NEWS | Pílulas (11 de março de 2016)

Trago hoje mais algumas novidades em pequenas doses para os fãs e admiradores do New Order. Desta vez, falaremos do começo da mini-turnê da banda pelos Estados Unidos, de uma exposição, no Rio de Janeiro, de pôsteres originais de bandas pós-punk e new wave (incluindo Joy Division e New Order) e de uma má notícia para os completists. Então vamos lá…

  • O New Order abriu ontem sua turnê de um mês pelos Estados Unidos com uma apresentação em Nova Iorque. O show foi no luxuoso e reverenciado Radio City Music Hall, um ícone da cidade. O concerto surpreendeu em alguns aspectos: em termos visuais, os telões e a iluminação interagiram bem com a arquitetura da sala de espetáculos, proporcionando ao público uma experiência estética talvez inédita em toda carreira do New Order; no que diz respeito à parte musical, além da excelente “Academic”, que foi tocada pela primeira vez (seria uma pista de que esse poderá vir a ser o quarto single saído do álbum Music Complete), “Blue Monday”, clássico dos clássicos, ficou de fora (algo que não acontecia há anos). Fora essas mudanças, o repertório não foge muito daquele que vem sendo tocado desde o começo da turnê de divulgação de Music Complete. Eis o set list completo: Singularity; Ceremony; Academic; Crystal; 5-8-6; Restless; Your Silent Face; Tutti Frutti; People On the High Line; Bizarre Love Triangle; Waiting for the Sirens’Call; Plastic; The Perfect Kiss; True Faith; Temptation; Atmosphere (encore); Love Will Tear Us Apart (encore).
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New Order no Radio City Music Hall, Nova Iorque

  • De um ícone de Nova Iorque para um ícone da Zona Norte Carioca, o bom e velho Cine Imperator, no bairro do Méier, hoje transformado em centro cultural com sala de espetáculos, sala de exposições, cinema e um bistrô (meia boca). Lá está rolando a exposição “80/80: Oitenta Posters dos Anos Oitenta”, uma mostra de pôsteres promocionais originais de bandas de pós-punk e new wave que fazem parte da coleção particular de uma verdadeira entidade da música alternativa no Rio de Janeiro e que teve um papel fundamental na minha “educação musical” e na de muita gente também: o DJ José Roberto Mahr, o criador e apresentador do antológico programa de rádio “Novas Tendências”. A curadoria, isto é, a escolha dos oitenta pôsteres, ficou a cargo de Alessandro Alr, responsável pelo projeto Maldita 3.0 – Rádio Fluminense. Eu estive lá para conferir – e procurar por pôsteres do New Order e do Joy Division. Os encontrei, é claro. Mas encontrei também Siouxsie & The Banshees, The Jesus and Mary Chain, PiL, Front 242, Depeche Mode, Smiths, Talking Heads, Bigod, Nitzer Ebb, The Jam, Echo & The Bunnymen, Cure, Finis Africae, Cocteau Twins e muitos outros. Foi uma volta no tempo. Fãs de A-Ha, Pet Shop Boys e Dire Straits, não se dêem o trabalho de ir, ok?
  • A má notícia é que a edição japonesa do vinil de 12″ do single “Tutti Frutti”, que traria no lado B um remix do Takkyu Ishino, teve seu lançamento adiado em mais alguns dias. A promessa é que ainda saia este mês, mas a nova data, divulgada pela Amazon japonesa aos clientes que o compraram na pré-venda, é dia 30 de março. O jeito, caros colecionadores, é esperar.

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NEWS | Pílulas (fevereiro 2016 – II)

De tudo um pouco: de capa icônica em camiseta de grife a mini-documentário na TV por assinatura, passando até por criador de vídeos de animação para telão de shows. Trazemos neste post mais algumas pílulas neworderianas para manter o leitor/fã antenado e atualizado sobre todas as novidades conectadas à nossa banda favorita.

  • A grife de moda masculina Marshall Artist, criada em 2001 e radicada na região de Eastern Central, em Londres, e que já vestiu nomes como o ex-jogador de futebol David Beckham e os irmãos Gallagher (ex-Oasis), marcou pontos com uma das peças da sua coleção “SS16”, lançada no começo deste ano. Trata-se da camiseta Ultra Violence (1983), inspirada na capa do álbum Power, Corruption and Lies, do New Order. A procura foi tão grande que a M.A. teve que renovar seu estoque. A camiseta foi lançada em duas cores, branca e preta, e os tamanhos vão do “S” (pequeno) ao “XXXL” (o “triplo extra-grande”). Com a nova peça, a Marshall Artist dá continuidade à sua linha de roupas que homenageia a cena musical de Manchester da década de 1980. A capa de Power, Corruption and Lies já havia sido “citada” na coleção do ano anterior, a “SS15”, com a camiseta chamada Theory Micro Dot, que exibe o codex que permite decifrar o alfabeto de cores que Peter Saville usou no projeto gráfico do álbum e, também, nos singles “Blue Monday” e “Confusion”. O preço da Ultra Violence é que não é nada convidativo: £30 (fora o custo do frete se você fizer a compra pela internet). Um mimo muito caro…

