CURIOSIDADES | Filha de peixe(s)…

14354-hot-vestry-performed-on-stage-at-live-1000x0-1Apesar de se relacionarem desde o finalzinho da década de 1970, Gillian Gilbert e Stephen Morris, respectivamente tecladista e baterista do New Order, só se casaram nos anos noventa. Após a oficialização da união, tiveram duas filhas – Matilda e Grace. A mais nova (Grace) veio a precisar de cuidados especiais porque desenvolveu mielite transversa aos 18 meses de idade. Isso foi em 2001, logo após o New Order ter finalizado o álbum Get Ready, o que fez com que Gillian se afastasse da banda para dedicar-se a cuidar dos problemas de saúde da menina. Hoje, felizmente, Grace está completamente recuperada, embora ainda necessite de alguma atenção médica. Mas, pelo o que se pode notar na foto abaixo, ela realmente parece ótima (e é a cara da mãe).

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Mas este post é sobre Matilda, ou “Tilly”, a irmã mais velha de Grace (a diferença entre elas é de quatro anos). Tilly resolveu, pelo menos por enquanto, imitar os passos dos pais e está começando a trilhar uma carreira no meio musical. Usando o segundo nome, Florence, como se fosse um sobrenome, provavelmente para evitar desagradáveis pressões ou comparações com os pais famosos, Tilly se juntou à banda Hot Vestry como tecladista. A escolha da função não é nenhuma surpresa: esse não somente foi o posto que consagrou sua mãe no New Order como também todos sabem que seu pai nunca foi “apenas” um baterista, já que ele era o outro responsável pelas bugigangas eletrônicas da banda. Em outras palavras, Tilly certamente cresceu esbarrando o tempo todo em sintetizadores, samplers e baterias eletrônicas espalhados pela casa – e deve ter passado mais tempo brincando com as “ferramentas” dos pais do que com bonecas.

O Hot Vestry já existia como um trio antes de Tilly entrar para o time. Faziam parte da banda até então os irmãos Harry (bateria) e Joe Ward (baixo e voz), e também Will Taylor (guitarra). Com a entrada de Tilly, em 2012, a banda ganhou uma roadie especial: Gillian. Uma vez que nessa época todos ainda eram menores de idade (na faixa dos 17 anos), ninguem tinha carteira de motorista, então coube à “Sra. Morris” o papel de conduzir os candidatos ao estrelato para os ensaios e para os shows. Mas apesar da juventude, o Hot Vestry tem um bom currículo. Eles já abriram shows de nomes de peso, como The Charlatans, The Pop Group, Johnny Marr (que volta ao Brasil em junho deste ano) e, é claro, o New Order. Além disso, o grupo já lançou dois EP’s, Tell Me How It’s Done, de 2013, que na verdade é praticamente um mini-álbum (possui sete faixas), e o recém lançado A Scene in Between. Este último foi mixado por Jim Spencer (com uma ficha vasta de colaborações que inclui New Order, Johnny Marr, Oasis, Echo & The Bunnymen, Paul Weller) e Tim Burgess (vocalista dos Charlatans).

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Mas e o som do Hot Vestry? Os teclados e das programações de Tilly denunciam as já esperadas ligações com o synthpop e a new wave. As linhas de baixo possuem, sim, ecos de Peter Hook. Mas as conexões com o New Order e a década de 1980 param por aí. O Hot Vestry tem uma forte veia experimental-lisérgica que os situa também na virada dos anos 60/70, algo referenciado, inclusive, no próprio visual dos músicos (atenção às camisas de estampas com motivos psicodélicos). Vale a pena uma conferida no streaming do EP A Scene in Between na página do grupo no Soundcloud e, também, o vídeo oficial de “Parallel to Tomorrow”.

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