NEWS | Pílulas de New Order

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Trazemos hoje três notas curtas para você, leitor e fã, se manter atualizado sobre o que vem sendo publicado lá fora sobre New Order, Joy Division, side projects e assuntos relacionados. Esperamos, uma vez mais, atingir nosso objetivo: informar e aumentar o fã-clube. Boa leitura.

  • O New Order vem se saindo muito bem nas paradas britânicas desde que o álbum Music Complete saiu em setembro do ano passado. O disco, como chegamos a publicar aqui, alcançou o segundo lugar na parada de álbuns, sendo esta a melhor colocação desde Republic (primeiro lugar, em 1993). O último single não está fazendo feio, não. Embora hoje os downloads e o streaming tenham mais peso no mercado, revelando as novas preferências de quem consome música, “Tutti Frutti”, faixa dançante que flerta com o disco house, alcançou a quarta posição entre os singles físicos (CD e vinil) e foi o segundo 12″ mais vendido. Aliás, os fãs do New Order parecem ser, também, entusiastas das velhas bolachas: Music Complete ficou na 26ª posição na lista dos LP’s mais vendidos na Inglaterra em 2015. Trata-se de uma bela posição, considerando que o disco competiu com álbuns que saíram meses antes dele e, também, com relançamentos de alto calibre, dentre eles o multi-recordista Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. De novidade, a Mute Records promete para os próximos dias o novo single. E o relançamento da coletânea Singles (nos formatos CD duplo, o original, e box-set com 4 LP’s), que deveria ter rolado no ano passado, foi adiado para dezembro deste ano… Santa espera, Batman!

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  • O baterista do New Order, Stephen Morris, é a estrela do segundo vídeo da série Analogue, produzido e divulgado pelo site da gravadora/produtora The Vinyl Factory. O pequeno filme de quase quatro minutos mostra Morris no estúdio caseiro montado em sua fazenda em Macclesfield, Grande Manchester, cercado por sintetizadores analógicos e falando sobre eles e sobre tecnologia musical em geral. Em seu depoimento, ele diz que, como produtor, se considera um herdeiro de Martin Hannett (produtor dos discos do Joy Division e dos trabalhos iniciais do New Order) e de Konrad “Conny” Plank, o alemão por trás do som proto-eletrônico de bandas germânicas como Kluster/Cluster, Neu!, Harmonia e Kraftwerk (do primeiro LP a Autobahn). Um dos momentos mais interessantes é quando Morris diz que, se por um lado é maravilhoso que hoje haja tantos recursos e opções em termos de tecnologia musical, o que abre um leque quase ilimitado de possibilidades, por outro ter diante de si tanto para escolher acaba nos deixando paralizados e sem saber tomar decisões… E, curiosamente, a música moderna acabou se tornando mais homogênea.

 

  • Fazendo uma espécie de divulgação antecipada do show que fará na Irlanda com seu atual grupo, o The Light, em 31 de março deste ano, Peter Hook, o ex-baixista, concedeu uma entrevista ao The Irish News há poucos dias. O bate-papo com o entrevistador basicamente girou em torno de dois clássicos do New Order, os álbuns Low Life (1985) e Brotherhood (1986), que serão tocados ao vivo na íntegra na Irlanda (show que, inclusive, já passou por São Paulo em 2014). Todavia, Hook foi perguntado sobre seu livro de memórias do New Order, Power, Corruption and Lies, que estava previsto para ser lançado no ano passado. Segundo o baixista, estima-se que talvez seja publicado em outubro deste ano e que o livro terá mais de 1.000 páginas, com direito a minuciosos detalhes. Apesar da extensão da obra, Hook ainda teve que atender a uma lista de cortes feita pelo seu advogado, para evitar transtornos judiciais futuros, haja vista que ele e os ex-colegas de banda vêm travando batalhas nos tribunais envolvendo os negócios  e distribuição de royalties em torno do uso do nome New Order. Mas o rancoroso bass hero deu suas escorregadelas: disse que o New Order deixou de tocar “Sunrise” ao vivo porque o vocalista Bernard Sumner estava sempre insatisfeito com as partes de guitarra de Gillian Gilbert (mas quem tocava guitarra nessa era Bernard, enquanto Gillian fazia as partes de teclado) e que Sumner “condensou 30 anos de New Order em 100 páginas – em 60 delas me chama de cretino” em sua auto-biografia (sendo que, na verdade, o tema da crise com Peter Hook não ocupa mais do que sete ou oito páginas). Fãs, atenção: há de se ler o livro do Hooky (quando ele sair) com muito critério.

 

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REVIEW | “So This Is Permanence” (Peter Hook’s The Light) / “St. Anthony” (Mike Garry & Joe Duddell)

SothisispermenanceÉ com um relativo atraso que trazemos hoje para os leitores do blog nossos video reviews de dois lançamentos relevantes para o fã clube de Joy Division e New Order: o CD triplo ao vivo So This Is Permanence”, que apresenta Peter Hook, mais uma vez ao lado do grupo The Light, tocando todo o repertório do JD em um único show na Christ Chruch, em Macclesfield (Grande Manchester); e o single St. Anthony: An Ode to Anthony H. Wilson, parceria entre o poeta Mike Garry e o maestro Joe Duddell, ambos de Manchester, em uma homenagem a Tony Wilson que recria o clássico “Your Silent Face”, do New Order. Em comum entre os dois lançamentos, o lado beneficente (os discos arrecadam fundos para entidades). Enfim, esperamos que gostem que nossos novos reviews.