 

 

  • Quem andou ligado no canal pago Multishow (Globosat) desde o último dia 03 pode ter tido a sorte de ter visto uma das sete exibições do programa Rock Legends com o New Order. O Rock Legends é uma série que mostra, em episódios de aproximadamente 25 minutos, perfis e biografias de bandas e artistas solo com imagens de clipes e shows, além de depoimentos de jornalistas, críticos musicais e radialistas/DJs. Dirigido por Lindy Saville (repararam na absurda coincidência?), o episódio dedicado ao New Order foi o oitavo da terceira temporada (2014). O programa pertence originalmente ao canal por assinatura norteamericano AXS TV, mas aqui no Brasil ele é exibido pelo canal Bis, que foi quem primeiro levou aos telespectadores o especial sobre o New Order. O mini-documentário começa, obviamente, com o fim do Joy Division, e termina com o rompimento entre Peter Hook, agora ex-baixista, e os demais integrantes, e o processo de gravação do que veio a ser o mais recente trabalho da banda, Music Complete. A última reprise de Rock Legends: New Order no Multishow será amanhã, às 07:00.

 

  • Quando estive no Casino de Paris em novembro do ano passado para assistir o primeiro show da mini-turnê europeia do New Order para a divulgação do álbum Music Complete, uma das coisas que imediatamente saltaram às vistas foram as novidades visuais. Além do telão retangular de leds ao fundo do palco, haveria mais dois menores de cada lado, dispostos diagonalmente em relação ao central, como se estivessem “saindo” deste, proporcionando uma experiência visual diferente e bem mais interessante. De quebra, não somente as músicas novas apresentavam seus próprios vídeos de palco inéditos, como algumas das antigas tiveram os vídeos usados nos shows realizados entre 2011 e 2014 substituídos por novos. O sujeito por trás dessas animações digitais que acompanham o som do New Order ao vivo é Damien Hale, um cara que tem em seu currículo a produção de vídeos para projeções em shows de nomes como Genesis e Take That. Em seu canal no Vimeo, podemos ver trechos de seu trabalho recente para o New Order – “The Perfect Kiss”, “Bizarre Love Triangle”, “Tutti Frutti” e “People on the High Line” – e, tambem, para outras bandas (Sigur Rós e Kasabian).

The Perfect Kiss from Damian Hale on Vimeo.

Bizarre Love Triangle (clip1) from Damian Hale on Vimeo.

Bizarre Love Triangle (clip2) from Damian Hale on Vimeo.

Tutti Frutti from Damian Hale on Vimeo.

People On The High Line from Damian Hale on Vimeo.

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MEMÓRIA | 1986/1987: o New Order conquista os EUA (e o mundo)

8e0704ba4bb4328098d54e41f6dd8309“Foi um show sensacional. Eu estava mais ou menos na quarta fileira, do mesmo lado onde Peter Hook estava no palco. Acho que me lembro de Bernard vestindo um short e uma camiseta da Adidas. Mais de uma vez vi garotas correndo e subindo ao palco para abraçá-lo”.

O trecho acima, publicado no site New Order On Line, faz parte de um breve relato de Tim Treat sobre o show do New Order no Poplar Creek Music Theatre, Chicago (EUA), no dia 16 de agosto de 1987. A cena descrita por Tim mostra o quanto a banda, naquela altura, já se encontrava bem distante no tempo e no espaço da atmosfera que cercava os concertos de sua primeira encarnação. A título de compração, o contraste entre essa apresentação e o famoso – porém infame – show do Joy Division no Derby Hall, em Bury (Inglaterra), no dia 08 de abril de 1980. Em vez de um anfieatro com capacidade para 20 mil pessoas, no qual já haviam tocado estrelas de primeira grandeza do rock/pop como Peter Frampton, B.B. King, Liza Minelli e Tina Turner, o Derby Hall era um antigo edifício vitoriano neoclássico com pouco mais de 500 lugares; além disso, o show do Joy Division ficou marcado por um grande tumulto, com direito a garrafas atiradas no palco e pancadaria generalizada. O episódio está bem representado no filme Control, de Anton Corbijn.

O show em Chicago, bem como toda turnê do New Order pelos Estados Unidos naquele ano, simbolizavam uma conquista: o sucesso comercial aliado à independência. A banda finalmente havia alcançado o sucesso que parecia reservado ao Joy Division, mas que fora adiado graças ao suicídio de seu vocalista e, também, timoneiro: Ian Curtis. Muitos talvez não saibam, mas naquela época, o último terço da década de 1980, não existia ainda o revival em torno do Joy Division; seu nome ainda não desfrutava do reconhecimento nem do sucesso com os quais foi laureado tardiamente. Foi como New Order que os sobreviventes do fim trágico operado por Curtis – Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris – conseguiram “chegar lá”. Naqueles tempos poucas eram a bandas que detinham o sucesso de público e, ao mesmo tempo, os aplausos da crítica.

