois mais um código/senha para baixar todos os remixes. A data de lançamento foi atualizada para o dia 25 de março. Vale ressaltar que a versão em CD incluirá o remix de Tom Rowlands para “Tutti Frutti” que havia sido disponibilizado de graça para download no ano passado, no Natal. Abaixo temos os tracklist completos:

PURPLE 12″ VINYL
Singularity (Extended Mix)
Singularity (Mark Reeder Individual Remix)
Singularity (Erol Alkan’s Extended Rework)
Singularity (JS Zeiter Dub)

CD MAXI SINGLE
Singularity (Single Edit)
Singularity (Extended Mix)
Singularity (Erol Alkan’s Stripped Remix)
Singularity (Mark Reeder Duality Remix)
Singularity (JS Zeiter Remix)
Tutti Frutti (Tom Rowland’s Remix)

DOWNLOAD (VIA CODE WITHIN THE 12″)
Singularity (Single Edit)
Singularity (Extended Mix)
Singularity (Erol Alkan’s Extended Rework)
Singularity (Erol Alkan’s Stripped Remix)
Singularity (Mark Reeder Duality Remix)
Singularity (Mark Reeder Individual Remix)
Singularity (JS Zeiter Remix)
Singularity (Liars Remix)
Tutti Frutti (Tom Rowland’s Remix)

VÍDEO:

New Order – Singularity (Official Video) from Mute on Vimeo.

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