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NEWS | Filho de Peter Hook vai para o Smashing Pumpkins e Joy Division ganha site oficial

peter hook and the light father and son 1000 st pauls lifestylePor causa da repercussão do anúncio, esta semana, da data de lançamento de Music Complete, o décimo álbum de estúdio do New Order, duas outras notícias de interesse não apenas para os fãs, como também para os admiradores e ligados no assunto em geral, acabaram ficando na penumbra. A primeira delas foi dada por Billy Corgan em sua conta no Twitter no dia 20 passado: Jack Bates, filho de Peter Hook (ex-baixista do New Order) e que, além de também ser baixista acompanha o pai na banda-tributo The Light, acabou de ser incorporado aos Smashing Pumpkins, que farão uma turnê com o Marilyn Mason que começará no dia 07 de julho e que foi batizada de The End Times Tour.

Para quem não sabe, não é de hoje de Corgan “respira os ares de Manchester”. Em 2001, ele gravou com o New Order a canção “Turn My Way”, faixa de Get Ready, sétimo álbum de estúdio da banda. Além disso, durante os primeiros meses da turnê de divulgação do CD, quando o Samshing Pumpkins original havia terminado, Billy excursionou com o grupo. Mais tarde, quando foi a vez do New Order original ter sido desfeito, Corgan subiu no palco dos shows do Peter Hook & The Light algumas vezes para dar suas canjas, como no caso de uma participação em “Love Will Tear Us Apart” (Joy Division) no Metro Chicago no ano passado.

A outra notícia que ficou meio apagada foi dada pelo New Musical Express hoje: acaba de ser lançado (finalmente!) o site oficial do Joy Division (www.joydivisionofficial.com). Com um visual interessante e, de longe, muito superior à pobreza que é o site do New Order, ao que tudo indica parece ter sido publicado por ocasião do relançamento da discografia da banda em vinis de 180 gramas com áudio remasterizado. Mas o conteúdo do site vai além do merchandise. Há uma bela galeria de fotos, abastecida com material saído do acervo do fotógrafo Kevin Cummins, a discografia oficial completa (com direito a audio streaming) e, para breve, os administradores prometem uma área só para vídeos. Apesar do projeto ser belíssimo, o bom e velho Joy Division Central ainda não perdeu sua majestade na categoria de “guia hardcore” sobre a banda.

Mas, realmente o que tem dado o que falar – para o bem e para o mal – tem sido o anúncio do lançamento de Music Complete, o primeiro álbum do New Order sem Peter Hook, disco que a turma do “não ouvi e não gostei” já está agourando com comentários do tipo “It’s not New Order. It’s Bad Lieutenant featuring The Other Two. Ainda que seja: o Bad Loo e o O2 fizeram discos curtíveis, “redondos”, então só por isso já se pode esperar um CD no mínimo decente. Mas ainda acho que não é por aí…

E acho que, por ora, é melhor deixar esse assunto para outro post…

NEWS | Selo argentino lançará no Brasil box triplo de CDs com o tema “Joy Division”

71ZEKOvDmkL._SL1200_Especializado no lançamento de coletâneas dos mais diversos gêneros da música popular e com preços acessíveis, o selo argentino Music Brokers, que pertence ao MB Entertainment Music Group, lançará no Brasil no dia 26 deste mês um box set triplo intitulado The Many Faces of Joy Division. A caixinha propõe, como indica o subtítulo em inglês, “uma jornada pelo mundo interior do Joy Division” guiando o ouvinte por três itinerários diferentes, cada um deles traçados em um disco.

No primeiro, intitulado “Joy Division: Martin Hannett Sessions”, temos versões / gravações / mixagens alternativas de estúdio de vários totens sagrados do repertório clássico da banda, todas capitaneadas pelo mítico produtor Martin “Zero” Hannett, e que já deram as caras inúmeras vezes em dezenas de lançamentos piratas. O lado bom é que essas gravações eram, até então, inéditas em CD no Brasil. No segundo disco temos Peter Hook, um dos fundadores do Joy Division (e também ex-baixista de sua segunda encarnação, o New Order), acompanhado de sua banda atual, o The Light, tocando uma versão do álbum Unknown Pleasures (1979) gravada ao vivo na Austrália em 2010 – e lançada originalmente como um álbum solo de Hooky pela Pylon Records em 2011 nas versões CD, LP duplo e LP duplo vermelho. Também foi uma boa sacada, porque antes desse box nenhum disco do Peter Hook & The Light tinha sido lançado em Terra Brasilis ainda.