O ano de 1987 foi, portanto, especial para o New Order. O grupo havia conquistado um dos maiores – e mais difíceis – mercados da música pop mundial: o norteamericano. Curiosamente, foi nos Estados Unidos (mais especificamente em Nova Iorque), bem no comecinho da década de oitenta, que o New Order encontrou a “tábua de salvação” que lhes libertou das sombras de Ian Curtis e do Joy Division. Já mais abertos às experimentações com sintetizadores e percussão eletrônica, resultado do período de estágio com o produtor Martin Hannett, o homem por trás das inovações sonoras presentes nos dois LPs do Joy Division – Unknown Pleasures e Closer -, Sumner, Morris e Hook, além de Gillian Gilbert (convidada a juntar-se ao trio poucos meses após a reestreia como New Order), incorporaram à sua música os beats e os grooves do pop eletrônico negro. Quando voltaram para a Inglaterra, já não eram mais os mesmos.

Em sua terra natal, produziram, em seguida, uma sucessão de singles de doze polegadas de grande êxito, como “Temptation”, “Blue Monday”, “Thieves Like Us” e “The Perfect Kiss”, bem como álbuns que, naquela época, tinham ares de novidade (Power, Corruption and Lies e Low Life), embora ninguem tivesse ideia precisa (pelo menos não naquele tempo) do quanto esses discos estavam antecipando o futuro do pop. Mas a “Conquista da América” começou a ser pavimentada mesmo em 1986, cinco anos depois das primeiras incursões pelos clubs de Nova Iorque. O filme Pretty in Pink, de John Hughes, lançado em fevereiro daquele ano, além de ter sido um sucesso estrondoso de bilheteria, ajudou a popularizar a música do New Order, já que trazia em sua trilha sonora três canções da banda (mas apenas “Shellshock” foi incluída no LP). Meses mais tarde, em novembro, o single “Bizarre Love Triangle”, o único saído do álbum Brotherhood, tomou de assalto as paradas de sucessos nos EUA: entrou no Top 10 na parada oficial de singles e ocupou a quarta posição na parada de Dance Club Songs da revista Billboard. Nada mal para uma música que, na Inglaterra, havia atingido o primeiro lugar tão somente na parada independente (na parada oficial não chegou sequer ao Top 50, vejam só).

Mas o New Order tomou de vez a América para si em agosto de 1987, quandos os singles da banda apareceram reunidos em um álbum duplo intitulado Substance. Dos doze singles incluídos no LP, nove não faziam parte de nenhum outro álbum já lançado pelo grupo; os demais, por outro lado, eram remixes expandidos em vez de album versions. O disco fez um enorme sucesso nos dois lados do Atlântico, mas foi nos Estados Unidos onde ele alcançou sua maior marca, ultrapassando 1 milhão de cópias vendidas. O impacto de Substance sobre o mercado norteamericano foi algo sem precedentes – de uma hora para outra resenhistas de influentes publicações estadudinenses, do The Village Voice à Playboy, estavam dedicando linhas ao disco e à banda. Também foi em 1987 que os LPs do New Order, de Power, Corruption and Lies a Substance, começaram a ser distribuídos no mercado brasileiro pela WEA (no ano seguinte a banda estaria aqui pela primeira vez para uma série de shows).


Fotos: New Order nos EUA com Echo & The Bunnymen (1987)

O lançamento de Substance nos EUA foi o estopim de uma turnê norteamericana ao lado do Echo & The Bunnymen (outra importante banda britânica da década de 1980) e o glam gothic Gene Loves Jezebel. A excursão começou em Minneapolis, no dia 13 de agosto de 1987, e terminou Berkeley, Califórnia, no mês seguinte. Foram lançados, para fins de divulgação da turnê, dois discos promocionais: um flexi disc de dez polegadas que trazia um remix de “State of the Nation” e um set de três vinis de doze polegadas (cada um dedicado a uma das bandas), com o qual o New Order contribuiu com “True Faith”. Ambos os discos são hoje peças de colecionador.

A turnê foi um sucesso de público e os shows foram, na sua grande maioria, realizados em grandes espaços, como o já citado Poplar Creek, e também em outros famosos anfiteatros norteamericanos, como o Red Rocks, em Denver (Colorado), e o Irvine Meadows, na Califórnia. E anos mais tarde a revista Rolling Stone, em seu Album Guide (2004), afirmaria que Substance, ao lado de Purple Rain de Prince e Immaculate Colection de Madonna, seria um “guia para a música popular da década de 1980”. O LP acabou indo parar na Enciclopédia de Música Popular de Colin Larkin em 1989.

Nada mal para uma banda que já foi recebida no palco com garrafadas apenas sete anos antes, não é?

MEMÓRIA | Registros do New Order no Brasil em 1988

bizz-junhode1988neworderMe lembro com nitidez como se fosse hoje. Dentre os diversos assuntos que naturalmente poderiam emergir entre os primeiros colocados de uma fila para se assistir ao show do New Order no Vivo Rio, no dia 16 de novembro de 2006, uma antiga – e até mesmo meio esquecida – “lenda urbana” ressuscitou: a extinta emissora de TV Manchete, cuja sede ficava ali bem perto do local do concerto, teria exibido um especial com a apresentação do New Order no ginásio do Maracanãzinho, ocorrida no dia 25 de novembro de 1988. Todavia, por motivos “desconhecidos” ou “inexplicáveis”, o canal o teria feito sem chamadas na sua programação e em uma faixa de horário pouco frequentada por expectadores, a do “corujão” (depois da meia noite). Isso explicaria duas coisas: em primeiro lugar, porque tão pouca gente teria visto o especial (e esses “sortudos” juram até a morte que viram); em segundo, porque dentre os poucos afortunados que decidiram ficar acordados até mais tarde nesse dia, aqueles abastados que naquela época já dispunham de aparelhos de videocassette não estariam devidamente preparados para fazer um registro do show.

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A favor da lenda urbana está o fato da Rede Manchete ter gravado os shows de The Cure – também no Maracanãzinho, dia 28 de março de 1987 – e Echo & The Bunnymen – Canecão, dia 11 de maio de 1987 -, tendo, em seguida, exibido especiais de ambos (mas em horário nobre e com chamada na programação). Contra a lenda, algumas questões sem resposta: por que a Manchete teria optado, dessa vez, por exibir o show “de surpresa” e, sobretudo, em um horário de baixíssima audiência? Essa teria sido mesmo a causa de ninguem ter conseguido gravar o show? Se o concerto do New Order tivesse sido mesmo mostrado na TV, ainda que sem aviso e em um horário para “insones”, não é estranho o fato de não ter sido gravado por ninguem e, anos depois, ter ido parar no You Tube, como os especiais do Cure e do Echo? A prova dos nove está no acervo de 5.500 fitas da Manchete, hoje nas mãos da Fundação Padre Anchieta / TV Cultura – que já digitalizou quase a totalidade do material, mas que só poderá fazer uso dele a partir de 2053, quando essas gravações finalmente se tornarão de domínio público.

O mais curioso é que essa história voltou à baila em uma época bem diferente – em 2006 o You Tube já estava aí propagando, em comunhão com o acesso cada vez mais amplo às câmeras digitais, o conceito de broadcast yourself (algo como “faça você mesmo sua rádio/teledifusão”). Além disso, canais de internet que passaram a transmitir os shows via live streaming acabaram tendo seus vídeos capturados com a proliferação de programinhas e aplicativos destinados a esse fim. Em outras palavras, no século XXI tornou-se bem mais fácil produzir, disseminar e/ou reunir registros dos shows de seus artistas favoritos. Eu mesmo tenho gravações em áudio e vídeo digitais, de alta qualidade e proveniente de excelentes fontes, de todas as passagens do New Order pela América do Sul de 2006 para cá. Mas em 1988, particularmente no Brasil, já seria muita sorte conseguir entrar em um show com uma câmera fotográfica (algo que hoje está incorporado a qualquer telefone celular), quem dirá com um walkman ou um gravador de cassette. Mas houve quem tivesse conseguido essa proeza…

Imaginem a surpresa que foi quando, um belo dia, caiu em minhas mãos (e faz um bom bocado de anos isso), a gravação do show do New Order no ginásio do Gigantinho, em Porto Alegre, no dia 28 de novembro de 1988. Quando eu vi, mal pude acreditar. Apesar da qualidade rudimentar da gravação (e, também, da digitalização, que passava longe dos 320kbps), o registro era autêntico: não somente a ordem das músicas obedecia à do set list do concerto, como se podia ouvir o vocalista/guitarrista Bernard Sumner agradecendo as palmas e os urros da plateia com “obrigado”. No vídeo abaixo lhes apresento uma perfomance de “Sub-Culture” extraída da referida gravação e que confirma o que estou dizendo. Todavia, não existem informações sobre quem apertou o “REC” naquela noite, há 27 anos, nem sobre quem disseminou isso. De qualquer forma, foi um favorzaço feito, em especial, para os fãs do Brasil.