O terceiro disco, chamado “Roots and The Manchester Scene”, traz à tona as influências da banda – Velvet Underground, Iggy Pop e Sex Pistols -, além de nomes que fazem parte da memória afetiva de seus integrantes (como o Cockney Rebel, que, segundo Peter Hook, foi a banda que lhe despertou o gosto para o rock) ou que, mais tarde, ajudaram a moldar a sonoridade do que veio a ser o New Order (Giorgio Moroder). O CD também é uma pequena amostra da cena punk / pós-punk de Manchester: Slaughter & The Dogs (que eram empresariados por Rob Gretton antes deste ser o manager do Joy Division), Buzzcocks, The Fall e The Passage.

O preço estimado de lançamento de The Many Faces of Joy Division é de R$ 54,90.

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NEWS | Show que marcou os 35 anos da morte de Ian Curtis é lançado em CD: renda das vendas será revertida para a caridade

SothisispermenanceAgora há pouco em Macclesfield, na Grande Manchester (Inglaterra), chegou ao fim o evento So This Is Permanence, realizado na Christ Church e no qual Peter Hook, ex-baixista do New Order, e sua atual banda, o The Light, tocaram todo o material já gravado pelo Joy Division para marcar os 35 anos da morte de seu venerado vocalista, Ian Curtis. Essa até agora foi a única vez em que o repertório completo do Joy Division foi executado ao vivo em uma única noite por pelo menos um dos seus ex-integrantes originais, desde o primeiro registro da banda em vinil – a faixa ao vivo “At a Later Date”, incluída no EP de 10″ Short Circuit: Live at the Electric Circus, lançado em junho de 1978 – até o último single, “Love Will Tear Us Apart”. Além disso, o evento também incluía um bate-papo com o fotógrafo Kevin Cummins conduzido por John Robb no gramado da Christ Church e uma exposição de fotos intitulada I Remember Nothing, de Martin O’Neil, no espaço Incubation (uma espécie de museu dedicado ao Joy Division) na Charles Roe House (antiga propriedade de Charles Roe, um empresário do ramo de seda do século XVIII, que agora é uma galeria de arte). O dinheiro arrecadado com a venda dos ingressos foi revertido para a Epilepsy Society e a Churches Conservation Trust.

O show foi gravado, mixado e produzido (incluindo a capa com projeto gráfico e tudo) in loco pelo pessoal da Abbey Road Live Here Now e foi disponibilizado para venda sob forma de CD triplo em uma tenda no gramado da igreja logo após o concerto (eles estão equipados para produzir as cópias, com as embalagens, em apenas cinco minutos depois do fim da apresentação). O disco So This Is Permanence também já está disponível para venda no site da Abbey Road LHN – e por salgadas £22,99. A renda das vendas do CD também será revertida para as mesmas instituições que foram apoiadas com a arrecadação dos ingressos para o show. Além disso, a performance foi filmada pela produtora Surdevan Creative com o uso do seu exclusivo sistema Jackinabox e será lançada posteriormente. Assim que tivermos em mãos disco e vídeo, publicaremos aqui no blog uma resenha completa de ambos.

Finalizando: o site do jornal Macclesfield Express publicou que Peter Hook & The Light voltarão a fazer ao vivo essa super-maratona Joy Division (48 músicas no total) em outubro, como parte de uma turnê pela Inglaterra.

REVIEW | Peter Hook & The Light, “The Hebden Tapes” CD bundle (Abbey Road Live Here Now, 2015)

Neste post apresentamos aos leitores nosso video review sobre o pacote quádruplo The Hebden Tapes que o selo Abbey Road Live Here Now lançou este ano e que incluiu três CDs duplos de Peter Hook & The Light gravados ao vivo no The Trades Club entre os dias 08 e 10 de dezembro de 2014, mais um disco bônus com o show no Vintage at Goodwood, de 15 de agosto de 2010, com participações especiais de Rowetta (ex-Happy Mondays, vocais), orquestra e coral, e um certificado autografado.

NEWS | Peter Hook promete tocar ao vivo em show único todo material do Joy Division

sothisisPara marcar o aniversário dos 35 anos da morte de Ian Curtis, a legendária voz do Joy Division, outro egresso da banda, o baixista Peter Hook, anunciou que realizará com o The Light (grupo que formou após seu rompimento com o New Order) um show na Christ Church, em Macclesfield (na Grande Manchester), no qual tocará todo o material do JD. Isto quer dizer: os álbuns Unknown Pleasures e Closer na íntegra, além das sobras de estúdio editadas no LP duplo Still (que também era ao vivo), além de faixas lançadas em singles, EPs e compilações da Factory Records ou de outras gravadoras. Além de ser uma celebração da vida e obra de Curtis, o supershow está sendo organizado para apoiar duas entidades, a Epilepsy Society e a Churches Conservation Trust. O concerto vem sendo anunciado com o sugestivo nome So This Is Permanence, que, coincidência ou não, também é o título do livro lançado no ano passado com os manuscritos de Ian Curtis. O presente blog tem um palpite: caridades e homenagens à parte, acreditamos que esse show tem de tudo para ser gravado e, em seguida, lançado em algum formato, como por exemplo a série de concertos em Hebden Bridge, que foram transformados em três CDs duplos pelo selo Abbey Road Live Here Now para venda exclusiva em seu site.