As suspeitas sobre a autoria dessa gravação recaem sobre uma figura que ficou muito conhecida entre os fãs de baladas eletrônicas nos anos oitenta e noventa – o DJ e radialista José Roberto Mahr, o homem por trás do famoso programa de rádio “Novas Tendências”, além de notório fã do New Order. Reza a lenda de que ele teria registrado todos os shows da passagem da banda pelo Brasil naquele ano – incluindo filmagens. Essa história já me foi confirmada por duas fontes diferentes: uma delas é um certo DJ da noite indie carioca (que, inclusive, disse já ter visto as fitas na casa do próprio Mahr) e a outra é uma figura já bastante conhecida entre fãs brasileiros do New Order desde os tempos dos canais de discussão no extinto mIRC e que atendia costumeiramente pelo nickname “Denial_1963” (nada de nomes sem a autorização dos citados, certo?). Isso por si só não prova que o registro de Porto Alegre ’88 que caiu na rede é de autoria de J. R. Mahr. Entretanto, em uma edição de seu programa (transmitido pela Rádio Cidade FM), ainda em 1988, ele tocou metade do set do terceiro show da banda no Ginásio do Ibirapuera (03 de dezembro), tendo prometido aos ouvintes tocar o restante do show no programa da semana seguinte, o que acabou não acontecendo. Nosso codinome “Denial_1963” havia gravado em cassete o programa com a primeira parte e, na segunda metade da década de 1990, transformou sua velha e gasta fitinha em um CD-R. Os arquivos digitalizados foram parar, depois, na rede. O vídeo a seguir mostra “Touched by the Hand of God” (finalizada com mais um “obrigado” de Sumner) – notem que a gravação é ainda mais precária, mas é um tesouro (a data do show mostrada no vídeo, no entanto, está incorreta). Anos mais tarde, “Denial_1963” teria “esbarrado” com Mahr por aí e lhe perguntado por que a segunda metade do show não tinha sido tocada no programa. A resposta recebida foi a que a qualidade do registro era muito ruim e “constrangedora”.

O fato é que, além do lendário, porém até hoje não comprovado, “especial da Manchete” e, também, das gravações piratas supracitadas, a turnê brasileira do New Order em 1988 gerou pelo menos um registro oficial que foi lançado em disco. Trata-se de um cover (excelente) de “Sister Ray”, do Velvet Underground, que fez parte do set da primeira noite do grupo no Ibirapuera, dia 01 de dezembro de ’88 (ver próximo vídeo). A faixa foi lançada no LP Like a Girl, I Want to Keep You Coming, uma coletânea de 1989 produzida pelo coletivo Giorno Poetry Systems (John Giorno, William Burroughs, Brion Gysin, Allen Ginsberg, John Cage) através de seu selo homônimo e que misturava música alternativa (Debbie Harry, David Byrne, Rollins Band, New Order) e poesia. A qualidade de som dessa versão de “Sister Ray” é soundboard, isto é, profissional, e segundo os créditos no disco, foi gravada em DATdigital audio tape – por “Oz” (Keith “Oz” McCormick, engenheiro de som e técnico de P.A. da banda naquela época). Naquela turnê, a revista Bizz levantou uma lista do equipamento trazido pelo New Order para o Brasil, o que incluía “quatro gravadores multipista digitais” que seriam usados pelo grupo para “registro pessoal”. Naturalmente, a Bizz cometeu um equívoco: os gravadores digitais multitrack só surgiriam no mercado em 1992 (os chamados ADAT – Alesis Digital Audiotape), enquanto que os gravadores DAT da Sony (que eram os que foram usados aqui) eram 2-track (dois canais). Bem, o fato é que o New Order tem seu próprio registro dos shows, mas infelizmente esse material deve estar sendo colonizado por fungos em algum depósito, haja vista que, de 1988 para cá, mais nada além de “Sister Ray” veio a ver a luz do dia.

Bom, esses são os registros que se têm conhecimento da passagem do New Order pelo solo brasileiro há quase trinta anos. Dentre lendas urbanas e fitas ameaçadas de morte pela ação do tempo, o que está ao alcance dos fãs até o momento é, em termos de quantidade (e de qualidade também), mixaria se compararmos com a chuva de streamingstorrents e de vídeos no You Tube de shows recentes à disposição hoje. Mas essa facilidade dos dias atuais torna as precárias e cacofônicas gravações das velhas fitinhas verdadeiros tesouros inestimáveis para os fãs.

Bem, só que o problema com os tesouros é que eles não costumam ser compartilhados…

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REVIEW | Show: New Order, Casino de Paris, 04/11/2015

IMG_0483O que levou o New Order a escolher Paris como ponto de partida para a sua mini-turnê europeia que inaugura os trabalhos de divulgação (no palco) de seu mais recente trabalho – o até agora (muito) bem recebido Music Complete – é um segredo reservado somente à banda e seu management. Todavia, o que importa para o escritor deste blog é que uma feliz coincidência, ou golpe de sorte, me colocou no lugar e na hora certos. Uma viagem a trabalho me deu a oportunidade de realizar um velho “fetiche”: mesmo já tendo visto o New Order oito vezes, com e sem Peter Hook, dentro e fora do Brasil, eu nunca assisti a um show do grupo em solo europeu. Bem, o grande sonho mesmo era ver os caras “jogando em casa”, em Manchester, mas quem aqui está em condições de esnobar um show em Paris?

Chamar o presente texto de review seria muita presunção. Ele não preenche os devidos requisitos para isso – para início de conversa, nem tem a imparcialidade necessária. Contudo, já vi muita gente por aí escrever sobre discos e shows sem qualquer conhecimento sobre aquilo que está a avaliar para o público. E muitas vezes o ego do crítico é tão grande que ele assume posições indevidas e vai a um espetáculo acreditando que os músicos em um palco estão ali suando sob os holofotes para satisfazer a eles (os críticos), como em uma audição particular, e não ao público que pagou para vê-los. Não sou crítico profissional, mas acho que mesmo tratando de uma matéria sobre a qual sou deveras suspeito, se eu simplesmente me limitar a dizer o que achei bom e o que eu achei ruim, acho que vou parecer bem menos picareta que muito “crítico de música” por profissão.

Comecemos pelo venue. O Casino de Paris, localizado na Rue de Clichy, num ponto entre as estações de metrô Liège e Saint Lazare, tem a companhia de teatros e cafés, o que confere um ar boêmio ideal para um show. Quando eu cheguei, exatamente às 20:00, muitos grupos faziam seus warm ups nesses templos de boa bebida (vinho e pints) e sanduíches na baguette. Nem fiquei muito tempo do lado de fora. Logo no hall de entrada, já se podia ouvir o som do show de abertura (a banda era o Hot Vestry, cuja tecladista, Tilly, é filha de Stephen Morris e Gillian Gilbert). Quando finalmente acessei a pista, percebi que estava a assistir os minutos finais da apresentação do HV. Os instantes finais desse show e, também da apresentação do DJ Tintin serviram para duas coisas: para que eu arrumasse um bom lugar (nem precisava ser no gargarejo, já passei dessa fase) e para olhar melhor o interior da casa. O Casino de Paris é bem menor do que aparenta nas fotos espalhadas pela internet. Em alguns momentos, cheguei a pensar que era do tamanho do Circo Voador (Rio de Janeiro) ou até mesmo menor. Segundo a Wikipedia, a capacidade do fosse (pista) é de 1.800 pessoas. A capacidade total atual do Circo, a título de comparação, é de 2.800. Achei pouco para o New Order.

Outro problema: o palco era muito baixo. Aliás, um problemão em termos de visibilidade dependendo de onde se está na pista, ou da sua estatura. É bem verdade que eu prefiro shows indoor, mas custava acreditar que bandas como Coldplay e New Order haviam sido escaladas para tocar ali – com todo respeito ao valor histórico e à riqueza arquitetônica do lugar.

Bom, mas o Casino deixou uma impressão positiva em um aspecto importante: excelente acústica. Essa qualidade ficou evidente em todas as apresentações da noite: Hot Vestry, DJ Tintin e, salve salve, New Order. A outra coisa boa é que a casa estava lotada pelo menos – era um concerto sold out, isto é, com todos os ingressos vendidos (e tinha gente do lado de fora caçando ingresso de tudo quanto era jeito, pois chegaram até a me perguntar se eu tinha um sobrando para vender). Ficou evidente que o New Order precisava de um lugar mais espaçoso, por melhor que o Casino de Paris pudesse ser.

Mas como o que importa mesmo é o jogo com a bola rolando, vamos ao show. Confesso que fui esperando mais do mesmo: a banda entrando em cena ao som de alguma trilha de spaghetti western de Ennio Morricone, “Elegia” (de Low Life) como intro “substituta” para “Crystal” (que tem sido a opener dos shows há anos), depois “Regret”… Como reprises da Sessão da Tarde. Só que não. Pelo menos não desta vez. Ou pelo menos não será mais assim ao longo dessa nova turnê. Após uma intro diferente, que não consegui identificar, o New Order subiu ao palco sem muita conversa e escolheu como cartão de visitas um dos grandes temas de sua mais recente safra: “Singularity”.

Aposta alta, eu diria. Mas saíram ganhando. Funcionou muito bem como canção de abertura e, olhando a reação do público ao redor, tive a impressão que eu não fui o único a aprovar a escolha. Fora a execução, perfeita, o som estava tinindo, “brilhante”… E no lugar do vídeo chinfrim que havia sido produzido para a faixa quando ela foi incorporada ao set list no ano passado – antes de Music Complete ver a luz do dia – eles usaram imagens editadas de B-Movie: Lust & Sound in West Berlin 1979-1989, do trio Jörg A. Hoppe, Klaus Maeck e Heiko Lange. As cenas do filme pareciam dialogar muito bem com versos do tipo “We’re working for a wage / I’m living for today / On a giant piece of dirt / Spinning in the universe”. Aliás, falando em vídeo, outra mudança: em vez de um único telão de led ao fundo, este agora é complementado por telas laterais dispostas diagonalmente (ver foto), o que resulta em um efeito cênico bem mais belo e atraente.

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No esteio de “Singularity” tivemos uma sequência de velhos números “infalíveis”, todos executados com a mais absoluta perfeição: “Ceremony” (será sempre um dos pontos altos do show), “Crystal” (caiu do topo do set list, mas não ficou má nessa posição), “Age of Consent” (que Tom Chapman, o substituto de Peter Hook, toca com igual maestria, e que fique registrado isso) e a versão de “5-8-6” turbinada com uma mãozinha do DJ e produtor Stuart Price (que retornou ao repertório de shows do New Order em 2011 para nunca mais sair). A surpresa aqui foi terem puxado “5-8-6” mais para a “primeira parte” do show, na qual tradicionalmente predominam os temas mais rock. É, parece que a banda anda inclinada a quebrar algumas de suas próprias regras novamente

Após esse bloco de clássicos, eles retornaram ao Music Complete com “Restless”. Eu adoro essa música, mas tal como na apresentação em Maida Vale para o BBC 6 Live há algumas semanas, existem algumas coisas nela que, pelo menos no meu ponto de vista, fazem com que ela entre no famoso hall das “Grandes Canções de Estúdio do New Order Que Não Soam Bem Ao Vivo”. No começo, parecia meio lenta e arrastada… Levou tempo para ela entrar no mesmo pique do disco, com aquela “pegada” ligeira. Mas chegou lá. Porém, não gosto das guitarras. É legal, em termos visuais, ver o Phil Cunningham empunhando uma linda Gretsch, mas eu ainda prefiro o dedilhado no violão da versão original. As guitarras elétricas, com seus acordes “chá-com-pão” banais, encobriam o baixo de Tom Chapman e as lindíssimas frases de teclado de Gillian Gilbert. Tome um 6,5 e olhe lá!

Mas vejam como são as coisas. Para quem achou, antes do show começar, que o máximo que poderia haver de surpresa era o New Order tocar músicas do novo disco, quem poderia imaginar que eles desenterrariam um lado B de 1984?! Meu queixo quase foi ao chão quando ouvi Tom Chapman tocar em seu baixo Rickenbacker a introdução de “Lonesome Tonight” (vi Peter Hook, o autor original do riff, tocar essa com o The Light, mas confesso que não me emocionou tanto quanto desta vez que vi com New Order… e com o Tom em seu lugar). Tudo conspirou para sair perfeito: até mesmo Bernard Sumner, afeito a lambanças em músicas que estão há muito tempo sem tocar, não desafinou, não errou a letra, nem errou nas suas partes de guitarra. Valeu, Barney.

Aliás, eu preciso dizer algo à respeito de Sumner. Achei a atitude de palco dele diferente da que havia me acostumado a ver nos shows que o New Order realizou na América do Sul. Pelas bandas daqui (ops, de lá, ato falho, esqueci que estou nas Zoropa), muito populismo: na Argentina, “We love the beef!”; no Chile, “We love the wine!”; no Brasil, “We love caipirinha! But not the traffic jam!”. Fora os sorrisinhos e as piadinhas troll. O Barney que eu vi aqui em Paris fazia um tipo mais sério e frio, sem muita comunicação com a plateia.

Quando finalmente soltaram “Your Silent Face”, para um bom entendedor uma música basta. Para quem nunca reparou, aqui vai um “segredo”: ela é aquela música “calma” que cria uma espécie de “pausa” para a plateia recuperar as suas baterias, porque, depois dela, costuma ser a hora do ballroom, do batidão. Não deu outra: o New Order colocou na pista a dobradinha mais dançante de Music Complete: “Tutti Frutti” e “People on the High Line”. Na primeira, Sumner finalmente cometeu o primeiro grande erro da noite entrando um pouco tarde com a voz, se desencontrando em seguida com os vocais pré-gravados de Elly “La Roux” Jackson. Mas pouco depois ele conseguiu encaixar a voz e a letra nos lugares certos e a música transcorreu até o fim sem mais nenhum problema – e acompanhada por um vídeo cheio de imagens com cores berrantes que irremediavelmente remetiam ao álbum Technique (1989). Aqui cabe dizer uma coisa: “Tutti Frutti” não é a minha favorita do novo LP, mas não tem como não reconhecer que a faixa se encaminha para a sua canonização junto a outros clássicos do repertório da banda. Não é exagero. Era só olhar ao redor para perceber o quanto o público realmente ama essa canção.

Já em “People on the High Line”, outra que teve que trazer Elly Jackson em versão virtual / sampleada, foi perfeição da primeira à última nota. O destaque vai, sem dúvida nenhuma, para a “cozinha”: Stephen Morris e Tom Chapman. O que se ouve no disco soa ainda melhor ao vivo. Mas nessa hora foi impossível não pensar em Peter Hook. Não, não pensamentos do tipo “ah, que falta que ele faz”. Foi algo do tipo “vendo Morris e Chapman tão bem entrosados assim parecem que eles tocam tanto tempo juntos quanto Morris e Hook tocaram”. Foi tão bom, mas tão bom, que eu gostaria que o Daft Punk tivesse assistido essa versão de “People on the High Line” só para convidar Tom Chapman e Stephen Morris para tocarem no seu próximo disco.

Meus olhos testemunharam uma ampla aprovação das músicas novas no show. Mas vejam que detalhe curioso: haviam se passado dez músicas e nenhuma do Joy Division havia sido tocada – e eles já estavam no bloco de faixas mais dance. Eu mal podia acreditar no que eu estava presenciando… Da mesma forma como mal pude acreditar com o que eles fizeram com “Bizarre Love Triangle”: tocaram-na com um novo arranjo, com base no remix feito por Richard X em 2005. Pode parecer “heresia”, mas o fato é que soou muito melhor ao vivo que a já desgastada e sem brilho versão que vinha sendo tocada, com pouquíssimas modificações, desde 1998. A mesma ousadia valeu para a faixa seguinte, “Waiting for the Sirens’ Call”. Enquanto a versão original foi estruturada sobre uma base de guitarra-baixo-bateria, tendo os teclados e os sintetizadores apenas como “ornamentos”, no Casino de Paris a banda apresentou-a com nova roupagem se apropriando do remix “Planet Funk”. Ninguem no local parecia incomodado com mais esse “sacrilégio”. Pelo contrário, tive a sensação nítida de que a banda ganhou pontos com isso.

E aí veio a quinta e última música de Music Complete da noite: “Plastic”. Uma música que eu acho ótima. O problema é que, após o enorme impacto da sequência “Tutti Frutti”, “People On the High Line”, e os remakes/remixes de “Bizarre Love Triangle” e “Waiting for the Sirens’Call”, ela não arrancou oh!‘s e ah!‘s de ninguem. Uma pena, porque também foi tocada com absoluta precisão. Talvez o melhor lugar para ela seja mais para o início do show.

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Daí para frente… Agora sim, tudo mais do mesmo. “The Perfect Kiss”, “True Faith” e, encerrando o set, “Temptation”. Em “True Faith”, fora uns synths extras na introdução e uma “paradinha” no terço final da música, é o mesmo arranjo apresentado desde 2011, com base nos remixes do Shep Pettibone e do Paul Oakenfold. Já em “Temptation”, a banda toda se perdeu no começo, os instrumentos se desencontraram e o constrangimento se instalou nos rostos de toda a banda, mas depois todo mundo “se entendeu” de novo e faixa seguiu seu rumo – apoteótico, como sempre. A pausa antes da encore foi uma das mais curtas que eu já vi. Ela começou com “Blue Monday” – a pérola que faltou no bloco dance. E depois, é claro, não podia ser diferente: o espaço do Joy Division permaneceu garantido e o show terminou com “Atmosphere” e “Love Will Tear Us Apart” (esta última com os graves reverberando e estourando, foi a única “derrapada” no som, que esteve sempre impecável).

Fiquei feliz de ver o New Order com um show diferente daquele que vinha apresentando desde 2011. O repertório mostra que a banda conseguiu um equilíbrio bem razoável entre o material novo, os antigos sucessos (alguns com nova roupagem), um pouco de Joy Division para agradar quem faz questão e até “raridades” de seu catálogo. É claro que, ao longo dos próximos meses, esse set list a seguir pode sofrer alterações, mas como fã eu já vejo que essa lista aí já daria um bonito disco ou DVD ao vivo. Mas, falando especificamente do concerto em Paris, dos que eu vi, esse seguramente está entre os três melhores.

SET LIST:
Singularity
Ceremony
Crystal
Age of Consent
5-8-6
Restless
Lonesome Tonight
Your Silent Face
Tutti Frutti
People On the High Line
Bizarre Love Triangle (Richard X Remix)
Waiting for the Sirens’ Call (Planet Funk Remix)
Plastic
The Perfect Kiss
True Faith
Temptation
Blue Monday (encore)
Atmosphere (encore)
Love Will Tear Us Apart (encore)

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NEWS | Shows do New Order em novembro já têm ingressos esgotados em três cidades

electronic-beats-presents-new-order-live-in-berlin_video_2012-11-940x626Parece que Peter Hook vem fazendo menos falta do que muita gente imagina – ou gostaria. Mal o New Order anunciou as primeiras datas da turnê de divulgação do seu próximo álbum, Music Complete (com lançamento programado para setembro), três shows já estão com ingressos esgotados: no Ancienne Belgique, em Bruxelas, no OBrixton Academy, em Londres, e no Olympia, em Liverpool, respectivamente nos dias 6, 16 e 21 de novembro. Por causa da grande procura, uma data extra no Brixton Academy (17/11) foi incluída. A venda dos ingressos para os shows na Europa, que inclui passagens também por Paris, Estocolmo, Berlim e Glasgow, começou oficialmente na última sexta-feira para o público em geral, mas os assinantes da mailing list da banda no site da Mute Records tiveram o privilégio de participar de uma pré-venda dois dias antes, na quarta-feira. Esses fãs podiam, inclusive, comprar um pacote especial que incluía ingresso, o álbum Music Complete na versão “Deluxe Vinyl Box Set”, além de camiseta e impressos oficiais da turnê.